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Opinião: [Buuu!!!]

Fabuloso. Um triunfo. É o que diz Stephen King.

Uma história apropriada ao Halloween e ao tema de terror do mês?

Para quem gosta de terror e de Stephen King estava firmado o entendimento de que iria adorar a história desta graphic novel. Por acaso até gosto muito de histórias sobre o sobrenatural e de terror, porém, este "Darkside book", não me chegou a assustar nem um bocadinho. Fiquei confusa e não percebi o desenvolvimento da história. Mais tarde vim a descobrir que se trata do primeiro volume. Pelo menos explica o porquê da confusão, pois a história tem uma continuação...

A introdução adensa o mistério. A trama começa com uma morte, no ano de 1919. So far so good.

 

A família Rooks constituída por mãe, pai e filha adolescente vão viver para uma vila rural de Litchfield para  recomeçar uma vida nova. Há algo misterioso nesta família. Há algo muito mau na floresta da vila. Existem bruxas. Cuidado. Quem é prometido tem o destino traçado e os habitantes cumprem a Promessa.

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 Não percebi o porquê de as bruxas fazerem o barulho "Chit, Chit, Chit". Para mim, não é nada assustador e é até  muito engraçado (eheheh,  mais não digo). 

Com uma morte no início, o que suscita logo um certo interesse, a história desenrola-se numa sequência temporal  que salta, repentinamente, entre o presente e o passado. No passado vamos descobrindo que há um trauma vivido pela filha adolescente e um segredo relacionado com a mãe.

Fiquei triste. Não consegui gostar. Talvez numa próxima.

 

Classificação: 2/5.

 

 

 

 

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Não vou falar de comida nem de conselhos para uma vida saudável. Vou expor um conceito que se prende com uma dieta equilibrada de livros. Se me enganei? Nem pensar. Sei que vos pode parecer um absurdo e se acreditam que não existe tal coisa, na verdade existe. Sempre existiu. 

 

Admito que desconhecia que era uma adepta deste tipo de dieta, já que a outra não funciona, mas, após pensar um pouco sobre a forma como escolho os livros, cheguei à conclusão que o meu menu de leituras é muito variado. E porquê, perguntam vocês? Porque não leio sempre o mesmo género ou o mesmo autor. Creio que ando sempre a pensar em várias coisas ao mesmo tempo. A reflexão é maior. O poder de argumentação também. Ah, e a criatividade, claro!

 

No que se refere à forma de escolher livros, não tenho nada contra aqueles ou aquelas que optam por clássicos, fição, biografias, ou outro tipo de leituras que suscitem interesse. O importante é ler. Aliás, sabiam que poderão só conseguir ler 3.500 livros durante a vossa vida? É assustador. Não gosto de estatísticas e sempre fugi da matemática!

 

Voltando ao tema inicial, eu comecei a ler aos 9 anos e nunca mais parei. Os gostos foram variando com a idade. No entanto, talvez por ter tido contato com livros de aventura, policiais, romances, fição, esoterismo, terror, suspense, thriller, desde tenra idade, nunca me cingi a um único género. 

 

Não pensem que isto é fácil. Tal como na outra dieta, a minha dieta equilibrada de livros leva-me a fazer disparates. Porque também nesta dieta há dia da asneira e nesses dias devoro os livros a que designo de "fast food". Nesses dias, preciso de sair do tom sério, desligar-me do mundo e usar unicamente a imaginação.

 

Além disso, a minha dieta equilibrada faz com que procure os melhores ingredientes, nas prateleiras de supermercado, nas estantes de livrarias e nas feiras de velharias ou do livro. E o ingrediente secreto que costumo usar é o do preço mais baixo. Sabe sempre bem e raramente dececiona! 

 

Para tudo há uma receita e acredito que os blogues literários terão a sua guardada a sete chaves. Nesse caso, o segredo é a alma do negócio. 

 

Na dieta equilibrada de livros não há segredos e a receita é bem vossa conhecida. 


E vocês, já estão a fazer dieta?

 

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Acredito totalmente no poder da terapia dos livros pelos bons momentos que eles nos proporcionam. 

Acredito que chegaremos ao Natal sem comprar todas as prendas.

Acredito que o calor, que se faz sentir em outubro, se manterá durante mais algum tempo.

Acredito que os portugueses continuem a casar na confusão do mês de agosto.

Mas, acreditem se quiserem, na vida, a parte divertida reside na conjugações improváveis, quer sejam num casamento no Natal, numa dança de casamento divertida ou numa leitura de um romance de um conhecido escritor de policiais, como James Patterson.

