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Neste momento estou a visualizar o tradicional revirar de olhos quando penso nas colegas assim que contasse isto no trabalho. São ideias que surgem do nada. Palermices. Bagatelas. Historietas. Um ror de disparates pegados. Mas são apenas ideias. Porque é que dizem que temos liberdade de expressão e afinal não podemos falar de tudo? Porquê? Quantas vezes terei de ouvir: «Oh, edite, lá estás com as tuas teorias?». Se tiverem um pouco de paciência comigo poderão entender a conclusão óbvia desta semana, pode ser?

 

As aulas de zumba divertem-me. O exercício é extenuante, mas o ritmo das músicas puxa por mim e nem me apercebo do esforço que faço durante cerca de 50 minutos de aula. Muitas dessas músicas eram, para mim, desconhecidas, só que aos poucos foram ficando no ouvido. Algumas são bastante atrevidas e sexys, a julgar pelo menear de ancas (não só mas também) das raparigas que ficam na minha frente. As letras, então, são bastantes escandalosas e provocadoras. É aqui que sinto que pertenço ao século passado, só que, depois de me debruçar sobre esta perspetiva desanimadora (relativa à minha idade), concluo que a humanidade não mudou tanto assim.

 

Madame Bovary, diz-vos alguma coisa? Não?

O romance foi publicado em outubro de 1856 e conta a história de Emma, uma mulher sonhadora pequeno-burguesa, criada no campo, que aprendeu a ver a vida através da literatura sentimental. Bonita e requintada para os padrões provincianos, casa-se com Charles, um médico viúvo.

Gustave Flaubert foi absolvido da acusação contra seu livro Madame Bovary, considerado imoral pelas autoridades francesas, uma vez que o romance aborda o adultério.

 

Quando ouvi o «Faz gostoso» da Blaya estabeleci uma ligação a Madame Bovary . Qual é, perguntam vocês?

 

É um escândalo dançável tal como Madame Bovary foi um escândalo na literatura [já estão a revirar os olhos, não estão?]

 

E o pior que ele é safado e ainda por cima é carinhoso
Ele faz tão gostoso, ele faz tão gostoso
Por isso que ele não se casa, e na minha casa é perigoso
Porque ele faz tão gostoso
Ele faz tão gostoso
Ele sabe que eu sou casada e até amo meu esposo
Mas ele faz tão gostoso, ele faz tão gostoso

 

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Opinião: Terra de Neve é daqueles livros em que olhamos para a capa e achamos que não é nada apelativa (a capa da fotografia é bem melhor do que a edição que li da Biblioteca Sábado). Depois o tema - sobre gueixas, tradições e paisagens do Japão - não incentiva. Eu, contra mim falo, não me apetecia nada ler este livro, mas tive de o fazer. Em janeiro, deste ano, escolhi-o por ser pequeno e para cumpir o tema de ler um livro escrito por um autor asiático para o clube de leitura conversas livrásticas. Náo sei se sabem, mas Terra de Neve é muito conhecido porque o escritor ganhou o prémio Nobel em 1968. 

 

Quando comecei a ler o primeiro capítulo, fiquei admirada com a capacidade descritiva do autor. A forma como descreve o simples reflexo de uma mulher no vidro da carruagem do comboio é sublime. Uma coisa que julgamos banal transforma-se. Somos nós que estamos ali e conseguimos ver a imagem de uma mulher jovem, bonita e misteriosa. Nesta passagem senti que estava lá, tal a quantidade de detalhes que vão sendo dados para descrever as personagens.

 

O nosso Eça de Queirós fazia descrições minuciosas dos objetos e dos lugares, mas as descrições de Kawabata resultam, a meu ver, melhor, criando um ar de mistério e de reflexão. No entanto, em termos de desenvolvimento da história e dos personagens o nosso Eça vence sem margem de dúvida. 

 

Terra de Neve é a história de Shimamura, um homem de Tóquio, casado, que conhece a geisha Komako numa viagem ao interior norte Japonês. Ano após ano, durante três anos, visita a região da montanha para descansar nas termas e encontrar-se com Komako. A relação deles é de suposta amizade. Cada um está preso ao seu papel. Cada um possui sentimentos e expetativas diferentes.

 

Terra de Neve é uma leitura difícil, dizem, mas o que me desencantou foi o facto de Yoko (a jovem do reflexo no comboio) não ter um outro desenvolvimento. Esperei mais. 

