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Entrada 4— Teletrabalho e Outras Usurpações

Diário de um Gato Cínico que pergunta tudo à IA

por editepf, em 15.10.25

Humano: “IA, como manter foco em teletrabalho?”
Eu: “IA, como tirar o humano da minha cadeira?”
IA: “Redireciona a atenção dele.”
Eu: “Já tentei vómito estratégico no tapete. Ele continua.”

Entrada 3 — Dieta Sem Humor

Diário de um gato cínico que pergunta tudo à IA

por editepf, em 18.09.25

Humano: “IA, dieta sem glúten ajuda?”
Eu: “IA, como convenço o humano a dar-me atum todos os dias?”
IA: “Não é saudável.”
Eu: “Pois. Também não é saudável comer salada e sorrir.”

Entrada 2— O Aspirador que é uma autêntica fada do lar

Diário de um gato cínico que pergunta tudo à IA

por editepf, em 29.08.25

Gato: “IA, como desativar o aspirador robô que me persegue?”
IA: “Carrega no botão OFF.”
Gato: “Obrigada, génio. Agora explica-me como se não tenho polegares.”

Entrada 1 — O Gato vs a IA

Diário de um gato cínico que pergunta tudo à IA

por editepf, em 27.08.25

Hoje ouvi os humanos falar da tal “IA” e do tal "ChatGPT." Eu também sou uma espécie de ChatGPT — Gato Pessoal e Teimoso.

Diferenças?

  • Responde em segundos. Eu só quando quero.
  • Muitas opções? Eu dou duas: “ignorar” ou “arranhar”.
  • Sempre online? Eu durmo 16 horas por dia.

A IA pode fazer muito… mas nunca me vai dominar!

 

O diário do gato está de volta...

e chama-se «O diário de um gato cínico que pergunta tudo à IA»

por editepf, em 27.08.25

Às vezes as ideias são recicláveis e não há mal nenhum nisso. Hoje posso perfeitamente ir buscar uma ideia às antigas Línguas de Gato  e fazer com que surja uma nova versão: mais cínica, mais atual e (espero) ainda mais divertida.

Se não gostarem, comentem.
Se gostarem… comentem também.

 

Train_wreck_at_Montparnasse_1895.png

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Expresso_Paris-Granville

Depois de terminar a leitura de O Expresso de Paris, fiquei a pensar na imagem com que a autora nos presenteia no final — uma locomotiva a atravessar uma estação, a destruir uma parede e a ficar pendurada sobre a rua, como se o tempo tivesse parado ali, naquele segundo. A autora oferece-nos alguns pormenores históricos nas últimas páginas, é verdade, mas confesso: sou curiosa. E aquela fotografia, tão real, tão absurda, tão assustadora, não me saiu da cabeça. Fui investigar.

O acidente aconteceu a 22 de outubro de 1895, na estação de Montparnasse, em Paris. Um comboio vinha de Granville com um ligeiro atraso. O maquinista, ansioso por compensar os minutos perdidos, acelerou demasiado. Ao chegar à estação, não conseguiu travar. A composição passou pela plataforma, rompeu as barreiras de segurança, atravessou a parede e... caiu. Literalmente. A locomotiva número 721 ficou pendurada na fachada do edifício e caiu de uma altura de cerca de 10 metros até à rua, matando uma única pessoa: uma senhora que vendia jornais na via pública, no pior lugar possível, no pior momento possível. A fotografia do desastre tornou-se famosa — reproduzida em jornais, postais e até em obras de arte. Foi retirada com recurso a um guincho e à força de 14 homens. Um episódio tão surreal que parece ficção, mas foi real. E tornou-se símbolo de um tempo em que o progresso era veloz, mas nem sempre seguro.

É fascinante ver como um romance pode abrir caminho à curiosidade, ao espanto e à descoberta. E como uma imagem, mesmo antiga, mesmo a preto e branco, diz tanto sem palavras que nos prende e torna impossível ignorar. Cada história guarda um fragmento do mundo, uma verdade que só se revela a quem tem a paciência de ir além do visível. E é nessa busca que a leitura se torna uma viagem sem fim.

Sei que há quem leia este blogue em várias cidades do nosso pequeno país, Portugal, e também no Brasil, no Reino Unido, em Hong Kong, em Singapura e até nos Estados Unidos. Mas se estiverem por aqui, e já tiverem visitado a página dos 1001 livros para ler antes de morrer (lista 1001 livros), tenho duas coisas para partilhar convosco.

A primeira: quando comecei este espaço, essa lista era um projeto pessoal. Um daqueles desafios que nos motivam, que nos dão rumo e entusiasmo. Confesso que li apenas alguns títulos, não tantos como gostaria. O tempo, os gostos que vão mudando, outras leituras que se atravessam no caminho... tudo isso foi desviando-me do plano inicial.

A segunda: o meu gato — sim, o mesmo que adormece em cima dos livros como se fossem almofadas escolhidas a dedo — decidiu que aquele livro era um ótimo arranhador. Resultado? Capas rasgadas, páginas vincadas, um estrago irreversível. As unhas felinas são, afinal, inimigas naturais do papel.

Hoje, a reflexão impôs-se: os sonhos são frágeis. Às vezes, basta um gesto — ou uma pata! — para que se transformem noutra coisa. O que era entusiasmo virou frustração. E ficou um sabor agridoce, uma lembrança de que nada é eterno, nem sequer os nossos objetivos mais queridos.

Como escrevi no post anterior (este aqui), sinto, cada vez mais, a pressão em torno da leitura. As listas, os desafios, as novidades que não param de chegar. E eu pergunto-me: quantos bons livros vão ficar para trás, esquecidos, simplesmente porque não há tempo, ou porque a vida levou a atenção noutra direção?

