Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Mais uma sugestão para o fim-de-semana. 

No Dia Mundial do Livro, a coolbooks ofereceu um ebook à escolha bastando aceder à página da Wook e fazer o dowload do livro que queriamos ler. Na altura, não tinha a menor ideia de qual livro escolher, mas li a sugestão de alguém no facebook e a sinopse, e depois a curiosidade fez o resto (já vos contei que sou muito curiosa?).

Foi o primeiro livro que li em ebook, o que nunca esperei vir a fazer, e tive um sentimento estranho, pois fez-me falta folhear o livro e colocá-lo na estante - o que para nós, livrólicos, é o nosso templo. Mas este meu handicap (não estar habituada à leitura em formato digital) vem a propósito de quê, perguntam vocês? Pois bem, o "Maresia e Fortuna" é um daqueles livros em que nos esquecemos completamente de nós. A história é viciante e aparentemente simples. Existem muitos segredos bem guardados. E quando esperamos que se resolvam os amores de Júlia, Vanessa, Bianca, Eduardo e Simão, ou quando pensamos que os entendemos, descobrimos que não sabemos nada (ainda)?! 

Afinal, o que é o verdadeiro amor? Uma das questões que vão surgindo assim como um certo "nervoso miudinho" que nos faz duvidar de tudo e de todos.

Eu acreditei no impossível e no final descobri que estava certa. O amor transforma. O amor baralha. O amor pode salvar ou deitar tudo a perder. O amor não é nada simples, sabiam?

Um thriller psicológico que gostei e que recomendo.

 

Bom fim-de-semana e boas leituras, em boa companhia.

maresia e fortuna.jpg

*Livro sem opinião escrita (ainda) aqui no blogue. 

 

 

joão aguiar.jpg

 

Sinopse: Num mundo rural em decomposição acelerada, minado pela poluição física e mental, pelos media e pelas arremetidas da "Aldeia Global", um homem de setenta anos e um adolescente aliam-se para construir um pequeno universo privado, fantástico, parado no tempo, onde vivem os velhos ritos e as superstições do passado.
Porém, esse universo, frágil e vulnerável, não poderá resistir durante muito tempo à sociedade hostil que o cerca. Então, é preciso encontrar uma saída...

Opinião: Neste pequeno livro, encontramos D. Gonçalo Nuno, um homem de idade, rico, dono de empresas, que se recusa a fazer a vontade aos filhos e ir para um lar, e o Zé da Pinta, um rapaz de 17 anos, considerado o "apoucadinho", o "tolo" ou o "idiota" da terra. Estes personagens encontram-se em Poais de Santa Cruz e aos poucos encontram um mundo especial, longe de supermercados e de reality shows, e, no fundo, vivem à parte num mundo que se distancia da realidade social, no qual há lobisomens, mouras encantadas, almas do outro mundo e Nuvens Seculares. 

Este autor foi uma estreia. Não tinha lido nada nem conhecia o escritor (e fiquei triste quando soube que morreu em 2010). Além de ser uma estreia, foi uma enorme surpresa. Gostei muito da escrita, da história, dos personagens e sobretudo do final, que foi brutal !!! (quem já leu sabe a que me refiro e ao empregar esta expressão com duplo sentido apenas quero dizer que gostei muito mesmo).

Agradeço à pessoa que enviou o livro, porque vale mesmo a pena ler.

 

Classificação: 4/5.

 

 

 

Onde estavas no 25 de abril de 1974? Ouvimos esta pergunta todos os anos e tenho sempre vontade de responder: Eu, eu estava, com quase 99, 9% de certeza, a dormir no berço. É, portanto, uma pergunta para a qual a resposta óbvia não serve, dado que era uma cidadã de fraldas que comia e dormia (e não contribuiu em nada para a liberdade deste país). Sem pensar muito, acho que atualmente poucos se lembram de ter desfilado pelas ruas de Lisboa na euforia da Liberdade recentemente adquirida. Aqui em casa, apenas o meu marido participou nessa marcha, mas era pequeno. Lembra-se apenas do que lhe contaram. E lá foi no meio da multidão, às cavalitas do avô, com os deditos em V e a gritar «Fachistas».  

