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Olá. Disponho de pouco tempo para vos miar qualquer coisa, pelo que me lembrei dos últimos acontecimentos. Não é o que estão a pensar, pois o pesadelo na cozinha é um programa sobre uma realidade na qual ainda não ponho a minha patinha direita. Parece-me demasiado estranho os humanos sujeitarem-se e exporem-se a comentários ou até ao encerramento do seu estabelecimento pela ASAE. Os humanos deveriam ter um pouco de noção e pensar que o dinheiro não é tudo. A remodelação de um estabelecimento não é um milagre ou o euromilhões. Todos têm de se esforçar e os meus olhos felinos arregalam-se quando isso não acontece. E mais mio quando verifico que cá em casa o pesadelo na cozinha está a ser tolerado de forma inaudita. Eu conto. A Pipoca só pensa em passear e não quer nada estar fechada, vai dai arranha as cadeiras e sobe para cima da mesa. Ontem, até comeu o resto do bolo do dia da mãe que ficou em cima da mesa! O chefe diria: não tenham cuidado que ainda fecham a casa. Não adianta os humanos vêem e ficam aborrecidos com as traquinices da gata, mas depois passa e continua tudo na mesma. Já dizia o outro: falam, falam mas não fazem nada!!! 

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Olá. Despacito anda no ar. O que significa, perguntam? Significa que passa devagar, mas devagar se vai ao longe. Um exemplo, à laia de enquadramento e como quem não está a puxar a pata à sua comida, é o da  nova legislação que reconhece os animais como "seres vivos dotados de sensibilidade e objeto de proteção jurídica". Vem despacito, suavizito, delicadeza, e vamos "pegando pouquito, pouquito". E que o Papa nos abençoe a todos. Pruuu pruuu...

Ora, que sou um gato já toda a gente sabe (ou não?). E sou uma coisa, certo ou errado?  Então, [Despacito] esta legislação estabelece que os animais de companhia devem ser "confiados a um ou a ambos os cônjuges, considerando, nomeadamente, os interesses de cada um dos cônjuges e dos filhos do casal e também o bem-estar do animal". Humpff, como gato não sei bem o que os humanos pretendem, em especial se numa altura destas ninguém quiser o animal. Eu reinvidico os meus direitos de se tratado como humano e pronto! 

 

 

 

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Olá. Ando muito cansado. Humpf.Sou um desgraçado de um gato. Preciso tanto de descansar!!! A Pipoca continua a fazer das suas e acorda todos, leram bem, TODOS os dias às 7h10m. Não sei se mie ou se arranhe. Fuuuuuuu!!! Dá para acreditar nesta mudança? Rsssssssss. Depois, tenho de ouvir comentários absurdos dos humanos mais novos. São pérolas de sabedoria:

 

Mini humana: Mãe, assim a Pipoca não vai aprender a falar como deve ser!

Dona humana: Então, porquê?

Mini humana: Porque foi retirada da mãe com 5 semanas, claro!

Dona humana: O quê

Mini humana: Sim, mãe. Para miar como deve ser...Ela assim não sabe o que está a dizer, não é?

Dona humana: ()

 

Esta conversa causou-me alguma perplexidade felina. Pruuu Pruuu.Pruuu. Então, a Pipoca a falar! Ah ah ha. Muito bom! Estou a chorar de tanto miar!

As crianças são assim, e falam tudo o que lhes passa pela cabeça. Eu sou a favor da sinceridade de gato humana. No entanto, há quem ache detestável. Há quem prefira os dissimulados, os omissores ou os que passam despercebidos. Para quê dar nas vistas se isso implica um esforço extraordinário que vos poderá colocar ao nível dos da má-lingua, dos impertinentes e dos parvos? Afinal o que importa não é o que se diz. Pruuuu. Lá dizia Oscar Wilde:

 Pouca sinceridade é uma coisa muito perigosa, e muita sinceridade é fatal.

Um dia vão conseguir ler os meus pensamentos  e vão perceber que eu não gosto nada de mentiras. Simplesmente fico fora de mim....

