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A recomendação para este fim-de-semana tem muito que se lhe diga. Hoje em dia, são cada vez mais as notícias de pessoas de idade que morrem sozinhas e, pior, só são descobertas vários anos depois. É uma realidade aterradora. Por outro lado, há vizinhos com um feitiozinho e que não são pessoas fáceis de lidar. O Sr. Ove é um deles. Mas... como nem tudo é o que parece e nem tudo o que parece é, vão por mim [e pela Magda que sugeriu e emprestou este livro ao grupo do livro secreto], há livros que nos ensinam a ver as coisas de maneira diferente. 

Depois de lerem este livro fantástico, e se tiverem oportunidade, não deixem de assistir ao filme. Na minha opinião, são duas experiências diferentes, pois ao ler o livro apercebi-me de todos os pensamentos de Ove (e andei entretida com várias opiniões divertidas dele) enquanto o filme apelou mais aos sentimentos (pela lágrimazita ao canto do olho, vá, tenho de admitir). 

Acredito na importância que podemos ter a vida dos outros, tal como hoje quando vi vários jovens a passar por um ceguinho que só foi ajudado por uma senhora com idade para ser avó.

Acredito ainda que não se deve julgar ninguém pelo seu mau feitio, porque o que é verdadeiramente importante são as (boas) acções.

Isto diz muito, não acham?

 

Bom fim-de-semana e boas leituras.

 

 

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* Livro já lido, sem opinião escrita (ainda) aqui no blogue.

 

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Jane Eye, numa tarde fria e húmida de novembro, lê no assento da janela por detrás das cortinas vermelhas em Gateshead, a casa dos seus parentes, os Reeds. É assim que o romance começa, ou seja, com esta cena e com o conflito provocatório do primo, John Reed. John é a imagem do filho mimado, violento e malcriado. Jane é  a orfã pobre, de aparência modesta, que não se intimida perante as ameças de John e os castigos da tia. Perante isto, com 10 anos de idade, Jane não tem amigos. Os livros são o seu único refúgio e alimentam a sua imaginação. Desde o início do romance até ao final, Jane lê vários livros. Ela acredita que isso lhe trará a educação que permitirá a independência e uma melhoria da sua posição na sociedade. E com toda a razão. Será em Lowood que ela aprenderá a desenhar e uma profissão que lhe permitirá ganhar o seu sustento sem ajudas de ninguém. É ou não uma mulher insubmissa e muito à frente do seu tempo?

Ao contrário da vida calma de Jane, Edward Farfaix Rochester teve uma vida desregrada, apaixonando-se por várias mulheres. Assim, quando ele conhece Jane, planea mudar o seu estilo de vida, mas terá muito que penar até conseguir os seus intentos.

Embora já conhecesse a história voltei a ficar surpreendida, sobretudo com a resiliência de Jane, uma simples mulher, que acaba por aceitar o amor na adversidade, mais uma vez demonstrando a sua coragem e determinação.

Esta leitura despertou alguns sentimentos novos. Lembro-me da primeira leitura, de sentir indignação com as atitudes da tia e do primo e de sentir muita tristeza pela maneira como ocorreu a morte da sua melhor amiga [quem leu sabe a que me estou a referir]. Já na releitura, senti várias vezes um sentimento de irritação. Na verdade, já não me recordava bem de Mr. Rochester e não o achei lá muito romântico.

Jane é, para mim, uma personagem que fica na memória. O que a torna forte são os seus princípios e, embora ela não se considere bonita, são estes, as suas qualidades inteletuais e a força interior que a tornam encantadora ao longo de toda a história.
E vocês, qual foi a personagem que gostaram mais?

 

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A partir de hoje (à sexta-feira), publicarei uma sugestão de leitura para o fim-de-semana, altura em que terão algum tempo livre. Peço que não levem a mal este meu atrevimento ao dizer como podem ou não gastar os poucos momentos de lazer, porque já vos vou explicar o motivo para fazer esta conversa toda. 

Sei muito bem que esta ideia não é das mais originais, mas julgo que poderá, a seu tempo, funcionar. Espero.

Assim, e fazendo juz à expressão "grão a grão enche a galinha o papo", pretendo que a sugestão de leitura funcione como o grão que pouco a pouco irá fazer a diferença. Ler é muito importante, não se esqueçam disso, e há tantos géneros e tantos livros que é impossível que não encontrarem nada que vos agrade.

