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Hoje, vamos conhecer a super, hiper e mega simpática Ana, do blogue Chic´Ana. Ela identifica-se com a sua citação preferida "Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino", porque a vida, tal como ela é, é carregada de sonhos, de sorrisos, mas também de ilusões e de tristezas, de conquistas e de perdas. Tal como um barco em alto mar, podemos ser agraciados por um vento forte ou embalados por revoltas correntes, podemos ser retirados do nosso porto seguro e acolhedor, contudo podemos sempre alinhar os nossos objetivos, ajustar as nossas velas para abraçar o nosso caminho e chegar ao tão desejado destino! 
Chic´Ana surgiu assim de uma forma natural para relatar as aventuras do dia-a-dia! E que divertidas que são!
 
Desde queidade tens uma paixão por livros? 
Sinceramente,desde que me recordo. Lembro-me que os livros fizeram parte da minha infância,do meu crescimento. Os meus pais incutiram o hábito de me contarem sempre uma história ao adormecer, de tal forma, que ainda hoje não consigo adormecer sem ler algumas páginas.
 
Qual o tipo de livro que costumas ler?
Não tenho um único género. Gosto de romances, gosto de policiais, gosto de ficção científica e do fantástico, gosto de tudo um pouco, até das famosas bandas desenhadas.
 
O que gostas mais durante a leitura? 
Gosto da imaginação, da forma como o nosso espírito viaja e tem a capacidade de recriar cenários, ambientes e emoções. Com um livro nunca estamos sós e aqui está uma grande verdade, conhecemos novos países,culturas, profissões. Conhecemos outras épocas, personagens reais ou fictícias.Conhecemos o mundo num único lugar!
 
Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 
Quando escolho um livro, a sinopse é extremamente importante. Se esta me cativa,raramente o conteúdo do livro me desilude. Depois temos também os nossos autores de eleição, com os quais já sabemos que é sempre uma escolha segura.
 
Descreve sentimentos que só umleitor entende. 
Acho que o laço que se cria entre oleitor e o livro é algo único. Único e especial, de tal forma, que é impossível de descrever. Há sempre uma ansiedade em saber o que vai acontecer a seguir, há personagens pelas quais nos apaixonamos e outras que odiamos com todas asnossas forças. Acho que acabamos por transportar o que se encontra no papel para a realidade. 
 
As histórias, por vezes, têm umaenorme carga emocional. Já alguma vez choraste ou riste? Se sim, quais foram oslivros em que isso aconteceu? 
Já, já chorei compulsivamente, já ri muito também. Ui, foram tantos e tantos, posso indicar já os dois últimos livros que li, por todo o contexto, por achar que tinha pontos em comum com os livros: O Beijo da Morte de C.R. Olim, qualquer um da Juliet Marillier, acho que chorei em todos eles, precisamente por me colocar muitas vezes no lugar dos personagens.
 
O que dizem os teus livros? 
Aqui está uma pergunta muitointeressante, e gostava que fossem eles a responder. Como tal não é possível, achoque acima de tudo diriam que são de tal forma variados que agradariam a todosos leitores! A diferença é um grande tesouro e a aprendizagem nunca é demais.


 
*** 
Depois de ler as respostas da entrevista, pensei, e pensei muito, sobre a pergunta/desafio a colocar à Chic´Ana . Eu costumo visitar o blogue dela (para me ajudar nesta fase Pollyana) e, por isso, nada mais natural do que colocar, à divertida e aventureira Ana, a seguinte pergunta:
Ana, se fosses um personagem de um livro, achas que farias o jogo do contente com a Pollyanna, de Eleanor H. Porter?
Sem dúvida que o faria. Aliás, é um dos meus lemas de vida: extrair sempre algo positivo de todas as situações. Ao invés de ficarmos tristes pela ausência de algo, porque não valorizar a presença de qualquer outra coisa? Altos e baixos, todos os temos, portanto, quando estamos contentes, há que prolongar o momento, quando estamos menos bem, há que pensar que será apenas a rampa de lançamento para subirmos sempre mais alto!

Muito obrigada, do fundo do ❤.
 
 

Era uma vez...."a bruxinha despenteada"
 
que foi ver a "Cassilda, a bailarina"
 
e  “O Lardos cachorrinhos”?
 
