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(Calças de ganga - *preço sob consulta)

 

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*chique ou chilique?!

 

 

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Olá. Estou de volta. Depois de ter andado bugado de todo, sinto que tenho de vir miar as últimas novidades. Lembram-se de vos ter contado a história da Pipoca (aqui)? Imaginem que ela agora criou uma página de facebook só para ela e convidou todas as gatas da vizinhança? E partilham vídeos de forma exclusiva, ou seja, só para gatas. Vocês, humanos, entendem melhor se vos falar da controvérsia sobre o filme mulher maravilha e a controvérsia estalou com golpes dos rabos felpudos, exaltados, dos gatos do país inteiro. Sentimo-nos excluidos e os meus bigodes temem pela Pipoca. Que lindo sarilho em que ela se foi meter! Nem fuuuuussss nem nada que mie lhe vão valer. Mas eu só posso acreditar que ela está louca. Sim, a Pipoca está loucaaaaaa! Ficou nesse estado depois de saber que Marilyn Monroe poderá ter sido morta por saber demais sobre extraterrestes. Ai, miau, miau, onde é que isto vai parar.

 

Ela acha-se, ela tem opiniões e expressa-as no seu mais misterioso miado. Ultimamente, bem que a oiço com o Amado. Ele mia de lá e ela de cá. A distância são dois andares e pouco mais. Se a Pipoca se acha a mulher maravilha já estão a imaginar o filme. Acredito que seja capaz de tudo, até de se atirar da varanda. Cuidado, disse-lhe eu no outro dia. O amor não exige esse tipo de sacrifícios e, enquanto gata, deveria preservar a imagem e não fazer esses filmes. Qual mulher maravilha, qual Marilyn, qual quê? 

 

Imaginação não lhe falta e algo me diz que isto vai de mal a pior. Ah, estava a esquecer-me de uma das novidades. Não contem a ninguém: a Pipoca tem medo de foguetes! Os humanos bem que a procuraram por todo o lado. O medo era tanto que foi difícil descobrir onde se tinha enfiado. Humpff. Os humanos ficaram perdidos e desconfiados, uma vez que ela poderia ter fugido, e ela bem o queria, mas sem fogo de artifício. 

O Amado bem pode esperar....

Muahahah.

 

 

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Uma capa linda. Uma história dentro de várias histórias que decorrem, no século XIII, na China medieval. 

Encontrei semelhanças com «Peito Grande, Ancas Largas», de Mo Yan, pois descreve, igualmente, a pobreza, a miséria e a crueldade de que o homem é capaz. Nesse aspeto, não me trouxe nada de novo. Porém, achei chocante a descrição da castração de um menino que, se sobrevivesse, se iria tornar eunuco do imperador e melhorar as condições de vida da sua família (Infelizmente, ainda continuam a existir costumes estranhos e chocantes por esse mundo fora).

Mesmo tendo lido sobre os costumes e cultura chinesa, é um livro que prende e, ainda, surpreende.A escrita de António Garrido consegue aligeirar certos aspetos "sombrios" e cativar o leitor. A história tem muita ação e os pormenores criminais que relata foram retirados dos verdadeiros livros de Cí.

Em suma, este é um romance histórico-ficional que gostei muito e que recomendo.

 

 Cí olhou com carinho para o seu velho mestre. 

- Uma vez Íris Azul disse-me que Feng conhecia infinitas formas de morrer. E se calhar era verdade. Talvez haja infinitas formas de morrer. Mas do que tenho a certeza é que só existe uma forma de viver.

 

Sinopse:Na antiga China, só os juízes mais sagazes atingiam o cobiçado título de «leitores de cadáveres», uma elite de legistas encarregados de punir todos os crimes, por mais irresolúveis que parecessem. Cí Song foi o primeiro. Inspirado numa personagem real, "O Leitor de Cadáveres" conta a história fascinante de um jovem de origem humilde que, com paixão e determinação, passa de coveiro nos Campos da Morte de Lin’an a discípulo da prestigiada Academia Ming. Aí, invejado pelos seus métodos pioneiros e perseguido pela justiça, desperta a curiosidade do próprio imperador, que o convoca para investigar os crimes atrozes que ameaçam aniquilar a corte imperial. Um thriller histórico absorvente, minuciosamente documentado, onde a ambição e o ódio andam de mãos dadas com o amor e a morte, na exótica e faustosa China medieval. 