Então o que esta cabecinha pensadora andou para aqui a congeminar relaciona-se com uma das minhas leituras. No "Fahreheit 451", de Ray Bradbury, que se passa no futuro, os livros são proibidos e quem os possui é queimado juntamente com eles. As opiniões são consideradas antissociais e o pensamento crítico é eliminado.Ora, este romance distópico teve várias interpretações, mas Bradbury declarou que "Fahreinht 451" não é sobre a censura mas sobre a forma como a televisão destrói o interesse pela leitura.

Chegados aqui, já devem ter percebido todo o meu arrazoado inicial, tudo se resume ao seguinte: deixem a televisão, as novas tecncologias e leiam; é necessário aumentar a criatividade e promover a capacidade de crítica.

Pensar de forma diferente faz parte do ser humano, caso contrário seremos, como no romance, suprimidos.

Quereis que a inteligência artificial vença? Ou que uma Sophia vos substitua um dia? [e já agora, vocês já reparam que o nome significa Sabedoria?!].

 

Pensem nisto e comentem aqui.

 

Bom fim-de-semana e boas leituras.

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 * Livro já lido, sem opinião escrita (ainda) aqui no blogue.

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Andei desaparecida do mundo dos blogs por uma razão muito forte, uma vez que sentia uma vontade enorme de voltar ao entusiasmo inicial. Reinventar, como escrevi neste post, não é, a meu ver, escrever sobre o mesmo, é começar de novo e voltar a fazer tudo o que tem sentido, para mim, e, sobretudo, respeitar a minha individualidade.

Estive perdida. Refugiei-me nos livros. Sim, é já um hábito. Entretanto, o tempo em que estive ausente permitiu-me refletir sobre o que me leva a manter por aqui. Tive assim uma espécie de flashback em que percebi que o problema não é o blog. Estive quase para desistir e depois quase para começar outro blog. Todos os dias pensava, desisto, começo ou mudo o ritmo dos post´s ! Mas a conclusão era sempre a mesma: tenho de continuar a escrever sobre livros. 

Para entenderem o meu dilema preciso de vos contar a história desde o início. Então é assim: a ideia de criar um blog partiu de uma conversa com uma colega de trabalho. A meio dessa conversa ela disse: Se gostas tanto de ler e falar sobre livros porque é que não crias um blog? Não me lembro exatamente qual foi a minha resposta, porém, encarei esta pergunta/observação com apreensão. Enquanto capricorniana com os pés assentes na terra, pareceu-me que existiria, na pergunta, um duplo sentido, qualquer coisa entre "é para me calar" e "julgam que não sou capaz". Eu, dada a verdadeiras prédicas sobre o livro A ou B, não podia desistir de falar sobre o que mais gosto, ora essa! Nem podia dar o braço a torcer quanto ao facto de que blogs percebia népias!!! Agora, o que foi decisivo, e que funcionou como uma espécie de ignição, foi ouvir que "isso é para jovens e que uma mãe não escreve em blogs"!!! Eu, Edite Maria, virei uma espécie de defensora da causa das mulheres que não se ficam atrás só porque sim. Isso é que era bom de ver! Posso errar e aprender com isso. Toda a minha vida foi assim - e está para nascer quem me diga o que posso ou não fazer. 

Portanto, voltando ao que me trouxe aqui inicialmente, gostaria de continuar a escrever sobre livros e sobre os meus pensamentos. Foram eles que me guiaram. São eles que demonstram quem sou e a minha vontade resiliente de aprender. Li algures que "Diz o que lês e dir-te-ei quem és", o que é certo, mas eu contraponho "Diz o que dizem os teus livros e encontrarás um sentido para um pensamento igual a ti próprio ".

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Quem nunca se esqueceu de um determinado livro que despertou a atenção e apenas se lembra da cor da capa?

É precisamente a pensar nos leitores mais "distraídos" que, na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, se encontram expostos vários livros de acordo com a cor da capa.

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Não acham uma ideia fantástica? E não são tão coloridas?

Por acaso, só mesmo por acaso, querem saber quem é que é distraído? Acho que não são nada os leitores (que até se lembram da cor da capa) e sim o senhor que se segue.... 

