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Opinião: Hoje em dia, são cada vez mais as notícias de pessoas de idade que morrem sozinhas e, pior, só são descobertas vários anos depois. É uma realidade aterradora. Por outro lado, há vizinhos com um feitiozinho difícil. O Sr. Ove é um deles. Mas há livros que nos ensinam a ver as coisas de maneira diferente, vão por mim [e pela Magda que sugeriu e emprestou este livro ao grupo do livro secreto].

 

Ove é daquele tipo de velhos razinzas que está sempre a barafustar com tudo e com todos.Não é, portanto, uma pessoa de fácil trato. Crítico e fanático da ordem, ele está só e sente a falta da mulher (Sonja), a única pessoa que o ouvia e conseguia compreender.

 

Ove é muito introvertido e sem Sonja isolou-se no seu mundo, pelo que só uma grande mudança poderá alterar este personagem antipático. É então que surge Parvaneh, a nova vizinha, que tem um jeito especial para lidar com situações e pessoas complicadas. 

 

O autor conseguiu criar uma personagem de tal forma real que quem começa a ler não gosta nada do Sr. Ove. Porém, quem persiste na leitura descobre que tudo faz parte da vida e que para conhecermos uma pessoa temos de saber a história toda.

 

Gostei tanto que aconselho a leitura e a que assistam o filme.

 

 

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Sinopse: Aclamada como uma das maiores obras-primas sobre a temática da morte, esta é a história de Ivan Iliitch, um juiz respeitado que, apercebendo-se da morte próxima, se interroga sobre as suas escolhas, percurso de vida e a mentira em que vive.

 

Opinião: Este livro foi publicado em 1886 e é sobre a morte (e vida) de Ivan Ilitch, um juiz obcecado com o seu trabalho e com a posse de bens materiais [mais concretamente, com uma decoração opulenta da casa]. Parece redutor dizer isto, mas Tolstói soube, através desta história exemplar, demonstrar o que é uma vida de aparências. Nem tudo o que parece é, não é verdade?


E como não tudo é o que parece, o funeral de Ivan Ilitch é o reflexo disso mesmo, uma vez que há quem vá ao funeral e pense apenas no momento em que irá terminar para poder jogar às cartas.

Poderá parecer-vos ainda mais estranho o que vou referir de seguida, mas esta situação fez-me lembrar uma realidade bem próxima. Não sei se já presenciaram, mas nas aldeias há quem vá um funeral só porque fica bem ou porque é melhor ir ver se os familiares do morto estão todos presentes e vestidos de negro da cabeça aos pés ou se os mesmos choram o suficiente. Outros, ficam na rua a conversar e a contar episódios do passado como se estivessem num café.

É triste verificar a falta de consciência e da importância de certos valores na sociedade em pleno século XXI, mas esta é a realidade em muitas localidades deste país pequeno tal como as pessoas que nele vivem (algumas pessoas, claro!).

 

Retomando a história de Ivan Ilitch, ele obtém o sucesso profissional, mas sabemos o que isso acarreta. Os workaholics vivem para o trabalho, mas sofrem com a solidão, certo? Ou nunca pensaram na atualidade desta história? Eu acho que o ser humano continua igual ou até pior.

 

"O médico dizia que os sofrimentos físicos de Ivan Ilitch eram terríveis, e falava verdade; mas os seus sofrimentos morais eram ainda mais horríveis do que as suas dores físicas, e eram eles que sobretudo o torturavam."

 

Este livro é pequeno, mas ao mesmo tempo contem uma grande história e uma grande lição de vida, uma vez que devemos ter sempre presente que a vida deve ser vivida ao máximo e que a ambição e a vaidade não nos levam a lado nenhum.

 

Um livro que recomento e que todos devem ler e reler.

 

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P.S. Se não concordarem com algo que tenha dito neste texto, podem comentar à vontade, pois a partilha de opiniões é muito importante para mim.

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Sinopse: Forçados por uma trágica circunstância, Will Schwalbe e a mãe ficam longas horas em salas de espera de hospitais. Para passar o tempo, decidem falar dos livros que estão a ler. Através das suas leituras, percebemos o quanto os livros são reconfortantes, surpreendentes e maravilhosos.

 

Opinião: Adoro falar sobre livros, sobre leituras e trocar impressões sobre tudo o que aprendemos com eles (e ainda sobre a vida). Acho que andei demasiado tempo a adiar a leitura deste livro por considerar que se tratava de um tema pesado, porém, não poderia estar mais enganada dado que Mary Anne é uma pessoa única e corajosa.

Will Swalble é editor de livros e partilha com a mãe a paixão pela leitura. A partir do momento em que a mãe, Mary Anne tem de fazer tratamentos no hospital, uma vez que o cancro no pâncreas se generalizou, eles formam um clube de leitura muito especial e trocam livros que vão lendo.

 

 “Ler não é o oposto de fazer, é o oposto de morrer”.

 

Mary Ann começava sempre um livro pelo fim, espreitando o seu final, porque para ela o que interessa é aproveitar o pouco tempo que lhe resta. Já o filho, que nem sempre concorda com as interpretações e gostos da mãe, tenta acompanhar e perceber melhor os seus pontos de vista. É ainda uma forma de a acompanhar nesta fase difícil e de conseguir falar de temas sensíveis como a morte, sempre através das leituras que fazem.

Este livro é sobretudo uma homenagem à memória da mãe, a essa mulher solidária, bondosa e sempre preocupada com os outros (e nem a doença a faz desistir de angariar fundos para a construção de uma biblioteca no Afeganistão).

 

Uma ode à vida vivida com sabedoria, à leitura, aos livros e aos laços que se criam pela troca de ideias e pensamentos.

 

 “Os livros são as ferramentas mais poderosas do arsenal humano, que ler todo o tipo e livros seja em formato for- eletrónico, impresso ou audiolivro- é a melhor forma de entretenimento, bem como a maneira de tomarmos parte da conversa da humanidade”.

