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Autor: Derek B. Miller

Ano:2014
N.º de Páginas: 303
Editora: Asa
 
Sinopse: Sheldon, um judeu americano, parece ter chegado ao fim da linha. É viúvo, tem 80 anos, e revela sinais de demência. A filha, preocupada, decide levá-lo para Oslo, onde vive com o marido. Um dia, quando o deixa sozinho no apartamento, Sheldon ouve ruídos na escada. Percebe que é uma vizinha a ser perseguida, a tentar proteger desesperadamente um filho pequeno. A mulher acaba por ser morta selvaticamente. Mas o octogenário consegue, in extremis, esconder a criança dos perseguidores. É o ponto de partida de um romance onde tudo nos surpreende. Aos poucos, juntamos as peças do puzzle. Sheldon é afinal um exveterano da Guerra da Coreia, que há décadas vive num secreto inferno, a tentar expiar um crime involuntário. Num último esforço para se redimir, assume como missão salvar o filho da vizinha. Numa terra desconhecida para ambos, começa uma fuga épica, que os levará aos confins da Noruega – e uma perseguição implacável,movida por um gangue kosovar. Um estranho lugar para morrer, considerado o melhor romance do ano por uma série de publicações, desafia qualquer definição. O ritmo e a tensão absolutamente sufocantes remetem para o thriller moderno, do mais fino recorte escandinavo. Mas o autor, um ativista do desarmamento e dos direitos humanos, usa a dramática epopeia de Sheldon para pôr a nu a violência latente na cultura ocidental.
 
Opinião: Li este livro com muita expetativa, afinal foi considerado o melhor thriller moderno, e fiquei à espera da minha cenoura. O Sheldon é um personagem interessante, tem 80 anos, é viúvo, revela sinais de demência e ajuda uma criança a fugir dos assassinos da mãe, que é sua vizinha. Depois acompanhamos esta fuga e a sua história nos tempos da guerra na Coreia, com crimes por desvendar, com conversas com pessoas que afinal já morreram.
Gostei das críticas às políticas de emigração e à sociedade norueguesa. Gostei da descrição do gangue Kosovar, da chefe da polícia local e do próprio Sheldon. Os personagens estão muito bem caraterizados, contudo, a cenoura não apareceu. Onde está o mistério?! No final da história fiquei triste, pois acho que um bocadinho de Agatha Christie seria essencial.
 
Não era hora para estar a pensar naquilo, mas como é que as autoridades podiam pôr a segurança e o bem-estar do povo norueguês -os que são cidadãos e votam e lutaram pela democracia- a seguir ao dos estrangeiros? Uma vida pacífica não devia ser conseguida à custa dos emigrantes, claro, mas também não devia ser relegada para segundo plano.(...) Como é que podemos ser tão totalmente otimistas em relação ao mundo, apenas sessenta anos depois de termos sido ocupados pelos nazis? (pág.144).


2 comentários

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De Sónia Pereira a 25.01.2017 às 12:36

Eu tenho uma certa tara (é tara mesmo) por policiais e thrillers, mas confesso que grande parte das leituras nessa área são de autores escandinavos ou islandeses. Não conhecia este autor e, depois da «cenoura não ter aparecido» confesso que já não me puxa ler o livro em questão. Não é fácil escrever um thriller. A cadência da narrativa, o manter o leitor em suspense, tudo isso tem de ser muito bem gerido, e alguns autores, mesmo com uma boa história, não o conseguem fazer convenientemente. 
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De Edite a 27.01.2017 às 09:53

Eu gosto muito de suspense, mistério e de ficar a tentar descobrir o que se vai passar a seguir. Gosto de policiais assim, como o do "A verdade do Caso de Harry Quebert".

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