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Opinião: [Buuu!!!]

Fabuloso. Um triunfo. É o que diz Stephen King.

Uma história apropriada ao Halloween e ao tema de terror do mês?

Para quem gosta de terror e de Stephen King estava firmado o entendimento de que iria adorar a história desta graphic novel. Por acaso até gosto muito de histórias sobre o sobrenatural e de terror, porém, este "Darkside book", não me chegou a assustar nem um bocadinho. Fiquei confusa e não percebi o desenvolvimento da história. Mais tarde vim a descobrir que se trata do primeiro volume. Pelo menos explica o porquê da confusão, pois a história tem uma continuação...

A introdução adensa o mistério. A trama começa com uma morte, no ano de 1919. So far so good.

 

A família Rooks constituída por mãe, pai e filha adolescente vão viver para uma vila rural de Litchfield para  recomeçar uma vida nova. Há algo misterioso nesta família. Há algo muito mau na floresta da vila. Existem bruxas. Cuidado. Quem é prometido tem o destino traçado e os habitantes cumprem a Promessa.

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 Não percebi o porquê de as bruxas fazerem o barulho "Chit, Chit, Chit". Para mim, não é nada assustador e é até  muito engraçado (eheheh,  mais não digo). 

Com uma morte no início, o que suscita logo um certo interesse, a história desenrola-se numa sequência temporal  que salta, repentinamente, entre o presente e o passado. No passado vamos descobrindo que há um trauma vivido pela filha adolescente e um segredo relacionado com a mãe.

Fiquei triste. Não consegui gostar. Talvez numa próxima.

 

Classificação: 2/5.

 

 

 

 

 

Não vou falar de comida nem de conselhos para uma vida saudável. Vou expor um conceito que se prende com uma dieta equilibrada de livros. Se me enganei? Nem pensar. Sei que vos pode parecer um absurdo e se acreditam que não existe tal coisa, na verdade existe. Sempre existiu. 

 

Admito que desconhecia que era uma adepta deste tipo de dieta, já que a outra não funciona, mas, após pensar um pouco sobre a forma como escolho os livros, cheguei à conclusão que o meu menu de leituras é muito variado. E porquê, perguntam vocês? Porque não leio sempre o mesmo género ou o mesmo autor. Creio que ando sempre a pensar em várias coisas ao mesmo tempo. A reflexão é maior. O poder de argumentação também. Ah, e a criatividade, claro!

 

No que se refere à forma de escolher livros, não tenho nada contra aqueles ou aquelas que optam por clássicos, fição, biografias, ou outro tipo de leituras que suscitem interesse. O importante é ler. Aliás, sabiam que poderão só conseguir ler 3.500 livros durante a vossa vida? É assustador. Não gosto de estatísticas e sempre fugi da matemática!

 

Voltando ao tema inicial, eu comecei a ler aos 9 anos e nunca mais parei. Os gostos foram variando com a idade. No entanto, talvez por ter tido contato com livros de aventura, policiais, romances, fição, esoterismo, terror, suspense, thriller, desde tenra idade, nunca me cingi a um único género. 

 

Não pensem que isto é fácil. Tal como na outra dieta, a minha dieta equilibrada de livros leva-me a fazer disparates. Porque também nesta dieta há dia da asneira e nesses dias devoro os livros a que designo de "fast food". Nesses dias, preciso de sair do tom sério, desligar-me do mundo e usar unicamente a imaginação.

 

Além disso, a minha dieta equilibrada faz com que procure os melhores ingredientes, nas prateleiras de supermercado, nas estantes de livrarias e nas feiras de velharias ou do livro. E o ingrediente secreto que costumo usar é o do preço mais baixo. Sabe sempre bem e raramente dececiona! 

 

Para tudo há uma receita e acredito que os blogues literários terão a sua guardada a sete chaves. Nesse caso, o segredo é a alma do negócio. 

 

Na dieta equilibrada de livros não há segredos e a receita é bem vossa conhecida. 


E vocês, já estão a fazer dieta?

 

Acredito totalmente no poder da terapia dos livros pelos bons momentos que eles nos proporcionam. 

