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A porta na Rua Direita não é uma porta qualquer ou poderia ser já que existem muitas, algumas degradadas como a da casa onde viveu Eça de Queirós.

A tudo assistem, desgastadas, as pedras negras da estreita rua mais conhecida da cidade de Leiria, em direção à porta do "Espaço Eça", da porta centenária da chapelaria "Liz" e até da porta do hostel "Atlas", num edifício antigo renovado.

Mas a porta não é uma porta qualquer, embora os visitantes sigam encautos e encantados pelo visual colorido. 

Esta Porta, não abre nem fecha, dá antes vida e alegria àquela rua empedrada e ladeada por edifícios desgatados pelo tempo; e a tudo empresta a cor vívida dos sonhos, refulgindo de sons e fervilhando de atividades e Workshops para os mais pequenos.

Já as pinturas e artesanato saltam à vista de todos, pois saem das mãos de quem tem rosto cansado e se alimenta de esperança.

Para mim, não é uma porta qualquer, é caminho que se percorre reavivando a força dos sonhos para que não sejamos passado em ruína.

 

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SINOPSE: Aqui

OPINIÃO: Este livro tem tudo para nos conquistar de imediato, exceto a forma como está escrito. Para mim, foi difícil acompanhar o desenvolvimento desta história, muito por culpa da escrita do autor, com parágrafos gigantescos, com frases longas e, por vezes, com ideias contraditórias.

Mas já lá vamos.

A história começa de uma forma que nos choca, pois a jovem Teresa, que acaba de regressar da lua de mel, mata-se com um tiro no coração durante um almoço de família. Na verdade, foi este segredo que agarrou e fez com que não desistisse logo nas primeiras 30 páginas, tal como já havia acontecido com outro livro do mesmo autor, "Os Enamoramentos".

Depois da cena inicial, aparece Juan, sobrinho de Teresa, também jovem, casado, e tradutor de profissão. Enquanto Luísa, a sua esposa, está doente na cama de hotel, Juan observa pela janela uma mulher que o confunde com outro homem. Ao mesmo tempo que descreve o que se passa numa rua, em Havana, verifica como está Luísa e vai partilhando os seus pensamentos, receios e pressentimentos em relação ao seu próprio casamento.  

Tal como uma doença por vezes altera o nosso estado ao ponto de nos obrigar a interromper tudo e a ficar de cama durante dias a fio e a ver o mundo apenas a partir da almofada, o meu casamento veio interromper os meus hábitos e as minhas convições e também, o que é mais decisivo, também a minha forma de ver o mundo.

 

Juan sente-se perseguido pelos próprios pensamentos. Enquanto tradutor está habituado a observar e a refletir sobre o que ouve, especialmente se for na língua que entenda. Mas Juan, a meu ver, pensa demasiado.

 

O que se dá é idêntico ao que não se dá, o que desejamos ou deixamos passar, idêntico ao que tomamos e agarramos , o que vivenciamos, idêntico ao que não experimentamos e, não obstante levamos a vida e damos a vida a escolher, rejeitar e seleccionar, a traçar uma linha que separa as coisas que são idênticas e faça a nossa história uma história única que possamos recordar e se possa contar.

 

Esta e outras frases demasiado longas foram, na minha opinião, o verdadeiro entrave para que este livro não proporcionasse uma leitura mais aprazível. No entanto, gostei especialmente da utilização da citação da obra de Shakespeare [ "As minhas mãos são da tua cor; mas envergonho-me de trazer em mim um coração tão branco"]  no título, bem como desta constituir um elo de ligação entre o início e o fim da história.

 

Um livro para se gostar (ou odiar), mas que merece ser lido atendendo ao estilo original narrativo a que chamarei de "pensamentos em modo saramago".

 

Assim sendo, deixo-vos esta frase:

Não há nada que não se possa contar, até o que não queremos saber e não perguntamos e, não obstante, nos dizem e nós ouvimos.

 

CLASSIFICAÇÃO: 4/5

(lê aqui as primeiras páginas)

 

"A Isaura Pereira e a Patricia Rodrigues estão a organizar mais um desafio do "Book Bingo Leituras ao Sol", que decorre entre 21 de junho e 23 de setembro de 2019.

