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O Passarempo continua a decorrer até ao dia 07 de março de 2019, inclusive, não se esqueçam. 

Para se habilitarem e ganharem o livro, terão de:
-Enviar uma resposta original à pergunta "O que dizem os teus livros?" para olivropensamento@gmail.com, ou uma fotografia de um livro que tenhas escolhido, principalmente, pela sinopse, mencionando se gostastes ou não;

- Seguir o perfil na página do blog (https://olivropensamento.blogs.sapo.pt/);

- Ou seguir o perfil na página do Instagram(https://www.instagram.com/blogolivropensamento/);

-Ou seguir o perfil na página do facebook(https://www.facebook.com/livropensamento/?ref=bookmarks).

 

Na anterior edição, os entrevistados deram respostas originais e os seus livros revelaram conclusões interessantes.Uma delas foi a de que a maioria dos entrevistados responderam que gostavam de olhar primeiro para a sinopse antes de comprar um livro. E foi partindo desse pressuposto que resolvi escolher "O Último Dia da Terranova", tendo em conta apenas a sinopse, para fazer este PASSATEMPO.

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SINOPSE: Assediada pela ambição implacável dos especuladores imobiliários, a livraria Terranova corre perigo de desaparecer após mais de sessenta anos de resistência face às tormentas mais duras da História. Durante décadas serviu de refúgio a dissidentes, perseguidos, livros proibidos e contrabandistas de cultura, instituindo-se como um território da memória com uma geografia própria, que passa por locais como Buenos Aires ou Lisboa.


Embora essa livraria fosse a sua casa, o jovem Vicenzo Fontana vai insurgir-se contra os livros. Só ao conhecer Garúa, uma misteriosa rapariga argentina, é que, graças a eles, acaba por aprender tudo o que realmente importa e que a sua família sempre soube: como fingem os livros, como ajudam, como ensinam a amar, como fazem companhia e também como salvam.

 

PARA SE HABILITAREM A GANHAR, TERÃO DE:
-Enviar uma resposta original à pergunta "O que dizem os teus livros?" para olivropensamento@gmail.com, e uma fotografia de um livro que tenhas escolhido, principalmente, pela sinopse, mencionando se gostastes ou não;

- Seguir o perfil na página do blog (https://olivropensamento.blogs.sapo.pt/);

- Seguir o perfil na página do Instagram(https://www.instagram.com/blogolivropensamento/);

-Seguir o perfil na página do facebook(https://www.facebook.com/livropensamento/?ref=bookmarks).

 

TERMOS E CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO:

1) Cada pessoa só pode participar uma vez no sorteio. Quem quebrar a regra será excluído;

2)Só serão válidas as participações que cumpram todos os requisitos do passatempo;

3) O(a) vencedor(a) será escolhido(a) aleatoriamente;

4) Apenas para residentes em Portugal e Ilhas;

5)Participações até ao dia 07 de março de 2019, inclusive;

6) O(a) vencedor(a) será contatado(a) por e-mail;

7) A resposta e a  fotografia do(a) vencedor(a) será publicada no blog no dia 10 de março de 2019.

 

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Sejamos como a primavera que renasce cada dia mais bela… Exatamente porque nunca são as mesmas flores.

Clarice Lispector

 

 

Uma coisa que aprecio, além de livros, são as fotografias diferentes e naturais. Vejo muitas fotografias todos os dias no Instagram e penso sempre em fazer algo semelhante ou, pelo menos, em experimentar. Mas, embora tenha várias ideias do que quero fazer, nada me preparou para a dificuldade em tirar fotos, sem me sentir observada. Diria mesmo que já vi vários paparazzis, mas só que sem a máquina fotográfica. Das duas uma: ou algo está errado ou então o que faço é mesmo muito estranho para quem não está habituado.

 

Fotografar com um telemóvel é vulgar. Fotografar com uma máquina já sobressai. E se experimentarem com um livro, então, é simplemente esquisito. Não sei se isto se passa apenas pela minha cabeça, mas, aparentemente, lá vou conseguindo lidar com os olhares dos curiosos. É melhor não pensar demasiado.