 

 Classificação:

Livros em Gifs e Png (38) (1).gif

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| Introdução |

 

Os blogs FLAMES, O Livro Pensamento, Livros de Vidro, Insustentável Leveza, Na Samarra e Lendo & Ilustrando associaram-se este ano aos 7 Dias com os Media 2018, promovido pelo GILM – Grupo Informal sobre Literacia para os Media, um grupo que junta instituições como a Comissão Nacional da UNESCO, o Plano Nacional de Leitura 2027 e a Rede de Bibliotecas Escolares, entre outras.

Hoje em dia, há cada vez mais blogues e a sua importância é cada vez maior. Isso leva-nos a refletir até que ponto os blogs influenciam a nossa leitura. A internet faz o conhecimento chegar mais depressa a mais pessoas. O que isso nos muda? Será melhor a partilha virtual de opiniões ou a participação em clubes de leitura?

Para responder a estas perguntas criámos um pequeno inquérito, porque a opinião dos leitores é importante.

 

| Método |

 

Foi criado um pequeno inquérito que foi partilhado nas redes sociais. A amostra foi recolhida por bola de neve.

 

| Resultado |

 

A amostra foi constituída por 58 sujeitos (84.7% do sexo feminino e 15.3% do sexo masculino). A média de idades foi de 37.61 (DP = 11.49; min 19-70 máx). Relativamente à participação num clube de leitura, a maioria não participa, como se pode constatar no gráfico seguinte:

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Figura 1 - Participação num clube de leitura

 

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Figura 2 - Percentagem de respondentes com blogue 

 

  A maioria dos respondentes tinha um blog de leitura.

 

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 Figura 3 - Percentagem de tipos de blogs

 

A maioria da amostra (58.6%) acha que as pessoas que participam num clube de leitura leem mais, e que ter um blog pode ajudar a escrever melhor (84.5%).

As escolhas de leitura da amostra são influenciadas maioritariamente por um blogue e clube de leitura (31%), ou um blogue (27.6%).

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Figura 4 - As tuas escolhas são influenciadas pelas escolhas de...

 

Uma grande parte da amostra segue blogs, mas só às vezes partilha conteúdos nas redes sociais.

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 Figura 5- Costumas seguir blogs ...

 

 

| Conclusão |

 

Feita a análise dos gráficos antecedentes conseguimos extrair algumas conclusões face à relação entre os os blogs, os clubes de leitura e os leitores.

Num mundo cada vez mais digital assistimos à importância cada vez maior que assumem os media, principalmente dos media que surgem na internet. Dentro destes surgem também os blogs literários que, como vimos, influenciam em grande medida as escolhas dos leitores comuns. Cada vez mais os leitores, ou alguém que queira esporadicamente ler um livro, deixa de comprar por impulso procurando no imediato, até dentro de uma livraria, pela opinião online de blogues sobre determinado título.

Para incentivar a leitura todos os meios são válidos e os blogs literários são as cobaias no que toca à divulgação de novidades e leitura de livros. Muitos são os leitores que antes de se lançarem de cabeça na compra de um livro, aguardam pelas opiniões no mundo digital e dos media. Outros preferem os clubes de leitura por permitirem um contacto pessoal e próximo, bem como a partilha de opiniões e temas interessantes.

Se os blogs literários permitem difundir opiniões mais rapidamente e são facilmente acessíveis, os clubes de leitura permitem um debate in loco, frente a frente, aliciante, permitindo ainda trocas de opiniões sobre o mesmo livro ou livros diferentes que suscitam a curiosidade.

Da amostragem apresentada, revela-se que ainda há alguma relutância em participar em clubes de leitura, mas que metade dos leitores possui blogs. No entanto, a maioria considera que participar num clube de leitura se traduz num maior número de “leituras”, o que não terá necessariamente de corresponder à verdade. À luz desse raciocínio podemos retirar a ilação (algo preocupante) de que o fator dissuasor para a participação de mais leitores nestes clubes surge da ideia de que terão de ler muito mais do que o seu desejo ou a sua disponibilidade.

Outra conclusão que se retira é a de que a maioria dos participantes seguem blogs, mesmo que não partilhem os seus conteúdos.

Assim, com este projeto, podemos concluir que os media têm assumido cada vez mais importância no mundo da literatura, num país que ao longo dos anos se tem mostrado envergonhado no que concerne aos hábitos saudáveis de leitura. Os media, mais concretamente os blogs literários, enquanto veículos de comunicação digital, têm vindo a desbravar caminho e a estimular hábitos de leitura e até na própria escrita.

Cada vez mais se alcançam e conquistam mais pessoas e mais leitores, o que demonstra a sua importância para a literacia na sociedade contemporânea.

