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Este tema vem a propósito do último livro que acabei de ler. É um tema que dá para refletir e poderia abordar aqui vários assuntos, no entanto, resolvi particulizar um pouco quando fiz esta pergunta: Não teremos todos um Frankenstein nas nossas vidas? Um monstro que se vinga e nos persegue? Intuitivamente respondo que sim. Eu chamo-lhe realidade consubstanciado num constante Sentir. Pensar. Viver. É quase como o bater ritmado do coração, que funciona perfeitamente e que, ao mesmo tempo, passa despercebido. Sentir. Pensar. Viver. E um dia quem sabe nos assombre e consuma de medos quando tomamos consciência da dimensão que implica esse esforço diário. Mas  o meu FranKenstein é diferente, é algo que nasceu comigo. Ele alimenta-se de pensamentos. Tal como no livro, ele é gigante, por vezes feio, e considera-se uma criação aberrante da natureza. Tem vida própria, acreditem. Eu cá experimentei correr com ele, persegui-lo com pensamentos de beleza e até com produtos químicos da farmácia, mas o mais saudável é abrir um livro e começar a ler. 

Reinventar-se.

04.02.18

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Reescrevo, aqui, aquilo que considero, aparentemente, indecifrável, e pinto a força interior num escudo de forma a impedir que  se sirvam de míseras psicologias beligerantes de submissão à vontade. A pele estranha em mim desenvolveu uma casca grossa de absurda honestidade e não acredita que possa algum dia vir a ser tatuada com letras estranhas de hipocrisia. Sem saber, sabendo, repito sempre o mesmo processo - mais um recomeço. Para tal amenizo o ego ou o consciente e liberto o momento. O cérebro, frágil, desobedeçe e regista tudo em segundo plano e nos pensamentos e nos sonhos não viajo à toa.Reescrevo um novo começo, mas com a consciência de que posso olhar o sol sem filtros. Sou justa e espero o mesmo dos outros.

 

 Imagem: daqui.

 

 

 

 

 

 

Now 

Hell is the gateway

No one orders,

nobody does anything

Believe in the explosion

Or terrorist or lying,

But do not buy the fight

nor sell your soul.

The power of anger

and the pain of the world

Wept in known tongue,

and vomit on the correct

and weak

narrows view.

 

and Then

The forest out there

It´s not the same.

All the blame

Of some of us.

Everywhere

There´s fire,

Consumes everything

Around 

Inside

All memories

All coletive past

Is gone.

Stays Blury

The future.

 

 

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A insurgente sombra grita, em desespero mudo, profundamente abalada pelos sonhos que trespassaram os seus olhos inexistentes. Deixa para trás a luz envolta em seda de papel. Mirra a vontade, aparentemente, nublada na conversa suscitada pela mulher, em pranto, mirrada na inércia dos seus sapatos pretos de verniz.

A insurgente sombra grita em desespero surdo e sai cá para fora a negra banalidade, o dualismo em duas versões:a dos sapatos pretos dos outros e a de quem escolhe a sombra pesadelo de viver-ignorar.

A insurgente sombra chora comovida.não entende a lógica.nem a vida.

 

 

Somos sem saber

22.05.17

Sou alma e fim, sou sentimento, a essência, e a quimera.

Talvez procure, na estranheza, a beleza.

Mas como explicar a palavra que lavra a língua na míngua do que esquecemos?

Sabendo que a escola da eternidade está encerrada... cabe-nos agora descobrir...

o trilho ou o caminho da verdade.

 

 

 

frase inspiracional 2017.bmp

Esta é a frase de inspiração para o ano 2017! Mas, às vezes, a imaginação falha e não ocorre nada. Então surge uma espécie de vazio e não há palavras que preencham o ecrã... 

Assim, o meu desejo, para o Novo Ano, é que nada falte: nem saúde, nem paciência, nem amigos, nem dinheiro, e nem mesmo inspiração.

Se nada faltar, teremos o necessário para o Brainstorm. E o que é o Brainstorm, além de imaginação e de escrita torrencial?

O brainstorming (literalmente: "tempestade cerebral" em inglês) ou tempestade de ideias, mais que uma técnica de dinâmica de grupo, é uma atividade desenvolvida para explorar a potencialidade criativa de um indivíduo ou de um grupo - criatividade em equipe - colocando-a a serviço de objetivos pré-determinados (aqui).

 

Para mim, o Brainstorm de 2016 foi profícuo e especial. Consegui extravazar os pensamentos que me enchem a cabeça. E é terapêutico, acreditem! 

Sem Título - luisa.png

 O céu escureceu na mente

da vida

desesperada

sem ti, e sem nada.

 

Era uma espécie

decadente,

nessa estrada,

sem mim, e sem nada.

 

Insegura, apenas via o céu,

e seguia, perene,sagrada,

a linha invisível

do nada.

 

Dessa vida 

sem cores estelares,

constelações ou terra,

vivia um sonho desafinado,

do passado.

 

Mas eis que surgiu um sentido

e na palavra nós O verdadeiro Amor.

Enigma

17.11.16


no sossego vago do leito, escondo, debaixo das cobertas, o fervor. 



oiço um restolhar. espio devagar, sem olhar,



a página de um novo romance de amor. 



a luz esquálida, dentro do quarto,transportou



uma luminosidade, e a visão vertidada alma disparou



o alarme da ilusão. alguém está ali?ou é só a escuridão? 



entre o agora e o passado. fiquei àespera. e esperei só.



e o frio, que cobria a pele, esticou a perceção num nó.



um ataque invisível.um barulho depassos… um bater do coração...

 
? Fim
 audacioso ou o
modernismo
 a desentesar a palavra?!
arrefece-a em ardósia ou
desperdiça-a em ambrósia,
em ponto edulcorante,
com imaginação,
 rima perfeita
no branco do nada,
e, sem segurança,
desleita a estrada;
entra em contramão-do-saber
nas dúvidas por esclarecer
e, na incerteza,
divaga em tristeza,
“sem nada a perder”
é o poema

 

Do início ao Fim.
 
 

 
Quando caminhares curvado pelo ónus do espírito
 
[pai]
edificarei um empedrado de pensamentos polidos,
onde eliminarei os minutos do horror e
[os sonhos urdidos]
nateia viva da angústia, cortarei cada fio frágil
[da memória]
enão estenderei a mão
enão exigirei a tua atenção para as fotografias
[a preto e branco]
Eos espinhos, deglutidos na garganta em trevas, devorarão as lembranças que
[esmoreceram e]
 de mim se alongaram os segundos  da hora derradeira,
quandodestruístes, nos sonhos,  a carneoculta da mãe
[dos olhos da (v)ida]
 Esquecestes  do ser imberbe gerado das células paternais…
Mas eu repudio essa herança e a fria despedida
finalmente
[a dádiva de amor a um filho]







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