 

No domingo passado, por volta das 16h:00m, estavam cerca de 10 graus e o sol já se tinha escondido, então resolvi que o melhor local para fotografar o livro do Nuno Nemopuceno seria num Parque de Merendas, um sítio um pouco isolado. A Uma última ceia estaria assim em  comunhão com a Natureza.

Foto 1

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Pois é, deveria estar deserto, mas não estava, porque àquela hora ainda estavam duas mesas com pessoas a fazer um piquenique. Pessoas sem livros, sou só eu a achar isso estranho?

 

Por acaso até saiu bem e poderia ter terminado as sessões fotográficas, porém, ontem, à hora de almoço, resolvi experimentar entrar numa Igreja e afrontar todos os clérigos com uma fotografia ainda melhor. Seria A Última Ceia numa espécie de vingança disfarçada e uma forma de protesto contra os podres da Igreja.O máximo que me poderia acontecer era levar um ralhete do padre, pensava eu. Entrei e estavam duas senhoras no altar a rezar alto. Uma Igreja enorme e estavam duas senhoras, sem livros, a rezar sozinhas. Pessoas estranhas, ou sou só eu a achar isso estranho?

 

Foto 2

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Olhem, tive de me contentar com a porta, mas respirei de alivio, porque me livrei de uma situação daquelas complicadas de explicar, e continuei a minha aventura estranha com pessoas ainda mais estranhas.

 

Foto 3

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Mais uma foto que ficou bem e ainda assim, numa tentativa de enfrentar os medos, fui andando para outros locais.

Durante o resto do passeio tudo corria bem e eis senão quando encontrei uma senhora ao telemóvel. Falava tão alto que ouvi toda a conversa sobre a sua gravidez. Pessoas muito estranhas.

 

Foto 4

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Virei logo na primeira Rua e depressa esqueci o sucedido, porque a hora de almoço estava a terminar e o trabalho náo espera por ninguém.

 

Foto 5

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Espero que tenham gostado e, se acharam alguma coisa estranha, por favor comentem. 

 

P.S.1. O Nuno Nepomuceno é só o escritor mais simpático que conheci até hoje, pelo que espero que este post não seja de molde a ferir susceptibilidades. Se for o caso, apresento as minhas sinceras desculpas.

P.S.2.Muitos parabéns pelo seu sucesso e espero que o novo livro já venha a caminho!

 

 

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Os apreciadores da beleza, da cor e da estética, adoram rodear-se de obras de pintores famosos em cada canto da casa. No seu mundo, o da arte, é importante  o conhecimento de todos os traços, pormenores, pinceladas e técnicas do artista. Ademais, os apreciadores e ou compradores, geralmente, têm um sentido apurado e, por vezes, encontram obras em sítios inesperadamente fáceis. Apreciar a Arte é uma arte, passo o pleonasmo, e, sabendo que a beleza tem um preço, há quem esteja disposto a pagar qualquer preço por uma obra ainda que a mesma tenha sido furtada de um Museu ou até de uma Igreja.

 

Sabendo que existe esse mundo paralelo do crime, o autor inspirou-se em alguns factos verídicos, como o roubo da Mona Lisa, no Louvre, em 1911, e a história d' A Última Ceia começa com o roubo da cópia da A Última Ceia  [ que corresponde à pintura original sobre a parede realizada por Leonardo da Vinci,  entre 1494 a 1498, no refeitório do Convento de Santa Maria Delle Grazie, em Milão, Itália].

O ladrão deixa uma mensagem "Obrigado pela pobre segurança. Vemo-nos dentro de um ano" e, ainda, um poema muito enigmático.

 

Gostei da premissa da história, mas não apreciei o romance entre a Sofia Conti, uma jovem portuguesa, e Giancarlo Baresi, um italiano de caráter duvidoso, dado que foi, a meu ver, algo precipitado (o facto de, no início, não ter gostado muito desta personagem também não ajudou, claro).
As partes que me suscitaram mais a atenção foram a cena de flagelação com um toque hediondo, do qual não posso falar, e as folhas do diário do professor Catalão, escrito aos oito anos. Pena é que não tenham existido mais páginas do diário, é  que achei simplesmente deliciosas as palavras que estava a aprender e a preocupação em escrever corretamente.