 

 

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Como sabem, as crianças são muito curiosas. E quando surge a fase dos porquês, oh, lá, lá? É um sem fim de perguntas, não é? Essa fase ocorre por volta dos 2-3 anos, dizem os pediatras, mas aqui em casa já dura há nove anos (seis para ser mais precisa) e chego a pensar que preciso de ter um dicionário à mão (ou o telemóvel ligado para ir discretamente ao google, vá). As mães não sabem tudo e quem acha que sabe não se deparou com perguntas difíceis ou com reações inesperadas. Não sei se concordam comigo ou se já tiveram dias menos bons, mas peço que compreendam o meu sentimento de frustração quando ao fim do dia, por vezes já totalmente de rastos, oiço perguntas atrás de perguntas ao inves do tão desejado silêncio. 

Como já referi, o meu filho ainda está na idade dos porquês. Tudo lhe desperta a atenção, pelo que anda sempre à procura de situações ou de contextos para mais uma revoada de perguntas. Garanto-vos que nem sempre consigo ter a resposta certa na ponta da língua e que, geralmente, fico com a impressão de que poderia ter dado uma explicação melhor.

Para ilustrar a nossa última conversa, arranjei uma pequena BD com a pergunta que ele me fez, com a minha resposta e com a confusão que se gerou.  Desta vez, chorei de tanto rir.

Ai, a inocência das crianças...

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[Agradeço o enorme privilégio que o autor me concedeu através da generosa oferta do livro]

 

 

Desde miúda que oiço falar de histórias sobre África e lembro-me perfeitamente das conversas do meu pai e do meu tio quando recordam o tempo da guerra colonial e de quando estiveram em Angola e Moçambique. De tanto os ouvir, acho que se agarrou à minha alma o espanto por essa terra de contrastes. E este livro recordou-me um pouco essas histórias e sobretudo esse mundo de mistérios, crenças, cores, cheiros e sons da fauna, que têm tanto de terrível como de maravilhoso.

 

Em "O Perfume da Savana", o autor conta-nos uma história de um grande amor, "um amor incomensurável só comparado à vastidão que o rodeia", numa época em que África era ainda uma colónia portuguesa e em que a falta de chuva afetava (e afeta) a terra, as pessoas e os animais.

 

Para Daniel, não foi o feitiçeiro nem a chuva e sim o destino que lhe trouxe um perfume irresistível na mulher perfeita: Isabel. Ela é casada e tem uma filha, mas só com Daniel descobre o amor, algo que ainda não tinha conhecido antes. 

 

Acompanhei esta história de amor com algum receio, não só pela trama, mas também pelo facto de a ação se desenrolar na savana cheia de vida. À noite ouvem-se os leões, o casquinar das hienas, e de dia veêm-se os leões, os jacarés e as pacaças [que desconhecia].

 

Adorei a envolvência da natureza e da fauna, bem como de todos personagens, incluindo o Dibó, a Clarinha e a Zeza. Ademais, a escrita é cheia de pormenores e proporciona uma "viagem" a um tempo em que "não há televisão, fax, computador, vídeo, DVD, telemóvel, nada". Já se imaginaram no meio da selva sem nenhum tipo de tecnologia? 

 

Eis mais uma história de África que me fica na memória!

 

Classificação: 4/5

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Opinião:Ultimamente, ando sem inspiração e isso reflete-se aqui no blogue. Na realidade, gostaria que os post´s que escrevo fossem diferentes e, de tanto tentar que assim seja, acabo por falhar miseravelmente.

A indecisão é um bicho que come as palavras. Ler deveria bastar-me e as letras não deveriam fugir. Ao contrário, vivo isolada e prisioneira de ideias sem filtros. Vivo e leio. Acordo e sonho. E é este o dualismo que me prende as mãos e que não me deixa  teclar livremente as ideias! Raios.

 

Depois deste desabafo, nada melhor do que falar de um escritor talentoso. A minha disposição melhora consideravelmente sempre que indico a leitura d´" A verdade sobre o caso Harry Quebert", pois é o meu livro preferido de Joël Dicker. Gostei tanto do escritor que resolvi que tinha de ler mais e avancei com "O Livro dos Baltimore" e depois para  "Os Últimos Dias dos Nossos Pais".

