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Esta é a frase de inspiração para o ano 2017! Mas, às vezes, a imaginação falha e não ocorre nada. Então surge uma espécie de vazio e não há palavras que preencham o ecrã... 

Assim, o meu desejo, para o Novo Ano, é que nada falte: nem saúde, nem paciência, nem amigos, nem dinheiro, e nem mesmo inspiração.

Se nada faltar, teremos o necessário para o Brainstorm. E o que é o Brainstorm, além de imaginação e de escrita torrencial?

O brainstorming (literalmente: "tempestade cerebral" em inglês) ou tempestade de ideias, mais que uma técnica de dinâmica de grupo, é uma atividade desenvolvida para explorar a potencialidade criativa de um indivíduo ou de um grupo - criatividade em equipe - colocando-a a serviço de objetivos pré-determinados (aqui).

 

Para mim, o Brainstorm de 2016 foi profícuo e especial. Consegui extravazar os pensamentos que me enchem a cabeça. E é terapêutico, acreditem! 

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Quando criei este blogue estava longe de imaginar todo o trabalho que dá. Adoro livros, desde histórias verídicas a tudo o que desafie a mente, pelo que me deparei com um enorme desafio. Conheci pessoas, muitas e simpáticas, escrevi bastante e aprendi ainda mais. Mas falando de livros, na altura, pensei que seria boa ideia procurar livros divertidos. Foi uma saga e conclui que o meu sentido de humor é difícil de atingir e que as gargalhas são cada vez mais preciosas e necessárias, de forma a animar as leituras e o dia-a-dia.  

Os livros lidos desde junho de 2016 (não estão por ordem de preferência e basta clicar na capa do livro para aceder ao respetivo post):

IMG_20160614_194303.jpgas luzes de setembro.jpgprojeto rosie.jpgtransferir (2).jpgIMG_20160630_124303.jpga loja dos suicídios.jpgIMG_20160616_130529.jpgmanifesto.jpgsubmissão.jpgmataram a cotovia.jpgimage.jpg  anne dos cabelos.jpg a felicidade.jpgo centenário.jpgo sino da islândia.jpggeração mil euros.jpgmitos.jpg9789722635240.gifdiário de edith.jpgo livro.jpgmiúda.jpgem teu ventre.jpgA Amiga Genial    a desumanização.jpgO Amor nos Tempos de Cólera

 

Dos 32 livros lidos, na íntegra, realço:

O mais divertido- "Furiosamente Feliz", de Jenny Lawson;

O mais chocante - "Maestra", de L. S. Hilton;

O que gostei mais- "A desumanização", de Valter Hugo Mãe;

O que gostei menos- "A Dádiva", de Toni Morrison.

E para o ano há mais.

 

Boas Festas!

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Autor: Raina Telgemeier
Ano:2015
N.º de Páginas: 213
Editora:Devir
 
Sinopse: Raina só quer ser uma aluna normal do sexto ano. Mas uma noite, depois dos Escuteiros, ela tropeça e cai, ferindo gravemente os dois dentes da frente.O que se segue é uma longa e frustrante jornada, umas alturas com aparelho e outras sem ele, cirurgia, um embaraçoso aparelho externo nos dentes, e até uma prótese com dentes falsos.
E para além disto tudo, ainda há mais coisas com que lidar: um tremor de terra enorme, confusão por causa de rapazes e amigos que afinal revelam que não são assim tão amigos.A história da Raina leva-nos desde o sexto ano à secundária, onde ela descobre a sua voz artística, descobre o que realmente significa a amizade e onde ela finalmente… sorri.

 

Opinião: Este livro, designado de novela gráfica, é mais direcionado para adolescentes, especialmente se vão usar aparelho. Aliás, ofereci-o, pelo Natal, à minha filha, uma vez que ela usa aparelho de dentes e gostava de de ler um livro Manga. Bem, este livro não correspondeu ao pedido dela (e não me perdoa!), mas a história é em BD e é inspirada na experiência da própria autora. Além do aparelho de dentes, foca as paixonetas, as desilusões com amigos e as mudanças físicas.Quem já passou pela adolescência, recordar-se-á da grande preocupação que é a de ser aceite e de ter amigos, não é verdade?
A leitura fez-se de forma rápida, demorei cerca de duas horas, e, satisfeita a curiosidade, fiquei a pensar no tempo em que me entretinha a ler BD. Como passou rápido!
 

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 Tirei da net (aqui).


