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Sinopse: aqui.

 

Opinião: Jeanne Kalogridis nasceu em 1954 na Florida, nos EUA. É conhecida pelos vários romances históricos e fantásticos.  A autora costuma escrever, também, sob o pseudónimo J. M. Dillard e das suas obras mais conhecidas destacam-se a série Star Trek e o Fugitivo (https://en.wikipedia.org/wiki/Jeanne_Kalogridis).

 

Quando resolvi trazer este livro da biblioteca não fazia ideia nenhuma sobre quem era a escritora nem sobre se o livro era bom ou não. Lembro-me de ter pensado que a capa era familiar e que o assunto parecia ser interessante ou não fosse sobre a família Bórgia conhecida pelas atrocidades e escândalos sexuais. Quem nunca ouviu falar no nome de Lucrécia Bórgia? Eu já e pelos piores motivos, claro.

 

Resumindo, a história passa-se no século XV. Sancha de Aragão casa com Jofre, um dos dos membros da família Bórgia. Ela é a personagem central da história, pelo que a narrativa é feita sob a sua perspetiva. Quando chega a Roma conhece Rodrigo (o Papa Alexandre VI), César, Juan e Lucrécia.

 

Tanta crueldade junta até parece mentira, no entanto, Kalogridis apresenta-nos o "terror Bórgia" e descreve-o ao mais ínfimo pormenor desde o incesto, adultério, assassínio, envenenamento, violação, etc. Nada os detém. 

Quanto às mulheres neste enredo, Sancha e Lucrécia, são ambas interessantes e completamente diferentes, porque enquanto uma é vítima dos homens a outra serve-se deles para atingir os seus objetivos. 

 

A narrativa prende, mas a história desta família é tão terrível que acho que não vai sair tão depressa da minha memória. Gostaria de ter gostado mais, mas, na minha opinião, o Papa deveria ser um representante do bem e não ser mau e depravado. Isto é tão válido para essa época como na atualidade, pelo que certo tipo de situações relacionadas com a Igreja continuam a ser vistas com o meu total desagrado.

 

Posto isto, aconselho a leitura para quem goste de ação, emoções fortes e de "vivenciar" certos factos da história, embora em parte ficionados pela escritora.

 
Classificação: 3/5

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8 comentários

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De A rapariga do autocarro a 29.11.2017 às 13:45

Adoro este género de livros, vou guardar na minha lista!!!
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De Edite a 29.11.2017 às 21:49

Vais gostar. 
Eu é que não me preparei convenientemente para tanta maldade:)
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De Corvo a 29.11.2017 às 17:40


Ah! A Lucrécia, o pai e o irmão. Esse, sobretudo. O César, o grande desbravador que apoiado e coadjuvado pelo pai disseminaram pelo mundo o significado de degradação humana na sua execrável plenitude. Nepotismo, simonia, roubo, estupro, incesto, escravidão sexual, libidinagem e envenenamento a todo e qualquer obstáculo que se interpusesse nessa gloriosa jornada.

E nessa asquerosa família surge Lucrécia, a menos culpada, se não mesmo mais vítima do que culpada. A história catalogou-a  como uma depravada libidinosa e assassina, foi assim descrita através dos tempos até chegar até nós, e assim se mantém. Mas não é, de todo, verdade.
Violada pelo pai aos dez anos, pelo irmão César aos onze e mantendo-se amante dos dois, que educação essa menina recebeu?
Utilizada tanto pelo pai como pelo irmão na ânsia desenfreada de poder e dinheiro, aos dois comum, casa agora aos treze anos com este, divorcia-te aos catorze, casa com este aos quinze, esse não se quer divorciar, envenena-se; pelo meio continua a ser amante do pai e do irmão, e de todos a quem a real e santificada libidinagem familiar aprouvesse: orgias de libidinagem extrema onde o vinho e o sangue corriam em doses mais ou menos iguais, numa época em que a educação feminina se confinava à obediência masculina, que se espera da educação da menina?

Lucrécia a má, a libertina, a envenenadora como a história no-la apresenta, o contrário é que seria de espantar pois se tanto ontem como hoje a mulher foi, é e será a eterna vilã.
Essa escritora que nos apresenta, e que por acaso não conheço, certamente romanceará a Lucrécia dando-lhe o seu cunho pessoal enquanto escritora.
Desejo-lhe um excelente fim-de-tarde.


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De Edite a 29.11.2017 às 21:46

Caro Corvo,
muito me diz. Não pensei muito na idade dela. Acho que no livro tinha 15 ou 16 anos. De facto, desconhecia toda a história de Lucrécia Bórgia e concordo que não teve os melhores exemplos de educação. Naquela família não poderia surgir nada de bom. É mesmo o pior cenário que se possa imaginar.
Já a escritora descreve-a como muito bela, ciumenta e má. Mas isso muda. Torna-se amiga de Sancha. Ou seja, Lucrécia não é má e libertina durante a história toda. Quando casa com Afonso D´Este, sai de Roma e fica longe da má influência do Pai e do irmão, e torna-se numa boa mãe. Li algures que teve 8 filhos.
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De Anónimo a 29.11.2017 às 23:05

Olá, boa noite.
Poderá haver imprecisões minhas porque tudo quanto sei sobre os Bórgias foi através de leituras na minha juventude, há mais de sessenta anos. Não consultei fontes fidedignas que hoje, quem quiser, poderá consultar.
Sei que casou aos treze anos num casamento arranjado por conveniência paternal, depois do pai ter rasgado um anterior contrato matrimonial.
Morreu aos trinta e nove anos num parto complicado do seu oitavo filho, mas já acusava uma saúde completamente arruinada por muitos abortos devidos as gravidezes provocadas tanto pelo pai como pelo irmão, e de alguns outros para quem a libidinagem desses dois a arrastavam.
 Portanto li isso na minha juventude, li sobre os Bórgias e o que foi o papado de terror e devassidão de Alexandre Vl, assim como li sobre outras personagens bem sinistras de Espanha, França e Inglaterra, mas li apenas por gostar de ler história, literatura que sempre me fascinou.
Essa escritora, naturalmente descreve-la-á, como disse, usando o seu privilégio de narradora dando-lhe o seu cunho pessoal, privilégio que todos os grandes historiadores sempre utilizaram nas suas narrativas históricas.
Desejo-lhe um excelente resto de noite.

 
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De Edite a 30.11.2017 às 08:53

Muito obrigada. Fiquei a saber muito mais sobre a Lucrécia Bórgia, o que é enriquecedor.



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De Corvo a 30.11.2017 às 09:42

Bom dia; Edite.
Só para dizer que o anónimo de cima sou eu, que lamentavelmente esqueci de me registar
As minhas desculpas.
Um excelente dia para si.
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De Edite a 30.11.2017 às 10:11

Eu percebi. Um excelente dia para si também:)

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