Acredito que chegaremos ao Natal sem comprar todas as prendas.

Acredito que o calor, que se faz sentir em outubro, se manterá durante mais algum tempo.

Acredito que os portugueses continuem a casar na confusão do mês de agosto.

Mas, acreditem se quiserem, na vida, a parte divertida reside na conjugações improváveis, quer sejam num casamento no Natal, numa dança de casamento divertida ou numa leitura de um romance de um conhecido escritor de policiais, como James Patterson.

 

Acredito mesmo nas conjugações improváveis, até porque a seguir à sexta-feira nos espera um

 

Bom fim-de-semana!

 

 

 

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Sinopse: aqui.

Opinião: Este livro é daqueles em que "primeiro estranha-se, depois entranha-se" . Acho que não estava à espera que uma história, que decorre no Portugal provinciano, pudesse revelar particularidades divertidas versus uma história estranhamente cruel. Eu explico. Achei divertidas algumas expressões, como "Se as orações dos cães chegassem aos céus choviam ossos", "noiva serôdia, nem miolo nem côdea" ou, ainda, "burro morto, cevada ao rabo". Mas também achei a história cruel, porém,não posso divulgar mais pormenores, sob pena de conter spoilers, estragar a surpresa, ou contar a história toda, Whatever!

O primeiro capítulo começa por descrever o ambiente escuro, que ameaça chuva, e um homem que vai ao café e pede um brandy e bebe tudo de uma só vez. Não sabemos mais nada. É o mês de outubro, o tempo é invernoso e o homem aparece, entra no café, bebe três copos a penalty e sai. Tudo pausadamente. Percebi no capítulo a seguir que era para descrever Álvaro Silvestre e que este estava a tomar coragem para entrar no Jornal da terra (Montouro, em Cantanhede). O que Silvestre prentende é ver a sua confissão de culpa publicada no jornal da terra para que todos saibam que tem uma mulher que o obriga a desviar dinheiro ou a roubar.

No capítulo seguinte, surge a D. Maria dos Prazeres que veio à procura do marido. Entretanto, na charrete, ela reflete sobre o seu casamento infeliz  (ela, fidalga, foi obrigada a casar com Álvaro Silvestre, um lavrador "boçal" e "rico"). Permeando os seus pensamentos de "sangue por dinheiro", Maria dos Prazeres (uma ironia?) observa o cocheiro, Jacinto.

A leitura das 132 páginas deste livro foi demasiado rápida, pelo que tive de voltar a ler segunda vez. O significado das palavras que nos preparam para as cenas seguintes não é apreendido de imediato. Álvaro, que gera simpatia, torna-se odioso e Maria dos Prazeres, altiva e fidalga, não é o que parece. Já Jacinto e Clara, que se amam, que simbolizam o amor verdadeiro, são a antítese, um casal que se atreve a sonhar, neste ambiente de infelicidade, pautado pelos interesses económicos, e de onde nada pode surgir de bom.

A acção decorre em três dias durante o mês de outubro. Chove imenso e o tempo é "invernoso".  Fiquei triste como o tempo. Pensei. Pesquisei. No fundo, não queria acreditar que um livro tão pequeno podesse dizer tanto.

Deixo-vos o link do excerto do filme de Fernando Lopes (1968-1971), o qual demonstra o casamento infeliz de D. Maria dos Prazeres Pessoa de Alva Sancho Silvestre:https://www.youtube.com/watch?v=pqsxxusO-ms.

 

 Classificação: 5/5 - Adorei

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Sinopse: aqui.

Opinião: A escolha de tema para leitura durante o mês de agosto, para o Clube de Leitura Conversas Livrásticas, recaiu sobre "um livro com cheiro". Houve quem dissesse: pode cheirar a bolor? É um cheiro, não é?  Por acaso, achei graça ao comentário, mas, na verdade, o papel sorteado foi escrito por mim e lembro-me que quando escrevi esse tema pensei logo em "Julie & Júlia". Adorei o filme e a interpretação da Meryl Streep (Alguém já viu o filme?).