 

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Blogs associados:

 

FLAMESmr (http://flamesmr.blogspot.pt/),

Insustentável Leveza 2 (https://sabine77.wordpress.com),

O Livro Pensamento (https://olivropensamento.blogs.sapo.pt/),

Lendo & ilustrando (https://marianafloresilustra.wordpress.com),

Livros de Vidro (https://livrosdevidro.wixsite.com/livrosdevidro),    

Na Samarra (http://nasamarra.blogspot.pt/).

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Os meus post´s têm andado a uma velocidade bipolar. Acho que andam à boleia num comboio que para em quase todas as estações. Mas a esta velocidade de quero-tanto-quero-tanto trava no apeadeiro, sinto que recusa-se a seguir caminho. Já as leituras estão bem encaminhadas e alheias a tudo isto. 

Esta é apenas uma forma de explicar as coisas, claro, e de vos colocar a par de algumas leituras que fui fazendo.

Portanto, durante os meses de Janeiro, fevereiro e março li 12 livros e em abril e maio li 17 livros (não estão todos na foto), ou seja, li muito mais em dois meses do que nos três meses anteriores. E vocês, o que têm lido? 

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 Lista de livros lidos desde o mês de janeiro até ao mês maio:

1-O Perfume da Savana - Ludgero Santos

2-O Tigre Branco - Aravind Adiga

3-Terra de Neve-Yasunari Kawabata

4-A encomendação das almas -João Aguiar

5-Kyoto -Yasunari Kawabata

6-Cemitéro de Elefantes-Dalton Trevisan

7-A morte de Ivan Ilitch-Lev Tolstoi

8-Os livros do final da tua vida-Will Schwalbe

9-A Paixão de Jane Eyre - Charlote Brontë

10-Pecados Santos-Nuno Nemupoceno

11-A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata-Mary Shaffer

12-A História de uma Serva-Margaret Atwood

13-Um Homem Chamado Ove - Frederik Bakman

14-A vida secreta das abelhas-Sue Monk Kidd

15-Código D´Avintes-vários autores

16-Maresia e Fortuna - Andreia Ferreira

17-O Alienista-Machado de Assis

18-Vasto Mar de Sargaços-Jonh Rys

19-Quero-te Morta-Peter James

20-O exército perdido-Paul Sussman

21-A livraria Noite e Dia do Senhor Penumbra-Robin Sloan

22-Frankenstein-Mary Shelley

23-Arroz de Palma-Francisco Azevedo

24-A avó pede desculpa- Frederik Bakman

25-Uma mulher não chora-Rita Ferro

26-Um Castigo Exemplar-Júlia Pinheiro

27-Tim- Collen Mccullough

28-À espera no centeio - J.D Salinger

29-Cartas de amor aos mortos-Ava Dellaira

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Post´s zero

04.06.18

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Este tema vem a propósito do último livro que acabei de ler. É um tema que dá para refletir e poderia abordar aqui vários assuntos, no entanto, resolvi particulizar um pouco quando fiz esta pergunta: Não teremos todos um Frankenstein nas nossas vidas? Um monstro que se vinga e nos persegue? Intuitivamente respondo que sim. Eu chamo-lhe realidade consubstanciado num constante Sentir. Pensar. Viver. É quase como o bater ritmado do coração, que funciona perfeitamente e que, ao mesmo tempo, passa despercebido. Sentir. Pensar. Viver. E um dia quem sabe nos assombre e consuma de medos quando tomamos consciência da dimensão que implica esse esforço diário. Mas  o meu FranKenstein é diferente, é algo que nasceu comigo. Ele alimenta-se de pensamentos. Tal como no livro, ele é gigante, por vezes feio, e considera-se uma criação aberrante da natureza. Tem vida própria, acreditem. Eu cá experimentei correr com ele, persegui-lo com pensamentos de beleza e até com produtos químicos da farmácia, mas o mais saudável é abrir um livro e começar a ler. 

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Hoje é sexta e aproxima-se o fim-de-semana. Tempo para uma pausa necessária. Altura para descontrair, planear uma saída ou fazer umas compras para o resto da semana.

Desta vez não vou escrever muito, porque já partilhei convosco a aventura vivida nas palavras d´ Flores, de Afonso Cruz

Espero que gostem da sugestão e que comentem. Podem usar e abusar das palavras. Elas enriqueçem-me a memória.

 

Bom fim-de-semana e boas leituras!

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Sinopseaqui.

Opinião: A narrativa é feita por Balram. Ele conta a história da sua vida («A autobiografia dum Indiano Mal Amanhado»). Neste tom irónico e crítico, Balram descreve o seu país, a Índia, e conta que antes de se chamar Balram era Munna. No entanto, Munna significa apenas rapaz, ou seja, quando nasceu os pais não lhe deram um nome. 