 

 

 

 

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Existe um livro com o título de Histórias de Ler e Comer (que nunca ouvi falar e que encontrei por acaso numa pesquisa no google) que poderá servir de mote (o título, claro) para o post de hoje.

  

À partida ler é uma atividade solitária, certo? No meu caso nem sempre, mas também. É que eu gosto mesmo de estar acompanhada de um petisco (sobretudo batatas fritas, shame on me), tais como pipocas, uma peça de fruta, um café ou um chá, dependo essa escolha da altura do ano.

 

Portanto, estava eu a dizer, que o tema são as histórias enquanto estamos a ler e a comer, e aposto que a vossa mãe, marido ou filho já vos chamou a atenção quando estão a ler durante o almoço ou ao jantar. 

Esta atitude, além de ser encarada como falta educação, poderá não ser a melhor, numa altura em que temos de focar a nossa atenção no alimento. Pois. Não vou comentar. 

 

O entretenimento que o livro nos proporciona é importante, porém, a conclusão que se retira -depois de uma pesquisa aturada e fundamentada na necessidade de escrever algo para o blog - é a de que os livros ficam com uma história para contar.

  

É muito fácil imaginar o que diriam os meus livros:

 

1- O d´Os Cinco -«Esta areia resulta daquela ida à praia quando tinhas 8 anos e uma folha ficou dobrada quando saiste para ir ao banho»;

2- Os de Agatha Christie- «Lembras-te que a investigação te deu nervos e que comeste um pêssego que manchou a folha em que ainda não sabias quem era culpado?»;

3-O d´ Amor em Tempos de Cólera-«Já te deves ter esquecido da dedicatória, que deverias considera-me o teu mais precioso tesouro, mas aos 15 anos resolveste deixar-me uma nódoa de chocolate».

 

Poderia continuar a contar todas as marcas que foram sendo deixadas nos meus livros, pois a mesmas são uma forma de arqueologia que me recorda esses momentos, as aventuras, as férias e os divertimentos.

 

Se gostarem dos livros direitinhos e bonitinhos na estante, esqueçam o que disse, mas não deixem de refletir sobre o seguinte:

 

"Ler é beber e comer. O espírito que não lê emagrece como o corpo que não come" (Victor Hugo).

 

Então, não é óbvia a conclusão de hoje?

 

Não? Pois, para mim, é óbvio que vou continuar a ler e a comer (ahahah).

 

 

 

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Opinião: Este livro foi mencionado pela Maria do Rosário no Clube de Leitura Conversas Livrásticas. O tema, se a memória não me falha, era saúde mental. Achei o máximo a descrição da história e fiquei muito curiosa quando a certa altura ouvi que os loucos estavam todos no manicómio. A este propósito, lembro-me da minha professora de filosofia quando lançava a pergunta: Quem são os loucos? Serão todos os outros, aqueles que vivem no manicómio, ou os que ficam de fora?

 

Entretanto, numa ida à biblioteca, trouxe este livrinho que me fez recordar essas aulas de filosofia e uma constante necessidade de questionar o mundo em redor. Por vezes esqueço-me de o fazer. Outras, ouso  refletir bem sobre o que estou a ver ou a ler. Acho que é preciso usar os olhos da alma e não os nossos sentidos, uma vez que estes não conseguem apreender essa dimensão reflexiva.


Resumindo um pouco a história, o Dr. Simão Bacamarte, médico psiquiatra ou alienista, depois de andar pela Europa vai para a cidade de Itaguí, no Brasil, onde acaba por se casar com uma viúva, que não era bonita, mas que lhe poderia vir a dar os filhos que desejava. Algum tempo depois, constroi um manicómio ou asilo na cidade. Chamou-lhe Casa Verde. A obsessão pelo trabalho é tão grande que aos seus olhos todos evidenciam sinais perante os quais o médico resolve internar um a um. Todos os  que se vão cruzando o caminho são objeto de um teste para comprovar a sua teoria (completamente aleatória).

 

"A loucura, objeto dos meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão; começo a suspeitar que é um continente". 

 

Este conto é uma forma muito "lúdica" de abordar um tema sensível: a forma como os médicos analisam os distúrbios psicológicos através das atitudes e comportamentos das pessoas.

 

"Simão Bacamarte refletiu ainda um instante, e disse:
- Suponho o espírito humano uma vasta concha, o meu fim, Sr. Soares, é ver se posso extrair a pérola, que é a razão; por outros termos, demarquemos definitivamente os limites da razão e da loucura. A razão é o perfeito equilíbrio de todas as faculdades; fora daí insânia, insânia e insânia".

 

 

Por outro lado, é utilizada uma dose de ironia na crítica a pessoas oportunistas, com o botânico Crispim Soares, bem como aos próprios políticos, com o barbeiro Porfírio. Numa sociedade de loucos, os poucos que se governam são os que têm interesses próprios (e nem esses serão poupados).

 

O primeiro contato que tive com o escritor foi com o livro D. Casmurro, uma leitura que partilhei convosco aqui. Tive uma boa impressão do autor e firmei a convição de que os seus livros não devem ser lidos "aos bocadinhos".Acho que desta feita aprendi bem a lição, pois li O alienista de uma assentada.

 

Um livro para ler e pensar. Uma alegoria ao ser humano e, sobretudo, ao que ele acredita ser a realidade.

 

 

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FUI QUESTIONADA POR UMA AMIGA sobre a possibilidade de lhe indicar alguns livros para ela ler. A meu ver, ela é uma leitora mais eclética e possui um gosto definido por obras clássicas ou por histórias que primem pela singularidade ou pela diferença. 

 

Mas antes de escolher um livro, acho que é importante descobrir o tipo de literatura mais parecido com os nossos gostos e interesses atuais ou que se relacionem com a determinada fase da nossa vida. Um livro pode ser uma ótima companhia numa altura e não fazer sentido noutra. Por exemplo, nas férias quase todos os leitores preferem uma leitura mais levezinha, certo?