 

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Autor: David Safier
Ano:2011
N.º de Páginas: 277
Editora:Planeta
 
Sinopse: A apresentadora de televisão Kim Lange encontra-se no melhor momento da sua carreira, quando sofre um acidente e morre, esmagada pelo urinol de uma estação espacial russa. No Além, Kim dá-se conta de que, ao longo da sua vida, se limitou a acumular mau Karma: enganou o marido, descurou a sua filha e amargurou a vida de todos os que a rodeavam. Descobre então o seu castigo: está num formigueiro, tem duas antenas e seis patas… é uma formiga!
Kim não tem a mais pequena vontade de continuar a arrastar migalhas de bolos depois de ter passado a vida a evitar os hidratos de carbono. Além disso, não pode permitir que o marido vá afogar as mágoas da sua perda com outra. Só lhe resta, por isso, uma saída: acumular bom Karma, para ascender na escala da reencarnação e voltar a ser humana. Mas o caminho para deixar de ser insecto e se converter num bípede é duro e está pejado de contratempos.

Opinião: A Kim Lange, famosa apresentadora de TV, é demasiado ambiciosa e a família é sempre colocada em segundo plano. Quando ela morre, Kim tem de reencarnar e praticar boas ações de forma a acumular bom Karma, o que equivale a dizer que: "Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário". Assim, praticar o bem fará "limpar" as más ações. Ora, enquanto foi viva, Kim traiu o marido, negligenciou a filha e "espezinhou" os colegas de trabalho de forma a subir na carreira. Depois, quando morre, é-lhe dada a oportunidade de reencarnar numa formiga e nessa forma ela vê a filha, o marido e as pessoas com quem deveria ter procedido de outra maneira. Portanto, para obter bom Karma, é necessário que Kim (e o seu amigo Signore) pratique uma boa ação para alcançar o Nirvana. Ah, e morrer várias vezes...uma vez que isso não é tão simples assim.
Na minha opinião, a história faz-nos pensar um pouco naquilo a que devemos realmente dar valor, como a família, os filhos e a todos os seres vivos, por mais pequenos que sejam. Todos somos importantes! Mas, por tratar de assunto como a reencarnação e de algo espiritual, fiquei um pouco desiludida com uma certa artificialidade e infantilidade no tom dado à narração, como por exemplo, quando a Kim está impedida de contar a verdade e só consegue dizer: "todos os patinhos sabem bem nadar". Julgo que, provavelmente, se perdeu algo com a tradução...e espero que, por não ter rido à gargalhada, não apareça por aí uma formiga, um porquinho-da-índia, uma vaca, um esquilo, ou pior, uma cobra (com pernas?!).
A minha morte não teve graça nenhuma. E não foi só porque morri (pág. 9).
Morrer engolida pela Nina foi ainda mais patético do que morrer por causa de um urinol de uma estação espacial (pág. 72).

 

 

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 A Cláudia é a mulher que ama livros. Além do blogue, tem um canal no Youtube dedicado aos livros. Adora ler, escrever e ouvir música. Os livros são muito importantes na sua vida e já não consegue viver sem eles. Mas vamos lá conhecer um pouco mais sobre a Claúdia. Se ela tem um vídeo? Não, não há um vídeo com a entrevista, mas como não se pode ter tudo, que eu de vídeos não percebo nada, eis as respostas:

 

Desde que idade tens uma paixão por livros? 

C:Sinto um especial encanto pelas letras desde que aprendi a escrever as minhas letras. Quando comecei a ler, já gostava das histórias contadas, do mundo encantado dos livros. Desde sempre é a resposta exacta. 

 

Qual o tipo de livro que costumas ler?

C:Sou bastante ecléctica nas minhas escolhas. No entanto, dou preferência aos romances contemporâneos, clássicos e não ficção. 

 

O que gostas mais durante  a leitura? 

C:Gosto das emoções que um livro consegue transmitir-me. Gosto de encontrar-me nas palavras dos outros, nas personagens, nas histórias. Gosto do tempo que voa enquanto folheio as páginas de uma bela história. Do cheiro dos livros. 

Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 

O autor, as recomendações e o facto de ser escrito por um homem ou mulher. Dou preferência aos livros escritos por mulheres, sobretudo mulheres que poucos conhecem e precisam de ser divulgadas.Também tenho em conta as recomendações de algumas leitoras com gostos literários parecidos com os meus. 

 

Descreve sentimentos que só um leitor entende. 

C:Esta é difícil. O sentimento de reconforto quando agarramos no novo livro do nosso autor preferido. O pedido em silêncio que o tempo demore a passar enquanto devoramos as páginas e ao mesmo tempo não queremos que termine nunca. 

 

As histórias, por vezes, têm uma enorme carga emocional. Já alguma vez choraste ou riste? Se sim, quais foram os livros em que isso aconteceu? 

