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A iniciativa do livro secreto faz, este mês, dois anos. Quando começou, em fevereiro de 2017, lembro-me de pensar que seria muito tempo. Agora, verifico que não dei conta do tempo a passar.

 

Tem sido uma jornada, com alguns precalços, e estou, por exemplo, a lembrar-me da vez em que me esqueci de enviar o livro, pelo correio, porque jurava a pés juntos que já o tinha feito. E tinha, só que não era o livro que deveria ter enviado.

 

As dinamizadoras da iniciativa estão de parabéns, primeiro a M.J, depois a Magda, que assumiu a responsabilidade pelo grupo e pela coordenação do envio das moradas. Nestes dois anos, se não estou em erro, apenas se extraviou um livro no correio, por culpa dos CTT. Nada que não se resolvesse através da compra de um livro para substituir o livro perdido, tendo todos contribuido com uma quantia absolutamente irrisória. 

 

Quanto ao livro secreto do mês de janeiro, "Uma Praça em Antuérpia", é sobre a história de duas irmãs gémeas portuguesas, a Olívia e a Clarice, durante a Segunda Guerra Mundial. Por coincidência, tanto antes como depois tenho lido livros sobre esta temática.

Olívia  e Clarice foram criadas pela avó materna, uma vez que o pai se recusou a olhar por elas, dado o desgosto com que ficou após a morte da mulher durante o parto. Mais tarde, Olívia casa-se e vai morar para Lisboa e Clarice vai ter com ela após a morte do pai.

Clarice apaixona-se por Thomas Zus, um judeu alemão; mais tarde casa-se com ele e vai morar em Antuérpia, na Bélgica. Porém, a vida das gémeas muda completamente quando a guerra começa.

Aristides Sousa Mendes é a única hipótese de salvação para milhares de judeus que fogem dos países que vão sendo invadidos pelos nazis e os que conseguem chegar a Bordéus, em França, poderão ter o visto para Portugal - um país que se conseguiu manter, mais ou menos, neutro durante este episódio negro da história da Europa. É o que esperam as duas irmãs.

 

Este livro tem um segredo que é revelado 60 anos depois. Lê-se muito rapidamente, porque a escrita é simples e acessível. A história em si não é o que esperava. Diria que é um livro que entretém, mas não é excelente. E diria isto, porque todos os acontecimentos me pareceram estar encadeados de uma forma demasiado rebuscada, destacando-se um personagem que teria de estar muito mal da cabeça para ter feito o que fez. Esse personagem dita o destino de 3 pessoas e não contente com isso mente a uma criança inocente?! Aqui acho que o puzzle não encaixa mesmo, porque a criança é tratada como filho, desde muito pequeno e durante vários anos, logo não iria lembrar-se de pormenores tão concretos como o sítio onde ía lanchar com os pais biológicos e o que cada um comia. 

 

Como é óbvio, o leitor transporta muito de si próprio para a leitura e eu confesso que li muitos livros sobre esta temática, pelo que é inevitável a crítica.

Ainda assim, volto a lembrar que o livro lê-se muito bem e rapidamente, pelo que estão à vontade para ler, comentar e ou refutar a minha opinião.

 

 

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