Essa era a ideia inicial, mas acabei por ler "Comer e amar em Paris", uma história de amor com receitas. O que é que me atraiu neste livro? Um dois em um: uma história de amor real e as receitas de culinária. Ainda por cima tudo se passa em Paris!

De facto, tem todos os "ingredientes para ser uma boa história" e dá para sentir uma certa inveja da Elisabeth a passear pelos mercados de Paris. Senti na imaginação os sabores e cheiros das ervas aromáticas, da canela e, oh-la-la, da comida!

O conceito é interessante e apreciei ler as receitas e a história de Elisabeth e Gwendal, ela americana e ele francês, e como se conheceram, o que comeram e, depois, quando casaram. 

"Tudo regado com molho de vieiras e champanhe, muito gengibre, e, claro, no final, uma sobremesa de soufflé de chocolate",  é como quem diz, o livro tem muito mais para mal dos leitores que pretendem manter a dieta. Portanto, se é o vosso caso, é melhor fazerem como eu, serem fortes e manterem o pensamento focado (só que não!).

Dito isto, as inevitáveis comparações com o "Julie & Júlia", com as suas 365 receitas (uma por dia durante um ano), fizeram-me pensar num concurso de talentos culinários, em que "Comer e amar em Paris" receberia uma nota menos favorável.

Classificação: 3/5.

Raios, Sapo! Agora que descobri que cometo erros de principiante fica difícil de colocar um título sem pensar que pode estar errado! Acredita que sei que para aprender é preciso cometer erros. Sejam grandes, pequenos, graves ou menos graves, os meus erros não me preocupam tanto como o retrocesso ao nível inteletual. É que aprender é admitir o erro, seguir em frente e não o voltar a cometer. É avançar sem olhar para trás. É perdoar-se e saber perdoar os outros. 

Raios, Sapo! Eu estou a referir-me a outra coisa e usei-te como pretexto. Espero que me perdoes por mais este erro de principiante. 

Posto isto, tenho debaixo da língua muitas palavras, tantas que davam para escrever um tratado de má língua, com direito a palavras curtas e grossas, por causa dos erros crassos dos outros.

Pensar, pensar demasiado é contra a terapia prescrita pela minha entidade patronal biblioterapeuta, portanto, se não posso pensar muito nem dizer tudo, o que posso dizer sobre cercear a calibragem das palavras que certos juízes empregam em acórdãos ? 

Meus senhores e minhas senhoras, isto são só palavras, nada mais. Sigam em frente do acórdão. Acordem e não se espantem quando começarem a esbarrar e a cair nos buracos da lei e da jurisprudência. Eles existem. E as injustiças...nem se fala! É para todos e não é só para A, B ou C. 

Raios, Sapo! Agora que descobri que cometo erros de principiante fica difícil falar do que todos os outros falam.

 

 

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Sinopse: aqui.

Opinião: Comprei este livro na última Feira do Livro de Lisboa e li-o, rapidamente, no Verão. Já conhecia a escritora de "A Idade da Inocência", mas este livro prometia ser diferente.

Como nota introdutória, Edith Wharton foi a primeira mulher a ganhar o Prémio Pulitzer com "A Idade da Inocência" em 1921. Nos anos seguintes, em 1927, 1928 e 1930, a romancista americana foi nomeada para o Prémio Nobel da Literatura e não ganhou em nenhum dos anos em que esteve nomeada (mas já falamos das reveses deste prémio anteriormente).

A personagem principal é Charity Royall, que foi trazida das Montanhas, por caridade, e acolhida por  Mr. Royall, e é na aldeia de North Dormer, "uma aldeia dos montes, queimada pelo sol e batida pelas intempéries, abandonada pelos homens, deixada de lado pelos caminhos de ferro, transportes, telégrafos e por todas as forças que unem a vida à vida das comunidades modernas", que Charity trabalha, a meio tempo, na biblioteca. 

Charity tem 18 anos, odeia a aldeia de North Dormer, onde se sente isolada, e só pensa em ganhar dinheiro suficiente para sair dali. Mas Charity, ao contrário do nome, não é caridosa, não é amável nem uma personagem com que se crie uma empatia. Tudo a aborrece (creio que isso terá a haver com o facto de Charity ser jovem e não pensar nem refletir nas consequências dos seus atos). Perante este cenário, ela apaixona-se por um jovem arquiteto citadino chamado Lucius Harney, deposita nele todas as suas fantasias quanto ao futuro e manda às urtigas quaisquer pensamentos de decência da época, envolvendo-se com ele sexualmente.

