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SINOPSE: aqui.
 

OPINIÃO: Este livro é o segundo livro do autor. Eu nunca tinha lido nada dele anterirmente mas, tratando-se de um policial/thriller, parti para a sua leitura com um certo espírito detetivesco. Embora sabendo que este livro é a continuação do primeiro, “O dia em que perdemos a cabeça”, e que possui alguns elos de ligação com este, creio que o livro pode ser lido em separado sem que isso afete o interesse em acompanhar uma investigação criminal como esta (confesso que gosto particularmente de policiais).

Em 14 de dezembro de 2014, uma jovem mulher aparece, numa rua de Nova Iorque, uma jovem nua e suja. A polícia leva a jovem  para o escritório do FBI e esta traz consigo umas notas amareladas com nomes. O inspetor Bowring e o seu assistente irão investigar o caso e logo surge uma ligação a uma mulher que surge decapitada num campo.

Esta mulher é estranha e chama logo à atenção quando profere frases enigmáticas como: "Odeio vestidos de flores,, inspetor Bowring especialmente em Dezembro, por causa do frio do Inverno" e"As coincidências não são mais do que o destino disfarçado de inocência".

Apesar de me sentir um pouco perdida no início, dado os saltos temporais, mudança entre personagens e de histórias, continuei agarrada ao livro à espera de descobrir em que fase a história se iria interligar - o que acabou por vir a acontecer. O que gostei mais e realmente me prendeu atenção foi o mistério nebuloso e um certo misticismo por detrás da personagem Carla.

Apesar de a história ter sido, para mim, previsível, no final o autor conseguiu surpreender-me. Outro aspeto positivo é a sua escrita leve, o que contribui para uma leitura rápida em que não damos conta do tempo passar.

Gostei muito e espero ler mais deste autor.

 

CLASSIFICAÇÃO: 4/5*

oferta da editora para opinião 

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Sinopse: aqui.

Frank Lundquist é psiquiatra na prisão de Milford Basin, Nova York, e desenvolve uma obsessão pela Reclusa Miranda Greene, uma vez que é apaixonado por ela desde os tempos do liceu. Como esta parece não o reconhecer, ele decide continuar a acompanhá-la como paciente, indo contra os princípios que regem a sua profissão. Depois temos Miranda Greene, a cumprir uma pena de 52 anos de prisão, que planeia morrer e recorre a Frank alegando uma depressão. Estes dois personagens vivem "assombrados" por um mistério no passado e têm problemas psicológicos que não conseguem ultrapassar.

Eu achei que a premissa da história é interessante, no entanto, os capítulos alternados do ponto de vista de Frank e Miranda, tornam o desenvolvimento da história muito lento. Também me pareceu igualmente lenta, com recuos e avanços, a descoberta de acontecimentos do passado em relação aos dois personagens. Além disso, a história entre Frank e Miranda deixou-me um pouco confusa e à espera de uma reviravolta qualquer. 

Para ser honesta não sei se foi do livro ou se este livro não é para mim, mas, como gosto de personagens intrincados, esperei sentir empatia por algum dos personagens, o que acabou por não acontecer. 

No entanto, como não podia deixar de ser, esta história fez-me pensar. E a este propósito lembrei-me da frase de Mahatma Gandhi, a qual refere que “Uma prisão não são grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência”. Assim, refletindo um pouco sobre o sentido desta frase e sobre a história d´A Reclusa, considero que a própria mente dos personagens acabou por constituir a sua própria prisão, embora o livro nos traga outra prisão com a descrição do ambiente prisional numa prisão de mulheres e os problemas que surgem entre Miranda e as outras reclusas.

Classificação: 3,5/5*

Oferta da editora

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Sinopse: Aqui.

Opinião: Depois de P.S - eu amo-te, fiquei curiosa para ler este livro, porque queria muito saber como prosseguiu a vida de Holly sete anos após a última carta de Gerry. Tenho de admitir que na minha cabeça surgiram vários planos para a vida dela. Por exemplo, esperei voltar a encontrá-la casada e já com filhos. No entanto, já devia ter aprendido que nos livros, tal como na vida real, há mudanças e reviravoltas inesperadas.

Holly Kennedy tem 37 anos, está mais velha, tem um namorado, chamado Gabriel, e abriu uma loja de coisas vintagem em segunda mão com a irmã Ciara.