C:Já! Já ri bastante, mas a maior tendência é chorar. Primeiro, escolho sempre livros com histórias dramáticas. Segundo, acho mais difícil fazer alguém rir e não ser vulgar. Chorei muito no final do livro "Fala-me de Um Dia Perfeito" da Jennifer Niven. Mexeu muito comigo o final deste livro. Não costumo derramar lágrimas, só emocionar-me. Este livro foi realmente excepção. 

 

O que dizem os teus livros? 

C:Dizem que não sou materialista e sou organizada. Gosto de oferecer os meus livros de forma a deixar espaço para os novos. Podia ter o dobro da colecção, mas prefiro que os livros sejam lidos do que fiquem parados na minha estante para os contemplar. Tenho os meus preferidos, com lugares cativos. Esses ficam para futuras releituras. Os meus livros estão organizados por editora e autor. 

 

***

                                               

 Muito obrigada, do fundo do .

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Tenho andado desaparecido e não sei se não vou fugir de vez. A minha vida está um caos! ... oh, rsrsrsrsrsfufufufufufu...Lá está ela, a Pipoca!!! É uma convencida de primeira, pensa que é gira e faz ares de rainha. Não aguento mais!!!! Só me faltava esta agora. Rsrsrsrs.

Na realidade, tudo começou há uns dias atrás. Estava eu a lamber a minha patinha direita, sossegadinho, e ouvi um cochichar. Aos poucos foi-se tornando percetível e percebi que estavam a preparar uma surpresa. Qualquer coisa sobre promessas e de visitar um site.Fiquei atento, mas os meus ouvidos não captaram mais nada. O que me deixou bem curioso foi saber que existem promessas online para quem está farto das mesmas prendas de sempre. È um bocadinho caro, mas se pensarmos bem compensa. É um bocadinho estranho, mas se refletirmos bem não há concorrência desleal com o peregrino pagador de promessas. São coisas diferentes, estranhas, muito estranhas.Este ano está a terminar e foi o ano em que pairou um clima de que algo se está a passar. Não sei miar isto muito bem. Os humanos também são dificeis de entender! Porque afinal nunca estão satisfeitos? Há sempre algo para nos entristecer, é verdade. Ontem, o George Michael teve o seu last christmas, e hoje todos falam nisso.É mais uma estrela no céu! (literalmente). Ups, lá vem ela. Acho que me imita e que me anda a seguir...rsrsrsrsfufufufu (tradução: estou a mandá-la embora e nada!). Já não há privacidade. Já não tenho o sofá só para mim! Vocês acreditam que ela saiu de uma prenda de Natal? Que rica prenda! Eu ali à espera da minha prendinha habitual, um patê de primeira, e eis senão quando abrem a PRENDA quadrada, com papel vermelho benfica, e com um laço gigante... e vejo uma orelha. Os miúdos humanos aos gritos e "pego eu", "não, é meu", "meninos falem baixo, olhem os vizinhos", e "que fofuxo", "que macio". Caos, caos, caos!.Só respondi:"Rsrsrsrsrsrsfufufufu". Ela, - descobri que é do género feminino porque os humanos o disseram- pestanejou aqueles olhos azuis e fez "miau, miau...". Que infantil, é quase um bebé. Eu comi o meu paté contrariado e resolvi sair daquela cena. Mais tarde, soube que o nome é Pipoca, rssss, nome, isto não é nome que se dê a um animal. Ainda por cima não combina com o meu nome. Ah, mas isso é outra história. Agora vou refugiar-me debaixo da cama e só aparecerei de novo na próxima segunda. O Natal foi uma desgraça...rsrsrsrsrsfufufufufu...

 

 

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 Música de Natal com voz de gato


Música com palavras enfeitiçadas

Música com gatos e três palavrinhas

Palavras sem música

Desenhos animados sem palavras
 
 

 

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 O céu escureceu na mente

da vida

desesperada

sem ti, e sem nada.

 

Era uma espécie

decadente,

nessa estrada,

sem mim, e sem nada.

 

Insegura, apenas via o céu,

e seguia, perene,sagrada,

a linha invisível

do nada.

 

Dessa vida 

sem cores estelares,

constelações ou terra,

vivia um sonho desafinado,

do passado.

 

Mas eis que surgiu um sentido

e na palavra nós O verdadeiro Amor.

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De manhã, bem cedinho, levantei-me para publicar a entrevista da Magda (porque ainda não sei agendar as publicações no sapo). Mas, não querendo faltar ao prometido, e eu gosto de cumprir todas as minhas promessas, liguei o computador e publiquei o post, por volta das 8h15, antes de sair de casa. Para que tenham uma ideia, o meu aspeto matinal era mais ou menos este, com a exceção de que eu utilizei os dedos e não os pés (claro!).

raw-10.gifDepois de ginasticar um pouco, os dedos, lá fui trabalhar. Cheguei ao local de trabalho e a vontade, e energia, foram repostas depois de beber um café.