O objetivo é completar leituras de uma linha ou coluna, na horizontal, vertical ou diagonal, tal como no cartão de bingo (Link de download).

 

Livros que vou ler (e que espero não mudar):

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Ir à feira do livro de Lisboa é sempre um passeio que adoro. O facto de morar longe impede-me de ir todos os dias, mas, uma vez por ano, rumo a Lisboa e aproveito para ir ao encontro do Clube dos Clássicos Vivos. São duas experiências que me ficam na memória e o ambiente é, simplesmente, fantástico. Como não gostar de estar rodeado por livros e com pessoas que adoram falar sobre eles?

 

No passado sábado, dia 15, assim fiz. Não levei qualquer lista e comecei por procurar apenas os livros do dia, com preços mais simpáticos e convidativos. Porém, acabo sempre por não resistir a outros livros que me saltam à vista, penchinchas, uns, por indicação, outros. 

 

O encontro correu bem.  Conheci o Filipe e a Lia e voltei a encontrar a Claúdia (A mulher que ama livros), a Carolina (Holly reader), a Sandra (Say hello to my books), a Mafalda (A outra Mafalda), a Cristina (Books, Less Beer & a baby), a Jessica (Cia  Literária) e a Inês (Books4everyone).  Nem todos leram Fundação, mas todos adoraram a Quinta dos Animais. Este clássico é para ler e retirar ilações bem interessantes. Acho que não é só uma crítica ao regime de Estaline, embora fosse escrito entre 1943 e 1944, porque é uma história que mantem a atualidade. Mais. Eu consegui retirar outra interpretação, quando pensamos mundo laboral. Muitas das vezes quem chega a chefe acontece mudar, o que, na minha opinião, me leva a concluir que o Poder é que transforma as pessoas.

 

Mas voltemos à feira. Se ao início esta estava vazia, depois, a seguir ao almoço, encheu-se de tal forma que mal se rompia junto de algumas bancas, como a da tinta-da-china que, com pena minha, não consegui nem chegar perto. 

Comprei dez livros, ou seja, menos quatro do que o ano passado, talvez por já estar tudo muito escolhido e a Relógio de Água não me ter convencido nada este ano. 

Quase no final da feira encontrei a Elisa Santos (A miúda geek ) e, como só a conhecia das redes sociais, estivemos um pouco à conversa.

 

Muito bom e a repetir. Até para o ano!

Ficam as imagens para recordar.

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No dia 8 de junho, realizou-se o primeiro encontro do "Clube de Leitura Livros & C.a"., pelas 15h:00, na Biblioteca Municipal Afonso Lopes de Vieira, em Leiria.

Conversamos sobre os livros que lemos (na fotografia) e sobre biblioterapia. 

Os livros são remédios para a alma, não acham?

Em geral, todos lemos porque nos dá prazer.

Podemos, então, referir várias formas de prazer, nomeadamente:

Estético -quando o livro está bem escrito;

Inteletual - quando adquirimos conhecimentos e aprendemos algo;

Emocional - quando sentimos que somos envolvidos pela história e pelos personagens;

Ético ou moral -quando o autor coloca assuntos que são do nosso interesse.

 

Todos já tivemos a experiência de, num determinado livro muito conceituado, não conseguirmos ler ou terminar a história. E não gostamos porque não nos dá prazer. No entanto, através do texto literário poderá processar-se um libertar de emoções, pela identificação com as personagens. Este processo realizado através da leitura favorece a reflexão e um maior autoconhecimento.Inconscientemente, os leitores poderão ser biblioterapeutas de si próprios.

 

Mas de onde surgiu o termo biblioterapia?

Surgiu do idioma grego, Biblion, que se refere a qualquer material que possibilita o ato da leitura; Therapien, algo que lembra terapia, a qual envolve processos de cura e recuperação.

Resulta, deste modo, a ideia de que a biblioterapia se trata de uma terapia através dos livros.

A biblioterapia começou no século XIX. Porém, desde a Idade Média e Medieval que as bibliotecas tinham inscrições de estímulo à leitura, uma vez que eram considerados como remédios para a alma.

 

A biblioterapia consiste na atividade que, através da leitura de livros, individualmente ou em grupo, tem o objetivo (preventivo e terapêutico) de ajudar o leitor (em qualquer idade) ao nível da saúde mental, bem como no desenvolvimento pessoal.