Mas afinal que espécie de lugar é aquele em que os pais se esquecem de dar o nome aos filhos?

 

É só na escola que o professor o "batiza" de Balram e eu achei isto táo triste que senti uma enorme compaixão pelo personagem, mas aviso já: não se iludam. 

«O Tigre Branco» contem sete cartas escritas por Balram ao primeiro-ministro Chinês, que visitará a Índia, onde conta a sua história e faz uma crítica social algo arrojada. 

 

A propósito senhor primeiro-ministro: já reparou que os quatro maiores poetas do mundo são todos muçulmanos? E que, apesar disto, todos os muçulmanos com que nos cruzamos são ou analfabetos, ou andam tapados dos pés à cabeça com burcas pretas, ou à procura de prédios para explodir? É um enigma, não lhe parece? Se algum dia conseguir perceber esta gente, então mande-me um e-mail.

 

Nesta sátira, temos: pobreza, ambição, ganância, corrupção, crime, cenas ["nojentas"], desigualdade social e injustiça q.b.. Porém, aquele sentimento de pena que Balram inspira, ao início, vai-se dissipando à medida que a história se desenrola. A própria narrativa começa por ser leve e divertida mas descreve uma realidade "quase medieval", que é o sistema de castas. Vindo do lado pobre, escuro e sujo, Balram quer subir na vida, mas a sua casta, Halwai, tem de vender doces (Cada casta tem um nome que se relaciona com uma profissão) e Balram não quer essa profissão de "pobre" e sim ter uma bela farda e ser motorista (No fundo, quer passar para o lado da luz e da riqueza).

Gostei deste livro porque acho que é uma história que dá para refletir sobre a realidade na Índia e conhecer um pouco mais desse país. 

Gostei ainda porque o livro é pequeno, lê-se rapidamente e não é nada maçudo.

Mas o que mais gostei foi da construção e caraterização psicológica do personagem Balram (Brutal!).

Espero ler mais deste autor.

 

 

 

 

 

Classificação: 5/5.

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No dia 1 de maio, recebi um convite do Blogs Portugal para o desafio 7 dias com os media 2018 que consiste num desafio para que diferentes pessoas desenvolvam os seus projetos e iniciativas relacionados com os media.

Os bloggers podem participar (e quem quiser ainda pode fazê-lo), bastando fazer o registo na plataforma digital www.7diascomosmedia.pt com uma proposta ou uma ideia para um post.

Nós (eu, a Fátima, a Mariana, a Helena, a Roberta  e a Vanessa), na última reunião do Clube de Leitura Conversas Livrásticas, resolvemos aceitar este desafio, uma vez que seria muito interessante descobrir o que pensam a respeito do impacto que os blogs e os clubes de leitura têm para a literacia. 

Cada vez mais  se fala nos media, bem como na importância dos bloggers na partilha e promoção do conhecimento. Para comprovar  esta realidade precisavamos de algo que permitisse recolher a vossa opinião e, nessa senda, elaboramos um inquérito. 

 

A resposta é anónima, a vossa colaboração preciosíssima e o nosso prémio são as vossa respostas.

 

Vá lá, participem e deixem a vossa opinião!

 

 

 

 

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Para este fim-de-semana recomendo que relaxem e que aproveitem para viajar para Guernsey, uma ilha perto de França (era bom, não era?). Então, convido todos os leitores a visitar um local que, aquando da minha visita [literária], me pareceu familiar. Talvez seja apenas um sentimento, uma vontade de conhecer as pessoas ou um desejo de participar nas conversa sobre os livros. Seja o que for, é envolvente e diferente.

Sabiam que na segunda Guerra Mundial as tropas alemães ocuparam Guernsey? E que estes exigiam que os habitantes lhe fornecessem toda a comida? E que é por causa de um jantar de porco que surgiu a Sociedade Literária da Tarte de Casca Batata?

Podem ficar a saber as respostas se lerem o livro, claro. Os leitores que têm paixão por livros vão de certeza ficar com a "pulga atrás da orelha". Olhem, eu fiquei. O título despertou-me a atenção. Mais. Fui à biblioteca e durante a leitura as pessoas pareceram-me reais. Depois, cheguei a desejar receber uma cartinha igual. Só uma! (bem posso sonhar). E resumindo a história, gostei tanto que já adquiri o livro.