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É, o café, às vezes, é um bocadinho mau.Depois e depois, de muito trabalho, e papéis, e processos, e tretas, chegou a hora de almoço, altura em que aproveito para fazer um pouco de hidroginástica.

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 Comi muito rápido...(não, não era para fugir do gato, é mesmo porque tenho pouco tempo para almoçar!).

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 E voltei à azáfama laboral. Bom, por acaso não escrevo assim, mas sei quem faz esta figurinha só com dois dedos da mão, o que, como calculam, é extremamente irritante, tendo sido salva pelas unhas de gel, as quais não permitem tamanha atrocidade visual e auditiva equiparada a uma máquina de escrever à moda antiga.

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Mas o que estou eu para aqui a divagar? Pois então, como estava a dizer, abri o computador e dei uma espreitadela no sapo e nem queria acreditar...

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 Tinha recebido o meu primeiro destaque.

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Fiquei em estado de "nem queria acreditar" e de "não vejo a hora de chegar a casa". Eh, de tarde o dia foi bem mais complicadito.

E termino de contar o meu dia normal, abrilhantado pela simpatia de todos os que deram as boas-vindas a este bairro.

Quero,enfim, agradecer à equipa do SAPO e, ainda, à Magda que me incentivou a mudar.

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Magda é a nossa entrevistada optimista, bibliófila, simples, irónica e alegre. Já editou três livros - Vida na Internet, Episódios Geométricos e Viagens – e tem o blogue  Stoneart Books, StoneArt PortugalAprender uma coisa Nova por Dia e, aindaaaaaa (com a devida entoação), é uma das editoras responsáveis pela Revista Inominável. Os seus livros são a sua casa, têm o sabor a: "mar, praia, sol e férias" e a "Natal, a prendas e amor". E é "Livrando", libertando os seus pensamentos sobre livros, que a nossa conversa se inicia.

 

Desde que idade tens uma paixão por livros? 

M: Acho que a minha paixão por livros nasceu às 14h30 do dia 26 de Novembro de 1969. Como é que consigo ser tão precisa? Porque é o que consta na minha certidão de nascimento. Desde que me lembro que tenho sempre livros por perto, seja para ler ou apenas para ver os bonecos (da altura em que não sabia ainda ler).

 

Qual o tipo de livro que costumas ler?

M: Posso alterar a pergunta para: qual o tipo de livros que não costuma ler? Creio que assim a resposta é mais fácil. Não costumo ler livros técnicos ou de auto ajuda. De resto leio de tudo. Romances, fantasia, históricos, biografias, contos... não sou esquisita, tudo cabe na minha mala

 

O que gostas mais durante  a leitura?

M:De viajar sem sair do sofá, de imaginar os locais e as personagens, de morrer para o mundo real e acordar no mundo do livro. Os livros e as suas personagens tornam-se parte de mim enquanto os leio e eu, em compensação, dou-lhes tudo de mim.

 

Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 

M: A sinopse, a capa, o autor, as opiniões de outras pessoas, a classificação no goodreads ou a leitura de meia dúzia de frases soltas.

 

Descreve sentimentos que só um leitor entende. 

M: O cheiro dos livros. O sentimento de perda quando se termina um bom livro. O luto que é preciso fazer entre dois livros

 

As histórias, por vezes, têm uma enorme carga emocional. Já alguma vez choraste ou riste? Se sim, quais foram os livros em que isso aconteceu? 

M: Já chorei a rir, isso conta? Já dei gargalhadas no meio dos transportes públicos com uma ou outra cena dum livro. Acontece muito com os livros de Jill Mansell mas tambem aconteceu com “Marley & eu” ou com “história de Portugal em disparates”

 

O que dizem os teus livros? 

M: Quero acreditar que eles dirão que os trato com muito amor e carinho. Que sou possessiva ao ponto de não me conseguir desfazer deles. E que tenho gostos de leitura muito variados .

 

***

Magda, gostei  imenso desta nossa conversa, virtual, mas, curiosamente, não referiste Marion Zimmer Bradley?! Pois é! Agora desafio-te  para um duelo de palavras e com a luva da mão esquerda (será esquerda?)  desafio-te a responderes a este enigma:

Se não puderem encontrar o caminho de Avalon, isso talvez seja um sinal de que não está pronto para isso.