 

A biblioterapia implica quatro fases:

1) Identificação - as pessoas de todas as idades estabelecem ligações com as personagens;

2) Catarse – o leitor acompanha o personagem num desafio ou situação complexa que posteriormente se resolve;

3) Discernimento – nesta fase é aplicada a experiência da personagem à experiência de cada leitor;

4) Universalização – os leitores poderão ainda experimentar uma quarta fase, em que se estabelece uma ligação entre o que aconteceu no livro e a vida.

 

“Seja qual for a forma como os leitores fazem seu um livro, o resultado é que esse livro e o leitor se tornam um só. O mundo que o livro é, devora-o o leitor, que é uma letra no texto do mundo; assim se cria uma metáfora circular para o caráter interminável da leitura. Nós somos aquilo que lemos. O processo através do qual o círculo se completa não é, como defendeu Whitman, apenas intelectual; lemos intelectualmente a um nível superficial, apreendendo certos sentidos e conscientes de certos factos, mas, ao mesmo tempo, invisível e inconscientemente, o texto e o leitor entrelaçam-se, criando novos níveis de sentido, de forma que, de cada vez que extraímos alguma coisa do texto ao ingeri-lo, nasce simultaneamente algo nele que ainda não apreendemos”.

 

Alberto Manguel (In: Uma História da Leitura, 1996)

 

Ler contribui para que sejamos, sem dúvida, mais felizes; basta encontrar o livro certo para cada leitor.

 

 

 

 

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Como o tempo passa. Três anos de blogue!

Ao mesmo tempo sinto-me contente e um pouco triste. É que tenho pena de não ter mais tempo para o meu blogue, e para visitar e comentar os blogues que sigo. Acumular as tarefas de mãe, esposa, dona de casa, trabalhadora e blogger, nem sempre é fácil...mas o "bichinho" está sempre a inquietar-me e a lembrar-me que deveria voltar a escrever. É por isso que não deixo de comemorar a data. Embora sinta um sabor agridoce comemoro porque, para mim, continua a fazer sentido fazê-lo. 

 

Escrevo então o seguinte:

este é o espaço e o tempo 

lugar que a vida ultrapassou

ideia que não morreu

palavras que brotou

o silêncio 

marcha 

e segue

sempre!

 

Reflexão

01.04.19

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Resposta:
 
Os meus livros são um pouco bipolares, uns são calminhos, outros uns brutos, também os há muito apaixonados, tenho uns que vivem num mundo imaginário, a bem dizer é preciso ser muito compreensivo para lidar com eles.
 
 
Muitos parabéns, Célia !!! Os teus livros são bastante diversificados e creio que este livro irá ficar em ótima companhia!
 
Boas leituras!
 
 

O livro "A Viagem de Théo" encontra-se esgotado ou indisponível em todo o lado.

A pergunta que coloco é a seguinte: não está na altura de fazer nova edição?  

Pensem nisso.

 

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SINOPSE

De Jerusalém a Benares, passando por Roma e Istambul, por Praga e pela Baía, por Moscovo e por Jacarta, através da Europa, da Ásia, da América e da África, o jovem Théo e a sua tia Martha vão dar a volta ao mundo das religiões para encontrar as respostas a essa questão fundamental.
Odisseia espiritual, a viagem de Théo leva-o ao encontro de homens sábios capazes de lhe iluminar o espírito e acalmar o coração. Porque Théo tem catorze anos e está muito doente...

A Viagem de Théo, o grande romance das religiões e provavelmente a obra-prima de Catherine Clément, tem conhecido em todos os países um sucesso só comparável ao que acolheu O Mundo de Sofia ou O Diabo dos Números, romances que se lhe aparentam no propósito de abordar pela ficção grandes temas do pensamento humano.

 

 

Pensamentos - 4

01.03.19

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Acreditara que talvez já não existisse Queijo no Labirinto, ou, pelo contrário, se existisse era possível que ele nunca viesse a encontrá-lo. Estes pensamentos estavam a imobilizá-lo e a matá-lo.

 

Dr. Spencer Johnson - Quem Mexeu no Meu Queijo?

