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Enigma

17.11.16


no sossego vago do leito, escondo, debaixo das cobertas, o fervor. 



oiço um restolhar. espio devagar, sem olhar,



a página de um novo romance de amor. 



a luz esquálida, dentro do quarto,transportou



uma luminosidade, e a visão vertidada alma disparou



o alarme da ilusão. alguém está ali?ou é só a escuridão? 



entre o agora e o passado. fiquei àespera. e esperei só.



e o frio, que cobria a pele, esticou a perceção num nó.



um ataque invisível.um barulho depassos… um bater do coração...

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Autora: Toni Morrison
Ano:2009
N.º de Páginas: 137
Editora: Editorial Presença
 
Sinopse: Da autoria da primeira mulher negra a ser distinguida com o Prémio Nobel da Literatura (1993), “A Dádiva” é um romance extraordinário quese passa na América do Norte de finais do século XVII. Profundas divisõessociais e religiosas, opressões e preconceitos exacerbados propiciam o cenário ideal para a implantação da escravatura e do ódio racial. Jacob Vaark é um comerciante anglo-holandês que apesar de se manter à parte do negócio dos escravos, que então dá os primeiros passos, acaba por aceitar uma menina negra, Florens, como pagamento de uma dívida de um fazendeiro de Maryland. Nesta parábola do nascimento traumático dos Estados Unidos, Morrison revela-nos o quese esconde sob a superfície de qualquer tipo de sujeição, incluindo a dapaixão, e o quanto essa falta de liberdade é nociva para a alma.
 
Opinião: Tenho de admitir que adorei a capa (muito bem escolhida, assim como o respetivo marcador). A leitura prometia e tinha, à partida, todos os ingredientes para ser um livro fora do comum. Porém, falhou o principal, dado que a capacidade de concentração, na leitura, ficou especialmente comprometida em virtude de ter lido meia dúzia de páginas de cada vez (não façam isso, Ok? E muito menos à noite!). Já no que diz respeito à escrita, achei que é difícil, pois a escritora escreve de uma forma muito peculiar. 
No fim, fiquei com a sensação de que deveria ler tudo de novo e acometeu-me, subitamente, um vazio, apenas preenchido pela releitura de algumas frases poéticas:
 
Citação:”De súbito umlençol de pardais cai do céu e instala-se nas árvores. São tantos que das árvores parecem brotar pássaros e não, de modo algum, folhas(…) Nós nunca moldamos o mundo. O mundo molda-nos a nós. Súbita e silenciosamente, os pardais desaparecem”(pág. 62);

"No pó onde o meu coração permanecerá todas as noites e todos os dias até compreenderes o que eu sei e anseio por dizer-te: receber domínio sobre outro é errado; dar o domínio de si mesmo ao outro é uma coisa perversa"(pág.137).

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