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Sinopse : aqui.

Opinião: Sabemos que as experiências de leitura não são todas iguais e que uns dias correm melhor e outros pior. Creio que este livro costuma agradar à maioria, mas o meu pensamento está a seguir um caminho difícil. Ainda assim, levanto um bocadinho o véu de aspetos positivos a destacar: a capa é apelativa, a escrita é acessível e os personagens fáceis de imaginar. 

O leitor do comboio, contador de histórias, faz as suas leituras em voz alta, no comboio das 6:27 para Paris.É uma rotina que cumpre religiosamente e fá-lo porque dá significado à sua vida rotineira e monótona. Ao ler  as folhas, que Guylain salva da "Coisa" (ou da máquina que destroi livros), sente que assim são devidamente valorizadas e escutadas, pelo menos uma última vez. É quase como um prazer secreto e subversivo, porque os livros são devorados pela "Coisa" para reciclagem e, ao salvar aquelas simples folhas, Guylain vence a máquina e quebra as regras da empresa. O que faz é perigoso, porém, ele não desiste de recuperar mais e mais folhas.

Retomando o pensamento inicial, o tal que é difícil de agradar, pensei no seguinte: o Guylain lê frases lindas, poéticas de folhas sem qualquer relação entre elas, mas entendo que os excertos lidos e apreciados não foram compreendidos nem pelos ouvientes nem por Guylian. Será uma achega aos leitores de hoje? E "A Coisa" uma alegoria à censura e ao fim da liberdade de expressão? E já agora a "cinderela", Julie, representará a esperança para quem tem trabalhos difíceis?

Achei a leitura fácil, mas não era a história que procurava. No entanto, atendendo a que cada livro tem o seu leitor, gostaria de saber se já leram e se gostaram.

Classificação: 3/5 -Razoável

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