 

Acredito mesmo nas conjugações improváveis, até porque a seguir à sexta-feira nos espera um

 

Bom fim-de-semana!

 

 

 

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Sinopse: aqui.

Opinião: Este livro é daqueles em que "primeiro estranha-se, depois entranha-se" . Acho que não estava à espera que uma história, que decorre no Portugal provinciano, pudesse revelar particularidades divertidas versus uma história estranhamente cruel. Eu explico. Achei divertidas algumas expressões, como "Se as orações dos cães chegassem aos céus choviam ossos", "noiva serôdia, nem miolo nem côdea" ou, ainda, "burro morto, cevada ao rabo". Mas também achei a história cruel, porém,não posso divulgar mais pormenores, sob pena de conter spoilers, estragar a surpresa, ou contar a história toda, Whatever!

O primeiro capítulo começa por descrever o ambiente escuro, que ameaça chuva, e um homem que vai ao café e pede um brandy e bebe tudo de uma só vez. Não sabemos mais nada. É o mês de outubro, o tempo é invernoso e o homem aparece, entra no café, bebe três copos a penalty e sai. Tudo pausadamente. Percebi no capítulo a seguir que era para descrever Álvaro Silvestre e que este estava a tomar coragem para entrar no Jornal da terra (Montouro, em Cantanhede). O que Silvestre prentende é ver a sua confissão de culpa publicada no jornal da terra para que todos saibam que tem uma mulher que o obriga a desviar dinheiro ou a roubar.

No capítulo seguinte, surge a D. Maria dos Prazeres que veio à procura do marido. Entretanto, na charrete, ela reflete sobre o seu casamento infeliz  (ela, fidalga, foi obrigada a casar com Álvaro Silvestre, um lavrador "boçal" e "rico"). Permeando os seus pensamentos de "sangue por dinheiro", Maria dos Prazeres (uma ironia?) observa o cocheiro, Jacinto.

A leitura das 132 páginas deste livro foi demasiado rápida, pelo que tive de voltar a ler segunda vez. O significado das palavras que nos preparam para as cenas seguintes não é apreendido de imediato. Álvaro, que gera simpatia, torna-se odioso e Maria dos Prazeres, altiva e fidalga, não é o que parece. Já Jacinto e Clara, que se amam, que simbolizam o amor verdadeiro, são a antítese, um casal que se atreve a sonhar, neste ambiente de infelicidade, pautado pelos interesses económicos, e de onde nada pode surgir de bom.

A acção decorre em três dias durante o mês de outubro. Chove imenso e o tempo é "invernoso".  Fiquei triste como o tempo. Pensei. Pesquisei. No fundo, não queria acreditar que um livro tão pequeno podesse dizer tanto.

Deixo-vos o link do excerto do filme de Fernando Lopes (1968-1971), o qual demonstra o casamento infeliz de D. Maria dos Prazeres Pessoa de Alva Sancho Silvestre:https://www.youtube.com/watch?v=pqsxxusO-ms.

 

 Classificação: 5/5 - Adorei

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Sinopse: aqui.

Opinião: A escolha de tema para leitura durante o mês de agosto, para o Clube de Leitura Conversas Livrásticas, recaiu sobre "um livro com cheiro". Houve quem dissesse: pode cheirar a bolor? É um cheiro, não é?  Por acaso, achei graça ao comentário, mas, na verdade, o papel sorteado foi escrito por mim e lembro-me que quando escrevi esse tema pensei logo em "Julie & Júlia". Adorei o filme e a interpretação da Meryl Streep (Alguém já viu o filme?).

Essa era a ideia inicial, mas acabei por ler "Comer e amar em Paris", uma história de amor com receitas. O que é que me atraiu neste livro? Um dois em um: uma história de amor real e as receitas de culinária. Ainda por cima tudo se passa em Paris!

De facto, tem todos os "ingredientes para ser uma boa história" e dá para sentir uma certa inveja da Elisabeth a passear pelos mercados de Paris. Senti na imaginação os sabores e cheiros das ervas aromáticas, da canela e, oh-la-la, da comida!

O conceito é interessante e apreciei ler as receitas e a história de Elisabeth e Gwendal, ela americana e ele francês, e como se conheceram, o que comeram e, depois, quando casaram. 

"Tudo regado com molho de vieiras e champanhe, muito gengibre, e, claro, no final, uma sobremesa de soufflé de chocolate",  é como quem diz, o livro tem muito mais para mal dos leitores que pretendem manter a dieta. Portanto, se é o vosso caso, é melhor fazerem como eu, serem fortes e manterem o pensamento focado (só que não!).