A Sandra Jordão do blogue fábrica de estórias da bruxinha despenteada aceitou divulgar aqui o seu maior sonho: contar as histórias que habitam dentro de si própria. Ela é mãe de três filhos, trabalha numa empresa em Leiria, há 27 anos, e já publicou três livros infantis.
Em 2015, em parceria com a CRID Leiria, publicou "A bruxinha despenteada" em Braille, tendo oferecido os livros à Acapo. Recentemente, no “Concurso Internacional Onkyo Braille”, o seu texto foi um dos escolhidos para representar o nosso país. 
Ela é muito bem disposta e tem, sempre, um lindo sorriso para as crianças e adultos, claro! Mas vamos lá à entrevista:
 
Desde que idade tensuma paixão por livros? 
Desde a infância, embora tenha estado um período sem ler muito, retomando ohábito/paixão há sensivelmente 10 anos.

Qual o tipo de livro que costumas ler?
De tudo um pouco; gosto essencialmente de estórias com ensinamentos de vida, onde são enaltecidas as lutas e as conquistas. Também tenho um especial fascínio pelo mítico e o épico.
 
O que gostas mais durante a leitura? 
Entrar na estória, sentindo-me transportar para dentro dela, como se estivesse numa viagem dentro de mim mesma… há estórias que me fazem levitar e ficar no meu Eu… Sonhar…
 
Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 
Às vezes o título ou a sinopse do livro desperta-me a atenção, ou a curiosidade pelo tema,ou ainda, se alguém mo recomenda.
 
Descreve sentimentos que só um leitor entende. 
Folhear as páginas de um livro, sentir a textura, o cheiro, é mágico! Transporta-me para outra dimensão. Ensina-me, faz-me pensar, e permite-me estar noutro lugar qualquer sem sair do meu espaço físico.
 
As histórias,por vezes, têm uma enorme carga emocional. Já alguma vez choraste ou riste? Se sim, quais foram os livros em que isso aconteceu? Claro que chorei, e muito! O livro que me fez mais chorar foi: “Nunca me esqueças” de Lesley Pearse – romance -  pela carga de vida que contém. É baseado numa estória verídica duma mulher inglesa que num acto isolado rouba um chapéu e é presa e condenada à morte. Dão-lhe uma 2ªoportunidade, indo para a colónia penal da Austrália, onde, para lá chegar viva, tem de lutar e fazer escolhas que serão o ponto de viragem da sua vida.Quando cumpre a pena, regressa à prisão de Londres, onde alguém irá relatar a sua estória e revela as condições desumanas em que são colocados os prisioneiros na Austrália. Enfim, ela volta a fazer a diferença…
 
O que dizem osteus livros? 
Os livros que leio dizem-me que há muito mais vida do que o que me rodeia. 
 
 
 
***
Antes de passar à última pergunta, que coloco num tom de desafio pessoal, quando olhei para a primeira fotografia, lembrei-me que lia, à noite, antes de dormir, e pensei na coleção "As histórias do avozinho", em especial, neste excerto:

"Dafábula e da moral não custa a entender;
Quempretende ensinar precisa saber,
emelhor que a palavra, embora culta e fina,
oexemplo é que ensina...".

Assim sendo, a pergunta é: Sandra, os teus livros reflectem esta linha de pensamento?
Completamente! Quando escrevo é como se escrevesse para os meus filhos, ou seja com coração, com dedicação, numa escrita simples e perceptível aos mais novos que já lêem sozinhos e aos seus pais. E, mesmo inconscientemente, pois a imaginação flui quando menos espero, no que escrevo, sempre sobressaem os valores que tenho passado para os meus filhos ao longo da vida e que acabam por se revelar nas minhas estórias, que são nada mais que um reflexo de mim.
Como exemplo disso:
Na bruxinha despenteada, está enaltecido o direito à diferença, a aceitação do outro, a auto-estima, a amizade.
Já na Cassilda, o gozo da liberdade de sonhar e de viver os nossos sonhos, lutando incessantemente na sua busca.
Quanto ao “Lar dos Cachorrinhos”, ressalvam-se os valores como a partilha, a entreajuda, o foco na concretização dos nossos objetivos, e o amor e respeito aos animais.
 
 
Muito obrigada, do fundo do ❤.


 
 

 

 
 
Esta semana, vamos conhecer Malik do blogue Malik, uma outra forma de poesia. Ele escreve poesia há apenas dois anos e fala, sobretudo, sobre o amor pela mulher : "És a minha força quando estou fraco,/és luzque ilumina o meu ser,/és poema, livro, canção,/és tudo o que um homemquer...". Aliás, ele contou-me que o primeiro poema, "escrito por brincadeira", foi o "De amor nua".
É, assim, com enorme prazer e satisfação que publico as suas respostas, as quais revelam, por detrás das letras, a existência de uma pessoa simples, verdadeira, enigmática e apaixonada.
 
