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No início do livro, sabemos que está eminente a morte do professor, Morrie Schwartz, que sofre de Esclerose Lateral Amiotrófica (E.L.A.).  Morrie é uma pessoa extraordinária e bem disposta. Sabe que tem uma doença incurável, mas isso não o assusta. À medida que vai perdendo os movimentos, ele sabe que quando a doença atingir os pulmões será o fim. Ainda assim, Morrie continua a ver só as coisas positivas e importantes da vida.

 

O seu antigo aluno, 20 anos depois, Mitch Albom, jornalista desportivo, visita-o todas as terças-feiras, durante 14 semanas, e acompanha o evoluir da doença. Em cada visita Mitch regista as sábias mensagens de Morrie sobre a vida e a morte.

Estou na minha última viagem, e as pessoas querem que lhes diga o que hão-de pôr na mala.

 

"Às Terças com Morrie" fez-me chorar e questionar a minha própria sanidade mental, especialmente ao nível da oscilação de humor. Ao que parece este livro deveria vir acompanhado de um alerta, pois causa severas emoções. As minhas lágrimas, no entanto, lavaram-me a alma e, nas palavras simples de um professor de sociologia, revejo a lição de que é importante saber valorizar as coisas simples da vida.

 

Uma vez que é a vida que nos ensina, recomendo a leitura a quem goste da reflexão sobre assuntos sérios abordados de uma forma leve e com a pitada de humor de Morrie.

 

Classificação: 4/5

 

Quem tiver curiosidade também pode ver o filme :https://www.youtube.com/watch?time_continue=76&v=8j6k_I7nlKw

 

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Sinopse: aqui.

 

Opinião: Lembro-me bem de ter lido "Rosa, minha irmã Rosa", "Chocolate à Chuva", "A Espada do Rei Afonso" e "Águas de Verão". Alice Vieira escreveu estas e outras histórias infanto-juvenis que faziam as minhas delícias. 

 

"Os Olhos de Ana Marta" é classificado como o melhor romance de Alice Vieira, pela construção das personagens, a estrutura narrativa e a conceção da história. Sem dúvida uma grande escritora cujas obras foram traduzidas para várias línguas e que merece um carinho especial por me ter "acompanhado" na infância. Mas vamos à história.

 

Marta é uma menina de 11 anos com muita imaginação. Ela acha que foi trocada no hospital e que a mãe, Flávia, não é a sua verdadeira mãe. A sua imensa imaginação, instigada por Leonor, a governanta que lhe conta histórias, não consegue descortinar a razão desse sentimento de rejeição, o qual não é de todo infundado-é que a mãe nunca pronuncia o seu nome e mal olha para ela. Já o pai, só tem se interessa por Flávia. Fecham-se quartos na casa de Marta assim como se fecharam as portas do coração daquela mãe. 

 

O livro tem, obviamente, um mistério, um segredo de família, que deveria ter despertado uma vontade enorme de descobrir toda a verdade. Infelizmente, desta vez, não funcionou comigo. Não sei bem o que aconteceu durante a leitura, mas não consegui agarrar a história, senti-la em todas as suas palavras nem imaginar o sofrimento de Marta. Na verdade, não senti nada. Foi mesmo muito estranho.

 

Mais tarde, refleti um pouco e entendi este distanciamento ou esta aparente falta de ligação com a personagem. De forma inconsciente, o meu objetivo foi voltar à infância e sentir o desprendimento total das férias de Verão. Através desta leitura, isso falhou e, como não encontrei o que procurava, facilmente perceberão o motivo de ter sido uma leitura demasiado rápida e sem grandes emoções. Mea culpa, assumo.

 

Portanto, aconselho o livro a quem procura encontrar uma lição de vida, mas desaconselho a quem procura uma forma de voltar atrás no tempo como foi o meu caso.

 

E vocês, já leram? Comentem, pois gostaria muito que partilhassem aqui a vossa opinião. 

 

Classificação: 3/5

 

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