 

 

As pessoas têm medo da mudança e do desconhecido. Mudar de relacionamento amoroso, de vida, de amigos, de casa, ou até de profissão, é algo que preocupa, inquieta e paralisa. Por vezes, é mesmo necessário sair da zona de conforto e aceitar novas oportunidades para ser FELIZ. É preciso arriscar e deixar para trás o que nos prende e tolhe o pensamento. Seguir em frente é sempre o caminho.

 

 

 

 

 

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O Passarempo continua a decorrer até ao dia 07 de março de 2019, inclusive, não se esqueçam. 

Para se habilitarem e ganharem o livro, terão de:
-Enviar uma resposta original à pergunta "O que dizem os teus livros?" para olivropensamento@gmail.com, ou uma fotografia de um livro que tenhas escolhido, principalmente, pela sinopse, mencionando se gostastes ou não;

- Seguir o perfil na página do blog (https://olivropensamento.blogs.sapo.pt/);

- Ou seguir o perfil na página do Instagram(https://www.instagram.com/blogolivropensamento/);

-Ou seguir o perfil na página do facebook(https://www.facebook.com/livropensamento/?ref=bookmarks).

 

Na anterior edição, os entrevistados deram respostas originais e os seus livros revelaram conclusões interessantes.Uma delas foi a de que a maioria dos entrevistados responderam que gostavam de olhar primeiro para a sinopse antes de comprar um livro. E foi partindo desse pressuposto que resolvi escolher "O Último Dia da Terranova", tendo em conta apenas a sinopse, para fazer este PASSATEMPO.

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SINOPSE: Assediada pela ambição implacável dos especuladores imobiliários, a livraria Terranova corre perigo de desaparecer após mais de sessenta anos de resistência face às tormentas mais duras da História. Durante décadas serviu de refúgio a dissidentes, perseguidos, livros proibidos e contrabandistas de cultura, instituindo-se como um território da memória com uma geografia própria, que passa por locais como Buenos Aires ou Lisboa.


Embora essa livraria fosse a sua casa, o jovem Vicenzo Fontana vai insurgir-se contra os livros. Só ao conhecer Garúa, uma misteriosa rapariga argentina, é que, graças a eles, acaba por aprender tudo o que realmente importa e que a sua família sempre soube: como fingem os livros, como ajudam, como ensinam a amar, como fazem companhia e também como salvam.

 

PARA SE HABILITAREM A GANHAR, TERÃO DE:
-Enviar uma resposta original à pergunta "O que dizem os teus livros?" para olivropensamento@gmail.com, e uma fotografia de um livro que tenhas escolhido, principalmente, pela sinopse, mencionando se gostastes ou não;

- Seguir o perfil na página do blog (https://olivropensamento.blogs.sapo.pt/);

- Seguir o perfil na página do Instagram(https://www.instagram.com/blogolivropensamento/);

-Seguir o perfil na página do facebook(https://www.facebook.com/livropensamento/?ref=bookmarks).

 

TERMOS E CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO:

1) Cada pessoa só pode participar uma vez no sorteio. Quem quebrar a regra será excluído;

2)Só serão válidas as participações que cumpram todos os requisitos do passatempo;

3) O(a) vencedor(a) será escolhido(a) aleatoriamente;

4) Apenas para residentes em Portugal e Ilhas;

5)Participações até ao dia 07 de março de 2019, inclusive;

6) O(a) vencedor(a) será contatado(a) por e-mail;

7) A resposta e a  fotografia do(a) vencedor(a) será publicada no blog no dia 10 de março de 2019.

 

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Sejamos como a primavera que renasce cada dia mais bela… Exatamente porque nunca são as mesmas flores.

Clarice Lispector

 

 

Uma coisa que aprecio, além de livros, são as fotografias diferentes e naturais. Vejo muitas fotografias todos os dias no Instagram e penso sempre em fazer algo semelhante ou, pelo menos, em experimentar. Mas, embora tenha várias ideias do que quero fazer, nada me preparou para a dificuldade em tirar fotos, sem me sentir observada. Diria mesmo que já vi vários paparazzis, mas só que sem a máquina fotográfica. Das duas uma: ou algo está errado ou então o que faço é mesmo muito estranho para quem não está habituado.