Dito isto, as inevitáveis comparações com o "Julie & Júlia", com as suas 365 receitas (uma por dia durante um ano), fizeram-me pensar num concurso de talentos culinários, em que "Comer e amar em Paris" receberia uma nota menos favorável.

Classificação: 3/5.

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Raios, Sapo! Agora que descobri que cometo erros de principiante fica difícil de colocar um título sem pensar que pode estar errado! Acredita que sei que para aprender é preciso cometer erros. Sejam grandes, pequenos, graves ou menos graves, os meus erros não me preocupam tanto como o retrocesso ao nível inteletual. É que aprender é admitir o erro, seguir em frente e não o voltar a cometer. É avançar sem olhar para trás. É perdoar-se e saber perdoar os outros. 

Raios, Sapo! Eu estou a referir-me a outra coisa e usei-te como pretexto. Espero que me perdoes por mais este erro de principiante. 

Posto isto, tenho debaixo da língua muitas palavras, tantas que davam para escrever um tratado de má língua, com direito a palavras curtas e grossas, por causa dos erros crassos dos outros.

Pensar, pensar demasiado é contra a terapia prescrita pela minha entidade patronal biblioterapeuta, portanto, se não posso pensar muito nem dizer tudo, o que posso dizer sobre cercear a calibragem das palavras que certos juízes empregam em acórdãos ? 

Meus senhores e minhas senhoras, isto são só palavras, nada mais. Sigam em frente do acórdão. Acordem e não se espantem quando começarem a esbarrar e a cair nos buracos da lei e da jurisprudência. Eles existem. E as injustiças...nem se fala! É para todos e não é só para A, B ou C. 

Raios, Sapo! Agora que descobri que cometo erros de principiante fica difícil falar do que todos os outros falam.

 

 

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Sinopse: aqui.

Opinião: Comprei este livro na última Feira do Livro de Lisboa e li-o, rapidamente, no Verão. Já conhecia a escritora de "A Idade da Inocência", mas este livro prometia ser diferente.

Como nota introdutória, Edith Wharton foi a primeira mulher a ganhar o Prémio Pulitzer com "A Idade da Inocência" em 1921. Nos anos seguintes, em 1927, 1928 e 1930, a romancista americana foi nomeada para o Prémio Nobel da Literatura e não ganhou em nenhum dos anos em que esteve nomeada (mas já falamos das reveses deste prémio anteriormente).

A personagem principal é Charity Royall, que foi trazida das Montanhas, por caridade, e acolhida por  Mr. Royall, e é na aldeia de North Dormer, "uma aldeia dos montes, queimada pelo sol e batida pelas intempéries, abandonada pelos homens, deixada de lado pelos caminhos de ferro, transportes, telégrafos e por todas as forças que unem a vida à vida das comunidades modernas", que Charity trabalha, a meio tempo, na biblioteca. 

Charity tem 18 anos, odeia a aldeia de North Dormer, onde se sente isolada, e só pensa em ganhar dinheiro suficiente para sair dali. Mas Charity, ao contrário do nome, não é caridosa, não é amável nem uma personagem com que se crie uma empatia. Tudo a aborrece (creio que isso terá a haver com o facto de Charity ser jovem e não pensar nem refletir nas consequências dos seus atos). Perante este cenário, ela apaixona-se por um jovem arquiteto citadino chamado Lucius Harney, deposita nele todas as suas fantasias quanto ao futuro e manda às urtigas quaisquer pensamentos de decência da época, envolvendo-se com ele sexualmente.

Um livro que não se compara ao "A Idade da Inocência", mas em que podemos apreciar a história e a escrita desta grande escritora, cujo tom crítico habitual da sociedade, da política e da moral, surge através dos personagens Charity, Mr. Royall e Harney. 

Será que ela se inspirou nela própria?

 

Classificação: 4/5 - Gostei,

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Uma das coisas que adoro é ir à Biblioteca, pelo espaço, pelo cheiro dos livros e pela possibilidade de trazer um ou mais livros para casa [sem gastar dinheiro]. É como uma espécie de catarse, a qual permite espairecer as vistas e folhear os livros que mais chamam à atenção.

Em todo o processo, vejo as dez prateleiras que lá existem (ou serão mais?) e, sem qualquer ideia pré-definida (ainda não sei qual vai ser o escolhido), há sempre um ou outro que diz "leva-me para casa". Eu dou sempre ouvidos à intuição e os livros vêm à minha mão todos satisfeitos.

