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Hoje, vamos conhecer a bloguer, menos in do pedaço,  Maria das Palavras, que sonha viver das palavras, destruir mitos e escrever para os outros ou, na maioria das vezes, só para si. Ora, para quem não conhece, uma vezes surge a Maria-pragmática, outras a Maria-Sarcasmo ou a Maria-Alegria e, noutras, a Maria-Divertida. E vocês perguntam: são tantas Marias numa só? São, porque ela busca o divertimento nas palavras, ela brinca com elas, e faz "trocadilhos", e desconstrói ideias. Enfim, eu não tenho palavras.

Desde que idade tens uma paixão por livros? 
M:Desde que me lembro de mim. Não sei que idade tinha, mas aprendi a ler antes de ir para a escola. Não porque os meus pais me tenham tentado ensinar, mas liam muito para mim e um dia eu pedi-lhes para ser eu a ler. Acharam que tina decorado o livro para estar a dizer tudo certo. Depois testaram outros e chegaram à conclusão que eu sabia mesmo ler. Creio que foi a combinação dos meus pais lerem muito para mim com a magia da Rua Sésamo que fez isso acontecer.
 
Qual o tipo de livro que costumas ler?
M: Sou muito de fases, mas diria que o mais recorrente é o tipo de livro que mistura história real/factos com um pouco de ficção. Deve ter um nome e eu nem o sei.
 
O que gostas mais durante  a leitura? 
M: A concentração total. O resto do mundo que se escapa para entrarmos num novo. Ou seja, o facto de não permitir que façamos mil coisas ao mesmo tempo, como nos exige a vida em tantos outros momentos.
 
Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 
M: Críticas de pessoas que já sei que têm gostos semelhantes aos meus, operam verdadeiros milagres nas minhas estantes. Quando estou na livraria, mesmo que seja a capa ou o título a chamar a atenção, é a sinopse que me faz decidir. Se me garantir um bom enredo ou tiver as palavras mágicas “baseado em factos reais” sou bem capaz de o trazer. É por isso que não posso entrar muitas vezes em livrarias...

Descreve sentimentos que só um leitor entende. 
M: As pessoas comparam muito ler a ver um filme ou uma série. O filme ou a série são mais rápidos, fazem mais trabalho por nós porque não precisamos imaginar: já está tudo lá. Parece uma vantagem. Muita gente se afasta dos livros por achar que é de facto uma vantagem: ver um filme relaxa mais. Mas não é verdade. Enquanto vemos algo na TV estamos a responder a mensagens, ou a comunicar com a pessoa que está ao lado, recebemos a imagem, o som, e desdobramo-nos a fazer outras coisas. Quando entramos num bom livro o resto do mundo cai na ravina. Somos nós e as letras na nossa mente. E não há nada que nos empreste mais paz do que isso.
 
As histórias, por vezes, têm uma enorme carga emocional. Já alguma vez choraste ou riste? Se sim, quais foram os livros em que isso aconteceu? 
M: Não sou a pessoa mais expansiva do mundo...já me terei emocionado mil vezes, interiormente com as páginas de um livro – sobretudo as finais. Mas se algum me fez chorar ou gargalhar de forma visível certamente tentei disfarçá-lo e não vou confessá-lo. Permitam-me a timidez.
 
O que dizem os teus livros? 
M: Dizem que não tenho medo de viajar. As minhas estantes estão repletas de destinos diferentes (não falo de guias turísticos, mas de tipos de estórias). E creio que uma coisa tem muito a ver com a outra.

***
Mais uma entrevista que me deu prazer em publicar, especialmente pelo sorriso que me conseguiu arrancar quando li a resposta à pergunta pessoal que apresentei à Maria: Concordas com a frase de Marguerite Duras: "Os homens gostam das mulheres que escrevem. Mesmo que não o admitam. Uma escritora é um país estrangeiro"?
M: Raro será o homem que o admita, mas creio que é uma frase verdadeira. Uma mulher que escreve é, ao mesmo tempo, alguém que se mostra e que adensa o mistério. E os homens - os verdadeiros - saberão apreciar esta característica em vez de a temer. A vantagem mais óbvia é outra e e tem a ver com o desdobramento da expressão popular "quanto mais chora, menos m*ja". Da mulher pode dizer-se que: quanto mais escreve, menos grita. 