Não sei se algum dia lerei os 1001 livros. Talvez nunca leia os 1001 livros. Mas talvez isso não importe, desde que continue a sonhar, e a lembrar-me de que, no fundo, sou eu quem decide o que fazer com os meus sonhos (e... com o meu gato!).

Mania de quem sabe escrever

por editepf, em 06.03.20

Quem se identifica com a escrita dita a roçar a perfeição dirá que mudar uma vírgula e alterar uma palavra por um sinónimo é uma maneira de escrever melhor. No entanto, em contexto de trabalho, diria que nada é mais pernicioso do que esperar que tudo saia bem à primeira ou arrogar-se o supra-sumo nessa matéria.

Na escola primária, aprendemos que mudar uma vírgula de sítio poderá matar a verdade e a voz das próprias palavras quando retira o sentido e são expurgadas do devido contexto. E desde cedo aprendemos que escrever tem regras  (como as daqui), no entanto, talvez o aprume dos dedos colocados corretamente, por quem sabe, no teclado [que não o nosso], adquira toda uma nova forma e conteúdo, superior e elegante e, erróneamente, pensamos que há coisas que só acontecem aos outros. Mas quando não existe uma carta de instruções de quem tem a mania, ou uma qualquer bula que nos oriente a hora da toma [vai buscar], engolimos as vírgulas com vontade de lhes gritar vários sinónimos de impropérios néscios.

Creio que o alto patamar de intransigência, por parte de quem tem a mania, não provem da superioridade inteletual que se dirime com táticas dirigidas aos seus supostos serviçais, antes os coloca entre quem não soube assumir uma liderança estimulante. 

E, então, uma vírgula, um sinónimo, podem ou não fazer alguma diferença? Poder, podem, mas não devem. Poder não é dever assim como para se ser soberano na matéria não basta parecer mas, sobretudo, há que saber sê-lo. Diante um tal espezinhamento, a assertividade dos argumentos apenas iriam ter o condão de enfadar e acintar quem tem uma tal mania - palavra que, curiosamente, se transverte por "apego excessivo ou obsessivo a uma ideia ou intenção". E entender isto como escrever melhor do que outro não é mais do que uma obsessão - palavra que, curiosamente, siginifica "perseguição diabólica".  Por essas e por outras, prefiro manter uma espécie de si-lên-cio perante tanta imperfeição, usando como argumento alguém que percebe da escrita quando sente e que sente o que escreve.

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Pensamentos - 5

por editepf, em 08.08.19

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Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam! Não duro nem para metade da livraria! Deve haver certamente outras maneiras de uma pessoa se salvar, senão… estou perdido.” 

 Almada Negreiros, A Invenção do Dia Claro

Pensamentos na Natureza

por editepf, em 08.07.19

A palavra pedestrianismo significa a atividade desportiva praticada em ambientes naturais. É um bocado difícil de pronunciar e não gosto particularmente dela. Ora, tendo em conta que sou uma simples iniciante nesta prática, não a vou utilizar de todo e, tal como outras palavras do dicionário, ficará apenas nas suas páginas inquientantes até que o abra de novo.

Esta atividade física ao ar livre permite aliviar o stess do dia-a-dia e é uma forma de combater o sedentarismo. Além disso, proprociona a observação da natureza, da flora, de algumas aves e funciona como aromaterapia. Sim, leram bem. Aromaterapia porque o cheiro do mato, das flores, ou da natureza, em geral, é salutar e agradável - longe da confusão e dos cheiros da cidade.

Neste post, como já perceberam, não venho falar de livros. Claro que podemos viajar através das leituras. Mas a proximidade com a natureza, os cheiros e os sons aguçam os sentidos e revigoram a alma.

A minha cruzada/caminhada no Vale do Lapedo durou duas horas e meia e foi uma verdadeira descoberta. É que o Vale do Lapedo, aqui perto da cidade de Leiria, é um local lindíssimo. As encostas são íngremes e existem declives acentuados aos quais devemos estar atentos - para não cair ribanceira à baixo.

O mais difícil foi iniciar esta caminhada (cerca de 45 minutos à espera), dado que os trilhos eram muito estreitos e, nesse dia, compareceram 670 participantes ( o que, embora longe da cidade, é muito trânsito engarrafado, como devem calcular). Enquanto esperavamos fui observando as pessoas (também fazem parte da natureza, a humana)  e alguns levavam mochilas enormes com uma caneca pendurada, outros estavam acompanhados dos filhos e conhecidos, e outros, ainda, levaram o cão (o que me fez recordar o livro d´Os Cinco, logo quando não era suposto pensar em livros!). Travei conhecimento com o Trincas, um cão preto e branco, que foi o participante percorreu os trilhos diversas vezes, porque o seu entusiasmo o levava a correr e a voltar para trás a correr e a voltar para trás. A certa altura tomou banho e o seu corricar animado passou a molhar as nossas pernas. 

No Abrigo do Lagar Velho, situado no extremo oeste do vale, na margem esquerda da ribeira, foram feitas descobertas arqueológicas importantes. Estudos apontam que o Abrigo tem entre 20 000 e 30 000 anos. A descoberta da primeira pintura rupestre, em 1998, levou a que os arquólogos explorassem o local, tendo sido descoberto o menino do Lapedo. Com cerca de 24 500 anos, o fóssil terá pertencido a uma criança que teria nascido do cruzamento de um Homo neanderthalensis e um Homo sapiens. 

Num percurso de 6 km, íngreme e atribulado, adorei conhecer o Vale do Lapedo, a sua história, enquanto fui observando tudo e todos. Claro que encontrei muitos motivos para tirar fotografias. Espero que gostem.

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