Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



IMG_1778.JPG

Férias é sinónimo de mais tempo para ler. E este ano não irá ser diferente - espero eu. Porém, a escolha foi muito complicada. São 15 dias de férias (na praia) e levar muitos livros não é uma opção, até porque não sobrava espaço para levar roupa na mala. Então, tive uma ideia. Selecionei apenas alguns livros e coloquei no instagram.  O objetivo? Saber quem já tinha lido e se recomendavam ou não a leitura. Assim, a opinião de bloguers e vloguers, que me seguem nessa rede social, acabou com o meu problema. 

É claro que não vou levar na mala todos os livros que estão na fotografia. São cinco (dos mais votados) e um extra (à minha escolha). Seis são meia dúzia, o que me soa bem melhor do que cinco. Sim, meia dúzia, é muuuitooo melhor !!! 

Mas, como sou realista, provavelmente não vou conseguir ler todos. Acho que são boas escolhas, mas também quero aproveitar a praia, o mar e a piscina. E vocês, costumam ler muito nas férias?

 

Prodigio.jpg

A jovem Anna recusa-se a comer e, apesar disso, sobrevive mês após mês, aparentemente sem graves consequências físicas. Um milagre, dizem.
Mas quando Lib, uma jovem e cética enfermeira, é contratada para vigiar a menina noite e dia, os acontecimentos seguem um diferente rumo: Anna começa a definhar perante a passividade de todos e a impotência de Lib. E assim se adensa o mistério à volta daquela pobre família de agricultores que parece envolta num cenário de mentiras, promessas e segredos.
Prisioneira da linguagem da fé, será Anna, afinal, vítima daqueles que mais ama?
 

educação de eleanor.jpg

Eleanor Oliphant tem uma vida perfeitamente normal - ou assim quer acreditar. É uma mulher algo excêntrica e pouco dotada na arte da interação social, cuja vida solitária gira à volta de trabalho, vodca, refeições pré-cozinhadas e conversas telefónicas semanais com a mãe.
Porém, a rotina que tanto preza fica virada do avesso quando conhece Raymond - o técnico de informática do escritório onde trabalha, um homem trapalhão e com uma grande falta de maneiras - e ambos socorrem Sammy, um senhor de idade que perdeu os sentidos no meio da rua.
A amizade entre os três acaba por trazer mais pessoas à vida de Eleanor e alargar os seus horizontes. E, com a ajuda de Raymond, ela começa a enfrentar a verdade que manteve escondida de si própria, sobre a sua vida e o seu passado, num processo penoso mas que lhe permitirá por fim abrir o coração.


Stoner (1).jpg

Romance publicado em 1965, caído no esquecimento. Tal como o seu autor, John Williams – também ele um obscuro professor americano, de uma obscura universidade. Passados quase 50 anos, o mesmo amor à literatura que movia a personagem principal levou a que uma escritora, Anna Gavalda, traduzisse o livro perdido. Outras edições se seguiram, em vários países da Europa. E em 2013, quando os leitores da livraria britânica Waterstones foram chamados a eleger o melhor livro do ano, escolheram uma relíquia. Julian Barnes, Ian McEwan, Bret Easton Ellis, entre muitos outros escritores, juntaram-se ao coro e resgataram a obra, repetindo por outras palavras a síntese do jornalista Bryan Appleyard: “É o melhor romance que ninguém leu”.
Porque é que um romance tão emocionalmente exigente renasce das cinzas e se torna num espontâneo sucesso comercial nas mais diferentes latitudes? A resposta está no livro. Na era da híper comunicação, "Stoner" devolve-nos o sentido de intimidade, deixa-nos a sós com aquele homem tristonho, de vida apagada. Fechamos a porta, partilhamos com ele a devoção à literatura, revemo-nos nos seus fracassos; sabendo que todo o desapontamento e solidão são relativos – se tivermos um livro a que nos agarrar.

 As-Intermitencias-da-Morte.jpg

«No dia seguinte ninguém morreu.»
Assim começa este romance de José Saramago.
Colocada a hipótese, o autor desenvolve-a em todas as suas consequências, e o leitor é conduzido com mão de mestre numa ampla divagação sobre a vida, a morte, o amor, e o sentido, ou a falta dele, da nossa existência.