Quem gosta de livros sabe perfeitamente o que se sente ao comprar determinado exemplar e também percebe a importância de fazer uma boa escolha.Eu passeio pelas prateleiras e não seleciono, apenas sinto. Às vezes é um apelo visual. Outras, uma edição recente. Outras há ainda que o escritor merece ser conhecido e sair dali um pouco.

Curiosamente, da última vez que estive na bilioteca trouxe O Bicho da Seda, de Robert Gallbraith, que me foi recomendado,aqui no blogue, pela Magda e pela Fátima Bento, e O Pianista de Hotel, de José Rodrigues de Carvalho, por causa de ser recente e pelo bichinho que matou o gato: a curiosidade. 

Não sei se conseguirei ir todas as semanas à Biblioteca, mas vou tomando nota das recomendações que vocês vão fazendo para que a je não se perca.

 

Bom fim-de semana!

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Sinopse: aqui.

Opinião: Li há algum tempo mas a história ainda está bem presente na minha memória. Trata-se de uma sátira aos tempos modernos e o protagonista é o Adolf Hitler, o que, só por si, prometia ser uma leitura complicada e muito irritante.

Hitler acorda, desorientado, no ano de 2011 num jardim em Berlim, perto do Bunker. Não sabe o que lhe aconteceu e, como conhece muito bem Berlim (de há quase 70 anos atrás),  começa a percorrer as ruas da cidade, vestido com a sua farda. Todos julgam tratar-se de uma sósia do ditador, mas isso é motivo para as pessoas, com que se cruza, o encararem com sentido de humor, afinal todos julgam tratar-se de um ator que encarna realisticamente o papel!!! Só que não. Eu é que não gostaria de o ver na rua, contudo, parece que os alemães apreciam humor negro...

O que torna este livro divertido são as dificuldades com que Hitler se depara, em especial, com as novas teconologias e com as pessoas, o que me faz recordar a situação hilariante em que ele julga que o LCD, no quarto de hotel, é um cabide para pendurar o casaco (ahahah).

Além da sátira, o escritor faz ainda uma crítica à sociedade consumista, à política na Alemanha de Merkel e ao jornalismo sensacionalista.

Achei muito interessante e a escrita muito acessível. A capa, de um minimalismo muito apelativo e revelador, foi o que me chamou mais à atenção. O único ponto que destaco, como sendo o menos favorável, foi o final da história, porque não quero nem aceito que alguém como Hitler passe de Besta a Bestial. Porém, há quem entenda isso como um final em aberto e em que o final é deixado à imaginação do leitor (eh, finjo que acredito).

O primeiro livro de Timur Vermes é uma surpresa agradável e de muita criatividade. Dá que pensar. Eu refleti e tremi perante o facto de a história ser um ciclo em que tudo se repete.

Já pensaram sobre isto?

 

Classificação: 4/5 - Gostei bastante

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Now 

Hell is the gateway

No one orders,

nobody does anything

Believe in the explosion

Or terrorist or lying,

But do not buy the fight

nor sell your soul.

The power of anger

and the pain of the world

Wept in known tongue,

and vomit on the correct

and weak

narrows view.

 

and Then

The forest out there

It´s not the same.

All the blame

Of some of us.

Everywhere

There´s fire,

Consumes everything

Around 

Inside

All memories

All coletive past

Is gone.

Stays Blury

The future.

 

 

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Sinopse : aqui.

Opinião: Sabemos que as experiências de leitura não são todas iguais e que uns dias correm melhor e outros pior. Creio que este livro costuma agradar à maioria, mas o meu pensamento está a seguir um caminho difícil. Ainda assim, levanto um bocadinho o véu de aspetos positivos a destacar: a capa é apelativa, a escrita é acessível e os personagens fáceis de imaginar. 

O leitor do comboio, contador de histórias, faz as suas leituras em voz alta, no comboio das 6:27 para Paris.É uma rotina que cumpre religiosamente e fá-lo porque dá significado à sua vida rotineira e monótona. Ao ler  as folhas, que Guylain salva da "Coisa" (ou da máquina que destroi livros), sente que assim são devidamente valorizadas e escutadas, pelo menos uma última vez. É quase como um prazer secreto e subversivo, porque os livros são devorados pela "Coisa" para reciclagem e, ao salvar aquelas simples folhas, Guylain vence a máquina e quebra as regras da empresa. O que faz é perigoso, porém, ele não desiste de recuperar mais e mais folhas.

Retomando o pensamento inicial, o tal que é difícil de agradar, pensei no seguinte: o Guylain lê frases lindas, poéticas de folhas sem qualquer relação entre elas, mas entendo que os excertos lidos e apreciados não foram compreendidos nem pelos ouvientes nem por Guylian. Será uma achega aos leitores de hoje? E "A Coisa" uma alegoria à censura e ao fim da liberdade de expressão? E já agora a "cinderela", Julie, representará a esperança para quem tem trabalhos difíceis?

