Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Nas apresentações de livros, os escritores são frequentemente questionados sobre o modo como encaram ou ocorre o processo de escrita. As respostas são variadas, pois cada escritor tem a sua maneira própria de o fazer e perante essa pergunta o mais certo é a resposta não ser a expetável.

Atendendo a que não podemos definir esse processo criativo de forma universal, lancei-me numa espécie de desafio e, como sou curiosa, procurei saber qual o "gatilho" que despoleta a escrita torrencial num escritor. Será a sua fúria? Será a sua racionalidade? Será a inspiração?

Em geral, pensamos num escritor como alguém que se isola e escreve durante semanas a fio e, depois de terminar o seu livro, é considerado um escritor consagrado. Nada mais inexacto. Um escritor tem algo e a obra não sai do nada, nem a inspiração sai como uma seta do cupido a atingir escritores, transformando-os em sabedores das letras.

Alguns escritores são misteriosos, outros têm vidas difíceis. Com sangue, suor e lágrimas, muitas das obras, mais conhecidas, nascem assim, isto é, de escritores cujas vidas e cujas personalidades se podem considerar "fora do normal".

Estou, mais concretamente, a referir-me aos escritores que sofreram (ou sofrem) de uma doença mental designada de transtorno bipolar, em que à fase de ânimo, energia e criatividade, se segue, sem qualquer explicação, o desânimo e a depressão.

Todos temos um traço maior ou menor deste transtorno na nossa personalidade, mas os casos mais célebres ou conhecidos são de escritores:

1.º Sylvia Plath

Sylvia_Plath.jpg

Poetisa desde os oito anos de idade, Sylvia Plath escreveu o romance "A Campânula de Vidro", sob o pseudónimo de Victoria Lucas, uma vez que referia detalhes da sua própria luta contra a depressão. A escritora que, com apenas oito anos de idade, havia perdido o seu pai, tinha alturas em escrevia dezenas poemas sem qualquer dificuldade e outras com tendências para o suicídio, o que veio de facto a acontecer quando tinha apenas 30 anos de idade. 

2.º Anne Sexton 

anne-sexton.jpg

Outra poetisa americana notável (recebeu o prémio Pulitzer da Literatura em 1967) conhecida pela sua poesia confessional bastante pessoal, após uma depressão pós-parto, chegou a estar hospitalizada diversas vezes e, apesar de diagnosticado o transtorno bipolar, acabaria por se suicidar com a idade de 46 anos.

3.º Mark Twain

250px-Mark_Twain_by_AF_Bradley.jpg

O conhecido escritor de "As aventuras de Tom Sawyer"  e de "As aventuras de Huckleberry Finn", em 1896 na sequência da morte da mulher  e das suas filhas, atravessou uma depressão profunda. Ele não chegou a pensar no suicídio mas terá escrito :"Eu cheguei com o Cometa Halley em 1835. Ele vai passar de novo ano que vem (1910), e espero ir embora com ele. Seria a maior decepção da minha vida se eu não fosse com o cometa". No ano do Cometa, concretizou-se a sua previsão ao morrer de ataque cardíaco.

4.º Juan Ramón Jiménez

JRJimenez.JPG

Era conhecida a sua obsessão pela morte, dizendo-se que sofria de neurose. Com a morte da sua esposa entra numa depressão profunda, chegando inclusive a não comparecer à entrega do Prémio Nobel da Literatura em  1956 atribuido à sua obra "Platero e Eu". Dois anos depois também acabaria por morrer.

 

5.º David Foster Wallace

david_foster_wallace2.jpg

Conhecido escritor de "A Piada Infinita", sofria do transtorno bipolar com predominância da tendência depressiva. Tentou suicidar-se várias vezes até que conseguiu. Tinha 46 anos de idade.

6.º Herman Hesse

200px-Hermann_Hesse_1927_Photo_Gret_Widmann.jpg

Escritor e pintor alemão, em 1946 recebeu o Prémio Goethe e pouco depois o Prémio Nobel de Literatura com a obra "O Lobo da Estepe". Porém, desde muito cedo, tentou o suicídio (com apenas 15 anos de idade). Os seus pais enternaram-no numa clínica mental, o que aumentou a sua tristeza. Morreu de hemorragia cerebral com  86 anos.

 

Poderiam ainda ser referidos muitos outros (incluindo portugueses), até porque uma percentagem alta desta doença encontra-se na profissão de escritor.