Para vos aguçar mais a curiosidade, e a propósito da familía Brontë, deixo-vos um excerto de uma das cartas cujo sentido de humor considero delicioso:

 

"Cara Miss Ashton

Oh, meu Deus. A Juliet escreveu um livro sobre a Anne Brontë, irmã de Charlotte e da Emily. A Amelie Maugery diz que mo vai emprestar, porque ela sabe que tenho uma predilecção pelas irmãs Brontë - coitadinhas. Só de pensar que as cinco tinham pulmões tão fraquinhos e morreram tão novas! Que tristeza.

O pai delas era um homem muito egoísta, não acha? Não se preocupava nem um pouco com as filhas - sempre sentado no escritório, a gritar que lhe levassem o xaile. Nunca se levantou para se servir sozinho, pois não? Limitava-se a ficar ali no escritório, isolado, enquanto as filhas caiam para o lado que nem moscas.

E o irmão, o Branwell, também não era lá grande coisa. Sempre a beber e a vomitar nos tapetes. Elas tinham de andar a limpar o que ele sujava. Era um rico trabalho para as senhoras Autoras!

Acredito piamente que com dois homens daqueles em casa e sem grandes possibilidades de conhecerem outros homens, a Emily só podia inventar o Heathcliff! E que excelente trabalho ela fez. Os homens são mais interessantes nos livros do que na vida real (...)".

 

Este livro, que está no Plano Nacional de Leitura, é um livro que todos devem ler.

Eu já li e vocês?

 

Bom fim-de-semana e boas leituras.

 

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 *Livro lido sem opinião escrita (ainda) aqui no blog

 

 

 

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Sinopse: Aqui:

 

Opinião: Depois de ler "Quando o Cuco Chama", fiquei curiosa para ler os dois livros seguintes. Infelizmente, na minha Biblioteca, apenas tinham o segundo livro, "O Bicho-da-Seda",  e não me souberam dizer quando vão adquirir o terceiro. 

Li o "Bicho-da-Seda" há vários meses atrás, pelo que resolvi escrever aqui o quanto antes. Lembro-me que a leitura foi compulsiva, dado o entusiamo com que fiquei depois de ler o primeiro. Depois ainda tenho presente que as expetativas eram elevadas.

Cormoran Strike e Robin Ellacott voltaram a preencher os meus serões com uma história de um desaparecimento de um escritor chamado Quine. Quine tinha escrito o romance "Bombyx Mori"(o bicho da seda em latim), que contem informações nada abonatórias de pessoas que lhe são próximas, desde escritores a editores. Quando Quine surge brutalmente assassinado, tudo aponta que os suspeitos serão os que se sentiram "ofendidos" com o livro. E Quine não tem amigos.

Não gostei tanto deste livro como do anterior, uma vez que Cormoram continua a lamentar-se da sua vida, da sua perna e a mencionar o sofrimento. Já a personagem Robin tem um maior destaque, porém, algumas partes do livro tornaram-se um pouco irritantes. Acho que isso aconteceu quando ficamos sem saber se Robin vai ou não terminar o relacionamento com o noivo. Afinal, Robin poderia ser mais decidida e determinada, ou não? Sinceramente, para uma "quase detetive" fugir à verdade (ou ao noivo) não me pareceu uma atitude correta.

Outra coisa que me maçou foi a referência constante ao "Bombyx Mori", que no fundo foi um mau livro. Quine não era bom escritor. Percebo que se fale nele por ser o último romance escrito por Quine, mas não entendo a tão elevada relevência que lhe é dada. Se calhar deveria ter percebido... mas "Bombyx Mori" não me impressionou. 

Por último, há um pormenor que me deixa com "urticária" e que se relaciona com a subtileza com a escritora induz a ideia de um possível romance entre Robin e Cormoram. Funciona nas séries televisivas, mas aqui, please, don´t! 

Estes foram os motivos para não gostar tanto deste livro, mas a escrita é ótima e o final é surpreendente.

Será que vou ler o próximo?

 

Classificação: 4/5

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Um dia destes, enquanto tomava café, um casal de idosos conversava na mesa ao lado. Como não podia evitar, acabei por ouvir o que discutiam:

 

Senhora: Olha, diz aqui no jornal que para manter a pele jovem basta embeber em chá verde...

Senhor: O quê?!

Senhora: Sim, aqui dizem que basta usar compressas embebidas em chá verde na pele para esta ficar mais jovem..

Senhor: Opá.... Opá, isso... é, isso é Natural!

 

Esta última parte foi dita a gritar, pelo que presumo que o Senhor fosse meio surdo.

No primeiro dia de maio, lembrei-me desta conversa e a propósito dela retirei uma conclusão óbvia: comprar livros com 50 % desconto, opá, isso...é, isso é Natural!