 

Fotografar com um telemóvel é vulgar. Fotografar com uma máquina já sobressai. E se experimentarem com um livro, então, é simplemente esquisito. Não sei se isto se passa apenas pela minha cabeça, mas, aparentemente, lá vou conseguindo lidar com os olhares dos curiosos. É melhor não pensar demasiado.

 

No domingo passado, por volta das 16h:00m, estavam cerca de 10 graus e o sol já se tinha escondido, então resolvi que o melhor local para fotografar o livro do Nuno Nemopuceno seria num Parque de Merendas, um sítio um pouco isolado. A Uma última ceia estaria assim em  comunhão com a Natureza.

Foto 1

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Pois é, deveria estar deserto, mas não estava, porque àquela hora ainda estavam duas mesas com pessoas a fazer um piquenique. Pessoas sem livros, sou só eu a achar isso estranho?

 

Por acaso até saiu bem e poderia ter terminado as sessões fotográficas, porém, ontem, à hora de almoço, resolvi experimentar entrar numa Igreja e afrontar todos os clérigos com uma fotografia ainda melhor. Seria A Última Ceia numa espécie de vingança disfarçada e uma forma de protesto contra os podres da Igreja.O máximo que me poderia acontecer era levar um ralhete do padre, pensava eu. Entrei e estavam duas senhoras no altar a rezar alto. Uma Igreja enorme e estavam duas senhoras, sem livros, a rezar sozinhas. Pessoas estranhas, ou sou só eu a achar isso estranho?

 

Foto 2

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Olhem, tive de me contentar com a porta, mas respirei de alivio, porque me livrei de uma situação daquelas complicadas de explicar, e continuei a minha aventura estranha com pessoas ainda mais estranhas.

 

Foto 3

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Mais uma foto que ficou bem e ainda assim, numa tentativa de enfrentar os medos, fui andando para outros locais.

Durante o resto do passeio tudo corria bem e eis senão quando encontrei uma senhora ao telemóvel. Falava tão alto que ouvi toda a conversa sobre a sua gravidez. Pessoas muito estranhas.

 

Foto 4

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Virei logo na primeira Rua e depressa esqueci o sucedido, porque a hora de almoço estava a terminar e o trabalho náo espera por ninguém.

 

Foto 5

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Espero que tenham gostado e, se acharam alguma coisa estranha, por favor comentem. 

 

P.S.1. O Nuno Nepomuceno é só o escritor mais simpático que conheci até hoje, pelo que espero que este post não seja de molde a ferir susceptibilidades. Se for o caso, apresento as minhas sinceras desculpas.

P.S.2.Muitos parabéns pelo seu sucesso e espero que o novo livro já venha a caminho!

 

 

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Os apreciadores da beleza, da cor e da estética, adoram rodear-se de obras de pintores famosos em cada canto da casa. No seu mundo, o da arte, é importante  o conhecimento de todos os traços, pormenores, pinceladas e técnicas do artista. Ademais, os apreciadores e ou compradores, geralmente, têm um sentido apurado e, por vezes, encontram obras em sítios inesperadamente fáceis. Apreciar a Arte é uma arte, passo o pleonasmo, e, sabendo que a beleza tem um preço, há quem esteja disposto a pagar qualquer preço por uma obra ainda que a mesma tenha sido furtada de um Museu ou até de uma Igreja.

 

Sabendo que existe esse mundo paralelo do crime, o autor inspirou-se em alguns factos verídicos, como o roubo da Mona Lisa, no Louvre, em 1911, e a história d' A Última Ceia começa com o roubo da cópia da A Última Ceia  [ que corresponde à pintura original sobre a parede realizada por Leonardo da Vinci,  entre 1494 a 1498, no refeitório do Convento de Santa Maria Delle Grazie, em Milão, Itália].

O ladrão deixa uma mensagem "Obrigado pela pobre segurança. Vemo-nos dentro de um ano" e, ainda, um poema muito enigmático.

 

Gostei da premissa da história, mas não apreciei o romance entre a Sofia Conti, uma jovem portuguesa, e Giancarlo Baresi, um italiano de caráter duvidoso, dado que foi, a meu ver, algo precipitado (o facto de, no início, não ter gostado muito desta personagem também não ajudou, claro).
As partes que me suscitaram mais a atenção foram a cena de flagelação com um toque hediondo, do qual não posso falar, e as folhas do diário do professor Catalão, escrito aos oito anos. Pena é que não tenham existido mais páginas do diário, é  que achei simplesmente deliciosas as palavras que estava a aprender e a preocupação em escrever corretamente.