 

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Esta manhã acordei com uma dor tremenda (há muito tempo que não me sentia tão mal!). A Pipoca diz que é da idade e que estou a ficar velhinho (Humpff, sim, provavelmente). No entanto, tudo o que me ocorre e me apetece é dormir, descansar e deixar os outros miar à vontade. 

Sem palavras minhas, estou limitado a ler como se lesse, e no fundo das minhas orelhas, e sem espírito santo nenhum, sei que a língua é de quem a entende.

A minha tristeza prolongou-se durante algum tempo quando li que:

 

O gato passou a manhã na biblioteca de volta dos livros. Foi saltando de estante em estante inclinando a cabeça como se lesse os títulos nas lombadas. Os livros técnicos pouco o interessaram, assim como os manuais, os ensaios e os livros de filosofis. Ao chegar aos romances ficou excitado e chegou a atirar alguns para o chão de tanto puxar com as garras.

Um dos livros prendeu-lhe a atenção, o título em holandês, De Kreutzersonate e o animal virou-lhe as páginas como se lesse ou lembrasse de ter lido.

Quando Margarida chegou a casa, deu com os livros no chão e castigou o gato com um jornal dobrado. Arrumou-os novamente nas estantes mas notou as marcas de garras na página de um deles...

Debaixo de Algum Céu, de Nuno Camarneiro

Este gato, sem língua, deixou-me triste. Trouxe memórias de quando era jovem namoradeiro e de quando miar era a minha especialidade. Hoje, estou só, e os humanos, tal como diria Saint-Exupery, são:
Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.

 

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Olá. Estou de volta nas línguas-de-gato e mais uma vez pretendo miar as novidades da semana. Ao que tudo indica uma menina "Mogli" foi descoberta numa floresta na Índia!!! - e já vieram dizer que não estava a viver com macacos?! Por acaso até vi na televisão. Achei estranhíssimo ela agarrar e beber água por um copo. Não aceitou comida mas um copo, sim?! A minha perspicácia felina disse logo:"Algo está errado e a história não foi bem contada". Mas como quem conta um conto acrescenta um ponto, não sei bem se posso confiar em tudo o que os humanos escrevem. O problema real reside na comunicação e volto sempre à mesma miadela de sempre! Quem me diz a mim, senhor gato, que a realidade é tal como descrevem?! Ou, melhor, que o certo é o que se fala agora e não o que se disse antes. É muita confusão, não é? Nada que um gato não aguente e que, por palavras que nunca te direi, revele a chispar dos seus olhos encantadores.Pruuuuuu, pruuuu. A sério?

Clarice Lispector disse o seguinte:

 

Vocês não sabem nada de mim. Nunca te disse e nunca te direi quem sou. Eu sou vós mesmos.

[Não estudem tanto, a verdade está nos olhos de um gato...]

 

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daqui

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Depois de ler este post, soube que a minha dona assinou a petição «Línguas de Gato Triunfo» e juntou-se aos humanos que têm a opinião de que se devem manter as tradições. Ela é assim. Um tanto saudosista! Certo dia contou-me que se lembra de comer, muitas vezes, essas bolachinhas quando era miúda; diz que eram estaladiças e viciantes... Humpff. Eu cá gosto da minha comida, e de trincar, e de morder, e de brincar, e de correr e... de miar em poucas palavras: americanos e espanhois não conhecem a nossa língua!!!  

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Era uma vez uma história sobre um gato...que vivia na imaginação e na escrita. É, sou eu mesmo. Sou um personagem. Escrever uma história é isto. É sonhar com as coisas que podem acontecer e, no meio, arranjar um conflito qualquer ( e voilá surge uma Pipoca). Nesta alegoria, a inspiração é baseada na realidade e em gatos que a minha dona teve e nos que conhece. É verdade que cortei o pêlo e que a Pipoca caiu da varanda. É, esses factos são verídicos e posso considerar que há mais verdade do que mentira nas histórias que vos contei.

