Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Juntei-me à Magda, à Just  e à Alexandra  no desafio que consiste em responder a 25 perguntas entre o dia 1 e 25 de dezembro, às 10h15, em cada um dos nossos blogs.

 

As perguntas:

  1. Que livro gostarias de ganhar no Natal.
  2. Um livro bastante desejado, e que superou todas as expectativas.
  3. Um livro com personagens com quem gostarias de passar a noite de Ano Novo.
  4. O livro que escolheste para ser a primeira leitura do próximo ano.
  5. Um livro onde adorarias passar o Natal
  6. Um livro com uma capa tão bonita que merecia estar exposto junto com a decoração de Natal
  7. O livro perfeito para ofereceres de presente a quem gostas, sem medo.
  8. Um livro que odiaste e que oferecerias para alguém de quem não gostas.
  9. A capa mais natalícia dos teus livros
  10. Escolhe três personagens que convidarias para passar a Consoada em tua casa. 
  11. Qual a personagem que, idealmente, cozinharia a ceia no dia 24 de Dezembro?
  12. Que personagem literária poderia ser o Pai Natal?
  13. Que livro não é de Natal mas achas que tem um clima natalício.
  14. Que livro é tão importante que gostarias de o colocar no lugar da estrela na árvore do natal.
  15. Está imenso frio. Que livro colocarias na fogueira para arder?
  16. Ofereceram-te um livro que odeias. Que livro é esse?
  17. Na TV só passam filmes de natal com cenas e mais cenas de casas debaixo da neve. A que personagem literária atirarias com uma bola de Neve?
  18. Que livro pretendes ler na época festiva?
  19. Com base na longa viagem que os reis magos fizeram sem saber o que iam encontrar pelo caminho, indica um livro leste sem saber a sinopse ou do que se tratava mas que adoraste
  20. A Árvore de Natal, antes de o ser, era também um símbolo do renascimento Indica-nos que livro, não importa o tempo quanto tempo passou, é teu preferido e que merece ser lido e relido.
  21. Que personagem merece ficar fora da lista de presentes do pai Natal porque se portou muito mal?
  22. Quero passar o natal com... Escolha o local fictício perfeito para passar essa época natalícia com o personagem perfeito.
  23. Natal tem tudo haver com nostalgia e sentimentos, qual é aquele livro que lhe traz todas essas sensações?
  24. Depois da ceia, estás com sono mas apetece-te ler.. que livro levezinho escolhes reler?
  25. Durante a noite escutas barulhos estranhos vindos da sala. Será o Pai Natal? O melhor é não arriscar e escondeste debaixo dos lençóis. Que livro também te dá arrepios?

 

Vamos espalhar o espírito do Natal a partir de amanhã?

Quem se junta a nós?

 

giphy.gif

 

 

 

 

Facebook-7-tecnicas-para-escrever-os-melhores-post

 

Ao ler o título, a minha primeira impressão é a de que na palavra «tenho de» se retira uma obrigação. Por acaso, já me perguntei se «tenho de ler» e cheguei à conclusão que sim, pois é a ler que me conheço, é a ler que encontro as maravilhas musicais na conjugação das palavras, e é a ler que os pensamentos fluem constantemente entre as sinapses abandonadas pelas obrigações do trabalho e da rotina do dia-a-dia. Porém, hoje, enchi o peito de corajoso ar e expirei a vontade necessária para me preparar para esta pergunta difícil.

 

Ao desafio da Catarina Duarte do blogue (In)sensatez, respondo de forma imediata: «tenho de» escrever porque sim. [Claro que já estou de nervos em franja e a pensar em como seria melhor não pensar no assunto, até porque ninguém me pediu nada nem eu quero incomodar as pessoas quando ainda estou a dar pequenos passinhos de criança no que à escrita diz respeito].

 

No meu pensamento, surgiu um monólogo interior que troca impressões.

É muito estranho. Ora leiam:

 

Tenho de escrever, então?

Ah, pois, tenho de escrever porque senão não sabem a «resposta».

 

E faz sentido escrever e colocar por escrito os pensamentos que vivem fechados?

Sim, muito. Há o perigo de curto circuito no cérebro assim sobrecarregado.

 

Quando começaste a escrever?

Não me lembro do momento exato em que comecei a escrever estórias, mas recordo-me de as contar usando a minha imaginação. No sotão da minha infância tudo aparecia misturado, magia, princesas, tesouros escondidos, mistérios por desvendar e fantasmas. Tinha muito medo de fantasmas e dos quarenta ladrões de Ali baba!

 

Escrever afasta o medo, sentimentos e emoções?

Não creio. Acho que os ajuda a expulsar ou minimizar, dimuindo a sua intensidade. Colocar por palavras ajuda a clarificar as ideias e a colocar sob outra perspetiva algo que não vimos ou não refletimos.

 

É preciso ter imaginação para escrever?

Sem sombra de dúvida. Imaginação, criatividade e muita persistência, porque só a vontade não é suficiente. 

 

Achas que consegues escrever sempre que te apetece?

Quase sempre. Basta estar em silêncio. Sucede, porém, que o comando cerebral nem sempre tem pilhas e às vezes não dá. É normal e é aqui que entra a persistência. Nunca podemos desistir.

 

 

Este brainstorm interior levou-me à conclusão mais brilhante à face das terras lusitanas e que é esta:

Ao «tenho de escrever» acrescento o «sim» que, tal como num casamento, são os votos apropriados para quem quer ter a vida de escritor, e atendendo a que escrevo para me divertir acho que vou prolongar a fase do namoro por mais uns anos.

 

 

 

 

 





Mensagens