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O Reading Challenge é um desafio que vi no blogue Say hello to my books  e que achei muito interessante.

Assim, no ano 2017, li:

 

Um calhamaço Crime e Castigo, de Fiedor Doestoievski

Uma biografia Paris é uma Festa, de Ernest Hemingway

Um livro sobre o Holocausto A outra metade de mim, de Affinity Konar

Um livro vencedor de um prémio O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway

Terminar uma série

Terminar um livro deixado a meio

Um livro com um título longo A história de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, de Luís Sepúlveda

Um livro escrito há mais de 100 anos Verão, de Edith Warton

Um livro com uma mulher na capa O meu nome é Lucy Barton, de Elisabeth Strout

Um livro escrito por um autor antes dos 30 Os últimos dias dos nossos pais, de Joell Dicker (sem post)

Um livro com uma autora portuguesa Os olhos de Ana Marta, de Alice Vieira

Reler um livro lido há mais de 10 anos O crime do padre amaro, de Eça de Queirós

Um livro publicado no ano em que nasceste

Um livro com o nome próprio no título

 

Alguém seguiu o desafio? Se sim, gostaram do resultado?

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Mais um ano. mais um desafio e mais uma história (*uma brincadeira da Patrícia) para contar. Lembram-se da Avó Maria do ano passado? Se calhar não, mas não faz mal. O que interessa é que leiam a nova história com os livros lidos durante o ano 2017 

Na Altura, as Flores eram muito raras. A Primavera andava um pouco tímida e os rebentos ainda não tinham despontado.No entanto, no ar pairava um perfume, e respiravam-se as cores da alegria, o calor do contentamento, e os animais, claro, chilreavam em consonância. A expetativa aumentava, afinal, quem espera, desespera, quando alguém rompeu a ordem natural e surgiu uma conversa pouco habitual:

- O meu nome é Lucy Barton. - disse a rapariga de saia rodada e colete vermelho.

- Ai, é? E o meu nome é Um estranho lugar para morrer e a seguir vais comer!!! - disse o João, conhecido por ser o grande fanfarrão, mal educado, obtuso e complicado da escola.

- É Lucy, sim senhora. Ou melhor sabes que é Lúcia com Y que é mais elegante - pediu a rapariga.

- Então eu sou o Jonhny porque é finório e a condizer. Ahahahah - riu-se o João.

- Não sei se sabes, mas estou a ler O crime do padre amaro e embora seja o grande pecado, mudar o nome não! - disse a Lúcia.

- Ah, pois, um padre a comer uma gaja é normal. Só faltou o padre ir de Lua-de-mel e tudo! - atirou o João a ver se a conversa pegava.

- O Eça era muito corajoso para a época e falou de coisas que se passaram. Só é pena que tivesse superstições e que pensasse n´O gato preto como dando azar- disse Lúcia tentando mudar de assunto.

- Falando em Lua-de-Mel, que tal irmos os dois a Paris. Paris é uma festa

-Estás sempre a bater na mesma tecla, João. Assim não dá para conversar contigo. Ouve com atenção: vou dar-te uma última oportunidade - disse Lúcia - porque precisamos de fazer um trabalho para a escola sobre A história de uma gaivota e do gato que ensinou a voar.

- Raios, exclamou o João, julgava que era O convidador de pirilampos!

- Eu é que tenho a cabeça no ar e afinal está-se mesmo a ver - disse Lúcia sem confessar que tinha espreitado O diário oculto de Nora Rute em vez de começar a fazer o trabalho.

- Até parece que vai existir Crime e castigo por não fazermos esse trabalho! Estou a começar a ficar farto de tanto papel e de tanta escrita. Estou farto da escola!  Podiamos realizar os dois Os sonhos que tecemos, hum, não achas? - disse o João piscando o olho.

- Olha O gato malhado e a andorinha sinhá eram muito apaixonados e não ficaram juntos, portanto, tira lá o cavalinho da chuva!!! - respondeu Lúcia que corou de repente.

- Pensas que atrás dos livros ninguém vai namorar?! Ai, Lúcia, estou cada vez mais entusiasmado e a pensar no casamento! - disse o João. 