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Eis um livro que estranhei e adorei: estranhei a história, porque, embora conheça o conflito entre palestinianos e isrealitas, não é fácil entrar nela; adorei a Falastin, a sua personalidade e a forma como ela supera as adversidades, porque é uma mulher marcada e de grandes convições. É admirável um escritor escrever um romance em que a personagem feminina principal ultrapassa tudo e todos, sem o esteriótipo de mulher existente no mundo árabe.

Todas as palavras empregues, neste pequeno livro, servem para descrever uma situação sem fim à vista, muito difícil e dura. Não é um tema nada fácil. A guerrilha é uma constante, mas, mesmo sem saber se a vida continua no dia a seguir, Nessim apaixona-se por Falastin.

Já quanto ao desfecho final, penso que foi coerente com a realidade do conflito, quer exterior quer interior.

Mais não posso dizer. 

Um ligeiro ruído nas suas costas fá-la reter o fôlego. Não é que se sinta apreensiva, o medo não a atinge; mas a tristeza invade-a, semelhante a um desejo de destruição, a um gosto brusco pela queda, sempre que sujeita a qualquer ameaça, física ou moral. Apesar disso, recompõe-se e demonstra indiferença. Nada se pode contra o verdadeiro desprendimento. 

Nada viria jamais a salvá-la neste mundo. Fora distinguida com uma ferida demasiado íntima, privada, na imaterialidade da sua carne e também fora dela, na estranha desumanidade das coisas.

 

Sinopse: Algures na Cisjordânia entre a Linha Verde e o «muro de segurança», uma patrulha israelita é atacada por um comando palestiniano. No confronto, um dos soldados é abatido, o outro feito prisioneiro pelo comando que depressa se põe em debandada... Ferido, em estado de choque,  o refém perde todas as referências, esquece como se chama. Para ele, é a passagem para o outro lado do espelho. Único sobrevivente, sem documentos, vestido à civil e de keffieh, o jovem militar é recolhido, tratado e depois adoptado por duas palestinianas. É nessa condição que Nessim descobre e experimenta os sofrimentos e tensões de uma Cisjordânia ocupada. Neste comovente romance, através da personagem de Falastìn, Hubert Haddad converte todo o horror do conflito numa alegoria trágica de grande beleza. 

 

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Já me tinha deparado com várias muitas pesquisas no blogue, mas esta, "Exemplo de conversa nonsense", deixou-me perplexa e, no mínimo, sem saber o que responder ou pensar. 

Será que:

 

a) estavam à procura de uma conversa sem lógica ou sem coerência?

b) pesquisavam uma das conversas do Senhor Gato, como esta aqui?

c) Ou será que já não digo coisa com coisa? 

 

Qual acham que é a correta?! 

 

Acho que estou a sentir o formigueiro da falta de lógica ou do tal do nonsense 

 

Eu descobri o mistério e a resposta. E publiquei hoje como se fosse dia 1 de abril, dia das mentiras, pois é o que parece esta pesquisa ou acham que a resposta certa é a c)?

 

 

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Ando nas nuvens. Dá gosto olhar pela janela e ver os pássaros e as flores. Deito-me ao sol. A dormir. A sonhar. Ultimamente sonho muito, sabem? A minha dona diz que ando bugado e eu fico a olhar para ela com bigodes de espanto. Às vezes não percebo os humanos e eles tão pouco entendem o que se passa à sua volta. Neste caso aparento serenidade, pois no meu interior algo se está a passar. O som da sua voz fica muito tempo no meu ouvido. O feio tornou-se belo. Até a andorinha, se pousasse na minha varanda, seria bem recebida com o toque suave das minhas patinhas.

No domingo, a Pipoca veio ter comigo toda animada. Disse que queria ser apresentada ao gato do vizinho (fiquei sem miar durante dois dias). O pedido apanhou-me desprevenido e confundido. É que o gato do vizinho, o Amado, é gato para ter 70 anos em anos de humano!

Estranhamente comecei a pensar mais na história da Pipoca. Amar pelos dois ecoa no meu cérebro todos os dias (e na rádio, na televisão, no telemóvel, no tablet...), vá-se lá saber porquê!

O Salvador ganhou a Eurovisão, mas parece que a minha visão é que precisa de ser salva. Help. O amor não é para gatos, pois não? 