 

Mas refletindo um pouco sobre o final desta história, interrogo-mo se Leonardo da Vinci não terá razão:

Existem três tipos de pessoas: aquelas que veem, aquelas que veem quando lhes é mostrado e aquelas que não veem.

 

Creio que me enquadro no primeiro e segundo tipo de pessoas, porque quando acabo de ler um livro que me intriga volto sempre atrás à procura daquilo que me passou despercebido numa primeira leitura. E foi isso que aconteceu com A Última Ceia, uma vez que fiquei a pensar na divisão da história em: Livro 1 (esboço), Livro 2 (cor) e Livro 3 (Acabamento). Isso intrigou-me porque são as etapas necessárias numa pintura. Porém, só após a leitura é que dei conta de que a maior parte da história se encontra no Livro 2 (cor).  Cor, em sentido figurado, significa disfarce, pretexto, e tenho para mim que foi propositadamente que o autor tratou aí a maior parte da ação e evolução da  história,  a qual serviu para delinear uma personagem que surpreenderá, e muito, no final. Acho que esteve bem disfarçada!

 

De outra forma, se calhar numa interpretação mais verosímil, entendo que o Leonardo Da Vinci se estava a referir à existência de pinturas por baixo dos quadros e que só sabemos atualmente através do recurso a técnicas avançadas. Ou então, se pensarmos que só vemos o que nos é mostrado, estava a chamar à atenção para a existência de objetos bem visíveis nas suas pinturas, como o do nó na toalha da mesa n´A última Ceia, existindo teorias sobre o seu verdadeiro significado. 

 

Considero que este livro proporciona bons momentos e pergunto:

Do que estão à espera para o ler?

 

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O fim de semana passou a correr. Li muito pouco. Ler pouco, para mim, é mau - é não preencher o pensamento. Ler pouco deixa-me sempre uma sensação esquisita de aperto no peito e, às vezes, ainda um vazio. Não deveria ser assim, oiço-vos dizer daí.

 

[Não,  Edite, tens de mudar isso, e podes sempre escrever]

 

Ora, isso leva-me a achar que o tempo devia estar acessível em séries, como as da televisão, e nós compravamos mais um ou dois episódios de forma a conseguirmos ter mais tempo para fazer ver tudo o que gostamos.

Era uma boa ideia, não era? 

 

[Era sim, mas tens de ir trabalhar para ganhar dinheiro]

 

Agora, fico com um dilema para resolver:

1- Acredito nas minhas ideias e leio para esquecer tudo;

2 - Acordo para a vida e escrevo o que me vem à mente;

3- Lá vou eu triunfante...

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Sonhei, confuso, e o sono foi disperso,
Mas, quando despertei da confusão,
Vi que esta vida aqui e este universo
Não são mais claros do que os sonhos são (...)

Pensamentos - 3

15.02.19

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- Já passa das 9?!- A voz dela transborda pânico, e ela de imediato dá meia volta e corre na direção das escadas. Sobe-as de dois em dois degraus; não a sabia capaz de incorporar tanta pressa.

 

Confesso - Collen Hoover

 

Esta frase suscitou-me a atenção, não sei bem porquê.

A escolha aleatória é apenas a forma que arranjei de vos mostar algumas frases: filosóficas, criativas ou que suscitem algum tipo de debate.

Leio novamente. Julgo que foi a última parte.

Andamos nesta vida a "incorporar tanta pressa" para chegar ao trabalho que acabamos por esquecer o que é mais importante. 

Esquecemos a lancheira, o estojo dos lápis, um caderno, um livro....e o pior é que, quando náo sou eu, são os meus filhos!

E vocês?

 

 

Dura lição

13.02.19

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A dura lição, pintura de William-Adolphe Bouguereau.
 

Ler é uma forma de nos ajudar a pensar melhor. A vida, a agitação, a rotina, e a necessidade de obter coisas mais rapidamente, torna-nos dependentes das novas tecnologias, especialmente no que às redes sociais diz respeito.