M: Ah, as Brumas de Avalon e uma das minhas escritoras favoritas. Essa frase é de Kevin, Merlim da Bretanha, em confronto com Vivian, a Senhora de Avalon. Passa-se no terceiro livro (O Rei Veado). Vivian recusa-se a ficar sentada e quieta a ver Avalon a afastar-se cada vez mais e Kevin, em oposição, acha que já é tarde demais. Não vou aqui contar mais, se quiserem saber quem tinha razão, vão ter de ler (e se apaixonar pelos livros)
As Brumas de Avalon são O Livro (bom, na verdade são quatro mas isso não vem agora ao caso). Já os li tantas vezes que quase sei os diálogos de cor. Foi com Marion Zimmer Bradley que nasceu a minha grande paixão pela fantasia, arte em que ela era uma mestra. Sabes aquela sensação de conforto quando chegas a casa? é o que sinto quando leio As Brumas.
Marion é uma das bitolas que uso para analisar os autores que leio. Poderá ter tido os seus defeitos (ser verdade o que se diz sobre ela?) mas consigo separar as águas. Não sei se Marion enquanto pessoa prestava para alguma coisa, como escritora era fabulosa.

 

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Hum. Estas prendinhas são fantásticas e, como estamos perto do Natal, estou a começar a pensar numa para me oferecerem, pode ser Marta? Vá lá, eu sei que sou chata, mas eu porto-me bem!!! Bem, poderia continuar eternamente a pedinchar, mas o que eu quero,neste Natal, é falar de livros, pelo que vamos conversar um pouco com a Marta do blogue fashionoir sobre isso. É óbvio que gosto de moda (para não fazer má figura) e por isso, vou acompanhando a Marta e seguindo as novas tendências. Mas vamos lá a isto: a Marta é muito simpática e apresenta-se como consultora de moda que adora "rir à gargalhada, sol, moda,comida, livros, sapatos, amigos, viagens, a minha gata, dormir, anéis,escrever, vernizes, namorar, cinema, yoga, caipiroskas fresquinhas, dançar,malas, o mar, gomas, música, não necessariamente por esta ordem!:)". 

Desde que idade tens uma paixão por livros? 
M: Desde sempre, acho. Recordo-me dos meus pais contarem quequando aprendi a ler lhes contava histórias que decorava, por isso imagino que já lesse nessa altura. Quando era criança devorava BD (o Tio Patinhas, aMónica, etc.) e a transição foi muito natural.
 
Qual o tipo de livro que costumas ler?
M: Romances, mas não dos de cordel. Gosto, sobretudo, de livros sobre emoções, relações humanas, a sociedade ou o indivíduo. Gosto de que nos façam pensar e questionar e que me mexam cá dentro.


O que gostas mais durante  a leitura? 
M: De tudo é uma resposta muito básica? JGosto de ser colocada perante outros cenários, gosto de ser levada pela mão do autor, gosto de viver histórias e sentimentos longínquos.
 
Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 
M: Por vezes leio críticas a um ou outro livro e fico com curiosidade em lê-lo, outras vezes por recomendação dos amigos, que sabem o tipo de literatura de que gosto. Também tenho os meus escritores de eleição, aquem volto recorrentemente. E já me aconteceu ler um livro porque ele me‘chama’ (acho que quem lê sabe qual é a sensação) ou então, porque li um excerto e pensei: ok, tenho de ler isto.


Descreve sentimentos que só um leitor entende. 
M: Uma das coisas fabulosas dos livros, de todos os livros, é que cada um deles conta 'apenas' uma história, mas as interpretações dessa história serão tantas quantas os seus leitores. O que significa que, ao contrário do cinema ou da televisão, em que a história nos é apresentada, nos livros os leitores seguem um fio condutor comum - a história - mas, a partir daí, é a mente de cada um que faz o resto. Maravilhoso, não é?
 
As histórias, por vezes, têm uma enorme carga emocional. Já alguma vez choraste ou riste? Se sim, quais foram os livros em que isso aconteceu? 
M: Claro! Já chorei e ri muitas vezes a ler, felizmente. Mas jáli tanto que me é difícil lembrar de todos. No entanto, lembro-me, por exemplo,de ter rido a ler Caim, de AntónioSaramago,  ou o Navegador Solitário de João Aguiar. Chorei a ler livros como Paula, de Isabel Allende, Homer&Langley, de E. L. Doctorow, ou  Daqui anada, de Rodrigo Guedes de Carvalho.

O que dizem os teus livros? 
M: Dizem que amo ler. E que a minha grande paixão e curiosidade são sempre as pessoas e as suas vivências. No fundo, acho que é isso que meapaixona (também nos livros): ler outras versões, visões, tentar armazenar e compreender.