Muito obrigada, do fundo do .
 


 

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Fala-se muito do Natal, desde as decorações às prendas, as quais, por sinal, já se encontram debaixo da árvore de Natal. Os miúdos andam eufóricos a tentar adivinhar o que está dentro de cada embrulho colorido. É uma festa de cor muito bonita para os meus olhos felinos,porém, há sempre um porém ou um mas em cada conversa, esquecem-se sempre de embrulhar uma prenda para mim! Ok. Eu sou um gato. Ok. Às vezes, porto-me mal.No entanto, o espírito do Natal dos gatos disse-me que isso não importa nada, desde que eu ensine a família. E aprender é isso: ensinar a viver, apesar dos contratempos, das adversidades, da falta de dinheiro, ou do familiar, amigo ou vizinho que não gostamos. E também saber perdoar o gato que roí o cabo do computador, afia as unhas no cortinado, na cadeira ou no sofá..O que é que eu estou para aqui a dizer? Estou velhote e já não faço nada disto! 
A quem estivera ler, aconselho a que não percam a esperança nem o espírito do Natal. Enão digo isto para parecer bem na fotografia, digo com a convicção de quem não quero conhecer NUNCA o Krampus! Ele é tão feio e tão, tão mau! No dia em que assisti ao filme dele, estávamos, eu e os humanos, todos juntos no mesmo sofá,quentinhos e aconchegadinhos, mas eu passei o tempo todo aterrorizado. O Krampus, que é o oposto do São Nicolau ou do Pai Natal, é uma criatura semelhante a um demónio, com chifres e pés de Cabra, e ele pune as crianças que são más. Trata-se de uma lenda. Fiquei muito confuso, uma vez que li aqui que fizeram um estudo (brilhante!), no qual concluíram que acreditar no Pai Natal é prejudicial para as crianças, porque quando as crianças descobrem que não é real, deixam deacreditar no que lhe dizem. A lógica é: dizer a verdade, dizer que não existe o Pai Natal e depois? Mais uma vez um estudo incompleto, porque não analisaram a hipótese de que as crianças gostam da magia do Natal e dizer a verdade é não alimentar a esperança, esse sentimento tão importante para a vida dos humanos! E se revelarmos apenas o Lado Negro do Natal, ficamos muito tristes, como quandos abemos que é gasto o valor de 700 mil euros em iluminações só na cidade de Lisboa e que esse dinheiro daria para comprar muita comida para os humanos e para os animais abandonados nos canis, por esse país fora. O Lado Negro do Natal anda aí. Avisem-me se virem o Krampus. Estou escondido debaixo do sofá, mas não lhe digam nada!

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Hoje, vamos conhecer a super, hiper e mega simpática Ana, do blogue Chic´Ana. Ela identifica-se com a sua citação preferida "Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino", porque a vida, tal como ela é, é carregada de sonhos, de sorrisos, mas também de ilusões e de tristezas, de conquistas e de perdas. Tal como um barco em alto mar, podemos ser agraciados por um vento forte ou embalados por revoltas correntes, podemos ser retirados do nosso porto seguro e acolhedor, contudo podemos sempre alinhar os nossos objetivos, ajustar as nossas velas para abraçar o nosso caminho e chegar ao tão desejado destino! 
Chic´Ana surgiu assim de uma forma natural para relatar as aventuras do dia-a-dia! E que divertidas que são!
 
Desde queidade tens uma paixão por livros? 
Sinceramente,desde que me recordo. Lembro-me que os livros fizeram parte da minha infância,do meu crescimento. Os meus pais incutiram o hábito de me contarem sempre uma história ao adormecer, de tal forma, que ainda hoje não consigo adormecer sem ler algumas páginas.
 
Qual o tipo de livro que costumas ler?
Não tenho um único género. Gosto de romances, gosto de policiais, gosto de ficção científica e do fantástico, gosto de tudo um pouco, até das famosas bandas desenhadas.
 
O que gostas mais durante a leitura? 
Gosto da imaginação, da forma como o nosso espírito viaja e tem a capacidade de recriar cenários, ambientes e emoções. Com um livro nunca estamos sós e aqui está uma grande verdade, conhecemos novos países,culturas, profissões. Conhecemos outras épocas, personagens reais ou fictícias.Conhecemos o mundo num único lugar!
 
Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 
Quando escolho um livro, a sinopse é extremamente importante. Se esta me cativa,raramente o conteúdo do livro me desilude. Depois temos também os nossos autores de eleição, com os quais já sabemos que é sempre uma escolha segura.
 
Descreve sentimentos que só umleitor entende. 
Acho que o laço que se cria entre oleitor e o livro é algo único. Único e especial, de tal forma, que é impossível de descrever. Há sempre uma ansiedade em saber o que vai acontecer a seguir, há personagens pelas quais nos apaixonamos e outras que odiamos com todas asnossas forças. Acho que acabamos por transportar o que se encontra no papel para a realidade. 
 
As histórias, por vezes, têm umaenorme carga emocional. Já alguma vez choraste ou riste? Se sim, quais foram oslivros em que isso aconteceu? 
Já, já chorei compulsivamente, já ri muito também. Ui, foram tantos e tantos, posso indicar já os dois últimos livros que li, por todo o contexto, por achar que tinha pontos em comum com os livros: O Beijo da Morte de C.R. Olim, qualquer um da Juliet Marillier, acho que chorei em todos eles, precisamente por me colocar muitas vezes no lugar dos personagens.
 
O que dizem os teus livros? 
Aqui está uma pergunta muitointeressante, e gostava que fossem eles a responder. Como tal não é possível, achoque acima de tudo diriam que são de tal forma variados que agradariam a todosos leitores! A diferença é um grande tesouro e a aprendizagem nunca é demais.


 
*** 
Depois de ler as respostas da entrevista, pensei, e pensei muito, sobre a pergunta/desafio a colocar à Chic´Ana . Eu costumo visitar o blogue dela (para me ajudar nesta fase Pollyana) e, por isso, nada mais natural do que colocar, à divertida e aventureira Ana, a seguinte pergunta:
Ana, se fosses um personagem de um livro, achas que farias o jogo do contente com a Pollyanna, de Eleanor H. Porter?
Sem dúvida que o faria. Aliás, é um dos meus lemas de vida: extrair sempre algo positivo de todas as situações. Ao invés de ficarmos tristes pela ausência de algo, porque não valorizar a presença de qualquer outra coisa? Altos e baixos, todos os temos, portanto, quando estamos contentes, há que prolongar o momento, quando estamos menos bem, há que pensar que será apenas a rampa de lançamento para subirmos sempre mais alto!

Muito obrigada, do fundo do ❤.
 
 

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Um vírus destruiu todos os meus documentos de trabalho, e mais parecia um pacman a entrar em cada ficheiro, deixando tudo vazio. Da informática disseram: nada feito e que o vírus tinha vindo num e-mail que abri. Ok, foi culpa minha! Felizmente, tinha guardado alguns documentos numa pen.. 
O que achei mau, tive de reformular com este pensamento: Ei! Vais começar a organizar tudo de novo. Computador limpo, ficheiros organizados. E reforçar o mesmo com esta ideia: Ei! Há vírus piores! :) 


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Era uma vez...."a bruxinha despenteada"
 
que foi ver a "Cassilda, a bailarina"
 
e  “O Lardos cachorrinhos”?
 
A Sandra Jordão do blogue fábrica de estórias da bruxinha despenteada aceitou divulgar aqui o seu maior sonho: contar as histórias que habitam dentro de si própria. Ela é mãe de três filhos, trabalha numa empresa em Leiria, há 27 anos, e já publicou três livros infantis.
Em 2015, em parceria com a CRID Leiria, publicou "A bruxinha despenteada" em Braille, tendo oferecido os livros à Acapo. Recentemente, no “Concurso Internacional Onkyo Braille”, o seu texto foi um dos escolhidos para representar o nosso país. 
Ela é muito bem disposta e tem, sempre, um lindo sorriso para as crianças e adultos, claro! Mas vamos lá à entrevista:
 
Desde que idade tensuma paixão por livros? 
Desde a infância, embora tenha estado um período sem ler muito, retomando ohábito/paixão há sensivelmente 10 anos.

Qual o tipo de livro que costumas ler?
De tudo um pouco; gosto essencialmente de estórias com ensinamentos de vida, onde são enaltecidas as lutas e as conquistas. Também tenho um especial fascínio pelo mítico e o épico.
 