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Quem me nomeou foi a CM do blog bestialmente conhecido (obrigada, CM, beijinhos) e resolvi agarrar esta  oportunidade de forma a dar a conhecer melhor o sol que ilumina esta blogger. Agora a sério, depois de pesquisar, constatei que o objetivo deste "prémio" é aproximar e dar a conhecer bloggers, o que acho muitíssimo bem. 

 

 

 

Regras do Sunshine Blogger Award:

* Agradecer à Blogger que te nomeou; 

* Responder às 11 perguntas que te foram dadas;

* Nomear 11 bloggers e fazer-lhes 11 perguntas;

* Colocar as regras e incluir o logótipo do prémio no post. 

 

 

Aqui vão as minhas respostas à CM do blog bestialmente conhecido: 

 

1. O teu blog é hoje o que pensavas que seria quando o criaste?

Gosto imenso de falar de livros e de acicatar os ânimos com ideias sobre as quais ninguém pensa muito. Ora, isto no local de trabalho originava verdadeiros debates e discussões em torno das leituras ou de temas que iam surgindo no dia-a-dia e um constante revirar de olhos acompanhado da frase habitual "oh, Edite, lá estás tu com as tuas teorias!" Então, uma colega de trabalho sugeriu que criasse um blog para poder falar sobre o que bem entendesse. E assim nasceu o blog sobre livros e pensamentos, que acredito que seja o mesmo quando o criei, pois continuo a gostar de comentar sobre os livros que vou lendo e sobre as ideias que me vão surgindo, mas sobre o qual tenho a impressão que tem um longo caminho a percorrer.

 

2. Se pudesses mudar alguma coisa no teu espaço o que seria?

Não sei bem. Faço essa pergunta a mim própria de vez em quando. Acho que tem a ver com o meu sentido de autocrítica, o qual me faz procurar sempre coisas diferentes e não seguir os outros. No fundo, há que respeitar o meu espaço e se, numa determinada altura, acho que devo escrever mais sobre livros, então é o que faço.

 

3. O que é que num dia chato te consegue arrancar uma gargalhada?

Neste campo sou muito difícil, mais facilmente me fazem chorar do que rir. Dias chatos nem têm conto. Pensado bem, o que me faz rir  até chorar (lá está, até a rir acabo a chorar) são comentários inesperados, às vezes do filhote, outras de colegas, ou quando leio alguns blogs.

 

4. Se não existissem constrangimentos financeiros o que gostarias de fazer na vida?

Viajar. Ler. Não fazer mais nada. 

 

5. Reinventando uma pergunda cliché: praia com muita areia em todas as frestas do ser humano, ou campo com toda a bicheza que por lá existe?

Tanto gosto da praia como do campo, mas se me dessem a escolher entre praia sobrelotada de vários humanos e o campo com a bicheza habitual, escolheria esta última. Gosto de estar sossegada e sem muito barulho à minha volta.

 

6. Livros ou cinema? Porquê?

Mais uma pergunta para a qual tenho de dar resposta alternativa. Ultimamente gosto dos dois. Porquê. É que eu gosto de primeiro ler o livro e depois de ver o filme, porque assim percebo melhor os personagens e sei se o filme é fiel ao livro ou não. 

 

7. Se tivesses de escolher reencarnar entre um destes três animais qual seria e porquê? Uma galinha, um perú ou um porco? (e não, não há opções glamorosas)

Ahahah. Pois assim é difícil. O karma dá cabo de tudo.

Bem, opto pelo porco, porque poderia, eventualmente, ter a sorte de vir a ser um animal de estimação, fofinho, limpinho e bem alimentado. 

 

8. Qual a tarefa doméstica que mais detestas fazer? Porquê?

Passar a ferro. Odeio. Fico com imensas dores na coluna. 

 

9. Um episódio da tua infância que ainda hoje te faça rir.

Tenho vários, mas de repente só me vem à cabeça um episódio. Não é sobre a infância, já tinha 16 anos, mas não me esqueço da cara do Senhor do Círculo de Leitores.Então, foi assim. Nessa altura tinha a mania de espremer as borbulhas e pontinhos negros (e digo tinha a mania, porque sabia perfeitamente que era errado, mas não conseguia evitar). Para minorar os estragos, alguém me disse que deveria desinfetar com betadine e eu assim fiz. Eis senão quando, tocaram à campainha, esqueci-me completamente do estado em que me encontrava e fui abrir a porta...O Senhor do Círculo de Leitores olhou-me muito espantado e disse: Bom dia...ah,isso é...contagioso???

Coitado, tinha toda a razão. É que eu pintei cada bolhinha e parecia que estava com varicela. ahahahah.

 

10. Quão farto/farta estás das minhas perguntas?

 Estou a divertir-me imenso.