Eu sou um gato e sou feito de imaginação pura e verdadeira. Sei que sonhei que os gatos inspiraram os escritores a escrever. Sei que posso miar muito e não escrever nada de jeito. Mas também sei que há sonhos que se tornam realidade. Ok, admito que gostava de escrever como mio, numa linguagem fluente de miaus e ronrons, conquistando a simpatia e a atenção dos leitores do blogue. Pronto, não se pode falar nisso ainda. Há muito trabalho a fazer e uma nova habitante a cuidar.

 

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 Ela chama-se Sushi Mia e digam lá se não tem o ar mais fofo do mundo. Tem apenas 5 semanas e já é muito traquinas

Eis uma nova fonte de inspiração

Eu cá continuo sem entender os humanos Porquê, dizem vocês? Eu respondo: não percebo porque hão-de colocar nomes de comida. E vocês percebem isto? 

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Olá, estou de volta! Ultimamente tem sido difícil escrever. A minha dona está sempre a dizer que eu sou muito fofinho mas que, ultimamente, parece que ando "possuído". Humpff. Um gato é um gato. Se não defendo o que é meu, quem defende? Pensei que a Pipoca fosse dar uma volta, depois das cenas que tenho feito e miado. Mas não!!! Ela tem sempre um ar de graça que suplanta qualquer uma das minhas exigências territoriais. Rnhau! Rnhau!

No outro dia, estava calmamente a ver televisão quando vejo o Riscas e ao colocar ambas as patas no ecrâ a minha dona gritou: "Gato mau, sempre com ciúmes e estás a ver se me partes a televisão!". Fiquei de castigo injustamente. O Riscas é um gato muito querido aqui no bairro e agora é famoso!!! Humpff. Humpff.

Assim, miados os "ciúmes" que me atormentam, tenho uma coisa mais interessante para contar. A minha dona adora uma escritora, chamada Jane Austen, e comentou que afinal ela foi envenenada. Vocês sabiam que ela tinha apenas 41 anos quando morreu? Bem, eu não. Agora a descoberta dos óculos dela apontam para a hipótese de ter sido envenenada por arsénico. É mais um mistério que deixo para os humanos resolverem, porque a minha reflexão só me permitiu concluir isto:

... não tenho medo de mostrar os meus sentimentos e de fazer coisas imprudentes, pois acredito que o que não se mostra, não se sente.

Sensibilidade e Bom Senso, de Jane Austen.

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Desapareci durante uns tempos, pois devem estar a ficar fartos de mim. Hoje, acordei cheio de esperança em como a graça me irá acompanhar neste discurso improvisado. É que sempre ouvi os humanos dizer: "mais vale cair em graça do que ser engraçado". E graça é coisa que não falta, pelo menos este ano, aqui, em Portugal. Fala-se de esperança e de paz, e eu, com a música, até mio um bocado.  

Sabemos que junto a uma azinheira apareceu Maria (ou Fátima) e eu, um pobre gato, espero sempre ouvir o lado B da cantoria. Sem dúvida que verdade há só uma. Aí, eu penso em algo nada habitual. Vejamos. Maria foi ao sepulcro ver Jesus Cristo, pois, nessa altura, sepultavam os mortos em cavernas. Atualmente, temos a Christiana  que viveu numa caverna e, felizmente, tornou-se na escritora de um best-seller.

Então, a moral da história é a de que há a morte e a vida. Já a realidade, essa estará para além do mundo sensível, pois, tal como na caverna de Platão, é uma sombra e o vulto do dinheiro uma ilusão.

Eu quero uma caverna só minha, sem gatinhas intrometidas, e ser um solitário feliz. Miados à parte, espero que tenham gostado desta conversa filosófica de Platão embuída no espírito e na graça de Maria, e se não gostaram comentem na mesma.