***
A pergunta surpresa, totalmente inventada por mim, e a Marta que me desculpe por tamanho absurdo, consiste no seguinte: Marta, qual o livro que escolherias para levar a um desfile da Victoria´s Secret? 
Para um desfile da Victoria's Secret escolheria um livro, possivelmente escrito pelo Gustavo Santos, com o seguinte título: 'Como aprender em 2 minutos a não detestar as modelos da Victoria's Secret'. Ahahah, obviamente estou a brincar!
Faria o que faço normalmente, ou seja, far-me-ia acompanhar do livro que estou a ler no momento. No caso, Flores, do Afonso Cruz.
 


Muito obrigada, do fundo do .
 
 
 

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No dia em que o blogue completa seis meses de existência, resolvi comemorar a experiência de "blogar" com a oferta de um miminho de Natal.
O sorteio foi feito no random.org e a Sandra Jordão ficou em primeiro lugar. Entretanto, ela já foi contactada por email para receber a Agenda Livro Fernando Pessoa 2017. Muitos parabéns!
Quero ainda aproveitar para agradecer a vossa participação, bem como os comentários, e todo o carinho e simpatia que recebi.
Beijinhos:)


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Autora: L.S.Hilton

Ano:2016

N.º de Páginas: 303

Editora:EditorialPresença

 

Sinopse: Durante o dia, Judith Rashleigh trabalha numa prestigiada leiloeira de Londres. Ambiciona uma carreira no mundo da arte e, apesar das origens humildes, tornou-se uma mulher sofisticada. Para fazer face às despesas, aceita trabalhar durante a noite como acompanhante num dos bares da capital. Mas depressa o sonho de uma vida luxuosa se desmorona. Desesperada, acompanha um dos clientes do bar numa viagem. Após um acontecimento que marca o seu destino,Judith envereda por um caminho violento e tortuoso. Assistimos à ascensão deuma mulher à margem da lei e da moral, segura do seu rumo. Mais do que possível, será a redenção desejável?

 

Opinião: Quando comecei a ler este livro não gostei, porque é demasiado, porque contem muitas cenas explícitas de sexo e porque a história em si não oferece nada de novo.Porém, resisti ao primeiro impulso e continuei a ler. A vontade de saber o porquê de ser considerado o “Triller mais chocante do ano 2016” e de “não deixar indiferentes os leitores de Millennium de Stieg Larsson” levou a que continuasse à procura de algo que confirmasse esta publicidade. Como se costuma dizer “A curiosidade matou o gato,” mas, aqui, o que eu julgava um golpe publicitário, resvalou para a incredulidade e a certeza de que o livro descreve bem uma verdadeira psicopata, com direito à impunidade e total ausência de emoções. E por isso, continuo a odiar a personagem principal. E sim, confirmo que é um trillher chocante, onde a realidade, crua e nua, se mistura com descriçõesde várias cidades europeias, como Roma e a Rivieira Francesa, e com tudo o que o dinheiro pode comprar (#Sóquenão).

 

Citação:”E para vivermos rodeados das coisas certas, temos de estar rodeados das pessoas que as possuem” (pág. 32);

“Uma parte do meu cérebro reflectia no facto de que assistir a um homicídio era estranhamente mais chocante do que cometê-lo” (pág. 278).

 

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Está a aproximar-se o dia 9 de dezembro, altura em que termina o passatempo para concorrer ao sorteio da Agenda Livro Fernando Pessoa 2017. O resultado será anunciado no dia 10 de dezembro, por isso fiquem atentos. 
Boa Sorte a todos!



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A  Sara doblogue Desabafos Agridoces  é uma rapariga doce e simpática, mas ...(há sempre um mas!) a sua citação preferida,"Not all girls are made of sugar and spice...Some are made of sarcasm and nothing is fine", revela um lado menos"soft" e rebelde. Talvez por essa razão, embora de uma maneira simpática -e em nada cítrica-, ela aceitou participar no desafio, e acabou por revelar.... Querem saber? Então leiam:

Desde que idade tens uma paixão por livros? 
S: Desde que me lembro. Quando era bebé costumava ficar sentada a folhear revistas e os livrosde culinária da minha mãe durante tempos infinitos, sem nunca me cansar. Sempre quis livros mais do que qualquer outro brinquedo.  Foi algo que sempre causou alguma estranheza visto ninguém em casa ter particular interesse em leituras. A sensação que causou o momento em que despejei em cima da mesa as compras que trouxe da minha primeira Feira do livro...Basicamente não me lembro de nenhuma altura da vida em que os livros não estivessem presentes.
 
Qual o tipo de livro que costumas ler?
S: Leio de tudo um pouco – excepto coisas lamechas, séries, a maior parte dos bestsellers, autoajuda...
 