 

AQUELA PERGUNTA FICOU A AMADURECER e, em casa, lembrei-me dos testes que existiam nas revistas e que nos permitiam advinhar mais sobre a personalidade, uma paixão ou sobre variados assuntos que nos interessavam (e que nos faziam rir à brava).

 

Descobri o teste da Estante Blog  e achei que era o mais próximo daqueles que eu fazia com as minhas amigas nos tempos de adolescência.

Sabendo de antemão de que se trata apenas uma brincadeira, resolvi fazer umas pequenas adaptações ao apresentado pela Estante Blog e colocar aqui para quem queira saber o seu género literário predominante.

 

O MEU É: SUSPENSE E POLICIAIS. E o vosso?

Querem experimentar? Pois bem, anotem as respostas num papel, somem os pontos e confiram o resultado final neste post e, sobretudo, divirtam-se!

 

 

1. O teu programa preferido durante uma viagem é:

a) Visitar museus e conhecer um pouco da história local.
b) Realizar atividades radicais. Sempre em busca de adrenalina!
c) Observar os costumes dos moradores locais.
d) Descobrir as lendas e mistérios por detrás de cada lugar visitado.
e) Conhecer pessoas e fazer amizades.

 

2. Acabaste de receber um prémio que consiste numa passagem para um destino à escolha. Para que lugar irias?

a) Ficaria na dúvida. Gostava de ir a vários sítios.
b) Qualquer destino na Europa. Gostaria DE conhecer mais sobre a história europeia e os seus antepassados.
c) Vaticano. O teu sonho é estar num local importante para o Catolicismo.
d) Itália: paraíso de grandes poetas como Lorenzo de Médici e Dante Alighieri, e lugares românticos como Veneza.
e) Uma cidade brasileira. Gostaria de conhecer mais sobre os costumes e a cultura brasileira.

 

3. Se fosse possível viajar numa máquina do tempo, para que ano irias?
a) Permaneceria no atual. Gosto da vida moderna.
b) Adiantaria o relógio. Iria para o próximo século somente para experimentar as novidades tecnológicas.
c) Voltaria ao século XII e participaria de uma Cruzada a fim de desvendar os novos mundos.
d) Retornaria ao momento exato do surgimento do homem para descobrir, de fato, como tudo aconteceu.
e) Século XV. Certamente, participaria de todos aqueles bailes da nobreza que ocorriam em luxuosos castelos.

 

4. O que não pode faltar em uma viagem?
a) O livro O princepizinho para ler uma frase antes de dormir.
b) Um romance de verão.  Nada como um amor de verão.
c) Histórias engraçadas para contar no regresso.
d) Visitas a locais turísticos e históricos.
e) Aventura e muita adrenalina!

 

5. Que traço de personalidade o teu companheiro precisa para que o leves contigo?
a) Espírito de aventura.
b) Bom humor. Uma viagem é diversão.
c) Curiosidade. Só assim é possível fazer verdadeiras descobertas em uma viagem.
d) Companheirismo. É preciso ter disposição para estarem juntos durante a viagem.
e) Ausência de preconceitos. A pessoa precisa estar disposta a receber novas informações e vivenciar a cultura do local.

 

6. Qual dos títulos abaixo mais chama tua atenção?
a) “O livro dos prazeres”.
b) “Os homens não são máquinas”.
c) “De cabeça para baixo”.
d) “Jerusalém”.
e) “Histórias de detetive”.


Tabela de pontos:
1.
 a = 3; = 2; c = 0; d = 4; e = 1.
2. a = 2; b = 3; c = 4; d = 1; e = 0.
3. a = 0; b = 2; c = 3; d = 4; e = 1.
4. a = 4; b = 1; = 0; = 3; e = 2.
5. a = 2; b = 0; c = 3; d = 1; = 4.
6. a = 1; = 3; = 0; d = 4; e = 2.

 

De 0 a 4 pontos – Contos e Crónicas
Gostas de ficção e fantasia mas  preferes factos verídicos ou do dia-a-dia. És atento(a)  aos detalhes e gostas de analisar tudo o que acontece ao teu redor. Tens sede de conhecer novos costumes e a cultura de outros povos. Como um cronista que expõe a sua visão de mundo nos textos, gostas de tecer críticas e comentários sobre os mais diversos assuntos. 

 

De 5 a 9 pontos – Romances e Poesias
Apaixonado pela vida, é provável que você seja uma pessoa emotiva. Nas viagens, gosta de estar sempre acompanhando e também de conhecer gente nova e fazer amizades. Ao ler um livro, debruça-se sobre as páginas que transbordam fortes emoções. Os romances e as poesias têm tudo a ver contigo. 

 

De 10 a 14 pontos – Suspenses e Policiais
Não surpreenderia se sua vida virasse o enredo de um livro de ficção – daqueles com muita fantasia. É que adoras uma aventura e qualquer experiência que gere adrenalina! Quando o assunto é viagem, não tens um só destino. O mundo é o limite. Com esse espírito aventureiro só falta sair e conhecer o mundo.

 

De 15 a 19 pontos – Históricos e Biográficos
Não resta dúvida de que os fatos históricos exercem verdadeiro fascínio sobre você. É provável que, nalgum momento da vida, já tenha desejado voltar atrás no tempo só para reviver as experiências de nossos antepassados. Através dos livros históricos e das biografias é possível fazer uma verdadeira viagem na máquina do tempo e ter relatos fiéis de nossas maiores conquistas ao longo dos séculos. 

 

De a 20 a 24 pontos – Religiosos ou esotéricos
De espírito curioso, adoras ler sobre os mistérios da vida e do próprio ser humano. Através de suas vivências e leitura busca autoconhecimento e informações de tudo que envolve a criação do mundo, do homem e de suas crenças. Os livros esotéricos ou religiosos fazem o seu perfil.

 

Concordas com o resultado do teste?

