Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




A partir de hoje (à sexta-feira), publicarei uma sugestão de leitura para o fim-de-semana, altura em que terão algum tempo livre. Peço que não levem a mal este meu atrevimento ao dizer como podem ou não gastar os poucos momentos de lazer, porque já vos vou explicar o motivo para fazer esta conversa toda. 

Sei muito bem que esta ideia não é das mais originais, mas julgo que poderá, a seu tempo, funcionar. Espero.

Assim, e fazendo juz à expressão "grão a grão enche a galinha o papo", pretendo que a sugestão de leitura funcione como o grão que pouco a pouco irá fazer a diferença. Ler é muito importante, não se esqueçam disso, e há tantos géneros e tantos livros que é impossível que não encontrarem nada que vos agrade.

Então o que esta cabecinha pensadora andou para aqui a congeminar relaciona-se com uma das minhas leituras. No "Fahreheit 451", de Ray Bradbury, que se passa no futuro, os livros são proibidos e quem os possui é queimado juntamente com eles. As opiniões são consideradas antissociais e o pensamento crítico é eliminado.Ora, este romance distópico teve várias interpretações, mas Bradbury declarou que "Fahreinht 451" não é sobre a censura mas sobre a forma como a televisão destrói o interesse pela leitura.

Chegados aqui, já devem ter percebido todo o meu arrazoado inicial, tudo se resume ao seguinte: deixem a televisão, as novas tecncologias e leiam; é necessário aumentar a criatividade e promover a capacidade de crítica.

Pensar de forma diferente faz parte do ser humano, caso contrário seremos, como no romance, suprimidos.

Quereis que a inteligência artificial vença? Ou que uma Sophia vos substitua um dia? [e já agora, vocês já reparam que o nome significa Sabedoria?!].

 

Pensem nisto e comentem aqui.

 

Bom fim-de-semana e boas leituras.

Fahrenheit 451.jpg

 * Livro já lido, sem opinião escrita (ainda) aqui no blogue.

 

never-a-failure-chalkboard-pixy-e1493569167196.jpg

Andei desaparecida do mundo dos blogs por uma razão muito forte, uma vez que sentia uma vontade enorme de voltar ao entusiasmo inicial. Reinventar, como escrevi neste post, não é, a meu ver, escrever sobre o mesmo, é começar de novo e voltar a fazer tudo o que tem sentido, para mim, e, sobretudo, respeitar a minha individualidade.

Estive perdida. Refugiei-me nos livros. Sim, é já um hábito. Entretanto, o tempo em que estive ausente permitiu-me refletir sobre o que me leva a manter por aqui. Tive assim uma espécie de flashback em que percebi que o problema não é o blog. Estive quase para desistir e depois quase para começar outro blog. Todos os dias pensava, desisto, começo ou mudo o ritmo dos post´s ! Mas a conclusão era sempre a mesma: tenho de continuar a escrever sobre livros. 

Para entenderem o meu dilema preciso de vos contar a história desde o início. Então é assim: a ideia de criar um blog partiu de uma conversa com uma colega de trabalho. A meio dessa conversa ela disse: Se gostas tanto de ler e falar sobre livros porque é que não crias um blog? Não me lembro exatamente qual foi a minha resposta, porém, encarei esta pergunta/observação com apreensão. Enquanto capricorniana com os pés assentes na terra, pareceu-me que existiria, na pergunta, um duplo sentido, qualquer coisa entre "é para me calar" e "julgam que não sou capaz". Eu, dada a verdadeiras prédicas sobre o livro A ou B, não podia desistir de falar sobre o que mais gosto, ora essa! Nem podia dar o braço a torcer quanto ao facto de que blogs percebia népias!!! Agora, o que foi decisivo, e que funcionou como uma espécie de ignição, foi ouvir que "isso é para jovens e que uma mãe não escreve em blogs"!!! Eu, Edite Maria, virei uma espécie de defensora da causa das mulheres que não se ficam atrás só porque sim. Isso é que era bom de ver! Posso errar e aprender com isso. Toda a minha vida foi assim - e está para nascer quem me diga o que posso ou não fazer. 

Portanto, voltando ao que me trouxe aqui inicialmente, gostaria de continuar a escrever sobre livros e sobre os meus pensamentos. Foram eles que me guiaram. São eles que demonstram quem sou e a minha vontade resiliente de aprender. Li algures que "Diz o que lês e dir-te-ei quem és", o que é certo, mas eu contraponho "Diz o que dizem os teus livros e encontrarás um sentido para um pensamento igual a ti próprio ".

Quem nunca se esqueceu de um determinado livro que despertou a atenção e apenas se lembra da cor da capa?

É precisamente a pensar nos leitores mais "distraídos" que, na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, se encontram expostos vários livros de acordo com a cor da capa.

PicsArt_04-10-08.05.01 (1)_edited.jpg

 

Não acham uma ideia fantástica? E não são tão coloridas?

Por acaso, só mesmo por acaso, querem saber quem é que é distraído? Acho que não são nada os leitores (que até se lembram da cor da capa) e sim o senhor que se segue.... 

 

 

Como sabem, as crianças são muito curiosas. E quando surge a fase dos porquês, oh, lá, lá? É um sem fim de perguntas, não é? Essa fase ocorre por volta dos 2-3 anos, dizem os pediatras, mas aqui em casa já dura há nove anos (seis para ser mais precisa) e chego a pensar que preciso de ter um dicionário à mão (ou o telemóvel ligado para ir discretamente ao google, vá). As mães não sabem tudo e quem acha que sabe não se deparou com perguntas difíceis ou com reações inesperadas. Não sei se concordam comigo ou se já tiveram dias menos bons, mas peço que compreendam o meu sentimento de frustração quando ao fim do dia, por vezes já totalmente de rastos, oiço perguntas atrás de perguntas ao inves do tão desejado silêncio. 

Como já referi, o meu filho ainda está na idade dos porquês. Tudo lhe desperta a atenção, pelo que anda sempre à procura de situações ou de contextos para mais uma revoada de perguntas. Garanto-vos que nem sempre consigo ter a resposta certa na ponta da língua e que, geralmente, fico com a impressão de que poderia ter dado uma explicação melhor.

Para ilustrar a nossa última conversa, arranjei uma pequena BD com a pergunta que ele me fez, com a minha resposta e com a confusão que se gerou.  Desta vez, chorei de tanto rir.

Ai, a inocência das crianças...

bd.jpg

 

 

 

 

Pág. 2/2








Instagram