Achei a leitura fácil, mas não era a história que procurava. No entanto, atendendo a que cada livro tem o seu leitor, gostaria de saber se já leram e se gostaram.

Classificação: 3/5 -Razoável

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Contos Fantásticos, Edgar Allan Poe

 Os Melhores Contos de H.P. Lovecraft, H.P. Lovecraft

 O Aperto do Parafuso, Henry James

 Doutor Sono, Stephen King

 

 

 

 

 

 

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116 anos. Há mais de um século que a Academia Sueca escolhe um escritor e atribui o Prémio Nobel. Polémicas. Aplausos. E muitos escritores que mereciam o prémio e que foram omitidos, como Marcel Proust, James Joyce, Vladimir Nabakov, Franz Kafka, Liev Tolstói, entre muitos outros. A última polémica foi com a atribuição do prémio a Bob Dylan, lembram-se? Pois é, foi um assunto sobejamente comentado na altura. Um ano depois, o prémio foi para o escritor nipo-britânico Kazuo Ishiguro, em virtude da grande "força emocional presente em seus romances, e assim revelando o abismo sob o nosso ilusório sentido de conexão com o mundo". Confesso que não li nada dele nem da grande maioria dos escritores que compõem a lista do Prémio Nobel. Shame on me? Não. Gosto mesmo muito de ler o que me apetece. Com listas ou sem elas, ler é o mais importante. A propósito chamo à colação o facto de o prémio ter sido atribuído a 99 homens e apenas a 14 mulheres, como já analisou, e bem, a Sara do Desabafos Agridoce. Logo, no que a esta lista diz respeito, reservo-me o direito de discordar e de ler a meu belo prazer.

 

1901 - Sully Prudhomme (França)

1902 - Christian Matthias Theodor Mommsen (Alemanha)