 

 

Deixa um comentário.

 

 

 

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Opinião: Já falei, aqui, sobre este livro. Porém, só agora consegui um tempinho para vos apresentar a minha opinião. Às vezes é preciso refletir um pouco sobre certos assuntos ou aguardar pela altura certa e que para nós faça algum sentido. Para mim é chegado o momento. Porque Maresia é uma alusão ao mar, ao Verão, à praia e ao tempo fresco logo pela manhã. Porque é Verão e a luz do dia termina mais tarde, o que permite ler um livro sem parar. 

 

MARESIA E FORTUNA foi a minha estreia com a autora e foi o primeiro livro que li em ebook - o que nunca esperei vir a fazer. No início, fez-me imensa falta folhear as páginas do livro e de poder colocar o marcador entre as pausas de leitura. Mas esta história, aparentemente simples na fase inicial, propicia poucas pausas ou nenhumas, de tal forma é viciante. 

 

O livro relata a vida de uma família, a mãe Adelaide e seus dois filhos, Simão e Eduardo,e  começa com a ida de Júlia e da sobrinha Vanessa para uma localidade piscatória chamada Apúlia. Júlia tem uma "missão", que esconde da sobrinha e dos pais desta, pois pretende descobrir o que aconteceu naquele local há 18 anos atrás. Confesso que a Júlia é uma personagem que me irritou bastante.

 

A HISTÓRIA é narrada sob duas perspetivas diferentes, a de Júlia e a do Eduardo, com a particularidade de que no final de cada capítulo é lançada uma frase enigmática e misteriosa, aguçando a curiosidade do leitor. 

 

QUANTO AO TÍTULO, achei que foi bem escolhido, uma vez que a primeira palavra Maresia refere-se à envolvência, ao local onde se passa a ação, ou seja, ao mar. Já a segunda palavra Fortuna sugere uma possível combinação de circunstâncias ou de acontecimento que são inevitáveis, a saber: destino, fado, fatalidade ou sorte. Eu fiz esta associação, porque julguei que se trataria de uma história sobre um pescador que morre no mar, esse lugar, temível e maravilhoso, cheio de vida, no entanto, tem outra razão de ser.

 

OS CAPÍTULOS são curtos, a ESCRITA é cuidada e a autora recorreu à técnica do diálogo entre as personagens. Não há descrições, há ação, suspense e segredos bem guardados. O facto de não existirem descrições é, na minha opinião, uma opção que pode desagradar a alguns leitores, mas que eu gostei bastante porque enquanto leitora permitiu dar asas à imaginação e ler de forma rápida. Além disso, não deixa de ser um exercício mental muito interessante, pois temos de seguir os diálogos e juntar as informações para "pintar o quadro". 

 

Em conclusão, considero que é um thriller psicológico diferente do habitual, num claro desafio à imaginação do leitor.

 

O amor transforma. O amor baralha. O amor pode salvar ou deitar tudo a perder.

Mas, afinal, o que é o amor para vocês?

 
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As ideias surgem donde menos se espera e são como a água dos rios que passa acelerada em direçao mar; são as asas das aves que imigram para os países quentes e, por vezes, só as vemos de ano a ano. 

As ideias saiem disparadas, sendo importante agarrá-las com força sob pena de se desvanecerem.

Para perceberem a conclusão óbvia de hoje, têm de olhar primeiro para este post, da nossa querida Mulinha, e para um dos desafios extra da Maratona Literária de Verão (aqui), mais concretamente, "Tirar uma fotografia que mostre o quanto os livros te fazem feliz".

Aparentemente, os post´s são totalmente diferentes, mas eu, em modo de nostalgia, inspirei-me no post da Mulinha, acionei a minha arte criativa e fui buscar um tesourinho para demonstrar a alegria e orgulho que tenho nos meus tesouros livrescos.

Claro que tenho noção de que os post´s sobre livros estão muito atrasados, porém, esta minha veia pensadora, não pode deixar de partilhar convosco o seguinte:

 

"O amor é cego e isso também se aplica ao amor pelos livros".

(Nina Sankovitch)

 

Contrariamente à Mulinha, que tem um lindo vestido que ainda lhe serve na perfeição, nesta sessão arrojadamente embaraçosa verifiquei que não consigo fechar o fecho do  meu vestido de noiva. Mas isso não importa nada porque o que eu gostaria de saber não é se o amor é cego, mas sim se o amor pelos livros:

a) faz engordar;

b) faz perder a memória e a noção do tempo que passou (19 anos, para ser precisa);

c) leva a fazer figurinhas tristes;

d) é uma forma de diversão.

 

Qual acham que é a resposta certa? 

 

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"O verão está instalado no meu coração".

Clarice Lispector

 
Oh Verão, onde andas que mal te vi chegar? Costumo ver-te no silêncio da praia, pelo menos de manhã, e nessa altura a maresia, fresca, perfuma o ar. É a época feliz de despreocupações e de leituras sublimadas pelo relaxante tempo livre.
Então e onde está a loucura, perguntam vocês daí?
Pois, não sei, mas talvez na parte de aproveitar ao MÁXIMO o que mais gosto de fazer, LER, mesmo estando a trabalhar. Quero dizer, nada de confusões, eu não leio no trabalho, mas bem que gostava :), acho que vou ter de organizar muito bem o meu tempo livre.
 
Falando, portanto, em loucuras (das boas), como ando a ler mais do que é habitual, resolvi aceitar o convite para a Maratona Literária Palavra de Verão organizada pela Roberta do blog Flames e pela Cristina do Linked Books.  Esta Maratona é baseada em palavras relacionadas com Verão. Cada livro só pode contar para apenas  para um desafio e o objetivo será o de ler o maior número possível de páginas (para se poder habilitar a ganhar um dos prémios) entre 22 de junho e 22 de setembro.
Além disso, quem conseguir fazer todos os desafios extra ganha um bónus de 250 páginas lidas.
 