O que gostas mais durante  a leitura? 
S: Talvez quando noto que aquilo que estou a ler faz sentido para os dias de hoje, especialmente se estiver a ler um livro de idade provecta – se bem que preferia que isto não acontecesse quando leio distópias. É curioso ver como as pessoas quase não mudaram com o passar dos séculos. Também depende do tipo de livro e do autor.Sempre há aquelas características que gostamos de encontrar nos livros de autores queridos e que nos deixam felizes.
 
Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 
S: Livros mais baratos tendem a ter prioridade porque o orçamento é apertado e os livros novos são caros demais (bancas com livros a menos de 5 euros...Nunca morram), autores que conheço e gosto ou que tenho na minha lista para conhecer também têm prioridade. Leio quase sempre a sinopse. 
 
Descreve sentimentos que só um leitor entende. 
S: “Preciso de uma estante nova”;
“Vou comprar estes três livros e não pensar que ainda a semana passada comprei outros três”;
“Tenho a certeza que o filme não vai ser tão como o livro”;
“Não, hoje não vai dar para sairmos...já tenho um encontrado marcado. Sim, é com um tipo…O nome dele é Darcy. Estou a tentar que a nossa relação passe do terceiro capítulo”;
 “Como assim muito tempo? Só estive duas horas nesta livraria e nem deu para ver nada com calma!”.
 
As histórias, porvezes, têm uma enorme carga emocional. Já alguma vez choraste ou riste? Se sim,quais foram os livros em que isso aconteceu? 
S: Coisas da Jane Austen ou do Eça fazem-me rir...Em relação a chorar: as três vezes que li a Rapariga que Roubava livros, uma parte ou outra do Memorial do Convento…
 
O que dizem os teus livros? 
S: Provavelmente que devia limpar-lhes o pó mais vezes…
 
 
***
Depois da entrevista,fiquei curiosa para saber a resposta ao desafio. Sara, gostaria que pensasses um pouco sobre a frase de Harper Lee"A única coisa que não respeita a regra da maioria é a consciência de cada um”. Concordas?
S:Sim, em teoria. É que para que a nossa consciência seja a única coisa a não respeitar essa regra primeiro temos de aprender a pensar por nós mesmos. Boa parte das pessoas não fazem isso: acreditam em tudoo que lêem nas redes ou no que políticos racistas lhes dizem (choremos juntos Atticus), ou seja, a sua consciência já está moldada para seguir outros. Alguns talvez nem se dão conta disso, afinal o que os tipos no poder querem é que sejamos todos uns carneiros. Talvez seja porque é o caminho mais fácil:não respeitar a regra da maioria tem sempre consequências. Se fores ao cinema com 4 amigos e foste a única que detestou o filme o teu cérebro vai arranjar maneira de adaptares a tua opinião às dos outros, talvez pensando que filme até não era assim tão mau…Andamos desesperados por aprovação. As consequências podem ir das mais simples como não seres a pessoa mais popular do escritório até ao aprisionamento e à morte. Se lemos num livro que 90% de uma populaçãoapoiava um político que hoje sabemos que foi muito mau, claro que íamos quererestar nos restantes 10%. Ter uma consciência individual é muito importante, mas não é um direito sempre garantido. Se esses 10% estiverem em fila contra uma parede e tu sabes que vai chegar a tua vez, o que vais fazer?
 


Muito obrigada, do fundo do .



 