Na minha terrinha, ninguém presenciou nada, ainda não existiam televisões, nem estradas alcatroadas, nem eletricidade, já agora. Quarenta e quatro anos depois, poucos se lembram desse dia. Bem, tenho a certeza de que restam dois ou três que podem contar os tempos que viveram na guerra. Para esses fará sentido relembrar este dia. Para a nossa geração, ouvimos contar a história . Para os mais jovens, restam os livros.

th.jpg

 

 

20180424_080503.jpg

 

Não sei porquê há livros que demoro mais tempo a ler. Há outros que deixo ficar para o fim porque penso, precisamente, que vou levar uma eternidade para terminar. E depois tenho os que sei que não é pelo tamanho que me intimidam mas pela escrita. É por isso que ler é um desafio.

Na última reunião do Clube de Leitura Conversas Livrásticas, o tema sorteado foi (adivinhem)...livros que intimidam. Então, resolvi pegar da minha estante da vergonha [de livros não lidos] "O Jogo do Mundo", de Júlio Cortázar. E não podia ter ficado mais... desiludida. 

O livro tem duas formas de ser lido: a primeira termina no capítulo 56 e a segunda basta seguir as indicações que vão sendo dadas pelo autor. Optei por seguir por esta última e facilmente me aborreci, porque remete para capítulos que estão no fim e que me pareceram uma espécie de reflexões ou pedaços dispersos de histórias que, no fundo, não fazem falta nenhuma para a história principal. De seguida, fiz a leitura «normal», mas nem assim resultou. Não gostei. O romance de Maga e de Oliveira é estranho, os amigos estão para ali a beber, a discutir a música que hão-de ouvir e o Oliveira anda pelas ruas de Paris. Interesssante? Nã, desisti. É provável que a culpa seja minha, mas já não tenho idade para perder o meu tempo a insistir com uma leitura que não ata nem desata.

O que eu mais gostaria depois disto? Algo que me fizesse sentir melhor, claro. Estou assim entre triste e meio desorientada. Todos gostam menos eu? Será?

Vá lá, digam qualquer coisa.

dia-mundial-do-livro-5-728.jpg

 

 

A recomendação para este fim-de-semana tem muito que se lhe diga. Hoje em dia, são cada vez mais as notícias de pessoas de idade que morrem sozinhas e, pior, só são descobertas vários anos depois. É uma realidade aterradora. Por outro lado, há vizinhos com um feitiozinho e que não são pessoas fáceis de lidar. O Sr. Ove é um deles. Mas... como nem tudo é o que parece e nem tudo o que parece é, vão por mim [e pela Magda que sugeriu e emprestou este livro ao grupo do livro secreto], há livros que nos ensinam a ver as coisas de maneira diferente. 

Depois de lerem este livro fantástico, e se tiverem oportunidade, não deixem de assistir ao filme. Na minha opinião, são duas experiências diferentes, pois ao ler o livro apercebi-me de todos os pensamentos de Ove (e andei entretida com várias opiniões divertidas dele) enquanto o filme apelou mais aos sentimentos (pela lágrimazita ao canto do olho, vá, tenho de admitir). 

Acredito na importância que podemos ter a vida dos outros, tal como hoje quando vi vários jovens a passar por um ceguinho que só foi ajudado por uma senhora com idade para ser avó.

Acredito ainda que não se deve julgar ninguém pelo seu mau feitio, porque o que é verdadeiramente importante são as (boas) acções.

Isto diz muito, não acham?

 

Bom fim-de-semana e boas leituras.

 

 

images (1).jpg

* Livro já lido, sem opinião escrita (ainda) aqui no blogue.

 

O livro recomendado na semana passada encontra-se esgotado (ou indisponível) em todo o lado (até no olx, custo justo e no coisas)

A pergunta que coloco é a seguinte: não está na altura de fazer nova edição?  

Pensem nisso.

 

 

Sem Título.png 

Atualização: no próximo dia 11 de maio vai sair uma nova edição pela Saída de Emergência (aqui). 