Desde que idade tens uma paixão por livros? 
Desde muito novo. Creio que sofri influência principalmente do meu pai que liaimenso. Então, bem cedo desenvolvi o gosto pela leitura. Ainda me recordo deler “Os cinco” e “Os sete” entre outros. Lia-os avidamente...
 
Qualo tipo de livro que costumas ler?
Nãohá, nem nunca houve, um género em particular. Sempre li de tudo. No entanto,por estranho que possa parecer, li muito pouco os autores clássicos portugueses. Mea culpa!
 
O que gostas mais durante a leitura? 
Há duas coisas que fazem a diferença. Uma, quando o livro nos “agarra”, quando entramos nele como se dele fizéssemos parte e nos tornamos um espectador vivodo enredo. Outra, quando nos leva a pensar, nos “obriga” a reflectir e até elaborar sobre algo que até então passou “despercebido”.
 
Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 
O autor é fundamental. Pelo que dele conhecemos, pelo que alguém que conhecemos bem nos disse sobre ele. Outras vezes são autores recentes que vamos conhecendo na imprensa ou na net e que nos despertam interesse.
 
Descreve sentimentos que só um leitor entende. 
Um leitor pega num livro como quem entra no seu quarto de solteiro e fecha aporta. O livro passa a ser o seu mundo com todos os sentimentos que a leitura faz emergir.
 
As histórias, por vezes, têm uma enorme carga emocional. Já alguma vez choraste ouriste? Se sim, quais foram os livros em que isso aconteceu? 
Que me recorde nunca chorei. Mas rir sim, muitas vezes! Não vou mencionar um porque efectivamente foram muitos e não poderia ser justo.
 
Oque dizem os teus livros? 
Houve um tempo em que falavam de tudo. Hoje, falam muito de amor. Falam de amor em todas as suas formas. Pela mulher, pelo outro, pela humanidade...

 
***
Malik, eu tenho um palpite: não julgas os livros pela capa e sim pelo seu interior, assim como as pessoas, acertei?
Sim, acertaste em cheio; a capa de um livro ou o corpo são o mero embrulho. Eu prefiro a prenda que está no interior:).
Tudo de bom e felicidades para o teu blogue!

 
Muito obrigada, do fundo do ❤.



 

 

Todos os blogues procuram interagir com o(a) leitor(a). Ele(a) é alguém virtual e é extremamente importante.E porquê, perguntam vocês? Porque ele(a), quando lê o texto, transporta as suas experiências e vivências, e é, no fundo, um(a) leitor(a) de si mesmo(a).
"O que dizem os teus livros?" é, assim, um convite para uma entrevista. Qualquer um pode participar neste projeto (mesmo que leia pouco), e, ao fazer a inscrição, participa ainda no Sorteio para ganhar um Livro Agenda Fernando Pessoa 2017.

 


Não é linda? "Deus quer, o homemsonha, a obra nasce", não poderia ser mais apelativo. Além do mais, tem um poema por mês e uma citação por semana. Adorei. Adorei.Adorei. Espreitem: 


 

Confesso que andei muito indecisa e que, no início, pretendia oferecer um livro. Mas, como tenho um sentido de pertença muito forte, o meu egoísmo não deixou escolher um único livro, sem pensar :"Eu quero ler", e depois "Não tenho tempo", e "Se calhar não gostam".Bem, por mim falo, quando entro numa livraria deixo o bom senso à porta.Como diz a Pipoca fico Loucaaaaaaa! (ahahah).
 
Portanto, vamos lá a  participar. O procedimento é o seguinte:
1) Devem enviar um email, até ao dia 8 de dezembro de 2016, através do formulário de contato que se encontra na barra à direita;
2) O sorteio será realizado no dia 9 de dezembro e o resultado anunciado no dia 10 de dezembro;
3) Todos os inscritos serão contactados, por email, para responderem a umas questões (coisa simples);
4)Se forem passando aqui e já tiver sido sorteada a Agenda, podem enviar email à mesma, Ok?
Querem fazer alguém feliz? Participem. A minha prenda, neste Natal, são vocês, os vossos livros e aquilo que nos une: a paixão pela leitura.

 


 
 







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