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No carnaval ninguém leva a mal, é uma expressão que ouvimos mas que nós gatos não entendemos. Os humanos esforçam-se tanto por se divertir com roupas, óculos, máscaras, perucas e pinturas! Eu acho muito, muito estranha esta época do ano, pois está frio e chove,e toca de abanar o rabo (e mais, mas isso agora não interessa nada) com pouca roupa e muito ritmo?! Bem que há cada maluco(a) no Carnaval, isso é miar a verdade.Mas, de tudo o que tenho visto e ouvido, ainda considero de pas(mi)ar a história dos óscares. Ou os humanos estão a ficar cada vez mais sem imaginação ou então o dinheiro não compra tudo? Eles desfilam, batem palmas e levam uns vestidos (uns trapos caríssimos) a rastejar pelo tapete fora. Falar de filmes ou das roupas das atrizes, eis a questão. Eu prefiro falar do Carnaval que foi o terrível engano ao anunciar o vencedor. Ehehe, foi quase como uma partida de Carnaval pois eles anunciam o vencedor e depois, ups, não, afinal é o outro. E Monlight ganhou o óscar para melhor filme, mas antes tomem lá um sustozinho que é para tornar a coisa mais emocionante. Muito. Credível, pouco. Continuando em modo de Carnaval propriamente dito, os humanos querem vestir-me a preceito (WTF). Será que nem o reino felino deixam sossegado?! 

Humpfff. Decidam por algo apropriado para um gato e não se enganem!!!

 

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Imagens retiradas daqui

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Mesmo sem ter muita paciência, a qual se encontra prestes a esgotar com tanta peneirice da Pipoca, nos últimos 20 dias tenho-me dedicado mais à minha dona. Eu sei que, nestas alturas, ela precisa de mim. É sempre bom dar atenção quando é preciso. E não estou a miar por miar. Não! A minha dona tem tido uns dias complicadíssimos ou, segundo o meu faro felino indica, está a começar a ficar"velhota". Ui, ela que não me oiça miar isto! Peço que mantenham alguma confidencialidade quanto aquilo que revelo, até porque os animais são os melhores amigos. Quando muito podem revelar o que quiserem sobre a Pipoca. Posso afirmar convictamente que hoje, dia de fazer festinhas aos animais de estimação (e a humanos quando há segundas intenções), encostei a minha pata na Pipoca. Ela é macia, um pouco estranha, muito branca e sem sal, como o pão. No entanto, ela estava a dormir profundamente e não deu por nada, nem sequer que lhe chamei nomes inapropriados, tais como, renhau renhau. Humpf! Tanta conversa miada deu-me uma sede! Já volto...

***Dois dias antes***

Ando muito esquecido, eu sei. A idade vai pesando, estou muito gordo e peso 9 quilos! Fico a pensar que se calhar devia correr um pouco à volta da mesa da sala de jantar? Bem, talvez o faça...quando as coisas estiverem mais calmas por aqui. A minha dona, coitada, andou, primeiro, com uma dor nas costas e, na semana passada, com uma grande dor de dentes. Mas isto, segundo ouvi ela a contar a alguém, não é nada comparado com o esgotamento nervoso causado por problemas do filho na escola. É que há quem não aceite a idade e queira continuar bela, e há quem exiga crianças já adultas, concentradas, que não façam perguntas, que não conversem e que terminem os trabalhos no máximo em 40 minutos. Depois dizem que dar o comprimido da inteligência é culpa dos pais?! Eu pergunto: o monstro é a criança que é apenas uma criança ou é o sistema de educação tal como está? 

***Hoje, dia das festas nos animais de estimação***

Façam muitas festas todos os dias, pois os donos agradecem e depois retribuem. Mas não pensem que não há bela sem monstro: é que eu recebi muitas festinhas e a Pipoca também!!! Não é justo!!!

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Entre dores e agonias, a minha dona precisa muito de mim. Dou-lhe o conforto necessário com a minha presença e ela dá-me miminhos com muita paciência. Sou um gato de estimação, mas poderia ser livre. A recompensa reside nestes momentos, em que os humanos sentem um calor, uma amizade e um carinho especial. Nada mal para um gato, não é? Pois, a minha dona tem andado um bocadinho mal. Diz que é um problema nas costas. Não sei muito bem, mas a mim quando estico todo o meu corpo sabe mesmo  bem. Já a minha dona, não. Começa logo a gemer e deita-se com uma cara triste. Eu mio e enrosco-me perto dos pés dela, procurando dar-lhe algum tipo de conforto. Porém, não tem sido fácil. Será que o fim está próximo e encaro o desafio final? my way, é uma forma de dizer que faço à minha maneira, e faço tudo direitinho sem "trampa". Com algum cuidado, procuro sempre estar por perto. Aninhado. Sentado. Acordado ou a dormir. Passo às vezes ao largo, como a esquadra russa navega ao largo de Leixões. Mas sempre imprimindo a convicção de que aqui há gato, que sou eu ou talvez não!