 

M._heger.jpg

Em 1842,  Charlotte Brontë foi trabalhar para Bruxelas num internato dirigido pelo professor Constatin Heger e pela sua esposa Claire Zoé Parent Heger. Dois anos depois regressou a Haworth. Iniciou-se então a troca de correspondência entre ambos, no entanto, quanto mais carentes e ardentes as suas cartas se tornavam, mais Heger recuava em longos silêncios.

 

Nas cartas românticas enviadas por Charlotte Brontë, uma em francês e a outra em inglês, ela dizia:

 

"Se o mestre me retira a sua amizade, não terei esperança";

 

"Gostaria de escrever-lhe cartas mais alegres porque quando as termino e as releio acho-as obscuras, mas perdoe-me, querido mestre - espero que não lhe irrite a minha tristeza - segundo as palavras da Bíblia: "A boca fala da abundância do coração", e realmente custa-me muito estar alegre desde que creio que nunca mais nos veremos".

 

A família de Heger doou as cartas à Biblioteca Britânica em 1913, altura em que se revelou esse amor proibido (não se sabe se era ou não correspondido).

 

Leio isto e fico muito triste.Mesmo muito. Tanto que escrevi ontem uma frase sem sentido, mas já retirei...

An Unrequited Love?

 

 

 

 

livro 2.jpg

 

Jane Eye, numa tarde fria e húmida de novembro, lê no assento da janela por detrás das cortinas vermelhas em Gateshead, a casa dos seus parentes, os Reeds. É assim que o romance começa, ou seja, com esta cena e com o conflito provocatório do primo, John Reed. John é a imagem do filho mimado, violento e malcriado. Jane é  a orfã pobre, de aparência modesta, que não se intimida perante as ameças de John e os castigos da tia. Perante isto, com 10 anos de idade, Jane não tem amigos. Os livros são o seu único refúgio e alimentam a sua imaginação. Desde o início do romance até ao final, Jane lê vários livros. Ela acredita que isso lhe trará a educação que permitirá a independência e uma melhoria da sua posição na sociedade. E com toda a razão. Será em Lowood que ela aprenderá a desenhar e uma profissão que lhe permitirá ganhar o seu sustento sem ajudas de ninguém. É ou não uma mulher insubmissa e muito à frente do seu tempo?

Ao contrário da vida calma de Jane, Edward Farfaix Rochester teve uma vida desregrada, apaixonando-se por várias mulheres. Assim, quando ele conhece Jane, planea mudar o seu estilo de vida, mas terá muito que penar até conseguir os seus intentos.

Embora já conhecesse a história voltei a ficar surpreendida, sobretudo com a resiliência de Jane, uma simples mulher, que acaba por aceitar o amor na adversidade, mais uma vez demonstrando a sua coragem e determinação.

Esta leitura despertou alguns sentimentos novos. Lembro-me da primeira leitura, de sentir indignação com as atitudes da tia e do primo e de sentir muita tristeza pela maneira como ocorreu a morte da sua melhor amiga [quem leu sabe a que me estou a referir]. Já na releitura, senti várias vezes um sentimento de irritação. Na verdade, já não me recordava bem de Mr. Rochester e não o achei lá muito romântico.

Jane é, para mim, uma personagem que fica na memória. O que a torna forte são os seus princípios e, embora ela não se considere bonita, são estes, as suas qualidades inteletuais e a força interior que a tornam encantadora ao longo de toda a história.
E vocês, qual foi a personagem que gostaram mais?

 

Ao contrário do provérbio original, durante o mês de março não existiram tardes de Verão. A chuva tão necessária começou a aborrecer e só apetecia sair e andar a passear por aí. Paciência (de jovem, como dizia a minha filha quando era pequena). Enfim, já que não podemos regular o tempo, podemos ao menos escolher a companhia. E almoçar com pessoas. E comer comidinha saudável. E ficar a olhar para duas fatias enormes de bolo, um de chocolate e outro igualmente apetitoso (não é Claúdia?), e sentir um enorme desconsolo. Pois. Não estão a perceber nada. Eh, eis o senão desse dia. Já vou contar.

20960669_gvDC7.jpeg

 

Esta fotografiia foi tirada pela Sandra, do blog Say Hello To My Books, no último  encontro do Clube dos Clássicos Vivos, que se realizou no passado dia 17 de março, no Forúm Tivoli. Somos giras, não acham?

