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Pensei neste post para o mês de janeiro, no entanto, já iniciamos o mês de fevereiro e fico parva como o tempo voa rápido e sem pestanejar! O facto de ser um post tardio só vem dar razão ao velho ditado "mais vale tarde do que nunca". Pessoalmente, considero que é uma retrospetiva necessária para que fique um registo no blog e não num Bullet Journal ou numa agenda qualquer.

 

Por essa ordem de ideias deveria falar de todos os livros que li em 2018, mas não, não o vou fazer, porque, a meu ver, seria um post extenso e maçador. Porém, quero deixar apenas uma nota relativamente aos que não vou mencionar e que dei 4 estrelas. Enquanto leitora estou cada vez mais exigente e quero sempre mais. Quero um final diferente. Quero que o livro não seja um calhamaço. Quero ainda que a história me surpreenda e ensine coisas novas. No fundo, aos livros de 4 estrelas, faltou-lhes um bocadinho «assim»  tão pequeno que se calhar a culpa é minha e não dos livros. 

 

Voltando ao assunto inicial, tenho de admitir que li muitos bons livros no ano de 2018. Foi um ano de constante viagem, no tempo, que voou, nas palavras e na companhia de diferentes escritores. Emergi tanto na leitura que ela absorveu-me por completo e roubou-me as palavras que deveria dedicar ao blog. São uns invejosos, os livros!!!

 

Posto isto, a razão por detrás desta escolha, para melhores do ano 2018, prende-se com a necessidade de optar por aqueles que me tocaram, pelos que me deixaram a pensar e, sobretudo, pelos que considero que valem mesmo a pena ser lidos.

 

ASSIM:

- Com "O Tigre Branco" conheci a Índia corrupta e o contraste entre os muito ricos e muito pobres. Não há um meio termo. As cartas então são deliciosas, numa ironia crua e realista;

- Na "Sociedade Literária da Tarte da Casca de Batata", os personagens, tal como eu, adoram ler e falar de livros. Em Dawsey, uma ilha em França,  reina a destruição e a fome, após a Segunda Grande Guerra. E novamente as cartas foram o deleite neste leitura;

- "A História de Uma serva", é uma distopia e aborda um tema delicado das barrigas de aluguer. A raça humana poderá estar em perigo e este livro demonstra-o bem. Uma lição ou uma mensagem? Não sabemos, mas está muito próximo da realidade;

- Já com "O Homem Chamado Ove", o velhote, intratável, irascível e insuportável, podemos aprender a tolerar ou a odiar a velhice. Cabe a cada um decidir. O que é correto pensar acerca deste livro é que a solidão dos idosos é cada vez mais preocupante;

- O "Frankestein" é um livro de leitura obrigatória. O monstro que é criado pelo homem tem sentimentos, mas o desprezo e a solidão transformam a sua natureza boa em algo diabólico. Acho que o papel de Deus na mão do homem tem de ter limites;

- "À Espera no Centeio" é sobre o jovem Holden, na adolescência, com a sua rebeldia. Uma fase pela qual todos passamos, com as suas dores, incertezas e injustiças. 

- "O meu ano mágico", não é para qualquer um, pelo menos no que à disponibilidade diz respeito, em particular, no nosso país. Não fosse a morte de alguém próximo da escritora,  queria muito ler um livro todos os dias durante 365 dias. Acho que seria o sonho de qualquer livrólico.

- "O rouxinol" causa graves alergias oculares acompanhadas de choro intenso. Deveria, por isso, vir acompanhado de "bolinha"  no canto superior do livro, em forma de aviso para os leitores mais sensíveis. O que torna interessante esta história, além da capacidade de escrita da autora, é o papel das mulheres, especialmente as que colaboraram com a Resistência Francesa durante a Segunda Grande Guerra;

- "A quinta dos animais" é uma fábula com animais que dá que pensar e que representa a sociedade, bem como os políticos na  sua constante sede de poder obtido a qualquer custo. O povo é que sofre;

- "Verónica decide morrer", ironicamente, consta da lista dos 1001 livros para ler antes de morrer. A depressão e o suicídio são um problema muito atual, entre jovens e não só;

- "Ensina-me a voar sobre os telhados" é sobre voar ou sobre um sonho impossível (ou sobre a loucura, a meu ver). Quer seja a levitar no Japão ou com os pés assentes em Lisboa,  a descoberta de um sentido para a vida é algo que faz parte do ser humano;

- "O fogo será a tua casa" possui o encanto da escrita que eu mais aprecio e que, com pena minha, é difícil de aprender porque é um dom com que se nasce. Já os personagens, diferentes e caricatos, comportam-se como se seguissem um guião pré-determinado que os leva a contar a sua vida no covil dos fundamentalistas islâmicos. [Por vezes, ia jurar que estava enganada no local onde se encontravam os personagens, que tudo se passava num bar e que começaria com a anedota da freira, do jornalista turco e do americano]; 

-"Help me!", bem que poderia ser o meu pedido, depois deste longo post. Neste livro, a autora irá colocar na prática os ensinamentos dos livros de autoajuda, o que a coloca em situações embaraçosas, hilariantes e complicadas. Não me imagino a saltar de paraquedas só porque sim, pelo que o perigoso não são as ideias mas a forma como as colocamos em ação.

 

 

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