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Férias é sinónimo de mais tempo para ler. E este ano não irá ser diferente - espero eu. Porém, a escolha foi muito complicada. São 15 dias de férias (na praia) e levar muitos livros não é uma opção, até porque não sobrava espaço para levar roupa na mala. Então, tive uma ideia. Selecionei apenas alguns livros e coloquei no instagram.  O objetivo? Saber quem já tinha lido e se recomendavam ou não a leitura. Assim, a opinião de bloguers e vloguers, que me seguem nessa rede social, acabou com o meu problema. 

É claro que não vou levar na mala todos os livros que estão na fotografia. São cinco (dos mais votados) e um extra (à minha escolha). Seis são meia dúzia, o que me soa bem melhor do que cinco. Sim, meia dúzia, é muuuitooo melhor !!! 

Mas, como sou realista, provavelmente não vou conseguir ler todos. Acho que são boas escolhas, mas também quero aproveitar a praia, o mar e a piscina. E vocês, costumam ler muito nas férias?

 

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A jovem Anna recusa-se a comer e, apesar disso, sobrevive mês após mês, aparentemente sem graves consequências físicas. Um milagre, dizem.
Mas quando Lib, uma jovem e cética enfermeira, é contratada para vigiar a menina noite e dia, os acontecimentos seguem um diferente rumo: Anna começa a definhar perante a passividade de todos e a impotência de Lib. E assim se adensa o mistério à volta daquela pobre família de agricultores que parece envolta num cenário de mentiras, promessas e segredos.
Prisioneira da linguagem da fé, será Anna, afinal, vítima daqueles que mais ama?
 

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Eleanor Oliphant tem uma vida perfeitamente normal - ou assim quer acreditar. É uma mulher algo excêntrica e pouco dotada na arte da interação social, cuja vida solitária gira à volta de trabalho, vodca, refeições pré-cozinhadas e conversas telefónicas semanais com a mãe.
Porém, a rotina que tanto preza fica virada do avesso quando conhece Raymond - o técnico de informática do escritório onde trabalha, um homem trapalhão e com uma grande falta de maneiras - e ambos socorrem Sammy, um senhor de idade que perdeu os sentidos no meio da rua.
A amizade entre os três acaba por trazer mais pessoas à vida de Eleanor e alargar os seus horizontes. E, com a ajuda de Raymond, ela começa a enfrentar a verdade que manteve escondida de si própria, sobre a sua vida e o seu passado, num processo penoso mas que lhe permitirá por fim abrir o coração.


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Romance publicado em 1965, caído no esquecimento. Tal como o seu autor, John Williams – também ele um obscuro professor americano, de uma obscura universidade. Passados quase 50 anos, o mesmo amor à literatura que movia a personagem principal levou a que uma escritora, Anna Gavalda, traduzisse o livro perdido. Outras edições se seguiram, em vários países da Europa. E em 2013, quando os leitores da livraria britânica Waterstones foram chamados a eleger o melhor livro do ano, escolheram uma relíquia. Julian Barnes, Ian McEwan, Bret Easton Ellis, entre muitos outros escritores, juntaram-se ao coro e resgataram a obra, repetindo por outras palavras a síntese do jornalista Bryan Appleyard: “É o melhor romance que ninguém leu”.
Porque é que um romance tão emocionalmente exigente renasce das cinzas e se torna num espontâneo sucesso comercial nas mais diferentes latitudes? A resposta está no livro. Na era da híper comunicação, "Stoner" devolve-nos o sentido de intimidade, deixa-nos a sós com aquele homem tristonho, de vida apagada. Fechamos a porta, partilhamos com ele a devoção à literatura, revemo-nos nos seus fracassos; sabendo que todo o desapontamento e solidão são relativos – se tivermos um livro a que nos agarrar.

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«No dia seguinte ninguém morreu.»
Assim começa este romance de José Saramago.
Colocada a hipótese, o autor desenvolve-a em todas as suas consequências, e o leitor é conduzido com mão de mestre numa ampla divagação sobre a vida, a morte, o amor, e o sentido, ou a falta dele, da nossa existência.

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O Alquimista relata as aventuras de Santiago, um jovem pastor andaluz que abandona a sua terra natal e viaja pelo Norte de África em busca de uma quimera — um tesouro enterrado sob as pirâmides. Uma cigana, um homem que diz ser rei e um alquimista irão ajudá-lo na sua busca. Ninguém sabe exatamente o que é o tesouro nem se Santiago conseguirá ultrapassar todos os obstáculos da sua travessia do deserto. Mas aquilo que começa por ser uma aventura por locais exóticos para procurar a riqueza material, acaba por se transformar numa viagem de descoberta de si mesmo e da riqueza da alma humana. O Alquimista recria um símbolo intemporal que nos recorda a importância de seguir os nossos sonhos e de ouvir a voz do coração.