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Já vos tinha dito que nem sempre corre tudo a bom vento felino e não estava a mentir. Aliás, a vida de um gato só é aparentemente muito pacífica. Ou então não. Li no outro dia que o gato riscas é mais para o bipolar. Na realidade, já fui assim e todos os gatos jovens passam por fases menos agradáveis para os humanos. Mas, neste momento, estou a miar, precisamente, a propósito da Pipoca. É que a minha dona anda fascinada com ela. É Pipoca isto, Pipoca aquilo, enfim, só fala na Pipoca. Hum...agora ía uma pipoca ou duas e, se forem docinhas, bem que marchavam agora num instantinho! Onde é que eu ía? Ah, a Pipoca tem dado que falar a propósito de uma separação. Ups, estou a ficar velho, baralhado e corrigo. A nossa Pipoca tem dado que falar a propósito de uma operação. O  raio da gaiata resolveu dar um passeiozito em cima da grade da varanda e caiu de uma altura de dois andares. Acho que partiu uma pata em dois sítios e agora está na clínica veterinária.  Eh, eu não sei se foi bem assim; se calhar estão a fazer um filme e a  Pipoca ainda está inteira, sã e salva. E por falar em filme, no outro dia fiquei a pensar no pobre Mr. No Ears. Coitadinho. Ficou deficiente. Sem ninguém. E alguém resolveu raptá-lo!!! E, como se isso não bastasse, todo o julgamento descambou numa conversa de doidos.Pena que o Sherlookgato more em Inglaterra! Se bem que se o mandassem para cá... tenho a certeza que a barreira da língua seria um impedimento, porque os humanos não percebem nada de gatês! Ou mesmo que percebessem, poderia muito bem acontecer a dita conversa de doidos passar a uma conversa à la  Marcelo. Hello?!... Mr. President.... Congratulations... Base das Lajes.??? Yes. Very good!!!  Fly, Mr. Presidente? Yes you Trump! E Pronto! Do síndrome de "Peter Pan" cairiamos na conversa maliciosa, inteligente e divertida.... 

 

 

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Olá, sou nova por aqui. Isto é giro!!! Olá!!! Hãaaa, Olá!!! Está aí alguém? Miau?! Talvez se clicar deste lado. Tac Tac Tac...Olá!!! Aiiii, depressa. Tenho de desligar. Onde é que é? Vem aí o gato mal disposto e não posso falar mais. Adeus, gostei de falar um pouco (desliga).

Rsrsrsrsfufufufufufufufuuuuu. Desanda daqui, Pororoca! Já não há respeito nenhum! Quem te disse que podias usar este computador? Mau, miau!!! Chispa daqui!!! Esta gata está louca. Não se pode dar confiança. A mexer nas coisas da minha dona?! Bem, vamos ao que interessa verdadeiramente. Esta semana, passou muito rapidamente. Os humanos têm andado com muito trabalho e não tem parado nem para acender a lareira. Gosto tanto de estar deitadinho no sofá e olhar para o fogo. E só com a sua companhia sinto aquela paz caseira e leve. Por outro lado, eu não quero partilhar um momento desses com a intrometida da gaiata... Acho até que as línguas-de-gato não serão as mesmas! Há sempre uma presença (lá está ela, rsrsrsrsfufu) e fico nervoso e mal disposto! Não consigo dormir, sem ser com um olho aberto e outro fechado. Mas a minha cama, o meu prato e o cantinho no sofá são o meu território! Sem dúvida que tenho de ensinar as regras da casa e é uma pena eu não poder fazer um chichizito (já tentei mas a dona ficou muito aborrecida). É que não estou para ter surpresas tipo ovos kinder que aparecem não se sabe de onde e, embora com brindes, não arrisco a que me saia a fava. Oh, não!  Para cair em erro, como aquela senhora que rezava à estátua do senhor dos aneis julgando tratar-se de Santo António, teria que ser um santo gato. É, não gosto nada nem surpresas nem enganos, mau miau!