Parece-vos bem? Na realidade, eu achei que sim, principalmente quando descobri que na minha estante existiam TODOS os livros necessários paras as 21 categorias. Portanto, bora lá que não há tempo a perder...
 
 
 
DESAFIOS GERAIS
 
1 - Água- Um livro que tenha elementos de água na capa -  Arquipélago,de Joel Neto 
2 - Amigos/família - Um livro emprestado ou recomendado por um amigo ou familiar - Para onde vão os guarda-chuvas, de Afonso Cruz
3 - Aniversários/Festas/Bailaricos - Um livro que foi oferecido ou que gostaria que me tivesse oferecido - O meu ano mágico, de Nina Sankovitch
4 - Aventuras/Comboio/Passeio - Um livro de um género literário que nunca li ou que raramente leio -Laranja Mecânica, de Anthony Burgess
5 - Azul - Um livro cuja capa seja maioritariamente azul - A volta ao mundo em 80 dias, de Júlio Verne
6 - Caipirinha - Um livro de um autor brasileiro ou cuja acção decorra no brasil - Verónica decide morrer, de Paulo Coelho
7 - Calor - Um romance, uma história de amor ou um livro erótico- O Despertar, de Kate Chopin
8 - Campo/Rios/Serras - Um livro cuja acção se passe maioritariamente na natureza ou cuja capa tenha elementos da natureza - O outro lado do Paraíso,de Paul Theroux
9 - Churrasco/Grelhados/Convívios/Esplanadas - Um livro cuja capa ou título tenha coisas de comer ou de beber - A quinta dos animais, de George Orwell
10 - Cor - Ler um livro LGBT - Amor Livre, de Ali Smith
11 - Descanso - Um livro que já tenha para ler há muito tempo - Shantaram, de Gregory David Roberts
12 - Diversão - Um livro do meu género favorito - Os enamoramentos, de Javier Marias 
13 - Férias - Um livro com menos de 100 páginas - Morte en Veneza, de Thomas Mann
14 - Gargalhadas/Boa Disposição - Um livro de humor, cómico ou divertido - M*rdas que o meu pai diz, de Justin Halpern
15 - Livros/Ler - Um livro de um dos meus autores favoritos - O filho de mil homens, de Valter Hugo Máe
16 - Mar/Pescadores/Passeios de Barco - Um livro cuja capa tenha um animal aquático - Nem todas as baleias voam, de Afonso Cruz
17 - Noitadas/Noites na rua - Um livro de vampiros, de terror, um livro negro ou um livro cuja capa seja maioritariamente preta - Adão e Eva, de António Parada
18 - Paz - Um livro com a palavra PAZ no título, ou cujo título tenha letras com as quais se pode formar a palavra PAZ- Quem disser o contrário é porque tem razáo, de Mário Carvalho 
19 - Sangria - Um livro de um autor espanhol ou cuja acção se desenrole em Espanha - Paixão Índia, de Javier Moro
20 - Sol - Um livro cuja capa seja maioritariamente amarela, com SOL no título ou cujo título tenha letras com as quais se pode formar a palavra SOL - Vozes de Chernobyl, de Sevetlana Alixievitch
21 - Viagens/Regresso ao País - Um livro passado num país que já visitei, que gostaria de visitar ou passado no teu país natal - As partículas elementares, de Michel Houellebecq.
 
DESAFIOS EXTRA
 
A cada desafio extra acrescem 25 páginas na contabilização final. 
1.Praia/Piscina 
Tirar uma fotografia na praia ou na piscina com o livro que estão a ler no momento.  
2.Alegria/Sorrisos/Felicidade
Tirar uma fotografia que mostre como os livros te fazer sentir feliz.  
3.Piqueniques 
Tirar uma fotografia do teu livro a fazer um piquenique 
Elementos obrigatórios: uma toalha de piquenique e o livro do momento.  
4.Ar livre/Céu azul 
Troca um livro numa cabine de leitura, requisita um livro numa biblioteca ao ar livre ou compra um livro numa feira de rua/banca/quiosque.  
5.Gelados 
Tirar uma fotografia com o gelado favorito e o livro.
 
 
Nota: Alguns livros poderão vir a ser substituídos por outros, até porque quero divertir-me com estas leituras todas.
 
 

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Os livros não se medem pelo tamanho e eu adoro histórias que se leem num dia. Pensado nisso, selecionei 15 livros com poucas páginas ou, para ser mais precisa, em que a leitura é muito rápida - e em que nem se dá conta do tempo passar.

 

1- Farenheit 451

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Guy Montag é um bombeiro. O seu emprego consiste em destruir livros proibidos e as casas onde esses livros estão escondidos.

 

 2-Boneca de Luxo

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Holly Golighly é mais do que uma boneca de luxo. Deslumbrante, espirituosa e ternamente vulnerável, inquietando as vidas dos que com ela se cruzam.

 

3-Os livros que devoraram o meu pai

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Vivaldo Bonfim é um escriturário entediado que leva romances e novelas para a repartição de finanças onde está empregado. Um dia, enquanto finge trabalhar, perde-se na leitura e desaparece deste mundo. 

 

 

4-A quinta dos animais

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Esta história é uma fábula em que os animais são personificados, possuindo carateristicas e comportamentos dos humanos.

 

 

5-Vamos comprar um poeta

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Numa sociedade imaginada, o materialismo controla todos os aspetos das vidas dos seus habitantes. Todas as pessoas têm números em vez de nomes, todos os alimentos são medidos com total exatidão e até os afetos são contabilizados ao grama. E, nesta sociedade, as famílias têm artistas em vez de animais de estimação. 

 

6-O tigre branco

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Toda a obra é uma longa carta dirigida ao Primeiro-Ministro chinês, escrita ao longo de sete noites. O autor da carta apresenta-se como o tigre branco do título, e auto-denomina-se um "empreendedor social". Descrevendo a sua notável ascensão de pobre aldeão a empresário e empreendedor social, o autor da carta, Balram, acaba por fazer uma denúncia mordaz das injustiças e peculiaridades da sociedade indiana. 