 

 

O título do post foi retirado daqui

 

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Somos sem saber

22.05.17

Sou alma e fim, sou sentimento, a essência, e a quimera.

Talvez procure, na estranheza, a beleza.

Mas como explicar a palavra que lavra a língua na míngua do que esquecemos?

Sabendo que a escola da eternidade está encerrada... cabe-nos agora descobrir...

o trilho ou o caminho da verdade.

 

 

 

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Já li dois livros desta autora e, como gostei da sua escrita, resolvi arriscar a ler mais este. Adorei a capa. Acho-a muito alegre e colorida. Porém, á não considero o seu conteúdo leve. Este romance é um pouco um pouco triste e denso, e as personagens são psicologicamente complexas. Aviso que a minha opinião é um pouco suspeita, dado que odiei (bastante) o Scott, marido de Tamia, e embirrei com as atitudes dela (Tamia.).
Para quem não conhece, esta escritora costuma escrever histórias com mulheres negras, sofridas, e que lutam e enfrentam a vida, no entanto, não estava preparada para uma mulher que que se limita a relevar as falhas do marido.
Quanto às personagens, achei-as muito bem construídas e a estrutura da história bem conseguida.
 
Sinopse: Todas as histórias de amor sofrem reviravoltas.Depois de quinze anos de um grande amor e um casamento perfeito, Scott, marido de Tamia, é acusado de algo impensável.
De repente, tudo aquilo em que Tamia acreditava - amizade, família, amor e intimidade - parece não ter qualquer valor. Ela não sabe em quem confiar, nem sonha o que o futuro lhe reserva.
Então, uma estranha chega à cidade, para lançar pétalas de rosas ao mar, em memória de alguém muito querido e há muito perdido. Esta mulher transporta consigo verdades chocantes que transformarão as vidas de todos, incluindo Tamia que será obrigada a fazer a mais dolorosa das escolhas…
O que estaria disposta a fazer para salvar a sua família?

 

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O Senhor Gato anda muito estranho, cada vez mais. É difícil fazer as vontades todas e nem sempre tenho paciência para tanta mimalhice. Como ele anda bugado (que isto de vírus ou viroses está em alta) e, não quer ouvir nem miar, eu assumo, hoje, o comando deste computador, o que, bem vistas as coisas, me permite divagar um pouco, colocando por palavras o que me circula no pensamento por vezes congestionado. Mas, por falar em bug, a vítima do bug informático pode ser comparada a uma pessoa que fica sem nada para dizer ou que ninguém compreende. Transmitir corretamente uma informação ou pensamento é ser claro e conciso ou é escrever muito e abordar uma série de assuntos?

A 13 de maio, pensei que isto iria ser desvendado (no meu pensamento), pois seria aspergida pela luz e energia positiva emanada da oração conjunta do Papa e dos fiéis aí presentes. Não podia estar mais enganada.Tenho sempre perguntas à espera de resposta. Sempre.

Por caridade, conseguem responder, com sim ou não, aos meus dilemas?

 

1- O blog precisa de ser reformulado na apresentação, no conteúdo, na apreciações de livros, etc);

2- O Senhor gato já teve melhores dias, escreve sobre outra coisa;

3 -As apreciações dos livros deveriam ser mais completas ou mais longas;

4- Post dia sim dia não, de forma a escrever mais;

5 -Mais conteúdos originais;

6- Pensamentos sobre livros é outra coisa;

7- Escreves mal;

8 - Os vídeos de humor não têm piada nenhuma;

9- Vai trabalhar que isso passa.

 

 

Chegados aqui penso, que percebem o que quero dizer ou, pelo menos, já passaram por fases em que sentiram que o blogue está a desaparecer aos poucos. Falta de tempo. Má organização. Até podem dizer tudo que eu aguento.Difícil é manter-me por aqui, mas como sou teimosa... ainda não desisti. Estou bugada e não sabia! Não há por aí um Salvador, uma Maria, uma Fátima? Depois do fim-de-semana dos 3 F´s sinto-me tentada a pedir mais este Favor: respondam e sejam sinceros...

 

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Pensamentos são como histórias que fogem entre os dedos. O difícil é ordenar e disciplinar tudo o que pensamos e sentimos. Mas o problema maior é o de saber gerir o tempo com alguma lucidez.

Augusto Cury fala-nos em "Síndrome do pensamento acelerado", da ansiedade e da falta de tempo para nos ouvirmos a nós próprios. Devemos reter bem esta informação e, porém, duvidar sempre, pois questionar só perturba as emoções de quem é "um escravo programado".