O-Alquimista.jpg

O Alquimista relata as aventuras de Santiago, um jovem pastor andaluz que abandona a sua terra natal e viaja pelo Norte de África em busca de uma quimera — um tesouro enterrado sob as pirâmides. Uma cigana, um homem que diz ser rei e um alquimista irão ajudá-lo na sua busca. Ninguém sabe exatamente o que é o tesouro nem se Santiago conseguirá ultrapassar todos os obstáculos da sua travessia do deserto. Mas aquilo que começa por ser uma aventura por locais exóticos para procurar a riqueza material, acaba por se transformar numa viagem de descoberta de si mesmo e da riqueza da alma humana. O Alquimista recria um símbolo intemporal que nos recorda a importância de seguir os nossos sonhos e de ouvir a voz do coração.

 

image.jpg

Um rapaz de onze anos é encontrado morto. Todas as evidências apontam para que o assassino seja Terry Maitland, um dos cidadãos mais queridos de Flint City, professor de inglês, marido exemplar e pai de duas meninas. O detetive Ralph Anderson dá-lhe voz de prisão. Maitland tem um álibi forte, estava noutra cidade quando o crime foi cometido, mas os indícios de ADN encontrados no local confirmam que é ele o culpado. Aos olhos da justiça e da opinião pública, Terry Maitland é um assassino e o caso está resolvido.
Mas o detetive Anderson não está satisfeito. Maitland parece ser uma boa pessoa, um cidadão exemplar, terá duas faces? E como era possível estar simultaneamente em dois lugares?
Por ser um romance de Stephen King, quando conhecemos a resposta, arrependemo-nos de ter formulado a pergunta.
 

Autoria e outros dados (tags, etc)

20190725194850_IMG_1674.JPG

Schopenhauer, filósofo alemão do século XIX, disse que é “importante, em relação ao nosso hábito de leitura, a arte de não ler. (...) Para ler o que é bom uma condição é não ler o que é ruim, pois a vida é curta e o tempo e energia são limitados". 

Uma frase vinda de um filósofo dá sempre que pensar, especialmente quando se refere à leitura, mas não vou tecer aqui grandes considerações acerca dela. Tudo o que escrevo são apenas palavras que fluem naturalmente e de acordo com a minha experiência, e lá por um filósofo ter pensado num assunto não quer dizer que o vá reproduzir ou que pense exatamente o mesmo. Apenas começo por salientar o aspeto do tempo. Quando fecho um livro, porque este é pior do que estava à espera, permanece realmente uma sensação de tempo perdido. Tempo que poderia ter sido gasto melhor ou a ler outro livro. Geralmente acontece quando não tenho disposição nenhuma para bagatelas e clichés.

Acho que as minhas escolhas são como a lua, têm fases, e, ultimamente, dou por mim a refletir mais sobre elas. O que me levou a comprar? O que deveria ter lido acerca daquele livro? Porque é que tive interesse nele? Porque é que o livro não é para mim? Mas, enquanto leitora, sou demasiado curiosa, quero ler tudo e conhecer vários autores. E depois há uma variedade livros com capas apelativas, com propaganda feita especialmente para me fazer pensar que preciso, quando na verdade não é bem assim.

O que move, verdadeiramente, as minhas escolhas, são as tais fases, algumas de humor, outras sazonais. Há livros que gosto de ler no verão, na praia. E há livros que gosto de ler no inverno, com uma mantinha e uma chávena de chá ou café. Já quanto aos livros que são penosos, em que cada página é uma tortura e em que queremos que chegue rapidamente ao fim, o que faço? Porque é que não desisto de ler livros "maus"?!  Pessoalmente, se o livro não me prende passo ao seguinte e volto a pegar nele mais tarde. Nunca desisto à primeira. Talvez à segunda. Talvez o livro se torne extraordinário quando já vai a meio. Talvez esteja perante um livro com uma mensagem sobre a qual vale a pena refletir. Talvez o autor tenha investido muito trabalho e mereça uma oportunidade. Talvez a minha curiosidade seja demasiado forte e precise de aprender a controlá-la. 