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Tenho 70 anos, em anos de gato, e começo o ano de 2017 a desesperar com a nova habitante cá de casa. A dona nada faz, nada diz e eu é que tenho de dar o exemplo?! A gaiata Pipoca é de uma infantilidade brutal, mas todos gostam do seu ar fofinho. Ela entrou em alta no ano 2017 e eu não! Fujo? Não fujo? Estou aqui a delinear uma estratégia e a melhor forma de me evadir quando a porta for aberta. Ainda me lembro que, na véspera de Ano Novo, a Pipoca fez cocó na sala! Zangaram-se (a meu ver, muito pouco) e ela ficou na varanda. Estava prestes a celebrar a minha vitória com um miau especial, quando começaram a falar em formação latrinária. Bem, isso não é tudo. Foram mais longe. Demasiado. Porque vão colocar a gaiata na minha salinha?! Parece que irá aprender comigo (rsrsrsrsrsfufufufu).Humpf, não concordo nada. É que isto da literatura em tenra idade tem de ser gradual. O poucochinho crescimento inteletual da gaiata Pipoca é apenas equiparado ao comentário do PM: nem faz nem aumenta um poucochinho?! Raios e coriscos, o meu país é um cubículo sanitário partilhado?!

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Tenho andado desaparecido e não sei se não vou fugir de vez. A minha vida está um caos! ... oh, rsrsrsrsrsfufufufufufu...Lá está ela, a Pipoca!!! É uma convencida de primeira, pensa que é gira e faz ares de rainha. Não aguento mais!!!! Só me faltava esta agora. Rsrsrsrs.

Na realidade, tudo começou há uns dias atrás. Estava eu a lamber a minha patinha direita, sossegadinho, e ouvi um cochichar. Aos poucos foi-se tornando percetível e percebi que estavam a preparar uma surpresa. Qualquer coisa sobre promessas e de visitar um site.Fiquei atento, mas os meus ouvidos não captaram mais nada. O que me deixou bem curioso foi saber que existem promessas online para quem está farto das mesmas prendas de sempre. È um bocadinho caro, mas se pensarmos bem compensa. É um bocadinho estranho, mas se refletirmos bem não há concorrência desleal com o peregrino pagador de promessas. São coisas diferentes, estranhas, muito estranhas.Este ano está a terminar e foi o ano em que pairou um clima de que algo se está a passar. Não sei miar isto muito bem. Os humanos também são dificeis de entender! Porque afinal nunca estão satisfeitos? Há sempre algo para nos entristecer, é verdade. Ontem, o George Michael teve o seu last christmas, e hoje todos falam nisso.É mais uma estrela no céu! (literalmente). Ups, lá vem ela. Acho que me imita e que me anda a seguir...rsrsrsrsfufufufu (tradução: estou a mandá-la embora e nada!). Já não há privacidade. Já não tenho o sofá só para mim! Vocês acreditam que ela saiu de uma prenda de Natal? Que rica prenda! Eu ali à espera da minha prendinha habitual, um patê de primeira, e eis senão quando abrem a PRENDA quadrada, com papel vermelho benfica, e com um laço gigante... e vejo uma orelha. Os miúdos humanos aos gritos e "pego eu", "não, é meu", "meninos falem baixo, olhem os vizinhos", e "que fofuxo", "que macio". Caos, caos, caos!.Só respondi:"Rsrsrsrsrsrsfufufufu". Ela, - descobri que é do género feminino porque os humanos o disseram- pestanejou aqueles olhos azuis e fez "miau, miau...". Que infantil, é quase um bebé. Eu comi o meu paté contrariado e resolvi sair daquela cena. Mais tarde, soube que o nome é Pipoca, rssss, nome, isto não é nome que se dê a um animal. Ainda por cima não combina com o meu nome. Ah, mas isso é outra história. Agora vou refugiar-me debaixo da cama e só aparecerei de novo na próxima segunda. O Natal foi uma desgraça...rsrsrsrsrsfufufufufu...