1903 - Bjørnstjerne Martinus Bjørnson (Noruega)
1904 - Frédéric Mistral (França) e José Echegaray y Eizaguirre (Espanha)
1905 - Henryk Sienkiewicz (Polónia)
1906 - Giosuè Carducci (Itália)
1907 - Rudyard Kipling (Reino Unido)
1908 - Rudolf Christoph Eucken (Alemanha)
1909 - Selma Ottilia Lovisa Lagerlöf (Suécia)
1910 - Paul Johann Ludwig Heyse (Alemanha)
1911 - Maurice Maeterlinck (Bélgica)
1912 - Gerhart Johann Robert Hauptmann (Alemanha)
1913 - Rabindranath Tagore (Índia)
1914 - Não foi atribuído
1915 - Romain Rolland (França)
1916 - Carl Gustaf Verner von Heidenstam (Suécia)
1917 - Karl Adolph Gjellerup (Dinamarca) e Henrik Pontoppidan (Dinamarca)
1918 - Não foi atribuído
1919 - Carl Friedrich Georg Spitteler (Suíça)
1920 - Knut Pedersen Hamsun (Noruega)
1921 - Anatole France (França)
1922 - Jacinto Benavente (Espanha)
1923 - William Butler Yeats (Irlanda)
1924 - Wladyslaw Stanislaw Reymont (Polónia)
1925 - George Bernard Shaw (Irlanda)
1926 - Grazia Deledda (Itália)
1927 - Henri Bergson (França)
1928 - Sigrid Undset (Noruega)
1929 - Thomas Mann (Alemanha)
1930 - Sinclair Lewis (Estados Unidos da América)
1931 - Erik Axel Karlfeldt (Suécia)
1932 - John Galsworthy (Reino Unido)
1933 - Ivan Alekseyevich Bunin (Rússia)
1934 - Luigi Pirandello (Itália)
1935 - Não foi atribuído
1936 - Eugene Gladstone O'Neill (EUA)
1937 - Roger Martin du Gard (França)
1938 - Pearl Buck (EUA)
1939 - Frans Eemil Sillanpää (Finlândia)
1940-43 - Não foi atribuído
1944 - Johannes Vilhelm Jensen (Dinamarca)
1945 - Gabriela Mistral (Chile)
1946 - Hermann Hesse (Alemanha)
1947 - André Paul Guillaume Gide (França)
1948 - Thomas Stearns Eliot (Reino Unido)
1949 - William Faulkner (EUA)
1950 - Earl (Bertrand Arthur William) Russell (Reino Unido)
1951 - Pär Fabian Lagerkvist (Suécia)
1952 - François Mauriac (França)
1953 - Sir Winston Leonard Spencer Churchill (Reino Unido)
1954 - Ernest Miller Hemingway (EUA)
1955 - Halldór Kiljan Laxness (Islândia)
1956 - Juan Ramón Jiménez (Espanha)
1957 - Albert Camus (França)
1958 - Boris Leonidovich Pasternak (Rússia)
1959 - Salvatore Quasimodo (Itália)
1960 - Saint-John Perse (França)
1961 - Ivo Andric (Jugoslávia)
1962 - John Steinbeck (EUA)
1963 - Giorgos Seferis (Grécia)
1964 - Jean-Paul Sartre (França)
1965 - Mikhail Aleksandrovich Sholokhov (Rússia)
1966 - Shmuel Yosef Agnon (Israel) e Nelly Sachs (Alemanha)
1967 - Miguel Angel Asturias (Guatemala)
1968 - Yasunari Kawabata (Japão)
1969 - Samuel Beckett (Irlanda)
1970 - Aleksandr Isayevich Solzhenitsyn (Rússia)
1971 - Pablo Neruda (Chile)
1972 - Heinrich Böll (Alemanha)
1973 - Patrick White (Austrália)
1974 - Eyvind Johnson (Suécia) e Harry Martinson (Suécia)
1975 - Eugenio Montale (Itália)
1976 - Saul Bellow (EUA)
1977 - Vicente Aleixandre (Espanha)
1978 - Isaac Bashevis Singer (EUA)
1979 - Odysseus Elytis (Grécia)
1980 - Czeslaw Milosz (Polónia)
1981 - Elias Canetti (Bulgária/Reino Unido)
1982 - Gabriel García Márquez (Colômbia)
1983 - William Golding (Reino Unidos)
1984 - Jaroslav Seifert (Checoslováquia)
1985 - Claude Simon (França)
1986 - Wole Soyinka (Nigéria)
1987 - Joseph Brodsky (EUA)
1988 - Naguib Mahfouz (Egito)
1989 - Camilo José Cela (Espanha)
1990 - Octavio Paz (México)
1991 - Nadine Gordimer (África do Sul)
1992 - Derek Walcott (Santa Lucia)
1993 - Toni Morrison (EUA)
1994 - Kenzaburo Oe (Japão)
1995 - Seamus Heaney (Irlanda)
1996 - Wislawa Szymborska (Polónia)
1997 - Dario Fo (Itália)
1998 - José Saramago (Portugal)
1999 - Günter Grass (Alemanha)
2000 - Gao Xingjian (França)
2001 - V.S. Naipaul (Reino Unido)
2002 - Imre Kertesz (Hungria)
2003 - J.M. Coetzee (África do Sul)
2004 - Elfriede Jelinek (Áustria)
2005 - Harold Pinter (Reino Unido)
2006 - Orhan Pamuk (Turquia)
2007 - Doris Lessing (Reino Unido)
2008 - Jean-Marie Gustave Le Clezio (França)
2009 - Herta Müller (Alemanha)
2010 - Mario Vargas Llosa (Peru)
2011 - Tomas Transtroemer (Suécia)
2012 - Mo Yan (China)
2013 - Alice Munro (Canadá)
2014 - Patrick Modiano (França)
2015 - Svetlana Alexievich (Bielorrússia)
2016 - Bob Dylan (EUA)
2017 - Kazuo Ishiguro (Reino Unido)

 

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Sinopse: aqui.

Opinião:Ao abordar um tema da Ciência e da Religião, algo que não se mistura como água e azeite, despertamos para ensinamentos e pensamentos inusitados. "Não neguem à partida uma ciência que desconhecem", nem entrem com ideias preconcebidas. Afinal, a beleza dos ensinamentos de Jesus são bem mais profundos e íntrisecos. A luz da sua sabedoria é, pasme-se, a sua enorme inteligência emocional. Sim. Jesus foi o homem mais inteligente da história. E sim, mais uma vez, a religião, a fé e a esperança estão ligadas à gestão da mente e às emoções humanas. 

Não esperem ler sobre o Jesus sobrenatural ou que realiza milagres. Marco Polo é ateu e um homem da ciência. Mas pensem um pouco e  espreitem uma história na História. As ilações, essas ficarão para depois (poderiamos ser todos mais felizes, não podiamos?).