 

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Um rapaz de onze anos é encontrado morto. Todas as evidências apontam para que o assassino seja Terry Maitland, um dos cidadãos mais queridos de Flint City, professor de inglês, marido exemplar e pai de duas meninas. O detetive Ralph Anderson dá-lhe voz de prisão. Maitland tem um álibi forte, estava noutra cidade quando o crime foi cometido, mas os indícios de ADN encontrados no local confirmam que é ele o culpado. Aos olhos da justiça e da opinião pública, Terry Maitland é um assassino e o caso está resolvido.
Mas o detetive Anderson não está satisfeito. Maitland parece ser uma boa pessoa, um cidadão exemplar, terá duas faces? E como era possível estar simultaneamente em dois lugares?
Por ser um romance de Stephen King, quando conhecemos a resposta, arrependemo-nos de ter formulado a pergunta.
 

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Schopenhauer, filósofo alemão do século XIX, disse que é “importante, em relação ao nosso hábito de leitura, a arte de não ler. (...) Para ler o que é bom uma condição é não ler o que é ruim, pois a vida é curta e o tempo e energia são limitados". 

Uma frase vinda de um filósofo dá sempre que pensar, especialmente quando se refere à leitura, mas não vou tecer aqui grandes considerações acerca dela. Tudo o que escrevo são apenas palavras que fluem naturalmente e de acordo com a minha experiência, e lá por um filósofo ter pensado num assunto não quer dizer que o vá reproduzir ou que pense exatamente o mesmo. Apenas começo por salientar o aspeto do tempo. Quando fecho um livro, porque este é pior do que estava à espera, permanece realmente uma sensação de tempo perdido. Tempo que poderia ter sido gasto melhor ou a ler outro livro. Geralmente acontece quando não tenho disposição nenhuma para bagatelas e clichés.

Acho que as minhas escolhas são como a lua, têm fases, e, ultimamente, dou por mim a refletir mais sobre elas. O que me levou a comprar? O que deveria ter lido acerca daquele livro? Porque é que tive interesse nele? Porque é que o livro não é para mim? Mas, enquanto leitora, sou demasiado curiosa, quero ler tudo e conhecer vários autores. E depois há uma variedade livros com capas apelativas, com propaganda feita especialmente para me fazer pensar que preciso, quando na verdade não é bem assim.

O que move, verdadeiramente, as minhas escolhas, são as tais fases, algumas de humor, outras sazonais. Há livros que gosto de ler no verão, na praia. E há livros que gosto de ler no inverno, com uma mantinha e uma chávena de chá ou café. Já quanto aos livros que são penosos, em que cada página é uma tortura e em que queremos que chegue rapidamente ao fim, o que faço? Porque é que não desisto de ler livros "maus"?!  Pessoalmente, se o livro não me prende passo ao seguinte e volto a pegar nele mais tarde. Nunca desisto à primeira. Talvez à segunda. Talvez o livro se torne extraordinário quando já vai a meio. Talvez esteja perante um livro com uma mensagem sobre a qual vale a pena refletir. Talvez o autor tenha investido muito trabalho e mereça uma oportunidade. Talvez a minha curiosidade seja demasiado forte e precise de aprender a controlá-la. 

A dificuldade que encontro na escolha dos livros é quase como a dificuldade de não me ver a mim própria - nem no espelho vislumbro a resposta às minhas dúvidas. 

Em prol das melhores leituras, deveria de existir uma meditação guiada, só para podermos encontrar os melhores livros do mundo. No entanto, a realidade tem sido madastra e, enquanto estou em formação, na qualidade de leitora, a minha transformação continua distante do ideal Yin-Jang literário. 

 

Mais pensamentos literários para ler aqui:

Livros a mais não existe

Qual o teu género literário

Livros que intimidam

A minha dieta literária

Livros e dieta, mas que ideia

 

 

 

 

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A wook fez 20 anos no passado dia 1 de julho e lançou a loucura nas redes sociais com um sorteio, em dois momentos do dia, um de manhã e outro à tarde. Na primeira tentativa, de manhã, não cheguei sequer a conseguir entrar no site e este encerrou em menos de 5 minutos depois. E assim de repente puff, já tinham sido oferecidos 1.000 livros.

Mas, apesar dos comentários negativos, designamente que se trataria de um embuste, que era uma treta e que era impossível alguém ter sido agraciado com a prenda prometida e muito menos terem sido oferecidos 1.000 livros, resolvi voltar a tentar da parte da tarde, até porque não tinha nada a perder - e um livrólico que se prese tenta sempre aumentar o espólio de leituras. 

Então, retomando a história do dia em que fui bafejada pela sorte e consegui o maior feito livresco ao arrebanhar o verdadeiro tesouro de natal (porque este é quando nós quisermos, vá), na segunda tentativa consegui entrar no site da Wook e ganhar o livro A Rapariga Sem Nome.