À laia de desafio, lanço a seguinte pergunta:

 

A criatividade estará de alguma forma relacionada com o transtorno bipolar ou com a depressão ou serão estas que originam uma maior criatividade? 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

x915.jpg

 Aproxima-se o dia 10 de junho altura em que o blogue O Livro Pensamento comemora um ano. Para mim é um dia muito especial e não posso deixar de expressar um certo sentimento de que cumpri o destino (espero). Sem dúvida que me desafiei ao máximo, embora sem certezas. A incerteza esmagou e doeu bastante (nem sequer sabia se aguentaria muito tempo o frenesim cibernético), mas custou mais a depressão e a falta de tempo. Aos poucos e poucos, fomentando os pensamentos positivos e divertidos, busquei vídeos e palavras inspiradoras. Já a tristeza, essa teimou em forrar a alma de angústia. É mesmo teimosa!!! Então surgiram palavras confusas e de delicada compreensão em brainstorm. O efeito positivo que a leitura me transmitiu, ao ler o que os outros escrevem, venceu a tristeza através do preenchimento de um vazio de incompreensão. Apesar de ainda não saber o futuro, acredito que vou sempre fazer mais e melhores leituras. A terapia dos livros, para cada momento em particular, permite muitas horas de alegria, de viagem e de mudança. Sei agora que conhecer os mistérios que cercam um escritor, as suas palavras, os seus estilos de escrita e os seus pensamentos, é algo difícil mas não impossível.

Felizmente o espírito aventureiro e misterioso dos livros de Agatha Christie fizeram com que saísse da minha zona de conforto e da rotina do dia-a-dia.Conheci bloggers. Discuti livros com o grupo da Roberta em Conversas Livráticas. Comentei o Pesadelo com a Magda. Arrisquei Livros Secretos com a Maria João.  E conheci escritores, como Valter Hugo Mãe, Afonso Cruz, Ondjaki, Nuno Camarneiro, Gonçalo M. Tavares e Augusto Cury.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ernest Hemingway foi um grande escritor e deixou para trás muitos livros e contos. A vida pública de Hemingway era intensa, mas o seu interior é muito complexo e misterioso.

O documentário que se segue "Ernest Hemingway, Wrestling With Life" aborda a vida desse escritor talentoso que ganhou o Prémio Nobel em 1954 com o livro "O velho e o Mar".

  

 

"Paris é uma festa", a obra inacabada de Hemingway, revela apenas 5 anos da vida do escritor, talvez os melhores ou aqueles em que foi feliz. Talvez. Mas foi um vislumbre ténue do que foi a sua vida. Eu gostaria de saber mais. Se pensarmos na vida boémia e nos lugares onde morou, ficou muito por contar.

 

Por exemplo, sabiam que, em Cuba, Hemingway foi fiel frequentador do Floridita, um bar com restaurante? Ali turistas de todo o mundo ainda hoje se sentam para tomar o daiquiri, uma combinação de rum cubano com gelo picado e limão. 

cuba-bodequitas-hemingway-sign.jpg

 Dizem que o escritor também frequentava o Bodeguita del Medio, outro bar onde se podem ver as assinaturas de milhares de visitantes que cobrem as paredes.

bodeguita.png

Quando visitei Cuba, há muitos anos atrás, estive no Bodeguita Del Medio e experimentei um mojito no mesmo bar que Hemingway. É uma boa recordação ou não?  

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

A leitura é um autêntico desafio. Eu leio para saber mais, para aprender coisas, para viajar por lugares que de outro modo não conheceria, e para contactar com assuntos que me me façam pensar. No entanto, nem sempre é fácil encontrar o livro certo para ler. Nessas alturas, parece que entro numa espécie de conflito literário e na "ressaca" procuro o mais simples e fácil de ler, só porque sim.

Acho que é uma forma de lidar com este conflito interno e vocês? 

 

conflito literário.jpg

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

20175618_tNDks.png

 O Livro Secreto do blogue da MJ é um desafio interessante, no qual cada um dos participantes envia um livro, através do correio, e depois o livro vai rodando por todos.

Em fevereiro de 2017, iniciou-se a 2.ª edição desta inciativa e, durante 2 anos, vamos trocar livros. Acreditem em mim: isto promete ser um desafio e tanto! O mistério é o de saber se conseguimos manter-nos nesta roda viva durante tanto tempo 