Resumindo, apesar de Marco Polo se encontrar destroçado, ele reúne com teólogos, um neurocirurgião e uma psiquiatra e, numa mesa redonda, "discutem", numa espécie de "Brainstorm", os sentidos ocultos nas passagens do Novo Testamento. Ao estudar a biografia de Jesus e analisar a inteligência de Jesus à luz das ciências humanas, Marco Polo consegue surpreender (os colegas de mesa e seguidores dos debates através da internet) e ser surpreendido. O assunto começa a ser perigoso e mexe com coisas sagradas!

Durante a leitura, esperei mais. Falar sobre Jesus e depois revelar que a sua mãe, Maria, era a educadora de emoções por excelência, digamos assim, deixou-me com dúvidas. Seria Jesus ou Maria a mais inteligente? 

As minhas convições ficaram inabaladas, pois sempre acreditei na importância de Maria (e de Maria Madalena). Se estiver desse lado, Dr. Augusto Cury, desvende este mistério agora ou publique novo livro, pois estou morta de curiosidade.

 

Um livro para pensar, concordar ou discordar. 

 

Classificação: 4/5- Gostei

 

Espreitem:

A Saga de Um Pensador 5/5 - Adorei

Felicidade Roubada 4/5- Gostei

 

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Era preciso mudar. Aqui, em casa, fizeram-se arrumações de roupa e limpezas. Ai, a preparação para o Outono e a novas temperaturas!!!Pruuu. Pruuu. O maior problema, dizem os humanos, é que nesta altura aumenta a queda de cabelo e, claro, de pelo. Ah, ainda bem que este ano me livrei da tosquia habitual. Pruuu. Pruuuu. Também não pode ser todos, todos, os anos. No entanto, acho que os humanos encomendaram um aspirador de gatos como este aqui. É, dizem que é mais higiénico e que facilmente se livram do problema. A miar vamos!

Neste fim de semana, tracei dois planos: Plano A, ficar em casa; e o Plano B, não foi necessário, porque o Plano A nunca falha. Fiquei então em casa e conversei com a Pipoca (acho que já esqueceu o Amado gato da vizinha). Ela não queria, mas tem de admitir que precisa de alguém como eu. Aliás, acho que nem é necessário comprar aspirador.

 

 

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Sinopse: Aqui.

Opinião: No post da semana passada (aqui), os meus pensamentos sobre "A Rapariga de antes"  revelaram algum desapontamento, sobretudo, no que ao final da história diz respeito, mas, hoje, vou falar de um livro que, a meu ver, tem ação q.b e não desilude. É, admito  que adoro policiais ! Além disso, descobri que Roberth Gailbraith é um pseudónimo de J. K. Rowling. Eu já sou fã de Harry Potter, porém,para além de "Morte Súbita" desconhecia a existência de outros livros da escritora. Mas adiante, vamos ao livro de hoje. Até já estou a imaginar um filme e uma daquelas frases que se usam nos traillers: Um ex-soldado detetive com uma prótese na perna. Uma secretária competente e trabalhadora temporária. Uma jovem modelo famosa que cai de uma varanda e morre. Suícidio ou homicídio?

A personagem principal é o detetive Cormoran Strike, o tal ex-soldado com uma prótese na perna. Robin é a jovem destacada por uma empresa de trabalho temporário para secretariar Strike. É então que John Bristow se dirige ao detetive privado, porque não acredita na tese de suícidio da polícia quanto à morte da sua irmã e contrata o detetive para averiguar as suas suspeitas.

É um livro bem escrito e que se lê rapidamente. As personagens são muito realistas e o final foi muito bem conseguido (embora eu tivesse uma ligeira suspeita que se revelou acertada).  

Fiquei com uma enorme vontade de ler os dois livros que se seguem.E vocês?

 

 

Classificação: 5/5 - Adorei

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Opinião: Começo por avisar: nunca se deve julgar um livro pela capa porque o que conta é o conteúdo. Este livro é um livro secreto e veio parar a minha casa há uns meses atrás. Abri muito rapidamente o embrulho que continha o livro, porém, a ilustração na capa desiludiu-me logo e, naquele instante, pensei: é um livro da escola! Esta foi a primeira impressão. Quando comecei a ler o primeiro capítulo,com a descrição de uma aldeia pobre algures no interior de Portugal, ela voltou. Na minha perspetiva, estava a ler para a disciplina de português. Mas fui resistente e avancei. À medida que fui lendo comecei a apreciar a escrita de Ferreira de Castro. Aliás, acho que as descrições são necessárias e muito realistas. Embrenhei-me então na história do Manuel da Bouça, na pobreza da sua aldeia e no seu sonho. Emigrar representaria uma forma fácil de ganhar dinheiro. Ingenuamente Manuel da Bouça pede dinheiro emprestado e compra a viagem, deixando a mulher e a filha. Com isso lucraram e enriqueceram os "vendedores de sonhos" lá da aldeia. Já o pobre desgraçado do Manuel da Bouça, cheio de receio de viajar de barco, embarcou numa ilusão. 