O que gostas mais durante a leitura? 
Entrar na estória, sentindo-me transportar para dentro dela, como se estivesse numa viagem dentro de mim mesma… há estórias que me fazem levitar e ficar no meu Eu… Sonhar…
 
Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 
Às vezes o título ou a sinopse do livro desperta-me a atenção, ou a curiosidade pelo tema,ou ainda, se alguém mo recomenda.
 
Descreve sentimentos que só um leitor entende. 
Folhear as páginas de um livro, sentir a textura, o cheiro, é mágico! Transporta-me para outra dimensão. Ensina-me, faz-me pensar, e permite-me estar noutro lugar qualquer sem sair do meu espaço físico.
 
As histórias,por vezes, têm uma enorme carga emocional. Já alguma vez choraste ou riste? Se sim, quais foram os livros em que isso aconteceu? Claro que chorei, e muito! O livro que me fez mais chorar foi: “Nunca me esqueças” de Lesley Pearse – romance -  pela carga de vida que contém. É baseado numa estória verídica duma mulher inglesa que num acto isolado rouba um chapéu e é presa e condenada à morte. Dão-lhe uma 2ªoportunidade, indo para a colónia penal da Austrália, onde, para lá chegar viva, tem de lutar e fazer escolhas que serão o ponto de viragem da sua vida.Quando cumpre a pena, regressa à prisão de Londres, onde alguém irá relatar a sua estória e revela as condições desumanas em que são colocados os prisioneiros na Austrália. Enfim, ela volta a fazer a diferença…
 
O que dizem osteus livros? 
Os livros que leio dizem-me que há muito mais vida do que o que me rodeia. 
 
 
 
***
Antes de passar à última pergunta, que coloco num tom de desafio pessoal, quando olhei para a primeira fotografia, lembrei-me que lia, à noite, antes de dormir, e pensei na coleção "As histórias do avozinho", em especial, neste excerto:

"Dafábula e da moral não custa a entender;
Quempretende ensinar precisa saber,
emelhor que a palavra, embora culta e fina,
oexemplo é que ensina...".

Assim sendo, a pergunta é: Sandra, os teus livros reflectem esta linha de pensamento?
Completamente! Quando escrevo é como se escrevesse para os meus filhos, ou seja com coração, com dedicação, numa escrita simples e perceptível aos mais novos que já lêem sozinhos e aos seus pais. E, mesmo inconscientemente, pois a imaginação flui quando menos espero, no que escrevo, sempre sobressaem os valores que tenho passado para os meus filhos ao longo da vida e que acabam por se revelar nas minhas estórias, que são nada mais que um reflexo de mim.
Como exemplo disso:
Na bruxinha despenteada, está enaltecido o direito à diferença, a aceitação do outro, a auto-estima, a amizade.
Já na Cassilda, o gozo da liberdade de sonhar e de viver os nossos sonhos, lutando incessantemente na sua busca.
Quanto ao “Lar dos Cachorrinhos”, ressalvam-se os valores como a partilha, a entreajuda, o foco na concretização dos nossos objetivos, e o amor e respeito aos animais.
 
 
Muito obrigada, do fundo do ❤.


 
 

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Sempre gostei muito de brincar, especialmente com bolas, bonecos de peluche e,recentemente, com as bolas da árvore de natal. A minha dona costuma dar-me uma para eu usar e não ter a tentação de ir desmanchar a árvore. Tudo isto porque, quando era ainda um gatinho, resolvi subir a uma para apanhar uma luz, muito teimosa! Eu mexia-me um pouco. A luza cendia. Eu subia um bocadinho. A luz apagava. Mais tarde, fiquei a saber que são luzes de natal e que estão sempre a piscar. E eu, como estou mais ajuizado,gosto de olhar e ver as luzes. É uma minicidade dentro de casa!