 

"Os últimos dias dos nossos pais" é sobre uma história de agentes secretos. Paul-Émile, Pal, é um jovem que decide partir para Londres a fim de ingressar na Resistência. Aí, torna-se membro das Forças Especiais, numa espécie de agente secreto e é impedido de ver o pai, a quem é tão dedicado.

 

Um romance que se passa na Segunda Guerra Mundial e que prima por ser diferente, pois destaca os sentimentos das personagens e as relações de amizade (e amor)  entre eles. Apelando ao que faz de nós seres humanos, o autor revela de forma exímia os defeitos e as qualidades numa época em que o mais pequeno erro pode custar a vida de alguém que é muito próximo.

Classificação: 4/5

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Sinopse:aqui.

Opinião:  Quando soube que a Magda me ia enviar este livro, pelo correio, fiquei em polvorosa. As leis fazem parte do meu trabalho, do meu dia-a-dia e as expetativas eram mais do que muitas. 

 

Então, começando pelo Mike Papantonio, o autor é advogado num dos maiores escritórios de advocacia da América (o Levin Papantónio) e resolveu escrever este livro inspirando-se em factos verídicos. É desse conhecimento que surge a história do advogado Nicholas Deketomis. O primeiro caso é o de Annica, uma jovem de de 19 anos que sofreu um acidente vascular cerebral após tomar uma pílula contracetiva. Inicia-se um medir de forças entre uma grande farmacêutica e um advogado que quer defender a vida de inocentes. Evitar novas vítimas é a sua prioridade máxima, porém terá de lidar com forças poderosas que não olham a meios, os chamados "danos colaterais", para atingir os seus fins lucrativos.


Os julgamentos de crimes (contra a vida, o ambiente e saúde pública) e os meandros do próprio sistema judicial americano são assuntos que me prendem a atenção. Já vi vários filmes (tratando-se do tema ambiente veio-me logo à cabeça o filme «Erin Brokovitch»), já li vários livros com julgamentos (ainda não vos disse que o meu preferido é o «Sete Minutos», de Irving Wallace?) e vou continuar a ver e a ler, mais e mais.
 
No início, referi que as expetativas eram altas. E eram. Porém, ter um termo de comparação também não ajuda - e eleva a fasquia. Esperava ação, muita ação, e debates, arrebatadores, entre a acusação e a defesa. Não esperava, de todo, ficar a saber a facilidade com que, no sistema judicial americano, se iliba alguém da morte de uma pessoa através do descrédito "moral" da testemunha chave, sem direito a novo julgamento.
Lei & Corrupção possui uma escrita simples, algo "cinematográfica", que se lê rapidamente. Eu esperava mais dos personagens e da história, o que não quer dizer que não venham a ler e a gostar (como a Magda ).
 
Classificação: 3/5

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Este é um daqueles livros que ou se gosta ou se detesta, e digo isto porque fiquei com essa percepção depois de ter lido as críticas no goodreads. Mas adiante.

 

Quando requisitei este livro, na biblioteca, não sabia quem era a jornalista Anabela Natário, mas já tinha ouvido falar da história de Diogo Alves, do assassino do Aqueduto das Águas Livres, e da sua cabeça decepada guardada em formol para futuros estudos. Pareceu-me interessante e trouxe-o convencida de que o assunto eram as mortes ocorridas no Aqueduto. Mas Diogo Alves além de assassino era ainda ladrão e aterrorizou Lisboa da primeira metade do século XIX . Ao seu lado, tinha um bando de ladrões que vivam de assaltos, roubos, bebida e mulheres, e a sua amante, a Parreirinha (Gertrudes Maria), que era uma mulher que o apoiava em tudo. 

 

Voltando ao que referi anteriormente, uma das críticas apontadas à escritora no goodreads prende-se com o estilo de escrita da autora, porém, tenho de discordar dessa opinião, uma vez que algumas das expressões são as usadas naquela época. Talvez por já ter lido vários clássicos não estranhei a escrita e a leitura fluiu muito naturalmente.

 

O romance tem mistério e intriga q.b. e a jornalista fez um óptimo trabalho de pesquisa, consultando os jornais da época e os processos judiciais. 