 

11. Gostavas que continuasse ou deste um suspiro por perceber que chegou ao fim? 

 Mais uma resposta alternativa. Se continuasses com perguntas embaraçosas acho que suspiraria sim.

 

 

 

Nomeio:

http://porqueeuposso.blogs.sapo.pt/

http://lavieenrose.pt/

http://alheiaatudooutalveznao.blogs.sapo.pt/

https://hollyreader.blogs.sapo.pt/

http://stoneartportugal.blogs.sapo.pt/

https://sayhellotomybooks.blogs.sapo.pt/

https://menteliteraria.blogs.sapo.pt/

http://barbarareviewsbooks.blogspot.pt/

http://heterodomestico.pt/

https://chicana.blogs.sapo.pt/

https://happynessiseverywhere.blogs.sapo.pt/

 

 

As minhas perguntas:

1. O que sentiste por teres sido nomeado(a)?

2. Se com esta nomeação recebesses um prémio, qual seria? Porquê?

3. Qual foi a situação mais hilariante que presenciaste?

4. Qual é o assunto que mais te irrita hoje em dia? Porquê?

5. O teu blog é o teu refúgio ou o teu vício?

6. O que te levou a criar o blog?

7. Que livro estás a ler neste momento?

8. Qual é o teu livro preferido de sempre?

9. Como é que o blog influencia o teu dia?

10.O que achas que falta na blogosfera portuguesa?

11. Se ganhasses o euromilhões qual era a primeira coisa que farias?

 

 

Parabéns a todos os que nomeei e aguardo, cheia de curiosidade, as vossas respostas!

 

 

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Mais uma sugestão para o fim-de-semana. 

No Dia Mundial do Livro, a coolbooks ofereceu um ebook à escolha bastando aceder à página da Wook e fazer o dowload do livro que queriamos ler. Na altura, não tinha a menor ideia de qual livro escolher, mas li a sugestão de alguém no facebook e a sinopse, e depois a curiosidade fez o resto (já vos contei que sou muito curiosa?).

Foi o primeiro livro que li em ebook, o que nunca esperei vir a fazer, e tive um sentimento estranho, pois fez-me falta folhear o livro e colocá-lo na estante - o que para nós, livrólicos, é o nosso templo. Mas este meu handicap (não estar habituada à leitura em formato digital) vem a propósito de quê, perguntam vocês? Pois bem, o "Maresia e Fortuna" é um daqueles livros em que nos esquecemos completamente de nós. A história é viciante e aparentemente simples. Existem muitos segredos bem guardados. E quando esperamos que se resolvam os amores de Júlia, Vanessa, Bianca, Eduardo e Simão, ou quando pensamos que os entendemos, descobrimos que não sabemos nada (ainda)?! 

Afinal, o que é o verdadeiro amor? Uma das questões que vão surgindo assim como um certo "nervoso miudinho" que nos faz duvidar de tudo e de todos.

Eu acreditei no impossível e no final descobri que estava certa. O amor transforma. O amor baralha. O amor pode salvar ou deitar tudo a perder. O amor não é nada simples, sabiam?

Um thriller psicológico que gostei e que recomendo.

 

Bom fim-de-semana e boas leituras, em boa companhia.

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*Livro sem opinião escrita (ainda) aqui no blogue. 

 

 

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Sinopse: Num mundo rural em decomposição acelerada, minado pela poluição física e mental, pelos media e pelas arremetidas da "Aldeia Global", um homem de setenta anos e um adolescente aliam-se para construir um pequeno universo privado, fantástico, parado no tempo, onde vivem os velhos ritos e as superstições do passado.
Porém, esse universo, frágil e vulnerável, não poderá resistir durante muito tempo à sociedade hostil que o cerca. Então, é preciso encontrar uma saída...

Opinião: Neste pequeno livro, encontramos D. Gonçalo Nuno, um homem de idade, rico, dono de empresas, que se recusa a fazer a vontade aos filhos e ir para um lar, e o Zé da Pinta, um rapaz de 17 anos, considerado o "apoucadinho", o "tolo" ou o "idiota" da terra. Estes personagens encontram-se em Poais de Santa Cruz e aos poucos encontram um mundo especial, longe de supermercados e de reality shows, e, no fundo, vivem à parte num mundo que se distancia da realidade social, no qual há lobisomens, mouras encantadas, almas do outro mundo e Nuvens Seculares. 