A dificuldade que encontro na escolha dos livros é quase como a dificuldade de não me ver a mim própria - nem no espelho vislumbro a resposta às minhas dúvidas. 

Em prol das melhores leituras, deveria de existir uma meditação guiada, só para podermos encontrar os melhores livros do mundo. No entanto, a realidade tem sido madastra e, enquanto estou em formação, na qualidade de leitora, a minha transformação continua distante do ideal Yin-Jang literário. 

 

Mais pensamentos literários para ler aqui:

Livros a mais não existe

Qual o teu género literário

Livros que intimidam

A minha dieta literária

Livros e dieta, mas que ideia

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Fui desafiada pela Isabel Caldeira do blogue "Manta de Histórias" para um desafio de leitura referente ao ano de 2019.

Lembram-se do desafio Book Bingo Leituras ao Sol? Sim, esse mesmo. Neste momento, não vejo que possa existir qualquer incompatibilidade entre os desafios, pelo que resolvi aceitar e fazer a experiência.

Muitos dos livros que já li este ano encaixam-se perfeitamente e, por isso, embora já tenham passado 6 meses, não parece que esteja muito atrasada. Aliás, de 32 livros no total, li 22.

Desafio manta de histórias_ 30.06.2019.jpg

 

Livros lidos :

1-Um clássico- Admiável Mundo Novo, de Aldoux Huxley- 5*

2-Livro com um título longo - O miúdo que pregava pregro numa tábua, de Manuel Alegre-1*

3-Um calhamaço (+ de 600 págs) - Servidão Humana , de Somerset Maugham-5*

4-Livro com um número no título - 39+1, de Sílvia Soler-1*

5-Autor português nunca lido- Estar Vivo Aleija, de Ricardo Araújo Pereira-3*

6-Qualquer livro à tua escolha - A prova, de Stéphane Allix-5*

7-Livro escrito por dois autores - 28 livros para te encontrar, de Ali Berg e Michelle Kalus-3*

8-Livro com o nome de uma cidade no título - Uma praça em Antuérpia, de Luize Valente-4*

9-Livro que escolhestes pela capa- A Persuasão Feminina, de Meg Holitzer-5*

10-Um Ya - A química dos nossos corações, de Crystal Sutherland-3*

11-Livro há muitos anos na estante- A sombra do vento, de Carlos Ruiz Záfon-4*

12-Um romance - A imperatriz da lua brilhante, de Weine Dei Randel-4*

13-Um livro sobre a 2.ª guerra mundial-O Tempo entre Costuras - Maria Dueñas-4*

14-Um policial - A última ceia, de Nuno Nepomuceno-4*

15-Um livro cuja ação tem lugar em Portugal - Mau-Mau, de Filipe Nunes Vicente-2*

16-Um livro com capa vermelha - A grande solidão, de Kristin Hannah-5*

17-Protagonista é um homem - A história do Sr. Sommer, de Patrick Suskind-4*

18-Livro infantil- Lobos nas paredes, de Neil Gaiman-2*

19-Livro que tenha a palavra livro no título - Escondida entre os livros, de Setephanie Butland-4*

20-Livro escrito por uma mulher - Retrato de família - Jojo Moyes-3,5*

21-Livro publicado em 2018 - Assimetria, de Lisa Halliday-4*

22-Uma novidade- As flores perdidas de Alice Hart, de Holly Ringland-5*

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

"A Isaura Pereira e a Patricia Rodrigues estão a organizar mais um desafio do "Book Bingo Leituras ao Sol", que decorre entre 21 de junho e 23 de setembro de 2019.

O objetivo é completar leituras de uma linha ou coluna, na horizontal, vertical ou diagonal, tal como no cartão de bingo (Link de download).

 

Livros que vou ler (e que espero não mudar):

Book Bingo.png

categorias.png

 

Autoria e outros dados (tags, etc)





Mensagens


O que estou a ler...

 

image (1).jpg

 

 

 

 

 




image_6_1542295800600_1542993699397.jpg