Às vezes fico a matutar. E fico ali, e a filosofia, na minha mente, sai de uma forma mágica como a comida que a minha dona tira de uma lata! Mas, além da lata, eu gosto de aprofundar o absurdo existencial e estou a pensar na inscrição no curso “D´oh! Os Simpsons Introduzem a Filosofia”, na Universidade de Glasgow.Bem, só vou poder frequentar se for on-line, claro! Não estavam a pensar que eu ia à Escócia? Eu bem que gostava e em caminho passava pelo “Trump InternationalGolf Links and Hotel”, na Irlanda, para confirmar se o resort está mesmo em perigo ou se Trump quer começar a construir muros  à volta de todos os seus impérios,forrados a ouro e pedras preciosas! Ah?! Ah, pois o ouro e as pedras estão na penthouse trump. Ora, mais um motivo para eu fazer o curso! É que eu não percebo o absurdo existencial, nem esta filosofia dos Simpsons que não serve para ser explicada aos pobres! 

 

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Estou um pouco adiantada. Já fiz a árvore de natal e já tratei dos presentes. Assim, aproveito para desejar a todos um Natal cheio de Alegria .
#sóquenão
#hajaalegria


P.S. O que disse, anteriormente, é apenas uma desculpa para juntar mais um vídeo à minha estranha colecção...


Música com palavras enfeitiçadas

Música com gatos e três palavrinhas

Palavras sem música

Desenhos animados sem palavras

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Enigma

17.11.16


no sossego vago do leito, escondo, debaixo das cobertas, o fervor. 



oiço um restolhar. espio devagar, sem olhar,



a página de um novo romance de amor. 



a luz esquálida, dentro do quarto,transportou



uma luminosidade, e a visão vertidada alma disparou



o alarme da ilusão. alguém está ali?ou é só a escuridão? 



entre o agora e o passado. fiquei àespera. e esperei só.



e o frio, que cobria a pele, esticou a perceção num nó.



um ataque invisível.um barulho depassos… um bater do coração...

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Autora: Toni Morrison
Ano:2009
N.º de Páginas: 137
Editora: Editorial Presença
 
Sinopse: Da autoria da primeira mulher negra a ser distinguida com o Prémio Nobel da Literatura (1993), “A Dádiva” é um romance extraordinário quese passa na América do Norte de finais do século XVII. Profundas divisõessociais e religiosas, opressões e preconceitos exacerbados propiciam o cenário ideal para a implantação da escravatura e do ódio racial. Jacob Vaark é um comerciante anglo-holandês que apesar de se manter à parte do negócio dos escravos, que então dá os primeiros passos, acaba por aceitar uma menina negra, Florens, como pagamento de uma dívida de um fazendeiro de Maryland. Nesta parábola do nascimento traumático dos Estados Unidos, Morrison revela-nos o quese esconde sob a superfície de qualquer tipo de sujeição, incluindo a dapaixão, e o quanto essa falta de liberdade é nociva para a alma.
 
Opinião: Tenho de admitir que adorei a capa (muito bem escolhida, assim como o respetivo marcador). A leitura prometia e tinha, à partida, todos os ingredientes para ser um livro fora do comum. Porém, falhou o principal, dado que a capacidade de concentração, na leitura, ficou especialmente comprometida em virtude de ter lido meia dúzia de páginas de cada vez (não façam isso, Ok? E muito menos à noite!). Já no que diz respeito à escrita, achei que é difícil, pois a escritora escreve de uma forma muito peculiar. 
No fim, fiquei com a sensação de que deveria ler tudo de novo e acometeu-me, subitamente, um vazio, apenas preenchido pela releitura de algumas frases poéticas:
 
Citação:”De súbito umlençol de pardais cai do céu e instala-se nas árvores. São tantos que das árvores parecem brotar pássaros e não, de modo algum, folhas(…) Nós nunca moldamos o mundo. O mundo molda-nos a nós. Súbita e silenciosamente, os pardais desaparecem”(pág. 62);

"No pó onde o meu coração permanecerá todas as noites e todos os dias até compreenderes o que eu sei e anseio por dizer-te: receber domínio sobre outro é errado; dar o domínio de si mesmo ao outro é uma coisa perversa"(pág.137).

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Esta semana, vamos conhecer Malik do blogue Malik, uma outra forma de poesia. Ele escreve poesia há apenas dois anos e fala, sobretudo, sobre o amor pela mulher : "És a minha força quando estou fraco,/és luzque ilumina o meu ser,/és poema, livro, canção,/és tudo o que um homemquer...". Aliás, ele contou-me que o primeiro poema, "escrito por brincadeira", foi o "De amor nua".
É, assim, com enorme prazer e satisfação que publico as suas respostas, as quais revelam, por detrás das letras, a existência de uma pessoa simples, verdadeira, enigmática e apaixonada.
 