 

7-O rapaz do pijama às riscas

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Ao regressar da escola um dia, Bruno constata que as suas coisas estão a ser empacotadas. O seu pai tinha sido promovido no trabalho e toda a família tem de deixar a luxuosa casa onde vivia e mudar-se para outra cidade, onde Bruno não encontra ninguém com quem brincar nem nada para fazer. Pior do que isso, a nova casa é delimitada por uma vedação de arame que se estende a perder de vista e que o isola das pessoas que ele consegue ver, através da janela, do outro lado da vedação, as quais, curiosamente, usam todas um pijama às riscas. Como Bruno adora fazer explorações, certo dia, desobedecendo às ordens expressas do pai, resolve investigar até onde vai a vedação. É então que encontra um rapazinho mais ou menos da sua idade, vestido com o pijama às riscas que ele já tinha observado, e que em breve se torna o seu melhor amigo…

 

 

8-O Velho e o mar

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Santiago, um velho pescador cubano, está há quase três meses sem conseguir pescar um único peixe, quando o seu isco é finalmente mordido por um enorme espadarte. O peixe imponente resiste, arrasta a sua canoa cada vez mais para o alto mar, na corrente do Golfo, e obriga a uma luta agonizante de três dias que o velho Santiago acabará por vencer, para logo se ver derrotado. 

 

 

9-O alienista

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 Quando o Dr. Simão Bacamarte, médico psiquiatra, homem da ciência, constrói um asilo em Itaguaí, nada faria prever os acontecimentos que lhe sucederam. "Eram furiosos, eram mansos, eram monomaníacos, era toda a família dos deserdados do espírito." Mas quem eram, afinal, os loucos? 

 

 

10-A morte de Ivan Ilitch

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Este livro tão breve, uma das maiores obras-primas do espírito humano, tem sido, desde a sua publicação, um motivo de controvérsia para a crítica: trata-se de uma obra sobre a morte ou de uma obra que nega a morte?.

 

11-Maresia e Fortuna

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Para Eduardo, de 17 anos, o amor é a mãe e o irmão mais velho, Simão. Este, porém, tem um segredo que o empurra para a bebida e Eduardo receia que o seu irmão se suicide, tal como o pai de ambos o fizera, dez anos antes.

Júlia acredita que passou ao lado de um grande amor. Em busca da verdade que mudará a sua vida, regressa à vila de Apúlia para reconstruir um passado de que não se consegue recordar.


 

12-Pena de viver assim

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A protagonista, que se torna tema central do conto, é a senhora Leuca, uma mulher abandonada pelo marido durante onze anos. A sua nostalgia e a sua dor são contínuas e fazem com que ela assista ao desenvolvimento da sua própria vida sem ter poder de intervenção. 

 

13-O Estrangeiro

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Meursault recebe um telegrama: a mãe morreu. De regresso a casa após o funeral, enceta amizade com um vizinho de práticas duvidosas, reencontra uma antiga colega de trabalho com quem se envolve, vai à praia - até que ocorre um homicídio. 

 

 

14- A metamorfose

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«Certa manhã, ao acordar após sonhos agitados, Gregor Samsa viu-se na sua cama, metamorfoseado num monstruoso insecto.» 

 

15- História de uma gaivota e do gato que ensinou a voar

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Esta é a história de Zorbas, uma gato grande, preto e gordo. Um dia, uma formosa gaivota apanhada por uma maré negra de petróleo deixa ao cuidado dele, momentos antes de morrer, o ovo que acabara de pôr. Zorbas, que é um gato de palavra, cumprirá as duas promessas que nesse momento dramático lhe é obrigado a fazer: não só criará a pequena gaivota, como também a ensinará a voar.

 

*Excertos das respetivas sinopses.

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Este tema vem a propósito do último livro que acabei de ler. É um tema que dá para refletir e poderia abordar aqui vários assuntos, no entanto, resolvi particulizar um pouco quando fiz esta pergunta: Não teremos todos um Frankenstein nas nossas vidas? Um monstro que se vinga e nos persegue? Intuitivamente respondo que sim. Eu chamo-lhe realidade consubstanciado num constante Sentir. Pensar. Viver. É quase como o bater ritmado do coração, que funciona perfeitamente e que, ao mesmo tempo, passa despercebido. Sentir. Pensar. Viver. E um dia quem sabe nos assombre e consuma de medos quando tomamos consciência da dimensão que implica esse esforço diário. Mas  o meu FranKenstein é diferente, é algo que nasceu comigo. Ele alimenta-se de pensamentos. Tal como no livro, ele é gigante, por vezes feio, e considera-se uma criação aberrante da natureza. Tem vida própria, acreditem. Eu cá experimentei correr com ele, persegui-lo com pensamentos de beleza e até com produtos químicos da farmácia, mas o mais saudável é abrir um livro e começar a ler. 

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Hoje é sexta e aproxima-se o fim-de-semana. Tempo para uma pausa necessária. Altura para descontrair, planear uma saída ou fazer umas compras para o resto da semana.

Desta vez não vou escrever muito, porque já partilhei convosco a aventura vivida nas palavras d´ Flores, de Afonso Cruz

Espero que gostem da sugestão e que comentem. Podem usar e abusar das palavras. Elas enriqueçem-me a memória.

 

Bom fim-de-semana e boas leituras!

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Sinopseaqui.

Opinião: A narrativa é feita por Balram. Ele conta a história da sua vida («A autobiografia dum Indiano Mal Amanhado»). Neste tom irónico e crítico, Balram descreve o seu país, a Índia, e conta que antes de se chamar Balram era Munna. No entanto, Munna significa apenas rapaz, ou seja, quando nasceu os pais não lhe deram um nome. 

Mas afinal que espécie de lugar é aquele em que os pais se esquecem de dar o nome aos filhos?