O João era fanfarrão mas, pensou no que O vendedor de passados lhe fez ver. O seu passado não o impediria de se tornar numa pessoa melhor. Agora, restava-lhe convencer Lúcia de que tinha mudado, embora fosse um bocadinho difícil de encerrar o passado e expressar o quanto estava apanhadinho por ela. Mors tua, vita mea, uma expressão em latim que aprendeu e que esperava que ela entendesse quando fosse a altura. 

- Gostavas de casar comigo n´A praia das pétalas de rosa, algures na Palestina? - perguntou o João sem pensar.

-Temos apenas 15 anos, João. Por favor, acaba com isso. O meu pai havia de gostar de fazer o trabalho d´O leitor de cadáveres  sobre o teu corpo morto! 

- Oh, Lúcia não sabes nada d´A saga de um pensador. Eu penso no futuro. Vida após vida, estamos destinados a ficar juntos. Quando for famoso vou cobrir-te de joias e serás  a minha Boneca de Luxo! - disse o João entusiasmado.

- João, credo! Esse livro não. Acho que viveria uma vida de Felicidade Roubada. Podemos pensar no futuro e n´A livraria dos finais felizes. Podemos pensar na altura em que Vamos comprar um poeta. Depois de ler O velho e o mar, que foi Escrito na água, A casa de bonecas ficará totalmente esquecida. 

-  O homem mais inteligente do mundo, o meu pai, não sei se sabes Ele está de volta, e não vai gostar, João. Os meus pais foram Emigrantes e desde que o meu pai é O leitor do comboio a vida até corre bem. No outro dia, falamos no livro do Eça e ele não ficou nada chocado. Disse que pior, pior era o padre d´O vermelho e o Negro. Não entendi, mas espero arranjar o livro...

- No  Verão,...- interrompeu o João- e daí não passa. Já não consigo viver sem A outra metade de mim, continuou. Quando o cuco chama, como ontem, podes crer no que digo. No Verão, vamos Comer e amar em Paris. És a Lucy, A rapariga de antes, mas depois não te lembrarás de mais nada. Ainda não sei se o feitiço das Bruxas fará com que digas Obrigada pelas recordações. Já planeei tudo. Vamos morar na casa do lago do meu pai. Existe O mistério do lago e podemos tentar descobri-lo juntos. O teu pai nunca mais vai perturbar a nossa vida, quando muito escreverá cartas À minha filha em França.

- João, estás a ser verdadeiramente irritante. Sinto como A noiva Bórgia que serve os interesses, neste caso os de um rapaz mimado. Sinto como Uma abelha na chuva a tentar viver a minha vida quando ainda não tive tempo para voar. Eu sei que Os livros que devoraram o meu pai e que ele é quase o Dom Casmurro  preocupado com Os olhos de Ana Marta, mas acho que não tens futuro para mim, nem que fosses O Pianista de Hotel ou um professor interessante de Às terças com Morrie!

Lúcia virou as costas e seguiu para casa. Estava cansada. O seu coração simples não acompanhava os sonhos do João. Sentia-se no abismo e a ser empurrada pel'O assassino do Aqueduto. Em queda livre, nos seus pensamentos, deu-se conta que os Bichos se calaram. O silêncio enorme pesava. E a Primavera não chegava... naquele entardecer, a Lei e corrupção* tecia teias dignas de O bicho-da-seda*. Incrédula, ela pensava no pai e n´Os últimos dias dos nossos pais*...

Na Imaginação, e em Altura, respiravam-se as cores da alegria e o calor do contentamento...

 

* Livros (ainda) sem opinião escrita aqui no blogue.

 

 

Para o ano há mais. Boas Festas!