Um livro que não se compara ao "A Idade da Inocência", mas em que podemos apreciar a história e a escrita desta grande escritora, cujo tom crítico habitual da sociedade, da política e da moral, surge através dos personagens Charity, Mr. Royall e Harney. 

Será que ela se inspirou nela própria?

 

Classificação: 4/5 - Gostei,

Uma das coisas que adoro é ir à Biblioteca, pelo espaço, pelo cheiro dos livros e pela possibilidade de trazer um ou mais livros para casa [sem gastar dinheiro]. É como uma espécie de catarse, a qual permite espairecer as vistas e folhear os livros que mais chamam à atenção.

Em todo o processo, vejo as dez prateleiras que lá existem (ou serão mais?) e, sem qualquer ideia pré-definida (ainda não sei qual vai ser o escolhido), há sempre um ou outro que diz "leva-me para casa". Eu dou sempre ouvidos à intuição e os livros vêm à minha mão todos satisfeitos.

Quem gosta de livros sabe perfeitamente o que se sente ao comprar determinado exemplar e também percebe a importância de fazer uma boa escolha.Eu passeio pelas prateleiras e não seleciono, apenas sinto. Às vezes é um apelo visual. Outras, uma edição recente. Outras há ainda que o escritor merece ser conhecido e sair dali um pouco.

Curiosamente, da última vez que estive na bilioteca trouxe O Bicho da Seda, de Robert Gallbraith, que me foi recomendado,aqui no blogue, pela Magda e pela Fátima Bento, e O Pianista de Hotel, de José Rodrigues de Carvalho, por causa de ser recente e pelo bichinho que matou o gato: a curiosidade. 

Não sei se conseguirei ir todas as semanas à Biblioteca, mas vou tomando nota das recomendações que vocês vão fazendo para que a je não se perca.

 

Bom fim-de semana!

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Sinopse: aqui.

Opinião: Li há algum tempo mas a história ainda está bem presente na minha memória. Trata-se de uma sátira aos tempos modernos e o protagonista é o Adolf Hitler, o que, só por si, prometia ser uma leitura complicada e muito irritante.

Hitler acorda, desorientado, no ano de 2011 num jardim em Berlim, perto do Bunker. Não sabe o que lhe aconteceu e, como conhece muito bem Berlim (de há quase 70 anos atrás),  começa a percorrer as ruas da cidade, vestido com a sua farda. Todos julgam tratar-se de uma sósia do ditador, mas isso é motivo para as pessoas, com que se cruza, o encararem com sentido de humor, afinal todos julgam tratar-se de um ator que encarna realisticamente o papel!!! Só que não. Eu é que não gostaria de o ver na rua, contudo, parece que os alemães apreciam humor negro...

O que torna este livro divertido são as dificuldades com que Hitler se depara, em especial, com as novas teconologias e com as pessoas, o que me faz recordar a situação hilariante em que ele julga que o LCD, no quarto de hotel, é um cabide para pendurar o casaco (ahahah).

Além da sátira, o escritor faz ainda uma crítica à sociedade consumista, à política na Alemanha de Merkel e ao jornalismo sensacionalista.

Achei muito interessante e a escrita muito acessível. A capa, de um minimalismo muito apelativo e revelador, foi o que me chamou mais à atenção. O único ponto que destaco, como sendo o menos favorável, foi o final da história, porque não quero nem aceito que alguém como Hitler passe de Besta a Bestial. Porém, há quem entenda isso como um final em aberto e em que o final é deixado à imaginação do leitor (eh, finjo que acredito).

O primeiro livro de Timur Vermes é uma surpresa agradável e de muita criatividade. Dá que pensar. Eu refleti e tremi perante o facto de a história ser um ciclo em que tudo se repete.

Já pensaram sobre isto?

 

Classificação: 4/5 - Gostei bastante

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