Com este post, pretendo explicar o porquê de escolher o livro, Em teu ventre, de José Luís Peixoto. Ora este livro marcou-me especialmente ao nível das palavras (e não só). A temática é difícil mas o escritor não desilude, sendo exímio na escrita e demonstrando-o bem ao não se comprometer com nada. É que estamos a falar, nada mais nada menos, das aparições de Nossa Senhora de Fátima aos três pastorinhos e esse assunto é difícil, bastante explorado e muito controverso. Na altura, li com alguma apreensão, uma vez que desde pequena que conheço a história e com o passar dos anos passei de crente rendida a cética assumida. Na minha cabeça existem muitas questões e dúvidas por resolver, e um certo desencanto associado à "beatice" presente na minha aldeia (como em tantas outras pelo país fora). Assumo que a catequese marcou-me muito, bem como as pessoas, o ambiente e as perguntas respondidas, apenas, com respostas categóricas absolutas, por quem não admite que possamos pensar  e ou questionar nada. Já o livro, senti uma abordagem diferente, sem estigmatizar o assunto, sem meter medo com o inferno, o que vale por dizer que não há Padres Nossos nem Avés Maria, há sim palavras, muitas, que nos levam a refletir.

Espero que gostem do livro e que o leiam com muita atenção, pois as suas bonitas palavras conseguem transformar uma história pesada e enfadonha numa estória de simplicidade e simpatia para com aquelas crianças.

Boas leituras a todos!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ainda não sei bem o que me espera... É tudo novo para mim, mas nem tudo é o que parece e sem tentar é que não sabemos, certo?! Em todo caso, nada como experimentar coisas novas e novos desafios. Estou, por isso, entusiasmada nas iniciativas/projetos de outros blogues, tais como:

2017 Reading Challenge

Clube dos Clássicos Vivos

Projeto Poupança 2017

Livro Secreto

Conversas Livrásticas

 

Desejem-me boa sorte!

Autoria e outros dados (tags, etc)


Sinopse: O padre Amorth [jurista de formação e jornalista antes de ser ordenado padre] é o mais famoso exorcista domundo. Entrevistado pela imprensa internacional católica e laica, convidadopara dezenas de programas televisivos, são-lhe dedicadas milhares de páginas naInternet. A verdade é que, mesmo nos dias de hoje, inúmeras pessoasdesesperadas procuram exorcistas para se libertarem de males tão inexplicáveisque nem consultas médicas ou sessões psiquiátricas conseguem debelar. A luta dopadre Gabriele Amorth é incansável e coloca-o cara a cara com o Diabo todos osdias. Nesta obra, ele revela-nos incríveis exemplos destas possessões quetestemunham o poder de Satanás, como a mulher que vomitava vidro e pregos ou orapaz a quem a água benta queimava. "O Diabo tenta todo o mundo",afirma o padre Amorth, "até mesmo o Vaticano."

Citação: "Se esta sensibilidade particular provem do Demónio, ainda que, como muitas vezes acontece, sem a própria pessoa o saber, então o termo que proponho é ocultistas (...)Eu disse que por vezes a pessoa não se apercebe disso porque -por ignorância- realiza acções mágicas sem se dar conta; ou então acredita que tem um espírito-guia que as sugere; ou recebe a inspiração de fontes que considera boas (vozes, sonhos, presenças), mas que, pelo contrário, têm uma origem maléfica".

 

 

 

Pensamento: Sou uma curiosa quanto a temas relacionados com o mundo espiritual e, neste livro, são abordados vários casos verídicos. As descrições, os pregos, as vozes, enfim, parecem retiradas de um filme de terror. Porém, com grande pena minha, o tema não é muito aprofundado.

 

Quem tiver curiosidade em espreitar o livro, pode fazê-lo aqui. Boas leituras!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ao quetudo indica, prevê-se a primeira edição de 898 exemplares (porque não 900 ou1000?) do manuscrito Voynich. Bem, a história não acaba aqui. Olivro em causa intriga toda a comunidade de especialistas e amadores em criptografia porque é: misterioso (não se sabe ao certo de onde veio ealvitram que foi escrito por extraterrestres); ninguém o consegue ler (já setentaram vários métodos). 
O que me causa enorme espanto é que o manuscrito estádisponível na internet mas (pasmem-se) vai custar a módica quantia de sete mileuros, cada um (???). Então, está mais do que assente, este mistério não é para mim. Julgo que escrevo algumas coisas que ninguém, que me conhece, entende, mas isso não faz de mimuma perita em caracteres alienígenas. Ora espreitem:
 
 
 
 
 
 
Para veres mais aqui.
 
O manuscritoVoynich, foi descoberto em 1912 em Itália e recebeu o nome de um comerciante de livrosde segunda-mão polaco, Wilfrid Voynich. De acordo com a datação porcarbono, o manuscrito terá sido criado por volta do século XV. Será uma falsificação feita por um mago daquela época? Terá sido escritoem Itália? O que serão as plantas misteriosas? E os diagramas? 