 

Mas refletindo um pouco sobre o final desta história, interrogo-mo se Leonardo da Vinci não terá razão:

Existem três tipos de pessoas: aquelas que veem, aquelas que veem quando lhes é mostrado e aquelas que não veem.

 

Creio que me enquadro no primeiro e segundo tipo de pessoas, porque quando acabo de ler um livro que me intriga volto sempre atrás à procura daquilo que me passou despercebido numa primeira leitura. E foi isso que aconteceu com A Última Ceia, uma vez que fiquei a pensar na divisão da história em: Livro 1 (esboço), Livro 2 (cor) e Livro 3 (Acabamento). Isso intrigou-me porque são as etapas necessárias numa pintura. Porém, só após a leitura é que dei conta de que a maior parte da história se encontra no Livro 2 (cor).  Cor, em sentido figurado, significa disfarce, pretexto, e tenho para mim que foi propositadamente que o autor tratou aí a maior parte da ação e evolução da  história,  a qual serviu para delinear uma personagem que surpreenderá, e muito, no final. Acho que esteve bem disfarçada!

 

De outra forma, se calhar numa interpretação mais verosímil, entendo que o Leonardo Da Vinci se estava a referir à existência de pinturas por baixo dos quadros e que só sabemos atualmente através do recurso a técnicas avançadas. Ou então, se pensarmos que só vemos o que nos é mostrado, estava a chamar à atenção para a existência de objetos bem visíveis nas suas pinturas, como o do nó na toalha da mesa n´A última Ceia, existindo teorias sobre o seu verdadeiro significado. 

 

Considero que este livro proporciona bons momentos e pergunto:

Do que estão à espera para o ler?

 

CLASSIFICAÇÃO:

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O fim de semana passou a correr. Li muito pouco. Ler pouco, para mim, é mau - é não preencher o pensamento. Ler pouco deixa-me sempre uma sensação esquisita de aperto no peito e, às vezes, ainda um vazio. Não deveria ser assim, oiço-vos dizer daí.

 

[Não,  Edite, tens de mudar isso, e podes sempre escrever]

 

Ora, isso leva-me a achar que o tempo devia estar acessível em séries, como as da televisão, e nós compravamos mais um ou dois episódios de forma a conseguirmos ter mais tempo para fazer ver tudo o que gostamos.

Era uma boa ideia, não era? 

 

[Era sim, mas tens de ir trabalhar para ganhar dinheiro]

 

Agora, fico com um dilema para resolver:

1- Acredito nas minhas ideias e leio para esquecer tudo;

2 - Acordo para a vida e escrevo o que me vem à mente;

3- Lá vou eu triunfante...

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Sonhei, confuso, e o sono foi disperso,
Mas, quando despertei da confusão,
Vi que esta vida aqui e este universo
Não são mais claros do que os sonhos são (...)

Pensamentos - 3

15.02.19

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- Já passa das 9?!- A voz dela transborda pânico, e ela de imediato dá meia volta e corre na direção das escadas. Sobe-as de dois em dois degraus; não a sabia capaz de incorporar tanta pressa.

 

Confesso - Collen Hoover

 

Esta frase suscitou-me a atenção, não sei bem porquê.

A escolha aleatória é apenas a forma que arranjei de vos mostar algumas frases: filosóficas, criativas ou que suscitem algum tipo de debate.

Leio novamente. Julgo que foi a última parte.

Andamos nesta vida a "incorporar tanta pressa" para chegar ao trabalho que acabamos por esquecer o que é mais importante. 

Esquecemos a lancheira, o estojo dos lápis, um caderno, um livro....e o pior é que, quando náo sou eu, são os meus filhos!

E vocês?

 

 

Dura lição

13.02.19

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A dura lição, pintura de William-Adolphe Bouguereau.
 

Ler é uma forma de nos ajudar a pensar melhor. A vida, a agitação, a rotina, e a necessidade de obter coisas mais rapidamente, torna-nos dependentes das novas tecnologias, especialmente no que às redes sociais diz respeito.

 

Acho mesmo que o meu vício das redes sociais está para o das batatas fritas, porque ambos satisfazem uma necessidade num determinado momento e só prejudicam: um porque engorda, o outro porque deixa-me sem tempo para nada.