 

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Começo por fazer uma referência à capa, pois acho-a muito bonita, e transmite, perfeitamente, a ideia de que o livro é sobre uma história com armas e, evidentemente, sobre um crime. 

Na badana deste livro podemos ler : "Vanessa Santos é natural de uma das freguesias mais antigas da cidade de Leiria, Cortes. Ao longo dos anos, foi descobrindo o gosto pela leitura, tendo concluído, que o seu gosto e género literário pende, essencialmente, para o thriller, terror, ficção científica e, principalmente, histórias de crime e mistério, sendo por isso, leitora de nomes como Agatha Christie e Stephen King". Transcrevo esta informação, porque acho que é importante para percebermos que o thriller policial, aqui presente, no qual a escritora se estreia, e que "bebeu"de um género literário muito apreciado nos dias que correm, embora seja o preferido dos países nórdicos.

Como pano de fundo temos a cidade de Leiria, o que me despertou logo o interesse. Já a personagem principal, Sara, uma jovem com tendência para o desastre (algo similar às histórias da irmã Chic´ana, em especial no que à distração diz respeito), prometia divertir-me, porém, a meio do livro achei que faltava algo.

Em pouco tempo, à semelhança de Sara (ver sinopse), senti-me tonta (e não só). Não é o primeiro livro que leio da Chiado Editora que tem o mérito de abrir as portas a novos escritores, no entanto, isso não serve de desculpa para que não zelem pela imagem da própria editora, evitando gralhas ou erros.

Prosseguindo com a opinião sobre a escrita da Vanessa, considero que a história poderia ter sido mais trabalhada, pois nalgumas partes há quebras de ritmo e de narração. Além disso, a parte em que se Sara se apaixonou por Claúdio é um bocadinho cliché, faltando aqui, nas palavras de Lubjomir, chefe do "Pesadelo na Cozinha", um pouco de piripíri "fura cueca" ().  

  

Sinopse: Sou a Sara, e estou agoniada, desesperada, com suores frios, o mundo ganhou profundidade, está calor, não, é frio, estou tonta. Tirem-me daqui, por favor.

É assim que se inicia o relato de Sara, a rapariga mais comum da cidade de Leiria. É-lhe transmitido pelo seu chefe um segredo de família que lhes trará dificuldades e mudanças.

Em pouco tempo, Sara verá a sua vida dar uma volta de 180º, viverá momentos de pânico, medo e de pura paixão.

Trata-se de um relato divertido, que descreve o desenrolar da trama de uma forma leve, dando a conhecer o ponto de vista de uma jovem na casa dos vinte anos e no auge da sua imaginação, descrevendo as cenas que vive com à-vontade e humor.

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 Achei a escrita brilhante, algo poética, e muito original, mas isso não aconteceu logo, nem foi "amor" à primeira vista. Aprendi a gostar quando "digeri" a história e, a certa altura, percebi a estrutura da narrativa. Portanto, no início, estranhei e não conseguia perceber bem quem, onde e porquê, nem a razão de estranhar tanto as palavras. Na leitura, andei como se estivesse perdida à procura da rua certa e a navegar na incerteza (Será bom? Será mau?). No entanto, mantive a mente aberta e embarquei no desconhecido (ainda não tinha lido nada deste autor).

Félix Ventura, um albino angolano, vende passados, e a osga, que assume o papel de narradora participante, narra e percebe tudo o que se passa. Mas embora se perceba logo quem é Félix, o mesmo não acontece com a osga. Só lá mais para o meio do livro é captei que o narrador era uma osga e que esta tinha sido, numa reencarnação anterior, um humano chamado Eulálio.Enfim, mais vale tarde do que nunca, lá diz o ditado popular.

O Félix constrói histórias e árvores genealógicas fantásticas para figuras importantes da sociedade cujo passado é duvidoso mas que saem como se fossem descendentes de "sangue azul".  Podemos "ver" aqui uma crítica à sociedade angolana e aos valores presentes na mesma e, na minha opinião, essa capacidade crítica é camuflada pela forma de escrever do autor. Tanto assim é que só depois de a história avançar, se percebe o alcance de certas frases (e quem concordar que ponha a mão no ar ou escreva um comentário).