 

 

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Vocês já ouviram a expressão de que “Gatos quietos possuem mentes barulhentas”? Ah, não? Pois, são os humanos e não os gatos, dizem, mas eu acho que também se aplica. Eu, por mim falo, na minha língua miada e ronronada, sou um gato que passo o dia quietinho e estou sempre a pensar sobre isto, aquilo, a comida, o barulho, a luz, se devoatacar o peixe que está em cima da mesa, se devo investigar melhor a árvore de Natal, ou até se devo meter conversa com as pessoas da televisão; enfim, estou sempre, sempre com ideias, algumas boas, outras nem queiram saber. Mas informo (para quem queira ler isto) que qualquer miadela não transmite a minha sabedoria, o que é pena, pois seria importante estabelecer uma comunicação mais eficaz com os humanos.
Portanto,estou aqui a pensar, neste exato momento, porque raio a minha dona se lembrou de me tosquiar o pêlo em novembro?! Está frio e a chover e eu ando pela casa (por sinal quentinha) com o aspeto de um leão enjaulado! Não, não estou a ser exagerado. Sou um gato persa e o humano da bata deixou apenas o pêlo na cabeça e no rabo. Humpf, ainda, por cima sedaram-me para não o arranhar! Não estou para isto, e estou quietinho, porque penso, porque estou triste, eporque, porque, tenho frio…Tenham dó do miau, e se me entendem saberiam que estou a miar por isto! Ok, não vou miar mais! Vou experimentar enviar pensamentos..............................................................................................................................................................Nada???
Humpf, percebo bem o que sente Stephen Hawking, pois, tal como ele, estou preso ao meu corpo.Ah, é isso! Lembrei-me agora que a frase inicial é dele. E se eu pedisse o sintetizador de voz para experimentar? Well, not so fast?! Pois, ele está internado em Roma para a realização de exames e não é o momento próprio para lhe pedir o quer que seja. Portanto, o Hawking foi lá avisar que os asteróides pesados, existentes no espaço, são uma perigosa ameaça e, depois, obrigaram-no a fazer exames médicos! Éuma conclusão lógica, porém, não é uma hipótese verdadeira, porque sou eu que estou aqui a pensar, lembram-se?
Outra coisa que me despertou a atenção. Em 1949, George Orwell alertava (mais um alerta) para os perigos de um mundo onde os cidadãos estão sob vigilância constante, e, na semana passada, no Reino Unido, foi aprovada uma lei que põe em risco a privacidade dos cidadãos (só não é necessário fazê-lo de forma secreta).
Resumindo e baralhando, estes dois alertas passam mais ou menos despercebidos (exceto para este gato, claro) e fiquei com a impressão que os humanos só conhecem a Teoria de Nada. Estarei eu a exagerar, a alertar ou a miar?



 