 

Acho mesmo que o meu vício das redes sociais está para o das batatas fritas, porque ambos satisfazem uma necessidade num determinado momento e só prejudicam: um porque engorda, o outro porque deixa-me sem tempo para nada.

 

Optei, então, por não comer batatas fritas e colocar um alterta no facebook. Escolhi mudar. Escolhi ter consciência do que quero.

Depois de refletir sobre este assunto, algo comezinho, acordei.

Se algo me preocupa, verdadeiramente, não é a minha dieta, nem o tempo que passo nas redes sociais, mas a mudança de paradigma no estilo de vida que poderá ditar o fim dos livros. As pessoas querem a informação rapidamente e já não perdem tempo a ler. 

Fecham livrarias. As editoras entram em falência. Acabam os livros. As tecnologias evoluem. O Homem é substituído por máquinas. E elas pensam por nós.

 

Continuamos a ignorar os sinais e a vida continua no seu ritmo acelerado.

Ler é uma forma de nos ajudar a pensar melhor e os livros são os nossos professores. 

A dura lição será quando as tecnologias vencerem.

Por favor, leiam!

 

 

 

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A iniciativa do livro secreto faz, este mês, dois anos. Quando começou, em fevereiro de 2017, lembro-me de pensar que seria muito tempo. Agora, verifico que não dei conta do tempo a passar.

 

Tem sido uma jornada, com alguns precalços, e estou, por exemplo, a lembrar-me da vez em que me esqueci de enviar o livro, pelo correio, porque jurava a pés juntos que já o tinha feito. E tinha, só que não era o livro que deveria ter enviado.

 

As dinamizadoras da iniciativa estão de parabéns, primeiro a M.J, depois a Magda, que assumiu a responsabilidade pelo grupo e pela coordenação do envio das moradas. Nestes dois anos, se não estou em erro, apenas se extraviou um livro no correio, por culpa dos CTT. Nada que não se resolvesse através da compra de um livro para substituir o livro perdido, tendo todos contribuido com uma quantia absolutamente irrisória. 

 

Quanto ao livro secreto do mês de janeiro, "Uma Praça em Antuérpia", é sobre a história de duas irmãs gémeas portuguesas, a Olívia e a Clarice, durante a Segunda Guerra Mundial. Por coincidência, tanto antes como depois tenho lido livros sobre esta temática.

Olívia  e Clarice foram criadas pela avó materna, uma vez que o pai se recusou a olhar por elas, dado o desgosto com que ficou após a morte da mulher durante o parto. Mais tarde, Olívia casa-se e vai morar para Lisboa e Clarice vai ter com ela após a morte do pai.

Clarice apaixona-se por Thomas Zus, um judeu alemão; mais tarde casa-se com ele e vai morar em Antuérpia, na Bélgica. Porém, a vida das gémeas muda completamente quando a guerra começa.

Aristides Sousa Mendes é a única hipótese de salvação para milhares de judeus que fogem dos países que vão sendo invadidos pelos nazis e os que conseguem chegar a Bordéus, em França, poderão ter o visto para Portugal - um país que se conseguiu manter, mais ou menos, neutro durante este episódio negro da história da Europa. É o que esperam as duas irmãs.

 

Este livro tem um segredo que é revelado 60 anos depois. Lê-se muito rapidamente, porque a escrita é simples e acessível. A história em si não é o que esperava. Diria que é um livro que entretém, mas não é excelente. E diria isto, porque todos os acontecimentos me pareceram estar encadeados de uma forma demasiado rebuscada, destacando-se um personagem que teria de estar muito mal da cabeça para ter feito o que fez. Esse personagem dita o destino de 3 pessoas e não contente com isso mente a uma criança inocente?! Aqui acho que o puzzle não encaixa mesmo, porque a criança é tratada como filho, desde muito pequeno e durante vários anos, logo não iria lembrar-se de pormenores tão concretos como o sítio onde ía lanchar com os pais biológicos e o que cada um comia. 

 

Como é óbvio, o leitor transporta muito de si próprio para a leitura e eu confesso que li muitos livros sobre esta temática, pelo que é inevitável a crítica.

Ainda assim, volto a lembrar que o livro lê-se muito bem e rapidamente, pelo que estão à vontade para ler, comentar e ou refutar a minha opinião.

 

 





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