Também eu crio enredos, invento personagens, mas em vez de os deixar presos dentro de um livro dou-lhes vida e atiro-as para a realidade.

 

Sinopse: Félix Ventura. Assegure aos seus filhos um passado melhor. É a partir deste cartão-de-visita que se desenrolam os capítulos de "O Vendedor de Passados", novo romance de José Eduardo Agualusa. A mentira e a verdade, o(s) homem(s) e o(s) seu(s) duplo(s), a memória e a memória da memória, a ficção e a realidade. Angola ("é importante ironizar com a sociedade angolana, que é uma sociedade que se construiu e se continua a construir assente em muitas ficções" - o autor ao Público, 19/06/04). Tudo poderia acontecer. Tudo poderia ter acontecido. «A determinada altura a osga recorda a mãe num momento da sua vida passada: "Nos livros está tudo o que existe, muitas vezes em cores mais autênticas, e sem a dor verídica de tudo o que realmente existe. Entre a vida e os livros, meu filho, escolhe os livros" (p.122). José Eduardo Agualusa provavelmente escolhe a vida.

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Olá. Disponho de pouco tempo para vos miar qualquer coisa, pelo que me lembrei dos últimos acontecimentos. Não é o que estão a pensar, pois o pesadelo na cozinha é um programa sobre uma realidade na qual ainda não ponho a minha patinha direita. Parece-me demasiado estranho os humanos sujeitarem-se e exporem-se a comentários ou até ao encerramento do seu estabelecimento pela ASAE. Os humanos deveriam ter um pouco de noção e pensar que o dinheiro não é tudo. A remodelação de um estabelecimento não é um milagre ou o euromilhões. Todos têm de se esforçar e os meus olhos felinos arregalam-se quando isso não acontece. E mais mio quando verifico que cá em casa o pesadelo na cozinha está a ser tolerado de forma inaudita. Eu conto. A Pipoca só pensa em passear e não quer nada estar fechada, vai dai arranha as cadeiras e sobe para cima da mesa. Ontem, até comeu o resto do bolo do dia da mãe que ficou em cima da mesa! O chefe diria: não tenham cuidado que ainda fecham a casa. Não adianta os humanos vêem e ficam aborrecidos com as traquinices da gata, mas depois passa e continua tudo na mesma. Já dizia o outro: falam, falam mas não fazem nada!!! 

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Se têm um clube de leitura e se o tema sorteado é animais, podem optar por este livro, bem pequenino, que se lê num ápice. Foi o que fiz, em janeiro deste ano, para o Clube das Conversas Livrásticas e espero, sinceramente, que não enjoem com mais uma conversa estória sobre gataria, até porque li no início do ano e começo a ficar assoberbada com a quantidade de livros, lidos, sem a minha modesta apreciação.

Bom, retomando o que disse no início quanto à gataria, não estamos perante uma estória fantasiosa qualquer. Tudo tem um significado. Aliás, se pensarmos bem, a metáfora prende-se com o que pensamos sobre o que é viver em sociedade.

Os animais são apresentados com caraterísticas humanas e receiam que o gato mate a andorinha.O gato é velho e mau, e a andorinha é jovem e inocente  (nessa parte, os animais do Parque têm uma certa razão).Será preconceituoso dizer que a tendência natural é a de desejarmos o melhor para os mais novos, bem longe dos inimigos ou de perigos? Afinal, será que o amor tem idade e raça?!

Considero que a escrita não é dirigida a uma criança pequena (isto se atendermos a que foi escrito para o próprio filho) e que as ilustrações, famosas, não deixam de ser algo estranhas. Questionei-me sobre o sentido para o final triste e após alguma reflexão, julgo que o escritor pretendeu transmitir uma moral, ou seja, o mundo só poderá avançar se as pessoas aceitarem as diferenças, sejam elas sociais, raciais, culturais ou até de idade.

 

«O mundo só vai prestar 

Para nele se viver
No dia em que a gente ver
Um gato maltês casar
Com uma alegre andorinha
Saindo os dois a voar
O noivo e sua noivinha
Dom Gato e Dona Andorinha».

 

Neste pequeno, grande, livro, que se estranha e depois se entranha, ficaram muitas perguntas, mas a que mais me intriga e que gostaria de descobrir é se acham que a serpente comeu o gato?