 

Têm alguma teoria sobre a forma como pode ser decifrado? 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Antes que comecem a divagar sobre o título, informo que nasci no século passado e que não estou doente. As doenças literárias são apenas um desafio sobre livros, por sinal muito divertido. Eu diverti-me imenso com ele. Espero que também gostem e que comentem (muito!).

Para começar vou fazer aqui uma comparação. Acho que isto dos blogs é como quando se acaba de tirar a carta de condução: sabemos as regras, sabemos dirigir, porém temos de ter cuidado com o que fazemos e com o que outros fazem, de forma a seguir, alegremente, o nosso caminho. A propósito de viagem, resolvi embarcar numa e pedi boleia à Magda Pais (stoneartbooks.blogs.sapo). Ela é divertida, tem um sentido de humor apurado, gosta de caçar gambuzinos (pokémons) e sabe conduzir muito bem o seu blogue. Então, eu aproveitei para espreitar e responder à TAG literária aqui, com apenas uma adaptaçãozita. Esta TAG é sobre doenças literárias do século passado (atenção que não foi no tempo dos dinossauros, embora ainda andem por aí alguns).

 

Então, é assim:

 

1) Diabetes: Um livro muito doce. “Chocolate”, de Joanne Harris, pois enquanto o li não resisti a comer um (piu,foram vários) chocolate(s).


2) Varicela: Um livro que nunca mais vais pegar para ler de novo. Sem sombra de dúvida “Os Versículos Satânicos”, de Salman Rushdie. É daqueles livros que comecei a ler, não consegui acabar e não vou querer pensar nele nunca mais.


3) Ciclo Menstrual: Um livro que relês constantemente. Infelizmente, não costumo reler livros e sei que isso me faria bem. Ou por falta de tempo ou por falta de disposição, apenas há um que gosto de reler algumas partes: “A Viagem das Almas”, de Michael Newton”.


4) Gripe: Um livro que se espalhou como vírus. “Nós”, de Zamiatine, tal como um vírus esta distopia acabou por contagiar outros autores, como por exemplo George Orwell.


5) Asma: Um livro que te tirou o fôlego.“Os sete minutos”, de Irving Wallace. Fiquei sem fôlego enquanto não acabei de ler e com asma quando resolvi comprar on-line a edição do Círculo de Leitores e recebi o livro em português do Brasil (rsrsrs).


6) Insónia: Um livro que te tirou o sono. "Pássaros feridos", de Collen MacCullough. Tirou-me o sono, fez-me sonhar acordada e assisti, ainda, à série televisiva (Não que sonhasse com o padre, credo!).


7) Amnésia: Um livro que leste mas não te lembras bem. “O Deus das pequenas coisas”, de Arundhati Roy. É sobre a família e sobre mulheres, que são umas desgraçadas, mas não me lembro de mais nada.


8) Doenças de Viagem: Um livro que te leva para outra época/mundo/lugar. “Cisnes Selvagens”, de Jung Chang. Com este livro viajei à China do século passado e fiquei doente com as descrições do regime, dos pés amarrados das mulheres e do sofrimento.


É tudo, Se tiverem outros livros para indicar estejam à vontade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

 
A propósito de óculos. Será que os óculos do lado direito da barra são coincidência? São para verificarem as visualizações do blog? Eheheh... Não vão adivinhar.
É mais forte do que eu, a cena dos óculos. É algo que temos de usar quando: se lê muito, se está muito tempo ao computador ou se tem familiares que os usam. Mas eu não vou falar nisso. Vou, isso sim, abordar um acontecimento importante, senão vejam:
 Visitantes do Museu de Arte Modernade São Francisco confundiram óculos caídos no chão como obra de arte (Foto:Reprodução/Twitter/teejay)
 
 
 

 

Um grupo de jovens foi ao Museu de Arte Moderna de São Francisco. Na exposição estavam expostas "cenas" estranhas, como um animal embalsamado enrolado no cobertor.  Então, resolveram fazer uma partida, que serviu, segundo se julga, para testar a "obra" que interessasse mais aos visitantes e colocaram uns óculos no chão como se fizessem parte da exposição...
Não é que os visitantes acreditaram e tiraram fotografias e tudo?
 
Ora isso é outra história! 
Coincidência= mistério dos óculos neste blog...
Se soubessem não iam acreditar!!! Ou talvez acreditassem, como os visitantes do Museu.

Dou um prémio a quem descobrir. Basta deixar um comentário, coisa rápida, ok?.
 
 
 

Autoria e outros dados (tags, etc)


foto do autor



Arquivo



Mensagens




O que estou a ler...

1507-1 (1).jpg