Acho que é um romance histórico fora do habitual e o facto de ser baseado em factos verídicos é a minha cereja no topo do bolo. Eu adorei.

 
 
Classificação: 5/5
 
 

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Começando pelo início, pelo prefácio, Miguel Torga dirige-se ao leitor:

 

São horas de te receber no portaló da minha pequena Arca de Noé. Tens sido de uma constância tão espontânea e tão pura a visitá-la, que é preciso que me liberte do medo de parecer ufano da obra, e venha delicadamente cumprimentar-te uma vez ao menos. Não se pagam gentilezas com descortesias, e eu sou instintivamente grato e correcto (...).

 

És, pois, dono como eu deste livro, e, ao cumprimentar-te à entrada dele, nem pretendo sugerir-te que o leias com a luz da imaginação acesa, nem atrair o teu olhar para a penumbra da sua simbologia. Isso não é comigo, porque nenhuma árvore explica os seus frutos, embora goste que lhos comam.

 

Com estas palavras, Miguel Torga dá a conhecer a Arca de Noé, na qual o leitor irá embarcar. A leitura, essa é da total responsabilidade do leitor que é tão dono do livro como o autor. Vocês concordam?

 

Publicado em 1940, cada um dos catorze contos tem ou um animal ou um humano. Durante a leitura isso deixou-me bastante surpreendida, pois achei que as caraterísticas dos animais estavam bem próximas dos humanos. Já a história da mulher, a Madalena, é tão crua e realista!

 

O conto que mais gostei, tudo por culpa d´ A rapariga do autocarro, foi o do galo Tenório que: "Era um galo, e não cuidasse lá o senhor borra-botas do lado que, por ser novo, lhe havia de andar ao beija-mão toda a vida". Ai, o Tenório, fica na minha memória como sendo uma expressão para mais tarde lançar a alguém desprevenido (ahahah).

 

E vamos às curiosidades. Miguel Torga nasceu em Trás-os-Montes em 12 de Agosto de 1907 com o nome Adolfo Correia da Rocha e, em 1934, adoptou o pseudónimo Miguel Torga. Sabiam que “Torga” é uma urze, uma raiz que sobrevive e contribui para a sobrevivência das gentes nas serras transmontanas? E sabiam que Miguel Torga foi nomeado para o Prémio Nobel da Literatura?

 

Os “Bichos” é um livro secreto e tem feito uma viagem pelas casas e pelos correios deste país, mas espero que tenham gostado desta apresentação e espero ainda não ter revelado muito do seu conteúdo.

 

Classificação: 4/5.

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No início do livro, sabemos que está eminente a morte do professor, Morrie Schwartz, que sofre de Esclerose Lateral Amiotrófica (E.L.A.).  Morrie é uma pessoa extraordinária e bem disposta. Sabe que tem uma doença incurável, mas isso não o assusta. À medida que vai perdendo os movimentos, ele sabe que quando a doença atingir os pulmões será o fim. Ainda assim, Morrie continua a ver só as coisas positivas e importantes da vida.

 

O seu antigo aluno, 20 anos depois, Mitch Albom, jornalista desportivo, visita-o todas as terças-feiras, durante 14 semanas, e acompanha o evoluir da doença. Em cada visita Mitch regista as sábias mensagens de Morrie sobre a vida e a morte.

Estou na minha última viagem, e as pessoas querem que lhes diga o que hão-de pôr na mala.

 

"Às Terças com Morrie" fez-me chorar e questionar a minha própria sanidade mental, especialmente ao nível da oscilação de humor. Ao que parece este livro deveria vir acompanhado de um alerta, pois causa severas emoções. As minhas lágrimas, no entanto, lavaram-me a alma e, nas palavras simples de um professor de sociologia, revejo a lição de que é importante saber valorizar as coisas simples da vida.

 

Uma vez que é a vida que nos ensina, recomendo a leitura a quem goste da reflexão sobre assuntos sérios abordados de uma forma leve e com a pitada de humor de Morrie.

 

Classificação: 4/5

 

Quem tiver curiosidade também pode ver o filme :https://www.youtube.com/watch?time_continue=76&v=8j6k_I7nlKw

 

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Sinopse: aqui.