No geral, uma história para pensar e refletir pela atualidade do tema da experiência emigração. Em particular, uma menção especial para escrita que nos emociona (o próprio Ferreira de Castro emigrou e passou por dificuldades) levando-nos a "sentir" todas as sensações, pensamentos e emoções de Manuel da Bouça. Coitado do homem, só lido. 

 
 
Em todas as aldeias próximas, em todas as freguesias das redondezas, havia o mesmo anseio de emigrar, de ir em busca de riqueza a continentes longínquos. Era um sonho denso, uma ambição profunda que cavava nas almas, desde a infância à velhice. O oiro do Brasil fazia parte da tradição e tinha o prestígio duma lenda entre os espíritos rudes e simples. Viam-no reflorir nas igrejas, nos palacetes, nas escolas, nas pontes e nas estradas novas que os homens enriquecidos na outra margem do Atlântico mandavam executar.
 
 
Classificação: 5/5 - Gostei bastante.
 
 

 

 

 

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Meu Deus, estou perdida nos livros ! Pior, a lista não bate certo! KKKKK? Sim, isto não tem um happy end. Portanto, eu acrescentei os últimos livros em itálico de outra lista (daqui) e estes não aparecem nesta edição do livro. Assim sendo,  ou foi erro meu (e peço desculpa) ou esta edição não tem a lista completa.Rsrsrsrs.

 

Parte 1 - antes de 1800 | Parte 2 - século XIX | Parte 3 - século XX | Parte 4 - século XX

 

 

0949.  House of Leaves - Mark Z. Danielewaki

0950.  Blonde - Joyce Carol Oates
0951.  Batleby & Companhia - Enrique Vila -Matas
0952.  Ignorância - Milan Kundera
0953.  Pastoralia -Georgia Saunders
0954.  Harmonias Celestiais- Esterházy
0955.  Mancha Humana- Philip Roth
0956.  Dentes Brancos - Zadie Smith
0957.  Debaixo da Pele - Michel Faber
0958.  The Heart of Redness - Jakes Mda
0959.  As Frias Flores de Abril - Ismail Kadare
0960.  As Espantosas Aventuras de Kavalier & Clay - Michale Chabon
0961. Um Pai Obediente - Akhil Sharma
0962.  A Festa do Chibo - Mario Vargas Llosa
0963.  Asfixia - Chuck Palahniuk
0964.  Soldados de Salamina - Javier Cercas
0965.  O corpo Enquanto Arte - Don DeLillo
0966.  Não Te Movas - Margaret Mazzantini
0967.  Expiação - Ian MacEwan
0968.  Austerliz - W. G Sebald
0969.  Welcome ro Our Hilbrow - Phaswane Mpe
0970.  A Vida de Pi - Yann Martel
0971.  Correcções- Jonathan Franzen
0972.  Plataforma - Michel Houellebecq
0973.  A Questão do Bruno - Aleksander Hemon
0974.  Middlesex - Jeffry Eugenides
0975.  Shroud - John Banville
0976.  Está Tudo Iluminado - Jonathan Safran Foer
0977. Kafka à Beira Mar - Haruki Murakami
0978.  A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón
0979.  Um Brilhante Defeito - Arthur Japin
0980.  Uma Casa na Escuridão - José Luís Peixoto
0981.  Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra - Mia Couto
0982. O Bom Nome - Jhumpa Lahiri
0983. O Estranho Caso do Cão Morto - Mark Haddon
0984. Budapeste- Chico Buarque
0985. La Dama número trece - José Carlos Somoza
0986. Aquilo que Eu Amava - Siri Hustvedt
0987. Branco Sobre Negro - Ruben Gallego
0988. O Teu Rosto Amanhã - Javier Marias
0989. Drop City - T. Coraghessan Boyle
0990. Cloud Atla - David Mitchell
0991. O Mestre - Colm Tóibin 
0992. A Conspiração Contra a América - Philip Roth
0993. O Mar - John Banville 
0994. Jerusalém - Gonçalo M. Tavares
0995. Sábado - Ian McEwan
0996. Die Vermessung der Welt - Daniel Kehlmann
0997. O tigre branco – Aravind Adiga
0998. Cost – Roxana Robinson
0999.American Rust – Philipp Meyer
1000. Invisível – Paul Auster
1001. The Children’s Book – A. S. Byatt

 

 

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