 

Optei, então, por não comer batatas fritas e colocar um alterta no facebook. Escolhi mudar. Escolhi ter consciência do que quero.

Depois de refletir sobre este assunto, algo comezinho, acordei.

Se algo me preocupa, verdadeiramente, não é a minha dieta, nem o tempo que passo nas redes sociais, mas a mudança de paradigma no estilo de vida que poderá ditar o fim dos livros. As pessoas querem a informação rapidamente e já não perdem tempo a ler. 

Fecham livrarias. As editoras entram em falência. Acabam os livros. As tecnologias evoluem. O Homem é substituído por máquinas. E elas pensam por nós.

 

Continuamos a ignorar os sinais e a vida continua no seu ritmo acelerado.

Ler é uma forma de nos ajudar a pensar melhor e os livros são os nossos professores. 

A dura lição será quando as tecnologias vencerem.

Por favor, leiam!

 

 

 

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A iniciativa do livro secreto faz, este mês, dois anos. Quando começou, em fevereiro de 2017, lembro-me de pensar que seria muito tempo. Agora, verifico que não dei conta do tempo a passar.

 

Tem sido uma jornada, com alguns precalços, e estou, por exemplo, a lembrar-me da vez em que me esqueci de enviar o livro, pelo correio, porque jurava a pés juntos que já o tinha feito. E tinha, só que não era o livro que deveria ter enviado.

 

As dinamizadoras da iniciativa estão de parabéns, primeiro a M.J, depois a Magda, que assumiu a responsabilidade pelo grupo e pela coordenação do envio das moradas. Nestes dois anos, se não estou em erro, apenas se extraviou um livro no correio, por culpa dos CTT. Nada que não se resolvesse através da compra de um livro para substituir o livro perdido, tendo todos contribuido com uma quantia absolutamente irrisória. 

 

Quanto ao livro secreto do mês de janeiro, "Uma Praça em Antuérpia", é sobre a história de duas irmãs gémeas portuguesas, a Olívia e a Clarice, durante a Segunda Guerra Mundial. Por coincidência, tanto antes como depois tenho lido livros sobre esta temática.

Olívia  e Clarice foram criadas pela avó materna, uma vez que o pai se recusou a olhar por elas, dado o desgosto com que ficou após a morte da mulher durante o parto. Mais tarde, Olívia casa-se e vai morar para Lisboa e Clarice vai ter com ela após a morte do pai.

Clarice apaixona-se por Thomas Zus, um judeu alemão; mais tarde casa-se com ele e vai morar em Antuérpia, na Bélgica. Porém, a vida das gémeas muda completamente quando a guerra começa.

Aristides Sousa Mendes é a única hipótese de salvação para milhares de judeus que fogem dos países que vão sendo invadidos pelos nazis e os que conseguem chegar a Bordéus, em França, poderão ter o visto para Portugal - um país que se conseguiu manter, mais ou menos, neutro durante este episódio negro da história da Europa. É o que esperam as duas irmãs.

 

Este livro tem um segredo que é revelado 60 anos depois. Lê-se muito rapidamente, porque a escrita é simples e acessível. A história em si não é o que esperava. Diria que é um livro que entretém, mas não é excelente. E diria isto, porque todos os acontecimentos me pareceram estar encadeados de uma forma demasiado rebuscada, destacando-se um personagem que teria de estar muito mal da cabeça para ter feito o que fez. Esse personagem dita o destino de 3 pessoas e não contente com isso mente a uma criança inocente?! Aqui acho que o puzzle não encaixa mesmo, porque a criança é tratada como filho, desde muito pequeno e durante vários anos, logo não iria lembrar-se de pormenores tão concretos como o sítio onde ía lanchar com os pais biológicos e o que cada um comia. 

 

Como é óbvio, o leitor transporta muito de si próprio para a leitura e eu confesso que li muitos livros sobre esta temática, pelo que é inevitável a crítica.

Ainda assim, volto a lembrar que o livro lê-se muito bem e rapidamente, pelo que estão à vontade para ler, comentar e ou refutar a minha opinião.

 

 

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