 

É só na escola que o professor o "batiza" de Balram e eu achei isto táo triste que senti uma enorme compaixão pelo personagem, mas aviso já: não se iludam. 

«O Tigre Branco» contem sete cartas escritas por Balram ao primeiro-ministro Chinês, que visitará a Índia, onde conta a sua história e faz uma crítica social algo arrojada. 

 

A propósito senhor primeiro-ministro: já reparou que os quatro maiores poetas do mundo são todos muçulmanos? E que, apesar disto, todos os muçulmanos com que nos cruzamos são ou analfabetos, ou andam tapados dos pés à cabeça com burcas pretas, ou à procura de prédios para explodir? É um enigma, não lhe parece? Se algum dia conseguir perceber esta gente, então mande-me um e-mail.

 

Nesta sátira, temos: pobreza, ambição, ganância, corrupção, crime, cenas ["nojentas"], desigualdade social e injustiça q.b.. Porém, aquele sentimento de pena que Balram inspira, ao início, vai-se dissipando à medida que a história se desenrola. A própria narrativa começa por ser leve e divertida mas descreve uma realidade "quase medieval", que é o sistema de castas. Vindo do lado pobre, escuro e sujo, Balram quer subir na vida, mas a sua casta, Halwai, tem de vender doces (Cada casta tem um nome que se relaciona com uma profissão) e Balram não quer essa profissão de "pobre" e sim ter uma bela farda e ser motorista (No fundo, quer passar para o lado da luz e da riqueza).

Gostei deste livro porque acho que é uma história que dá para refletir sobre a realidade na Índia e conhecer um pouco mais desse país. 

Gostei ainda porque o livro é pequeno, lê-se rapidamente e não é nada maçudo.

Mas o que mais gostei foi da construção e caraterização psicológica do personagem Balram (Brutal!).

Espero ler mais deste autor.

 

 

 

 

 

Classificação: 5/5.

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No dia 1 de maio, recebi um convite do Blogs Portugal para o desafio 7 dias com os media 2018 que consiste num desafio para que diferentes pessoas desenvolvam os seus projetos e iniciativas relacionados com os media.

Os bloggers podem participar (e quem quiser ainda pode fazê-lo), bastando fazer o registo na plataforma digital www.7diascomosmedia.pt com uma proposta ou uma ideia para um post.

Nós (eu, a Fátima, a Mariana, a Helena, a Roberta  e a Vanessa), na última reunião do Clube de Leitura Conversas Livrásticas, resolvemos aceitar este desafio, uma vez que seria muito interessante descobrir o que pensam a respeito do impacto que os blogs e os clubes de leitura têm para a literacia. 

Cada vez mais  se fala nos media, bem como na importância dos bloggers na partilha e promoção do conhecimento. Para comprovar  esta realidade precisavamos de algo que permitisse recolher a vossa opinião e, nessa senda, elaboramos um inquérito. 

 

A resposta é anónima, a vossa colaboração preciosíssima e o nosso prémio são as vossa respostas.

 

Vá lá, participem e deixem a vossa opinião!

 

 

 

 

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Para este fim-de-semana recomendo que relaxem e que aproveitem para viajar para Guernsey, uma ilha perto de França (era bom, não era?). Então, convido todos os leitores a visitar um local que, aquando da minha visita [literária], me pareceu familiar. Talvez seja apenas um sentimento, uma vontade de conhecer as pessoas ou um desejo de participar nas conversa sobre os livros. Seja o que for, é envolvente e diferente.

Sabiam que na segunda Guerra Mundial as tropas alemães ocuparam Guernsey? E que estes exigiam que os habitantes lhe fornecessem toda a comida? E que é por causa de um jantar de porco que surgiu a Sociedade Literária da Tarte de Casca Batata?

Podem ficar a saber as respostas se lerem o livro, claro. Os leitores que têm paixão por livros vão de certeza ficar com a "pulga atrás da orelha". Olhem, eu fiquei. O título despertou-me a atenção. Mais. Fui à biblioteca e durante a leitura as pessoas pareceram-me reais. Depois, cheguei a desejar receber uma cartinha igual. Só uma! (bem posso sonhar). E resumindo a história, gostei tanto que já adquiri o livro.

Para vos aguçar mais a curiosidade, e a propósito da familía Brontë, deixo-vos um excerto de uma das cartas cujo sentido de humor considero delicioso:

 

"Cara Miss Ashton

Oh, meu Deus. A Juliet escreveu um livro sobre a Anne Brontë, irmã de Charlotte e da Emily. A Amelie Maugery diz que mo vai emprestar, porque ela sabe que tenho uma predilecção pelas irmãs Brontë - coitadinhas. Só de pensar que as cinco tinham pulmões tão fraquinhos e morreram tão novas! Que tristeza.

O pai delas era um homem muito egoísta, não acha? Não se preocupava nem um pouco com as filhas - sempre sentado no escritório, a gritar que lhe levassem o xaile. Nunca se levantou para se servir sozinho, pois não? Limitava-se a ficar ali no escritório, isolado, enquanto as filhas caiam para o lado que nem moscas.

E o irmão, o Branwell, também não era lá grande coisa. Sempre a beber e a vomitar nos tapetes. Elas tinham de andar a limpar o que ele sujava. Era um rico trabalho para as senhoras Autoras!

Acredito piamente que com dois homens daqueles em casa e sem grandes possibilidades de conhecerem outros homens, a Emily só podia inventar o Heathcliff! E que excelente trabalho ela fez. Os homens são mais interessantes nos livros do que na vida real (...)".

 

Este livro, que está no Plano Nacional de Leitura, é um livro que todos devem ler.

Eu já li e vocês?

 

Bom fim-de-semana e boas leituras.

 

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 *Livro lido sem opinião escrita (ainda) aqui no blog

 

 

 

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Mais uma sugestão para o fim-de-semana. 