 

Opinião: Lembro-me bem de ter lido "Rosa, minha irmã Rosa", "Chocolate à Chuva", "A Espada do Rei Afonso" e "Águas de Verão". Alice Vieira escreveu estas e outras histórias infanto-juvenis que faziam as minhas delícias. 

 

"Os Olhos de Ana Marta" é classificado como o melhor romance de Alice Vieira, pela construção das personagens, a estrutura narrativa e a conceção da história. Sem dúvida uma grande escritora cujas obras foram traduzidas para várias línguas e que merece um carinho especial por me ter "acompanhado" na infância. Mas vamos à história.

 

Marta é uma menina de 11 anos com muita imaginação. Ela acha que foi trocada no hospital e que a mãe, Flávia, não é a sua verdadeira mãe. A sua imensa imaginação, instigada por Leonor, a governanta que lhe conta histórias, não consegue descortinar a razão desse sentimento de rejeição, o qual não é de todo infundado-é que a mãe nunca pronuncia o seu nome e mal olha para ela. Já o pai, só tem se interessa por Flávia. Fecham-se quartos na casa de Marta assim como se fecharam as portas do coração daquela mãe. 

 

O livro tem, obviamente, um mistério, um segredo de família, que deveria ter despertado uma vontade enorme de descobrir toda a verdade. Infelizmente, desta vez, não funcionou comigo. Não sei bem o que aconteceu durante a leitura, mas não consegui agarrar a história, senti-la em todas as suas palavras nem imaginar o sofrimento de Marta. Na verdade, não senti nada. Foi mesmo muito estranho.

 

Mais tarde, refleti um pouco e entendi este distanciamento ou esta aparente falta de ligação com a personagem. De forma inconsciente, o meu objetivo foi voltar à infância e sentir o desprendimento total das férias de Verão. Através desta leitura, isso falhou e, como não encontrei o que procurava, facilmente perceberão o motivo de ter sido uma leitura demasiado rápida e sem grandes emoções. Mea culpa, assumo.

 

Portanto, aconselho o livro a quem procura encontrar uma lição de vida, mas desaconselho a quem procura uma forma de voltar atrás no tempo como foi o meu caso.

 

E vocês, já leram? Comentem, pois gostaria muito que partilhassem aqui a vossa opinião. 

 

Classificação: 3/5

 

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 Sinopse: aqui.

 

Opinião: O livro começa por um testamento e pela descoberta de uma filha desconhecida. Solange de Valney não conhece Eleanor Kirwan e o facto de ficar a saber que o seu pai não é o pai biológico deixa-a desvastada ao ponto de não querer nada, nem dinheiro, nem bens.

 

A ação desenrola-se nas Irlanda e na França e leva-nos a viajar no espaço e no tempo, entre o presente e o passado, num tempo de guerra (Segunda Guerra Mundial). Já quanto à narrativa, considero que é muito levezinha quando volta ao presente e se centra na espécie de «obstinação» de Solange, uma vez que não quer acreditar que o pai, Henry Valney, que sempre conheceu como pai a vida toda, afinal não é o verdadeiro pai. Claro que percebo a sua posição, pois é terrível desconhecer a verdade e não ter a mãe para a ajudar a esclarecer a história!

 

Na minha opinião, é um livro interessante, mas as suas quatrocentas e trinta e duas páginas retiraram à leitura um pouco do entusiasmo inicial. Também retirou o entusiasmo verificar que certas situações são previsiveis, o que, no caso sou suspeita, ou não fosse uma grande admiradora de mistérios por desvendar. 

Gostei, apesar dos aspetos que já referi, da história de Seamus e Leah e do triângulo amoros de Helena, Richard e Celine. 

 

Um livro escrito por duas irmãs, Barbara e Stephanie, e uma história sobre duas irmãs, julgo que são fatores suficientes para suscitar o bichinho da curiosidade.

Aos editores, deixo a pergunta óbvia: não acham que o livro merecia uma capa mais bonita?!

 

Classificação: 4/5

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Sinopse: aqui.

Opinião: Já li este livro há algum tempo. A história prometia ser lida com bastante curiosidade, só que não foi o caso. 

 

Basicamente, temos um lago, o lago  Kleifarvan, que está a descer drasticamente, e uma hidróloga estuda o fenómeno da descida das águas, quando esta descobre uma ossada e um crânio. O polícia Erlendur vai ao local e inicia-se uma investigação que nos leva ao tempo em que jovens estudantes islandeses iam para Leipzig estudar os grandes ideais do socialismo (Alemanha do Leste).