Desde que idade tens uma paixão por livros? 
Desde muito novo. Creio que sofri influência principalmente do meu pai que liaimenso. Então, bem cedo desenvolvi o gosto pela leitura. Ainda me recordo deler “Os cinco” e “Os sete” entre outros. Lia-os avidamente...
 
Qualo tipo de livro que costumas ler?
Nãohá, nem nunca houve, um género em particular. Sempre li de tudo. No entanto,por estranho que possa parecer, li muito pouco os autores clássicos portugueses. Mea culpa!
 
O que gostas mais durante a leitura? 
Há duas coisas que fazem a diferença. Uma, quando o livro nos “agarra”, quando entramos nele como se dele fizéssemos parte e nos tornamos um espectador vivodo enredo. Outra, quando nos leva a pensar, nos “obriga” a reflectir e até elaborar sobre algo que até então passou “despercebido”.
 
Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 
O autor é fundamental. Pelo que dele conhecemos, pelo que alguém que conhecemos bem nos disse sobre ele. Outras vezes são autores recentes que vamos conhecendo na imprensa ou na net e que nos despertam interesse.
 
Descreve sentimentos que só um leitor entende. 
Um leitor pega num livro como quem entra no seu quarto de solteiro e fecha aporta. O livro passa a ser o seu mundo com todos os sentimentos que a leitura faz emergir.
 
As histórias, por vezes, têm uma enorme carga emocional. Já alguma vez choraste ouriste? Se sim, quais foram os livros em que isso aconteceu? 
Que me recorde nunca chorei. Mas rir sim, muitas vezes! Não vou mencionar um porque efectivamente foram muitos e não poderia ser justo.
 
Oque dizem os teus livros? 
Houve um tempo em que falavam de tudo. Hoje, falam muito de amor. Falam de amor em todas as suas formas. Pela mulher, pelo outro, pela humanidade...

 
***
Malik, eu tenho um palpite: não julgas os livros pela capa e sim pelo seu interior, assim como as pessoas, acertei?
Sim, acertaste em cheio; a capa de um livro ou o corpo são o mero embrulho. Eu prefiro a prenda que está no interior:).
Tudo de bom e felicidades para o teu blogue!

 
Muito obrigada, do fundo do ❤.



 

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Mais uma festa e mais uma confusão aqui em casa. É S. Martinho e este dia é comemorado a comer! Que novidade! Eu só vejo os meus donos à mesa a comer e eu faço olhinhos, e ponho uma pata, como quem diz “dá”, mas eles continuam a ignorar-me. Hum. Talvez se demonstrar que estou feliz e a rir-me?! Experimento, então, ronronar. Nada.Aquelas coisas castanhas venceram o gato. Julgam elas! Os gatos são adorados como deuses há milhares de anos e não é agora que me vão destruir o meu reinado.Então, adopto outra postura, passo ao ataque, e, aí, saio eu disparado, pulo numa cadeira e aterro em cima das coisas, ou seja, das castanhas... Ai, estavam tão quentes. Foi uma aflição. A minha dona gritou e socorreu-me. Depois disse que eu era um gato maroto e muito desastrado, e que me podia ter magoado. 
À conclusão da história, tive o meu minuto de fama. Mas logo, logo, estavam a beber e a rir. Eu não achei piada. Aprendam, os gatos riem quando ronronam e, como temos sete vidas, ronronamos muito. Será que ninguém nos ouve com atenção? Senhores investigadores, bem que poderiam fazer um estudo sobre isto, mas não! Fazem sempre os mesmos estudos. Num novo estudo, vieram tentar demonstrar que, quando os humanos estão com certas pessoas, a cada dez minutos de conversa, riem-se sete vezes. Que rica conversa. Sete vezes? Ah, e ainda que emitem uma série de sons estranhos sem que haja um movimento real da língua, maxilar, palato ou lábios, dado que toda a ação ocorre na caixa torácica. Ora, aí está uma novidade.Os humanos, quando riem, emitem os sons mais próximos dos sons entre animais. Parece mais uma teoria da Comédia de Erros (e não, não é de Shakespeare). Aliás, até gostaria de saber a que soaria o riso deles quando, por exemplo, pagam a contribuição audiovisual para a RTP, no contador da electricidade, incluindo os serviços municipais como os semáforos, os candeeiros públicos, os sistemas de rega dos jardins e os cemitérios. Hum. Se calhar não estudaram a outra espécie de riso,aquela do riso amarelo, em que há um ligeiro descer de lábios e em que se mostra um pouco os dentes? Pois, senhores investigadores, devo dizer que o vosso estudo está incompleto. Ernest Hemingway dizia que “Um gato tem honestidade emocional absoluta: os seres humanos, por uma razão ou outra, podem esconder os sentimentos, mas o gato não”. Para quando esse estudo, afinal?  Fica a dica: 
           