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Autora: Sophie Kinsella

Ano:2017

N.º de Páginas: 414
Editora: Quinta Essência
 
Sinopse: Lottie tinha a certeza de que Richard, o seu namorado de longa data, ia pedi-la em casamento. Mas estava enganada. Farta de esperar, decide terminar a relação. O inesperado acontece quando Lottie, ainda a recuperar da desilusão, recebe um telefonema. Do outro lado da linha está Ben, um ex-namorado com quem fizera um pacto insólito no passado. Se, aos 30 anos (ou aos 33…), nenhum deles estivesse casado, casar-se-iam um com o outro. Para Lottie a mensagem é clara: o Destino está a uni-los! Já Fliss, a irmã de Lottie, não tem tanta certeza disso. Ela sabe que, por detrás deste aparente ato arrebatado de paixão, Lottie tem o coração partido. Mas casar com alguém que não vê há 15 anos ultrapassa todos os limites. O problema é que o mal já está feito… A solução? Seguir o casal até à ilha grega de Ikonos e fazer os possíveis (e os impossíveis) para impedir a consumação da união. Fliss rapidamente percebe que contrariar o Destino não é tarefa para os fracos de espírito, algo que ela acredita não ser. Mas à medida que o seu plano avança, uma dúvida paira no ar: estará ela preparada para pagar o preço pela intromissão?
 
Opinião: Já conhecia Sophie Kinsella em "Louca por compras" e, num dia cinzento, em que me sentia mais deprimida, resolvi ler só porque sim, só porque quero e só porque mereço. Nesses dias, nada como olhar para uma capa bonita, cheia de flores, com dois copos de vinho e um casal bonito...Eeeeeh, pela primeira vez na minha vida, escolhi o livro pela capa! Depois, verifiquei que o casal vai para a ilha grega de Ikonos (na realidade existe e o nome é Mikonos). Mar, sol e belas paisagens?! Sim, eu queria tanto passar o fim-de-semana num lugar com uma  paisagem como esta:

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Assim, arrangei uma forma económica de visitar um sítio, usando apenas a imaginação. Mas esperava mais. Esperava descrições dos locais e das comidas. Esperava o humor de "Louca por compras". No entanto, a leitura foi levezinha e serviu o seu propósito: passar um fim-de-semana calminho e aconchegante, um pouco como um "caldo de galinha para a alma". Ah, e eu que estava mesmo a precisar!!!

 

Fliss, a minha irmã mais velha, diz que penso em tecnicolor hollywoodiano e que tenho de me lembrar que as outras pessoa não conseguem ouvir os violinos.

 

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Tenho 70 anos, em anos de gato, e começo o ano de 2017 a desesperar com a nova habitante cá de casa. A dona nada faz, nada diz e eu é que tenho de dar o exemplo?! A gaiata Pipoca é de uma infantilidade brutal, mas todos gostam do seu ar fofinho. Ela entrou em alta no ano 2017 e eu não! Fujo? Não fujo? Estou aqui a delinear uma estratégia e a melhor forma de me evadir quando a porta for aberta. Ainda me lembro que, na véspera de Ano Novo, a Pipoca fez cocó na sala! Zangaram-se (a meu ver, muito pouco) e ela ficou na varanda. Estava prestes a celebrar a minha vitória com um miau especial, quando começaram a falar em formação latrinária. Bem, isso não é tudo. Foram mais longe. Demasiado. Porque vão colocar a gaiata na minha salinha?! Parece que irá aprender comigo (rsrsrsrsrsfufufufu).Humpf, não concordo nada. É que isto da literatura em tenra idade tem de ser gradual. O poucochinho crescimento inteletual da gaiata Pipoca é apenas equiparado ao comentário do PM: nem faz nem aumenta um poucochinho?! Raios e coriscos, o meu país é um cubículo sanitário partilhado?!

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frase inspiracional 2017.bmp

Esta é a frase de inspiração para o ano 2017! Mas, às vezes, a imaginação falha e não ocorre nada. Então surge uma espécie de vazio e não há palavras que preencham o ecrã... 

Assim, o meu desejo, para o Novo Ano, é que nada falte: nem saúde, nem paciência, nem amigos, nem dinheiro, e nem mesmo inspiração.

Se nada faltar, teremos o necessário para o Brainstorm. E o que é o Brainstorm, além de imaginação e de escrita torrencial?

O brainstorming (literalmente: "tempestade cerebral" em inglês) ou tempestade de ideias, mais que uma técnica de dinâmica de grupo, é uma atividade desenvolvida para explorar a potencialidade criativa de um indivíduo ou de um grupo - criatividade em equipe - colocando-a a serviço de objetivos pré-determinados (aqui).

 

Para mim, o Brainstorm de 2016 foi profícuo e especial. Consegui extravazar os pensamentos que me enchem a cabeça. E é terapêutico, acreditem! 

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