 

  

Sinopse: Jorge Amado escreveu O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá em 1948, para o seu filho João Jorge, quando este completou um ano de idade. O texto andou perdido, e só em 1978 conheceu a sua primeira edição, depoi de ter sido recuperado pelo filho e levado a Carybé para ilustrar. Com ilustrações belíssimas, para um belíssimo texto, a história de amor do Gato Malhado e da Andorinha Sinhá continua a correr mundo fazendo as delícias de leitores de todas as idades.

 

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Olá. Despacito anda no ar. O que significa, perguntam? Significa que passa devagar, mas devagar se vai ao longe. Um exemplo, à laia de enquadramento e como quem não está a puxar a pata à sua comida, é o da  nova legislação que reconhece os animais como "seres vivos dotados de sensibilidade e objeto de proteção jurídica". Vem despacito, suavizito, delicadeza, e vamos "pegando pouquito, pouquito". E que o Papa nos abençoe a todos. Pruuu pruuu...

Ora, que sou um gato já toda a gente sabe (ou não?). E sou uma coisa, certo ou errado?  Então, [Despacito] esta legislação estabelece que os animais de companhia devem ser "confiados a um ou a ambos os cônjuges, considerando, nomeadamente, os interesses de cada um dos cônjuges e dos filhos do casal e também o bem-estar do animal". Humpff, como gato não sei bem o que os humanos pretendem, em especial se numa altura destas ninguém quiser o animal. Eu reinvidico os meus direitos de se tratado como humano e pronto! 

 

 

 

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Hoje, dia 1 de maio, é dia do trabalhador, mas, sem me armar em feminista (só que sim!), acrescento "e da trabalhadora" (é só um preciosismo, eheheh). A propósito deste dia, quero falar do livro "Os sonhos que tecemos", de Kate Alcott (pseudónimo da jornalista Patricia O`Brien). Apesar de ter sido uma leitura leve e de entretenimento (quase " literatura fast food", como lhe costumo chamar), não deixa de ter um interessante background histórico, em concreto, a Revolução Industrial e o papel das mulheres nessa época. 

A história passa-se em 1832 em Lowell, Massachusetts (local onde nasceu a Revolução Industrial nos E.U.A.) e baseia-se em factos verídicos. Nessa altura, as operárias fabris trabalhavam 13 horas por dia em teares e em condições degradantes.
Kate Alcott descreve muito bem as operárias e os acidentes que ocorriam. Temos a personagem principal, Alice Barrow, que representa as mulheres que fugiam do meio rural em busca melhores condições de vida na cidade. Ela conhece Loveley Conell (personagem que devia ter, a meu ver, o maior destaque)que, na realidade, se chamava Sarah Conell, grande defensora dos direitos dos trabalhadores e que aparece assassinada ( não é spoiler, é verídico).
Para além da vida dentro da fábrica e dormitórios, fala ainda do julgamento no tribunal, bem como na distinção que faziam entre homens e mulheres. As mulheres eram pecaminosas e os homens tentados por elas. Relembro que nesta época um crime contra uma mulher não era tratado da mesma forma e geralmente os homens escapavam impunes.
Enfim, um romance que se leu facilmente e que me fez recordar o acidente no qual 140 mulheres morreram queimadas numa fábrica com condições de trabalho precárias.

  

Sinopse: Alice Barrow desafia todas as convenções ao abandonar o mundo rural e tacanho onde nasceu. Numa época em que as mulheres são cidadãs de segunda categoria, o seu emprego na fiação da família Fiske é um passo importante rumo à emancipação. As “meninas da fiação” trabalham longas horas em condições precárias mas a alegria que as une é completamente nova para ela. Um dia, até dá por si a cometer a “extravagância” de celebrar o seu primeiro salário com a compra de um chapéu. É apenas um objeto mas vai ganhar a força de um talismã. Inadvertidamente, Alice capta a atenção de Samuel Fiske, filho do dono da fábrica. Samuel é um enigma. Frio e impenetrável, tem o condão de contrariar frequentemente a própria família. O seu fascínio por Alice é a derradeira afronta aos pais e à ordem social. Será amor ou mero capricho? O teste aos seus sentimentos será abrupto. Quando uma jovem muito especial aparece morta, toda a hierarquia de poder é posta em causa. O que se segue é um eco da luta ancestral entre ricos e pobres, poderosos e oprimidos. Apenas os mais determinados conseguirão vingar. Apenas um amor verdadeiro poderá sobreviver. 

 
 

 

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