Como o encontro era de tarde, almoçamos primeiro num restaurante vegetariano, pequeno e muito simpático, chamado "Arco Íris", que fica na Avenida da Liberdade (não se fiem pois o meu sentido de orientação não é grande coisa). Durante o almoço a conversa foi animada (e não falamos só de livros, okay?),porém nada faria prever o meu "desgosto". O drama e o horror apossaram-se de mim quando pensei que tinha acabado de trincar uma pedra. O que é que se tinha passado? Pois. O que se passou foi que a prótese dentária provisória caiu...Entretanto, disfarcei o máximo que consegui e perdi o apetite (até para comer bolo, o que não é normal em mim). Nesse momento, não sabia qual seria o aspeto, que julguei que estaria muito próximo de uma bruxa desdentada com uma cratera, e permaneci em silêncio.Lá me refiz do choque inicial e pensei: deixo isto aqui ou levo à dentista??? Acho que fiquei catatónica perante o dilema pertinente (e que fez a minha dentista rir com gosto) e encerrei o assunto da melhor forma que soube, dizendo para mim própria: deixa lá isso, se ninguém disser nada é porque não é tão mau como pensas (e não era!).

O resto do dia correu muito bem e em ótima companhia. Rimos, falamos, fizemos barulho.

Mas perguntam vocês: e o livro, não falaram do livro? Pois falamos bastante sobre a Jane Eyre e o Mr. Rochester, essa paixão que dividiu opiniões. Será que Mr. Rochester era o mau da "fita"?

 Hum. Acho que vou ter de deixar para um post sobre o livro...  

 

Já agora uma curiosidade: Vocês sabiam que Charlotte Brontë gastou o primeiro dinheiro que recebeu com o livro "Jane Eyre" no dentista? 

 

 

A partir de hoje (à sexta-feira), publicarei uma sugestão de leitura para o fim-de-semana, altura em que terão algum tempo livre. Peço que não levem a mal este meu atrevimento ao dizer como podem ou não gastar os poucos momentos de lazer, porque já vos vou explicar o motivo para fazer esta conversa toda. 

Sei muito bem que esta ideia não é das mais originais, mas julgo que poderá, a seu tempo, funcionar. Espero.

Assim, e fazendo juz à expressão "grão a grão enche a galinha o papo", pretendo que a sugestão de leitura funcione como o grão que pouco a pouco irá fazer a diferença. Ler é muito importante, não se esqueçam disso, e há tantos géneros e tantos livros que é impossível que não encontrarem nada que vos agrade.

Então o que esta cabecinha pensadora andou para aqui a congeminar relaciona-se com uma das minhas leituras. No "Fahreheit 451", de Ray Bradbury, que se passa no futuro, os livros são proibidos e quem os possui é queimado juntamente com eles. As opiniões são consideradas antissociais e o pensamento crítico é eliminado.Ora, este romance distópico teve várias interpretações, mas Bradbury declarou que "Fahreinht 451" não é sobre a censura mas sobre a forma como a televisão destrói o interesse pela leitura.

Chegados aqui, já devem ter percebido todo o meu arrazoado inicial, tudo se resume ao seguinte: deixem a televisão, as novas tecncologias e leiam; é necessário aumentar a criatividade e promover a capacidade de crítica.

Pensar de forma diferente faz parte do ser humano, caso contrário seremos, como no romance, suprimidos.

Quereis que a inteligência artificial vença? Ou que uma Sophia vos substitua um dia? [e já agora, vocês já reparam que o nome significa Sabedoria?!].

 

Pensem nisto e comentem aqui.

 

Bom fim-de-semana e boas leituras.

Fahrenheit 451.jpg

 * Livro já lido, sem opinião escrita (ainda) aqui no blogue.

 

never-a-failure-chalkboard-pixy-e1493569167196.jpg

Andei desaparecida do mundo dos blogs por uma razão muito forte, uma vez que sentia uma vontade enorme de voltar ao entusiasmo inicial. Reinventar, como escrevi neste post, não é, a meu ver, escrever sobre o mesmo, é começar de novo e voltar a fazer tudo o que tem sentido, para mim, e, sobretudo, respeitar a minha individualidade.