E como é que foi isso???

Cliquei furiosamente no ecrã do telemóvel. Só isto. Não há mistério nenhum. Fui atualizando e olhando para o número correspondente aos livros que iam sendo oferecidos. 2, 6, 10, e por aí fora. Depois de entrar no site foi tudo muito rápido e, numa questão de segundos, escolhi uma novidade, coloquei no carrinho e conclui a compra a custo zero. E então respirei finalmente, dado que respirar poderia fazer cair a ligação. Ou terá sido os nervos???

Não sei bem o que se passou.

A conclusão óbvia que retiro é a de que a lei da oferta não é igual à da procura, tal como a velocidade da procura, neste caso, não é igual à velocidade com que a oferta foi encerrada.  

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No dia 8 de junho, realizou-se o primeiro encontro do "Clube de Leitura Livros & C.a"., pelas 15h:00, na Biblioteca Municipal Afonso Lopes de Vieira, em Leiria.

Conversamos sobre os livros que lemos (na fotografia) e sobre biblioterapia. 

Os livros são remédios para a alma, não acham?

Em geral, todos lemos porque nos dá prazer.

Podemos, então, referir várias formas de prazer, nomeadamente:

Estético -quando o livro está bem escrito;

Inteletual - quando adquirimos conhecimentos e aprendemos algo;

Emocional - quando sentimos que somos envolvidos pela história e pelos personagens;

Ético ou moral -quando o autor coloca assuntos que são do nosso interesse.

 

Todos já tivemos a experiência de, num determinado livro muito conceituado, não conseguirmos ler ou terminar a história. E não gostamos porque não nos dá prazer. No entanto, através do texto literário poderá processar-se um libertar de emoções, pela identificação com as personagens. Este processo realizado através da leitura favorece a reflexão e um maior autoconhecimento.Inconscientemente, os leitores poderão ser biblioterapeutas de si próprios.

 

Mas de onde surgiu o termo biblioterapia?

Surgiu do idioma grego, Biblion, que se refere a qualquer material que possibilita o ato da leitura; Therapien, algo que lembra terapia, a qual envolve processos de cura e recuperação.

Resulta, deste modo, a ideia de que a biblioterapia se trata de uma terapia através dos livros.

A biblioterapia começou no século XIX. Porém, desde a Idade Média e Medieval que as bibliotecas tinham inscrições de estímulo à leitura, uma vez que eram considerados como remédios para a alma.

 

A biblioterapia consiste na atividade que, através da leitura de livros, individualmente ou em grupo, tem o objetivo (preventivo e terapêutico) de ajudar o leitor (em qualquer idade) ao nível da saúde mental, bem como no desenvolvimento pessoal.

 

A biblioterapia implica quatro fases:

1) Identificação - as pessoas de todas as idades estabelecem ligações com as personagens;

2) Catarse – o leitor acompanha o personagem num desafio ou situação complexa que posteriormente se resolve;

3) Discernimento – nesta fase é aplicada a experiência da personagem à experiência de cada leitor;

4) Universalização – os leitores poderão ainda experimentar uma quarta fase, em que se estabelece uma ligação entre o que aconteceu no livro e a vida.

 

“Seja qual for a forma como os leitores fazem seu um livro, o resultado é que esse livro e o leitor se tornam um só. O mundo que o livro é, devora-o o leitor, que é uma letra no texto do mundo; assim se cria uma metáfora circular para o caráter interminável da leitura. Nós somos aquilo que lemos. O processo através do qual o círculo se completa não é, como defendeu Whitman, apenas intelectual; lemos intelectualmente a um nível superficial, apreendendo certos sentidos e conscientes de certos factos, mas, ao mesmo tempo, invisível e inconscientemente, o texto e o leitor entrelaçam-se, criando novos níveis de sentido, de forma que, de cada vez que extraímos alguma coisa do texto ao ingeri-lo, nasce simultaneamente algo nele que ainda não apreendemos”.

 

Alberto Manguel (In: Uma História da Leitura, 1996)

 

Ler contribui para que sejamos, sem dúvida, mais felizes; basta encontrar o livro certo para cada leitor.

 

 

 

 

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Acredito totalmente no poder da terapia dos livros pelos bons momentos que eles nos proporcionam. 

Acredito que chegaremos ao Natal sem comprar todas as prendas.

Acredito que o calor, que se faz sentir em outubro, se manterá durante mais algum tempo.

Acredito que os portugueses continuem a casar na confusão do mês de agosto.

Mas, acreditem se quiserem, na vida, a parte divertida reside na conjugações improváveis, quer sejam num casamento no Natal, numa dança de casamento divertida ou numa leitura de um romance de um conhecido escritor de policiais, como James Patterson.

 

Acredito mesmo nas conjugações improváveis, até porque a seguir à sexta-feira nos espera um

 

Bom fim-de-semana!

 

 

 

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