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Fala-se muito do Natal, desde as decorações às prendas, as quais, por sinal, já se encontram debaixo da árvore de Natal. Os miúdos andam eufóricos a tentar adivinhar o que está dentro de cada embrulho colorido. É uma festa de cor muito bonita para os meus olhos felinos,porém, há sempre um porém ou um mas em cada conversa, esquecem-se sempre de embrulhar uma prenda para mim! Ok. Eu sou um gato. Ok. Às vezes, porto-me mal.No entanto, o espírito do Natal dos gatos disse-me que isso não importa nada, desde que eu ensine a família. E aprender é isso: ensinar a viver, apesar dos contratempos, das adversidades, da falta de dinheiro, ou do familiar, amigo ou vizinho que não gostamos. E também saber perdoar o gato que roí o cabo do computador, afia as unhas no cortinado, na cadeira ou no sofá..O que é que eu estou para aqui a dizer? Estou velhote e já não faço nada disto! 
A quem estivera ler, aconselho a que não percam a esperança nem o espírito do Natal. Enão digo isto para parecer bem na fotografia, digo com a convicção de quem não quero conhecer NUNCA o Krampus! Ele é tão feio e tão, tão mau! No dia em que assisti ao filme dele, estávamos, eu e os humanos, todos juntos no mesmo sofá,quentinhos e aconchegadinhos, mas eu passei o tempo todo aterrorizado. O Krampus, que é o oposto do São Nicolau ou do Pai Natal, é uma criatura semelhante a um demónio, com chifres e pés de Cabra, e ele pune as crianças que são más. Trata-se de uma lenda. Fiquei muito confuso, uma vez que li aqui que fizeram um estudo (brilhante!), no qual concluíram que acreditar no Pai Natal é prejudicial para as crianças, porque quando as crianças descobrem que não é real, deixam deacreditar no que lhe dizem. A lógica é: dizer a verdade, dizer que não existe o Pai Natal e depois? Mais uma vez um estudo incompleto, porque não analisaram a hipótese de que as crianças gostam da magia do Natal e dizer a verdade é não alimentar a esperança, esse sentimento tão importante para a vida dos humanos! E se revelarmos apenas o Lado Negro do Natal, ficamos muito tristes, como quandos abemos que é gasto o valor de 700 mil euros em iluminações só na cidade de Lisboa e que esse dinheiro daria para comprar muita comida para os humanos e para os animais abandonados nos canis, por esse país fora. O Lado Negro do Natal anda aí. Avisem-me se virem o Krampus. Estou escondido debaixo do sofá, mas não lhe digam nada!

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Mais uma festa e mais uma confusão aqui em casa. É S. Martinho e este dia é comemorado a comer! Que novidade! Eu só vejo os meus donos à mesa a comer e eu faço olhinhos, e ponho uma pata, como quem diz “dá”, mas eles continuam a ignorar-me. Hum. Talvez se demonstrar que estou feliz e a rir-me?! Experimento, então, ronronar. Nada.Aquelas coisas castanhas venceram o gato. Julgam elas! Os gatos são adorados como deuses há milhares de anos e não é agora que me vão destruir o meu reinado.Então, adopto outra postura, passo ao ataque, e, aí, saio eu disparado, pulo numa cadeira e aterro em cima das coisas, ou seja, das castanhas... Ai, estavam tão quentes. Foi uma aflição. A minha dona gritou e socorreu-me. Depois disse que eu era um gato maroto e muito desastrado, e que me podia ter magoado. 
À conclusão da história, tive o meu minuto de fama. Mas logo, logo, estavam a beber e a rir. Eu não achei piada. Aprendam, os gatos riem quando ronronam e, como temos sete vidas, ronronamos muito. Será que ninguém nos ouve com atenção? Senhores investigadores, bem que poderiam fazer um estudo sobre isto, mas não! Fazem sempre os mesmos estudos. Num novo estudo, vieram tentar demonstrar que, quando os humanos estão com certas pessoas, a cada dez minutos de conversa, riem-se sete vezes. Que rica conversa. Sete vezes? Ah, e ainda que emitem uma série de sons estranhos sem que haja um movimento real da língua, maxilar, palato ou lábios, dado que toda a ação ocorre na caixa torácica. Ora, aí está uma novidade.Os humanos, quando riem, emitem os sons mais próximos dos sons entre animais. Parece mais uma teoria da Comédia de Erros (e não, não é de Shakespeare). Aliás, até gostaria de saber a que soaria o riso deles quando, por exemplo, pagam a contribuição audiovisual para a RTP, no contador da electricidade, incluindo os serviços municipais como os semáforos, os candeeiros públicos, os sistemas de rega dos jardins e os cemitérios. Hum. Se calhar não estudaram a outra espécie de riso,aquela do riso amarelo, em que há um ligeiro descer de lábios e em que se mostra um pouco os dentes? Pois, senhores investigadores, devo dizer que o vosso estudo está incompleto. Ernest Hemingway dizia que “Um gato tem honestidade emocional absoluta: os seres humanos, por uma razão ou outra, podem esconder os sentimentos, mas o gato não”. Para quando esse estudo, afinal?  Fica a dica: 
           
 

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