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Penso que tenho tudo controlado. Juro. Já não me perco nas feiras de antiguidades (não porque ganhei juízo, mas porque os livros antigos têm letra de formiga e espaçamento tão apertado que até os meus olhos se revoltam). Agora, faço compras mais “inteligentes” — cof cof — na Tradestories: livros quase novos, preços simpáticos e zero culpa. Até parece que estou a poupar!

Mas às vezes lembro-me da Rebecca Bloomwood, a protagonista de "Louca por compras ", que li há muito tempo, e penso… será que sou assim tão diferente? Ela comprava porque estava triste, porque estava feliz, porque estava viva. Eu? Bem… também. 

A verdade é que já acumulei livros por impulso, que acabaram a apanhar pó na estante - lindos, mas ignorados. Hoje tento fazer melhores escolhas: menos drama, mais leituras reais. Se o livro entra em casa, é para ser lido (ou pelo menos é esse o plano… mais ou menos… vá, talvez no próximo ano).

E tu? Também tens uma Rebecca interior que adora o cheirinho a livro novo… ou és daquelas que só compra o que vai ler?


6 comentários

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De Sara a 04.08.2025 às 23:32

Raramente compro livros novos sem um bom desconto, compro mais em segunda mão..Mesmo isso pode ser uma armadilha de facto - livros a cinco euros, até a um e depois vão-se acumulando...O pessoal dos livros sempre teve mais desculpa: "nunca se tem livros demais", "pelo menos não são coisas fúteis como roupa ou malas", mas a certo ponto torna-se menos interesse na leitura e mais simples acumulação. Este ano comprei livros na Feira do Livro, não comprei nada antes e não tenciono comprar nada até vir a próxima, tem de ser assim...
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De editepf a 05.08.2025 às 10:14

Percebo-te tão bem! Também já me vi nesse ciclo : “só mais este, está a um preço irresistível!” e, quando dou por mim, tenho pilhas a crescer mais rápido do que consigo ler. É isso mesmo que dizes: às vezes deixa de ser sobre o prazer da leitura e passa a ser só acumular. Como se os livros nos dessem conforto só por estarem ali, mesmo fechados.

Admiro a tua decisão de comprar apenas na Feira do Livro. Impor esse tipo de limites pode mesmo ajudar a recuperar o foco e a intencionalidade. Afinal, mais do que ter livros, o que queremos mesmo é lê-los, não é? 💛

Obrigada por partilhares a tua experiência, é bom saber que não estamos sozinhas nestas pequenas batalhas literárias!

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De marta-omeucanto a 05.08.2025 às 14:08

Ultimamente tenho optado por livros digitais.
Tinha uma lista de mais de 30 livros para comprar, consegui reduzir para 5 ou 6. Os restantes, consegui num grupo, sem custos.
E tenho uns 4 ou 5 livros físicos em casa para ler, mas estou a guardar para quando terminar os digitais!
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De editepf a 06.08.2025 às 09:58

Boa estratégia! Os livros digitais são uma mão na roda para reduzir a lista de compras, e ainda por cima sem gastar! Eu, confesso, leio pouco no meu Kobo, mas admiro quem consegue equilibrar assim a leitura entre o digital e o físico.

Boas leituras! 
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De FenixLouren a 06.08.2025 às 07:31

Ola :) eu desde sempre fui apaixonada por livros.
Comecei a comprar muitos livros, por impulso numa altura em que me isolei muito e precisava de me sentir acompanhada, os livros eram os meus melhores amigos e confidentes.
 Hoje sou uma pessoa completamente apaixonada por livros a mesma, mas ja nao compro com tanto impulso e tento ler com mais frequência de tempo. 
 Pois a minha vida ja esta mais ativa e diferente.
A meta é ler um livro por mes e não apenas ler, mas entender a mensagem.
Eu faço resumos dos livros que leio e passo para mim as mensagens e as dicas que aprendi com eles.
Agora ando a ler Osho Amor liberdade e solidão e acredita que me esta a saber super bem. 
Agora parei de comprar livros e comecei a agradecer por os que tenho e a remover eles da prateleira para as minhas mãos, sim porque o meu quarto parece uma biblioteca rsrsrs 
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De editepf a 06.08.2025 às 09:56

Olá! Que bonito o teu testemunho! Também sinto que os livros têm esse poder de nos fazer companhia nos momentos mais solitários, são uma espécie de refúgio silencioso, mas tão presente. Admiro muito essa tua mudança: transformar o impulso em intenção e ler com mais consciência. Fazer resumos e retirar aprendizagens é mesmo uma forma maravilhosa de viver os livros de forma mais profunda! E adorei essa imagem de tirares os livros da estante para as mãos, é mesmo isso: usá-los, vivê-los.
Boa leitura com o Osho, parece estar a ser uma viagem interior e tanto!

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