Layout - Gaffe
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Penso que tenho tudo controlado. Juro. Já não me perco nas feiras de antiguidades (não porque ganhei juízo, mas porque os livros antigos têm letra de formiga e espaçamento tão apertado que até os meus olhos se revoltam). Agora, faço compras mais “inteligentes” — cof cof — na Tradestories: livros quase novos, preços simpáticos e zero culpa. Até parece que estou a poupar!
Mas às vezes lembro-me da Rebecca Bloomwood, a protagonista de "Louca por compras ", que li há muito tempo, e penso… será que sou assim tão diferente? Ela comprava porque estava triste, porque estava feliz, porque estava viva. Eu? Bem… também.
A verdade é que já acumulei livros por impulso, que acabaram a apanhar pó na estante - lindos, mas ignorados. Hoje tento fazer melhores escolhas: menos drama, mais leituras reais. Se o livro entra em casa, é para ser lido (ou pelo menos é esse o plano… mais ou menos… vá, talvez no próximo ano).
E tu? Também tens uma Rebecca interior que adora o cheirinho a livro novo… ou és daquelas que só compra o que vai ler?
Percebo-te tão bem! Também já me vi nesse ciclo : “só mais este, está a um preço irresistível!” e, quando dou por mim, tenho pilhas a crescer mais rápido do que consigo ler. É isso mesmo que dizes: às vezes deixa de ser sobre o prazer da leitura e passa a ser só acumular. Como se os livros nos dessem conforto só por estarem ali, mesmo fechados.
Admiro a tua decisão de comprar apenas na Feira do Livro. Impor esse tipo de limites pode mesmo ajudar a recuperar o foco e a intencionalidade. Afinal, mais do que ter livros, o que queremos mesmo é lê-los, não é? 💛
Obrigada por partilhares a tua experiência, é bom saber que não estamos sozinhas nestas pequenas batalhas literárias!
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