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Aproxima-se o dia dos namorados e só porque sim (e não tanto para comemorar a data), resolvi abordar o tema "Romance", no Clube de Leitura, de forma a pensar um pouco sobre a sua origem e o percurso até aos dias de hoje.

Acho que já perceberam que não vou escrever, aqui, sobre os livros da fotografia. Acontece que estes livros (e não só) versam sobre mais do que um género literário (romance e policial, thriller e romance, etc.) pelo que é necessário um enquadramento muito simples e resumido (acho eu).

Começando pela história, já na Idade Média se utilizava o termo “romanço” que designava as línguas usadas pelos povos sob o domínio do Império Romano, bem como as composições de cunho popular e folclórico, escritas em prosa e em verso, que contavam histórias cheias de imaginação, fantasias e aventuras.

No século XVII, surge “Dom Quixote de La Mancha, de Miguel Cervantes, escrito em 1600, e este é considerado o percursor do romance moderno.

Não entrando em detalhes, creio que o romance chegou à modernidade com Balzac, atingindo a plenitude com Proust, Joyce e Faulkner. Certamente não pensaram muito nisso, pois não? Eu confesso que não. Recordo-me de ter estudado alguma coisa pois frequentei a área de humanísticas, mas nada sobre a evolução histórica do romance.

Seguidamente, aflorando os tipos de romance, e atendendo que existem inúmeras classificações/interpretações, cingir-me-ei apenas aos mais conhecidos na história.

No romance psicológico, analisam-se os motivos íntimos das decisões e indecisões humanas. O primeiro exemplo perfeito do género foi: As ligações Perigosas (Les Liaisons Dangereuses, 1782)de Choderlos Laclos. 

Quanto ao romance histórico, possuí a característica a reconstrução dos costumes, da fala e das instituições do passado. O primeiro romance histórico da literatura universal foi Waverley  (1814), de Sir Walter Scott  e o maior de todos os romances históricos foi Guerra e Paz (1869), de Tolstoi.

No romance gótico,  existe, regra geral, um cenário lúgubre e desolado com conventos, castelos assombrados, cemitérios. Poderá ainda abordar o horror, o mistério e torturas. Um dos mais conhecidos (existiram mais) surgiu na Inglaterra, pela Mary Shelley, que escreveu Frankenstein (1818).

No que se refere ao romance realista,  que procura fazer o retrato de uma época e da sociedade, o primeiro romance foi o de Madame Bovary, de Gustave Flaubert, publicado em França, em 1857.

Por último, temos o romance naturalista, com carácter cientificista, de análise social e de valorização do coletivo, indicando-se como exemplo Thérèse Raquin, de Émile Zola, publicado em 1867.

Existem mesmo muitas classificações e poderia continuar indefinidamente. Estou a pensar ainda nos livros de romance de comédia Romântica, de suspense romântico, de fantástico, de Young adult, do romance LGBT e do romance erótico.

O romance comeceu a ter dias menos cor-de-rosa com a ascensão do cinema, ou seja, a partir de meados do século XX. E é então que se intensifica a discussão em torno de uma crise do romance. Fitzgerald foi o primeiro escritor a perceber isso, embora continuasse a acreditar na superioridade deste género literário.

Muitas das vezes já ouvimos alguém dizer que o livro é melhor do que o filme e, na esteira de Fitzgerald, acredito piamente que os livros de romance continuarão a servir-lhes de inspiração mas não deixarão de ter leitores.

 


4 comentários

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De Sofia a 09.02.2020 às 13:52

Adorei esta abordagem!
Já aprendi mais um pouco.
Bjs
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De Edite a 09.02.2020 às 15:49

É bom saber isso.
Bjs
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De omeumaiorsonho a 09.02.2020 às 21:53

Boas sugestões que tens nessa foto ;)
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De Edite a 10.02.2020 às 09:21

Já li o do João tordo, do Possidónio Cachapa e o do Anthony Horowirtz e são de facto muito bons.

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