Este é o começo do livro e para ser sincera não estava à espera de uma mudança tão grande ao nível da vida profissional de Holly, uma vez que em P.S. ela trabalhava numa revista. Via ali um futuro promissor e esperava outro rumo na história. Tenho de admitir que (por ser verdade) quase passei a fazer parte da família e, claro, a família tem o direito a ter uma opinião e sabe sempre o que é melhor (só que não).

Quando Holly faz um podcast sobre o seu processo de luto e fala nas cartas do marido, Ângela Carberry fica interessada na sua história e quer que Holly a ajude. Falar de mágoa e desgosto afeta a todos, mas Holly não quer repisar o que passou e praticamente foge de Ângela. Quando esta morre, Holly sente-se culpada e é obrigada a repensar uma forma de ajudar os outros. É, então, que começa a relacionar-se com os membros do clube P. S.- eu amo-te e a ajudar a escrever as suas próprias mensagens aos entes queridos. 

"Talvez não seja a morte que nos revolta ou assusta, mas o facto de não a podermos controlar".

Contrariamente a P.S.- eu amo-te, não dei por mim a sorrir mas a sentir emoções com mais intensidade, tanto que chorei com Ginika. E, talvez por ter lido os dois livros de enfiada, nunca desejei tanto que o final correspondesse aos meus desejos, numa espécie de pedido à lua quando se tem as estrelas.

Cecelia Ahern voltou a surpreender-me, mais uma vez, através desta história, sentida e cheia de emoções, cujo desenvolvimento acarretou um maior envolvimento na missão em torno de vários personagens que nos comovem e nos prendem até à última página. 
Gostei bastante.

Classificação: 4/5*

Oferta da editora

 

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Sinopse: Aqui.

Opinião: «Há livros que devemos evitar, e este é um deles?!». Se pensam assim é porque acham que o livro é apenas mais uma história lamechas que não merece uma oportunidade, ou então viram o filme e julgam que não vale a pena ler o livro. Não podiam estar mais enganados. Nem eu.Tenho de admitir que parti para esta leitura com essa ideia em mente, no entanto, o filme é diferente, confirmando-se que a minha regra atual - primeiro leio o livro e depois vejo o filme - é a que permite formar uma opinião fundamentada sobre uma história baseada num livro.

Depois deste enquadramento, julgo ser chegado o momento de apresentar os personagens principais. Holly e Gerry formam um casal feliz, que vive em Dublin. Eles têm discussões e  defeitos como qualquer outro casal. Eles são um casal muito apaixonado, que se conhece  desde a adolescência, Mas, então, esta história não é sobre «apaixonaram-se e viveram felizes para sempre?». De facto, não é. É antes sobre a fase de superação da morte de alguém querido e sobre a forma como se vive com as recordações (neste caso, mantidas por Gerry através de cartas que deixou para Holly).

«Os amigos e a família iam e vinham, ajudando-a umas vezes com as lágrimas, outras vezes fazendo-a rir. Mas, mesmo no seu riso faltava algo. Nunca parecia verdadeiramente feliz; parecia apenas estar a passar o tempo enquanto esperava por outra coisa qualquer. Estava cansada de simplesmente existir; queria viver».

A escritora Irlandesa Cecelia Ahern surpreendeu-me uma vez mais, pois nos seus livros há sempre um tema delicado, e neste conseguiu abordar o processo de luto, introduzindo certos acontecimentos cómicos através das amigas de Holly, Denise e Sharon.

«A câmara apontou nessa direção. Por baixo dos lençois de seda dourada pareciam três porquinhos a digladiar-se debaixo de um cobertor. Sharon, Denise e Holly rebolavam, aos gritos umas com as outras,  tentando passar o mais despercebidas possível, para que ninguém desse por elas».

«Denise e Sharon uivaram de riso pela maravilhosa escolha musical e fizeram-lhe uma grande festa».

Posto isto, reforço a ideia de que quem viu o filme não pode deixar de ler o livro, mas, se este conselho ainda for a tempo, não o façam por essa ordem. Primeiro o livro. Sempre. 

Enquanto leitora, apreciei muito mais o livro, porque este romance é triste, comovente e  divertido, mas é, sobretudo, uma lição de vida e de esperança.

Leiam porque vale a pena. 