 
Entre avanços e recuos na história (mais recuos do que avanços), o agente da polícia terá de percorrer um longo caminho para perceber de quem era o esqueleto encontrado e, antes disso, os motivos que levaram a que fosse cometido um homicídio sem que ninguém desse pela falta de uma pessoa numa ilha tão pequena como a Islândia.
 
Achei isto verdadeiramente estranho e não fiquei confiante de que fosse uma boa história. Na verdade, depois percebe-se o porquê e de como aconteceu, mas foi uma leitura que me saiu a ferros, uma vez que não simpatizei com nenhum dos personagens. Portanto, não sei se foi a falta de não ter lido os livros anteriores ou se pelo facto de a descrição dos factos históricos se ter tornado maçadora, o que é certo, e sabido, é que não fiquei, para já, fã do Arnaldur. 
 
Classificação: 3/5

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Durante a noite escutas barulhos estranhos vindos da sala. Será o Pai Natal? O melhor é não arriscar e escondeste debaixo dos lençóis. Que livro te dá arrepios? Talvez Edgar Allan Poe. E vocês? 

 

Esta pergunta é a última do desafio. Sim, é hoje o último post com perguntas e respostas. Foram 25 dias a voar, entre livros e pensamentos. Saliento que o desafio não foi fácil, pois houve dias que não sabia que resposta dar nem que imagem utilizar (ninguém me mandou inventar, pois não?).

 

O que achei mais interessante foi saber quais as respostas dos blogs da Magda, da Just, da Alexandra,da Sofia, da Girl e da Fátima.  Algumas delas, confesso, deram respostas que gostaria de ter dado e que nem sequer me lembrei!!!

 

O balanço final é super positivo. É que gostei muito do desafio e da vizinhança! 

Espero que tenham gostado tanto como eu. Um feliz dia de Natal a todos!!!

 

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Falta um dia para o Natal e desejo a todos um Santo e Feliz Natal!

 

Relativamente à resposta que nos trás aqui, escolho o livro   «Vamos Comprar um Poeta», de Afonso Cruz, porque é pequeno e leve. Além disso, não esqueço o seguinte:

 

A cultura não se gasta.Quanto mais se usa, mais se tem.

 

 

Passem pelos blogs da Magda, da Just, da Alexandra,da Sofia, da Girl e da Fátima, pois o desafio termina já amanhã. 

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Acho que já sabem a resposta. Para mim, o livro que trás a nostalgia, as recordações da infância e os sentimentos de saudade, é «Anne of Green Gables ou Anne dos Cabelos Ruivos».

Adorei a série, o livro e o filme. 

 

Se puderem e tiverem curiosidade, como eu que vou cuscar as respostas, passem pelos blogs da Magda, da Just, da Alexandra,da Azulmar,da Sofia, da Sandra, da Girl e da Fátima.

 

Não deixem de comentar e espalhar o espírito natalício.

 

 

Foto daqui: 

 

 

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Quero passar o natal com Mr. Darcy e escolho Hampshire como local fictício perfeito para passar essa época natalícia com esse personagem perfeito. Seria uma espécie de viagem no tempo!

 

E faltam 3 dias para o Natal. Está quase a chegar.

 

Se puderem e tiverem curiosidade, como eu que vou cuscar as respostas, passem pelos blogs da Magda, da Just, da Alexandra,da Azulmar,da Sofia, da Sandra, da Girl e da Fátima.

 

Não deixem de comentar e espalhar o espírito natalício.

 

 

Foto retirada da net. 

 

 

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 Madame Bovary porque é uma mulher que considero desesperante, ou não sabe o que quer, ou sabe bem demais, dependendo da perspetiva. A personagem merecia ficar fora da lista de presentes, embora recomende a leitura.

 

Se puderem e tiverem curiosidade, como eu que vou cuscar as respostas, passem pelos blogs da Magda, da Just, da Alexandra,da Azulmar,da Sofia, da Sandra, da Girl e da Fátima.

 

Não deixem de comentar e espalhar o espírito natalício.

 

 

Foto daqui.

 

 

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