Estive perdida. Refugiei-me nos livros. Sim, é já um hábito. Entretanto, o tempo em que estive ausente permitiu-me refletir sobre o que me leva a manter por aqui. Tive assim uma espécie de flashback em que percebi que o problema não é o blog. Estive quase para desistir e depois quase para começar outro blog. Todos os dias pensava, desisto, começo ou mudo o ritmo dos post´s ! Mas a conclusão era sempre a mesma: tenho de continuar a escrever sobre livros. 

Para entenderem o meu dilema preciso de vos contar a história desde o início. Então é assim: a ideia de criar um blog partiu de uma conversa com uma colega de trabalho. A meio dessa conversa ela disse: Se gostas tanto de ler e falar sobre livros porque é que não crias um blog? Não me lembro exatamente qual foi a minha resposta, porém, encarei esta pergunta/observação com apreensão. Enquanto capricorniana com os pés assentes na terra, pareceu-me que existiria, na pergunta, um duplo sentido, qualquer coisa entre "é para me calar" e "julgam que não sou capaz". Eu, dada a verdadeiras prédicas sobre o livro A ou B, não podia desistir de falar sobre o que mais gosto, ora essa! Nem podia dar o braço a torcer quanto ao facto de que blogs percebia népias!!! Agora, o que foi decisivo, e que funcionou como uma espécie de ignição, foi ouvir que "isso é para jovens e que uma mãe não escreve em blogs"!!! Eu, Edite Maria, virei uma espécie de defensora da causa das mulheres que não se ficam atrás só porque sim. Isso é que era bom de ver! Posso errar e aprender com isso. Toda a minha vida foi assim - e está para nascer quem me diga o que posso ou não fazer. 

Portanto, voltando ao que me trouxe aqui inicialmente, gostaria de continuar a escrever sobre livros e sobre os meus pensamentos. Foram eles que me guiaram. São eles que demonstram quem sou e a minha vontade resiliente de aprender. Li algures que "Diz o que lês e dir-te-ei quem és", o que é certo, mas eu contraponho "Diz o que dizem os teus livros e encontrarás um sentido para um pensamento igual a ti próprio ".

Quem nunca se esqueceu de um determinado livro que despertou a atenção e apenas se lembra da cor da capa?

É precisamente a pensar nos leitores mais "distraídos" que, na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, se encontram expostos vários livros de acordo com a cor da capa.

PicsArt_04-10-08.05.01 (1)_edited.jpg

 

Não acham uma ideia fantástica? E não são tão coloridas?

Por acaso, só mesmo por acaso, querem saber quem é que é distraído? Acho que não são nada os leitores (que até se lembram da cor da capa) e sim o senhor que se segue.... 

 

 

Como sabem, as crianças são muito curiosas. E quando surge a fase dos porquês, oh, lá, lá? É um sem fim de perguntas, não é? Essa fase ocorre por volta dos 2-3 anos, dizem os pediatras, mas aqui em casa já dura há nove anos (seis para ser mais precisa) e chego a pensar que preciso de ter um dicionário à mão (ou o telemóvel ligado para ir discretamente ao google, vá). As mães não sabem tudo e quem acha que sabe não se deparou com perguntas difíceis ou com reações inesperadas. Não sei se concordam comigo ou se já tiveram dias menos bons, mas peço que compreendam o meu sentimento de frustração quando ao fim do dia, por vezes já totalmente de rastos, oiço perguntas atrás de perguntas ao inves do tão desejado silêncio. 

Como já referi, o meu filho ainda está na idade dos porquês. Tudo lhe desperta a atenção, pelo que anda sempre à procura de situações ou de contextos para mais uma revoada de perguntas. Garanto-vos que nem sempre consigo ter a resposta certa na ponta da língua e que, geralmente, fico com a impressão de que poderia ter dado uma explicação melhor.

Para ilustrar a nossa última conversa, arranjei uma pequena BD com a pergunta que ele me fez, com a minha resposta e com a confusão que se gerou.  Desta vez, chorei de tanto rir.

Ai, a inocência das crianças...

bd.jpg

 

 

 

 





Mensagens