 

Classificação: 4/5*

 

Oferta da editora

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Sinopse: "Stella é uma adolescente comum, de uma família honesta. O pai, Adam, é pastor da Igreja da Suécia, respeitado e de uma moral irrepreensível, casado com Ulrika, advogada de defesa. Os Sandell são a família perfeita, até que Stella é acusada do assassinato brutal de um homem muito mais velho, Christopher Olsen. Mas que motivo poderia ela ter para conhecer um homem de negócios obscuro, quanto mais para o matar? Tudo deve não deve passar de um erro terrível".

 

Opinião: Este thriller psicológico é sobre uma família e sobre Stella, uma rapariga de 18 anos, acusada de homicídio e todas as provas apontam para que tenha sido ela. Os pais, claro, acreditam na sua inocência e, uma vez que a mãe, advogada, não a pode representar, arranjam um advogado. No entanto, Stella recusa-se a contar o que se passou e não quer receber a visita dos pais.

Nesta história, aparentemente simples, fui "entrando" na cabeça dos personangens e aos poucos fui percebendo o que as move, primeiro na perspetiva do pai, depois da filha e, por último, da mãe. De facto, a narrativa é dividida em três partes e o leitor vai acompanhando a história de uma forma sequencial. Não há quebras e o facto de ser contado na primeira pessoa torna tudo real, pois é como se fossem eles a contar os seus segredos. 

Esta estrutura tripartida da história permitiu o adensar do mistério em torno da morte e, ao mesmo tempo, desvendar as falhas, segredos, dúvidas e certos acontecimentos do passado, o que tornou tudo muito mais interessante. Revela ainda que o escritor pensou muito na forma de "humanizar" as personagens.

Acho que Adam, o pai, pastor, religioso, defensor da verdade, é um personagem ambíguo pois preocupa-se com a filha e ao mesmo tempo com a forma como os outros os julgam. Já Ulrika, a mãe, defende a filha a todo o custo, embora confesse que gostava que ela fosse como a melhor amiga da filha, Amina.

" A minha menina assustada. Levanto-me ligeiramente do lugar, equilibro-me nos bicos dos pés e estendo o braço. Não estar ali para ajudar a nossa própria filha. Não há maior traição"

Stella tem sonhos e tem problemas psicológicos, que nenhum psicólogo conseguiu entender, mas é muito inteligente (mas será que foi capaz de  de matar?).

"O trabalho de qualquer psicólogo é basicamente inserir as outras pessoas numa das matrizes que aprendeu. Sugestão: deviam fazer exactamente o contrário! Razão: cada pessoa é um ser único".

Este livro lê-se tão facilmente que não descansei enquanto não o terminei de ler. Fiquei totalmente presa à teia de acontecimentos que se vão sucedendo rapidamente, mas o que realmente me conquistou foi a densidade psicológica de cada um dos personagens.

Classificação: 5/5*

Oferta da editora

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Sinopse: aqui.

Opinião: O título e a sinopse já revelam um pouco a história, mas assim que abri o livro percebi que não estava preparada para me "enervar", especialmente quando comecei a ler um capítulo em que a narrativa é feita sob o ponto de vista de Emma (no passado) e a seguir outro sob o de Jane (no presente). Esta alternância entre as duas habitantes do 1.º Folgate Street permite-nos ir conhecendo alguns aspetos da vida das duas mulheres, ao mesmo tempo, sobretudo quando se envolvem com Edward Monkfort, arquitecto e cridador do apartamento onde vivem (e repito, isso deu-me uns nervos). Elas só queriam ter um novo começo e uma nova vida. Morar no 1.º Folgate Street pode ser aliciante, um "fresh start",  mas não é para todos (ou melhor para todas).  É necessário preencher um formulário com perguntas estranhas e pessoais e, se forem contatadas, ir a uma entrevista. O objetivo de Monkfort é verificar se preenchem os requisitos exigidos e se conseguem cumprir as regras da "casa". A CASA parece ser dotada de personalidade própria, e possui um design minimalista e uma tecnologia futurista. É uma espécie de big brother em que a casa "vigia e controla" quem lá vive.

Eis um livro que li num ápice e em que os meus "nervos" levaram a melhor (ou não fosse um thriller psicológico interessante), contudo, o suspense inicial foi esmorecendo e no final não houve surpresas. 

 

Classificação: 3/5 –  Gostei

  

 







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