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Vocês já ouviram a expressão de que “Gatos quietos possuem mentes barulhentas”? Ah, não? Pois, são os humanos e não os gatos, dizem, mas eu acho que também se aplica. Eu, por mim falo, na minha língua miada e ronronada, sou um gato que passo o dia quietinho e estou sempre a pensar sobre isto, aquilo, a comida, o barulho, a luz, se devoatacar o peixe que está em cima da mesa, se devo investigar melhor a árvore de Natal, ou até se devo meter conversa com as pessoas da televisão; enfim, estou sempre, sempre com ideias, algumas boas, outras nem queiram saber. Mas informo (para quem queira ler isto) que qualquer miadela não transmite a minha sabedoria, o que é pena, pois seria importante estabelecer uma comunicação mais eficaz com os humanos.
Portanto,estou aqui a pensar, neste exato momento, porque raio a minha dona se lembrou de me tosquiar o pêlo em novembro?! Está frio e a chover e eu ando pela casa (por sinal quentinha) com o aspeto de um leão enjaulado! Não, não estou a ser exagerado. Sou um gato persa e o humano da bata deixou apenas o pêlo na cabeça e no rabo. Humpf, ainda, por cima sedaram-me para não o arranhar! Não estou para isto, e estou quietinho, porque penso, porque estou triste, eporque, porque, tenho frio…Tenham dó do miau, e se me entendem saberiam que estou a miar por isto! Ok, não vou miar mais! Vou experimentar enviar pensamentos..............................................................................................................................................................Nada???
Humpf, percebo bem o que sente Stephen Hawking, pois, tal como ele, estou preso ao meu corpo.Ah, é isso! Lembrei-me agora que a frase inicial é dele. E se eu pedisse o sintetizador de voz para experimentar? Well, not so fast?! Pois, ele está internado em Roma para a realização de exames e não é o momento próprio para lhe pedir o quer que seja. Portanto, o Hawking foi lá avisar que os asteróides pesados, existentes no espaço, são uma perigosa ameaça e, depois, obrigaram-no a fazer exames médicos! Éuma conclusão lógica, porém, não é uma hipótese verdadeira, porque sou eu que estou aqui a pensar, lembram-se?
Outra coisa que me despertou a atenção. Em 1949, George Orwell alertava (mais um alerta) para os perigos de um mundo onde os cidadãos estão sob vigilância constante, e, na semana passada, no Reino Unido, foi aprovada uma lei que põe em risco a privacidade dos cidadãos (só não é necessário fazê-lo de forma secreta).
Resumindo e baralhando, estes dois alertas passam mais ou menos despercebidos (exceto para este gato, claro) e fiquei com a impressão que os humanos só conhecem a Teoria de Nada. Estarei eu a exagerar, a alertar ou a miar?



 

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Bato à porta de nada ensurdecido e bronco,
forrado a lama seca ou sarro destes anos
que mais que tudo me vestiram de tonto,´
dos que limpam os carros com a baba que lhes cai
sobre a cinza do fato; bato à porta do nada
sem dizer ui nem ai mas apenas grunhindo
de olho embaciado sem o cristal da lágrima,
bato à porta com braços, pernas, bocas e dentes,
mas sem saber no fundo, mas sem saber de caras
se deveras lhe bato quando lhe bato assim,
no nada dessa porta, ou ela bate em mim.


Pedro Tamen, em Foro das Letras, Janeiro de 1998

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Autor: Gabriel García Márquez

Ano:1988

N.º de Páginas: 371

Editora: Dom Quixote

 

Sinopse: História de uma paixão infeliz, o presente romance descreve a epopeia sentimental de um amante repudiado que durante toda a sua longa existência, desde o furioso incêndio juvenil ao crepuscular fogo da velhice, manteve uma inquebrantável fidelidade à sua antiga noiva. Ao longo deste rio imaginário correm também as águas de muitos outros idílios,tranquilos ou enlouquecidos, selvagens ou apaziguados, senis ou adolescentes,prisioneiros da grilheta conjugal ou libertos pela comporta do instinto.

Decorrendo numa cidade portuária do Caribe entre finais do século passado e os primeiros decénios do nosso século. O Amor nos Tempos de Cólera utiliza todos os ingredientes clássicos do género folhetinesco, apresentando uma espécie de inventário passional, onde se consignam tantos as mais cruas imposições da carne como os meandros subtis do sentimento, e propondo por fim aos seus leitores uma obra de construção perfeita, em que do princípio ao fimse respira a atmosfera de magia que serve de alimento a todas as histórias de amor.

 

Opinião: Iniciei a releitura deste livro com muitas expectativas, uma vez que a primeira vez que o li foi em 1989 (e sim tenho a certeza, porque a data está escrita pela pessoa que mo ofereceu:).Depois de tanto tempo, é óbvio que não me recordava de nada (embora suspeito que deveria). Ainda recorri à sinopse, mas constatei que não contem um resumo e não sei se as edições atuais o fazem. De uma forma simplista, a história é sobre Fermina Daza, Florentino Ariza e Juvenal Urbino. Começamos por conhecer o casal, Fermina e Juvenal, já idosos, e, depois, iremos descobrir a paixão que Florentino nutre por Fermina, durante cinquenta e um anos, nove meses e quatro dias.

É uma leitura agradável de se fazer, embora não haja uma sequência lógica e temporal dos factos, e, muitas das vezes, a trama, em torno dos personagens decorre em simultâneo ou em separado, para cada um. Ainda assim, o leitor consegue acompanhar a história, o que demonstra um absoluto domínio da forma narrativa.

Conseguimos imaginar, muito bem, o primeiro amor de Florentino, bem como as cartas, os bilhetinhos à Fermina, e as esperas que ele lhe faz, sentado no banco do Parque. Todo este amor platónico dura até à velhice, porque ele jurou ficar com ela, nem que tivesse de esperar que o marido morresse.

As partes menos positivas são: as longas narrativas; as inúmeras paixões carnais de Florentino; e o infeliz amor de América Vicuña.

 

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