No Dia Mundial do Livro, a coolbooks ofereceu um ebook à escolha bastando aceder à página da Wook e fazer o dowload do livro que queriamos ler. Na altura, não tinha a menor ideia de qual livro escolher, mas li a sugestão de alguém no facebook e a sinopse, e depois a curiosidade fez o resto (já vos contei que sou muito curiosa?).

Foi o primeiro livro que li em ebook, o que nunca esperei vir a fazer, e tive um sentimento estranho, pois fez-me falta folhear o livro e colocá-lo na estante - o que para nós, livrólicos, é o nosso templo. Mas este meu handicap (não estar habituada à leitura em formato digital) vem a propósito de quê, perguntam vocês? Pois bem, o "Maresia e Fortuna" é um daqueles livros em que nos esquecemos completamente de nós. A história é viciante e aparentemente simples. Existem muitos segredos bem guardados. E quando esperamos que se resolvam os amores de Júlia, Vanessa, Bianca, Eduardo e Simão, ou quando pensamos que os entendemos, descobrimos que não sabemos nada (ainda)?! 

Afinal, o que é o verdadeiro amor? Uma das questões que vão surgindo assim como um certo "nervoso miudinho" que nos faz duvidar de tudo e de todos.

Eu acreditei no impossível e no final descobri que estava certa. O amor transforma. O amor baralha. O amor pode salvar ou deitar tudo a perder. O amor não é nada simples, sabiam?

Um thriller psicológico que gostei e que recomendo.

 

Bom fim-de-semana e boas leituras, em boa companhia.

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*Livro sem opinião escrita (ainda) aqui no blogue. 

 

 

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Sinopse: Num mundo rural em decomposição acelerada, minado pela poluição física e mental, pelos media e pelas arremetidas da "Aldeia Global", um homem de setenta anos e um adolescente aliam-se para construir um pequeno universo privado, fantástico, parado no tempo, onde vivem os velhos ritos e as superstições do passado.
Porém, esse universo, frágil e vulnerável, não poderá resistir durante muito tempo à sociedade hostil que o cerca. Então, é preciso encontrar uma saída...

Opinião: Neste pequeno livro, encontramos D. Gonçalo Nuno, um homem de idade, rico, dono de empresas, que se recusa a fazer a vontade aos filhos e ir para um lar, e o Zé da Pinta, um rapaz de 17 anos, considerado o "apoucadinho", o "tolo" ou o "idiota" da terra. Estes personagens encontram-se em Poais de Santa Cruz e aos poucos encontram um mundo especial, longe de supermercados e de reality shows, e, no fundo, vivem à parte num mundo que se distancia da realidade social, no qual há lobisomens, mouras encantadas, almas do outro mundo e Nuvens Seculares. 

Este autor foi uma estreia. Não tinha lido nada nem conhecia o escritor (e fiquei triste quando soube que morreu em 2010). Além de ser uma estreia, foi uma enorme surpresa. Gostei muito da escrita, da história, dos personagens e sobretudo do final, que foi brutal !!! (quem já leu sabe a que me refiro e ao empregar esta expressão com duplo sentido apenas quero dizer que gostei muito mesmo).

Agradeço à pessoa que enviou o livro, porque vale mesmo a pena ler.

 

Classificação: 4/5.

 

 

 

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Onde estavas no 25 de abril de 1974? Ouvimos esta pergunta todos os anos e tenho sempre vontade de responder: Eu, eu estava, com quase 99, 9% de certeza, a dormir no berço. É, portanto, uma pergunta para a qual a resposta óbvia não serve, dado que era uma cidadã de fraldas que comia e dormia (e não contribuiu em nada para a liberdade deste país). Sem pensar muito, acho que atualmente poucos se lembram de ter desfilado pelas ruas de Lisboa na euforia da Liberdade recentemente adquirida. Aqui em casa, apenas o meu marido participou nessa marcha, mas era pequeno. Lembra-se apenas do que lhe contaram. E lá foi no meio da multidão, às cavalitas do avô, com os deditos em V e a gritar «Fachistas».  

Na minha terrinha, ninguém presenciou nada, ainda não existiam televisões, nem estradas alcatroadas, nem eletricidade, já agora. Quarenta e quatro anos depois, poucos se lembram desse dia. Bem, tenho a certeza de que restam dois ou três que podem contar os tempos que viveram na guerra. Para esses fará sentido relembrar este dia. Para a nossa geração, ouvimos contar a história . Para os mais jovens, restam os livros.

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Não sei porquê há livros que demoro mais tempo a ler. Há outros que deixo ficar para o fim porque penso, precisamente, que vou levar uma eternidade para terminar. E depois tenho os que sei que não é pelo tamanho que me intimidam mas pela escrita. É por isso que ler é um desafio.

Na última reunião do Clube de Leitura Conversas Livrásticas, o tema sorteado foi (adivinhem)...livros que intimidam. Então, resolvi pegar da minha estante da vergonha [de livros não lidos] "O Jogo do Mundo", de Júlio Cortázar. E não podia ter ficado mais... desiludida. 

O livro tem duas formas de ser lido: a primeira termina no capítulo 56 e a segunda basta seguir as indicações que vão sendo dadas pelo autor. Optei por seguir por esta última e facilmente me aborreci, porque remete para capítulos que estão no fim e que me pareceram uma espécie de reflexões ou pedaços dispersos de histórias que, no fundo, não fazem falta nenhuma para a história principal. De seguida, fiz a leitura «normal», mas nem assim resultou. Não gostei. O romance de Maga e de Oliveira é estranho, os amigos estão para ali a beber, a discutir a música que hão-de ouvir e o Oliveira anda pelas ruas de Paris. Interesssante? Nã, desisti. É provável que a culpa seja minha, mas já não tenho idade para perder o meu tempo a insistir com uma leitura que não ata nem desata.

O que eu mais gostaria depois disto? Algo que me fizesse sentir melhor, claro. Estou assim entre triste e meio desorientada. Todos gostam menos eu? Será?

Vá lá, digam qualquer coisa.

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