Este autor foi uma estreia. Não tinha lido nada nem conhecia o escritor (e fiquei triste quando soube que morreu em 2010). Além de ser uma estreia, foi uma enorme surpresa. Gostei muito da escrita, da história, dos personagens e sobretudo do final, que foi brutal !!! (quem já leu sabe a que me refiro e ao empregar esta expressão com duplo sentido apenas quero dizer que gostei muito mesmo).

Agradeço à pessoa que enviou o livro, porque vale mesmo a pena ler.

 

Classificação: 4/5.

 

 

 

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Onde estavas no 25 de abril de 1974? Ouvimos esta pergunta todos os anos e tenho sempre vontade de responder: Eu, eu estava, com quase 99, 9% de certeza, a dormir no berço. É, portanto, uma pergunta para a qual a resposta óbvia não serve, dado que era uma cidadã de fraldas que comia e dormia (e não contribuiu em nada para a liberdade deste país). Sem pensar muito, acho que atualmente poucos se lembram de ter desfilado pelas ruas de Lisboa na euforia da Liberdade recentemente adquirida. Aqui em casa, apenas o meu marido participou nessa marcha, mas era pequeno. Lembra-se apenas do que lhe contaram. E lá foi no meio da multidão, às cavalitas do avô, com os deditos em V e a gritar «Fachistas».  

Na minha terrinha, ninguém presenciou nada, ainda não existiam televisões, nem estradas alcatroadas, nem eletricidade, já agora. Quarenta e quatro anos depois, poucos se lembram desse dia. Bem, tenho a certeza de que restam dois ou três que podem contar os tempos que viveram na guerra. Para esses fará sentido relembrar este dia. Para a nossa geração, ouvimos contar a história . Para os mais jovens, restam os livros.

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Não sei porquê há livros que demoro mais tempo a ler. Há outros que deixo ficar para o fim porque penso, precisamente, que vou levar uma eternidade para terminar. E depois tenho os que sei que não é pelo tamanho que me intimidam mas pela escrita. É por isso que ler é um desafio.

Na última reunião do Clube de Leitura Conversas Livrásticas, o tema sorteado foi (adivinhem)...livros que intimidam. Então, resolvi pegar da minha estante da vergonha [de livros não lidos] "O Jogo do Mundo", de Júlio Cortázar. E não podia ter ficado mais... desiludida. 

O livro tem duas formas de ser lido: a primeira termina no capítulo 56 e a segunda basta seguir as indicações que vão sendo dadas pelo autor. Optei por seguir por esta última e facilmente me aborreci, porque remete para capítulos que estão no fim e que me pareceram uma espécie de reflexões ou pedaços dispersos de histórias que, no fundo, não fazem falta nenhuma para a história principal. De seguida, fiz a leitura «normal», mas nem assim resultou. Não gostei. O romance de Maga e de Oliveira é estranho, os amigos estão para ali a beber, a discutir a música que hão-de ouvir e o Oliveira anda pelas ruas de Paris. Interesssante? Nã, desisti. É provável que a culpa seja minha, mas já não tenho idade para perder o meu tempo a insistir com uma leitura que não ata nem desata.

O que eu mais gostaria depois disto? Algo que me fizesse sentir melhor, claro. Estou assim entre triste e meio desorientada. Todos gostam menos eu? Será?

Vá lá, digam qualquer coisa.

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A recomendação para este fim-de-semana tem muito que se lhe diga. Hoje em dia, são cada vez mais as notícias de pessoas de idade que morrem sozinhas e, pior, só são descobertas vários anos depois. É uma realidade aterradora. Por outro lado, há vizinhos com um feitiozinho e que não são pessoas fáceis de lidar. O Sr. Ove é um deles. Mas... como nem tudo é o que parece e nem tudo o que parece é, vão por mim [e pela Magda que sugeriu e emprestou este livro ao grupo do livro secreto], há livros que nos ensinam a ver as coisas de maneira diferente. 

Depois de lerem este livro fantástico, e se tiverem oportunidade, não deixem de assistir ao filme. Na minha opinião, são duas experiências diferentes, pois ao ler o livro apercebi-me de todos os pensamentos de Ove (e andei entretida com várias opiniões divertidas dele) enquanto o filme apelou mais aos sentimentos (pela lágrimazita ao canto do olho, vá, tenho de admitir). 

Acredito na importância que podemos ter a vida dos outros, tal como hoje quando vi vários jovens a passar por um ceguinho que só foi ajudado por uma senhora com idade para ser avó.

Acredito ainda que não se deve julgar ninguém pelo seu mau feitio, porque o que é verdadeiramente importante são as (boas) acções.

Isto diz muito, não acham?

 

Bom fim-de-semana e boas leituras.

 

 

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* Livro já lido, sem opinião escrita (ainda) aqui no blogue.

 

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