 

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Todos os blogues procuram interagir com o(a) leitor(a). Ele(a) é alguém virtual e é extremamente importante.E porquê, perguntam vocês? Porque ele(a), quando lê o texto, transporta as suas experiências e vivências, e é, no fundo, um(a) leitor(a) de si mesmo(a).
"O que dizem os teus livros?" é, assim, um convite para uma entrevista. Qualquer um pode participar neste projeto (mesmo que leia pouco), e, ao fazer a inscrição, participa ainda no Sorteio para ganhar um Livro Agenda Fernando Pessoa 2017.

 


Não é linda? "Deus quer, o homemsonha, a obra nasce", não poderia ser mais apelativo. Além do mais, tem um poema por mês e uma citação por semana. Adorei. Adorei.Adorei. Espreitem: 


 

Confesso que andei muito indecisa e que, no início, pretendia oferecer um livro. Mas, como tenho um sentido de pertença muito forte, o meu egoísmo não deixou escolher um único livro, sem pensar :"Eu quero ler", e depois "Não tenho tempo", e "Se calhar não gostam".Bem, por mim falo, quando entro numa livraria deixo o bom senso à porta.Como diz a Pipoca fico Loucaaaaaaa! (ahahah).
 
Portanto, vamos lá a  participar. O procedimento é o seguinte:
1) Devem enviar um email, até ao dia 8 de dezembro de 2016, através do formulário de contato que se encontra na barra à direita;
2) O sorteio será realizado no dia 9 de dezembro e o resultado anunciado no dia 10 de dezembro;
3) Todos os inscritos serão contactados, por email, para responderem a umas questões (coisa simples);
4)Se forem passando aqui e já tiver sido sorteada a Agenda, podem enviar email à mesma, Ok?
Querem fazer alguém feliz? Participem. A minha prenda, neste Natal, são vocês, os vossos livros e aquilo que nos une: a paixão pela leitura.

 


 
 

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Todos recordam os anúncios da infância e pensam: eram bem feitos! Mas crescemos e muitas coisas passam a ser diferentes. Nós mudamos. É por isso que quando  eu vi este vídeo/anúncio voltei atrás no tempo. 



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Brevemente...

10.11.16

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Estou vivo! Sim, estooouuu vivooooo. Tenho mesmo de celebrar. Não sei como aguentei tanto tempo sem falar o que se passou durante esta semana. E que semana! Foi assim: no dia em que a minha dona foi ao cemitério (julgo que foi dar flores às pessoas, porque saiu com um ramo enorme), eu e os miúdos ficamos nas nossas caminhas quentinhas. Era dia santo, mas em casa. E era um dia muito simples, sem confusões e sem aquelas flores malcheirosas.Claro que eu costumo acompanhar os miúdos e até tomo conta deles. Para todos os efeitos, em anos de gato, sou o mais velho. Entretanto, vi que estavam a colocar umas bolinhas divertidas num fio e eu fui logo cuscar o que era aquilo.Cheirei. Sacudi, a coisinha, com as patas. Depois, quando apanhei uma, andei com ela por todo o lado. Foi divertido e fiquei bastante impressionado com a minha agilidade. Experimentei a comer. Ufffffffffff. Engoli a coisinha. Corri aflito e deitei-me, quietinho, à espera do meu último dia na terra. Pensei que iria para o céu, mas depois de uma forte dor de barriga, nada aconteceu. Foi falso alarme. Ainda bem, pois senão quem iria lembrar-se das línguas-de-gato?A minha dona refere a expressão “quem não aparece facilmente é esquecido” e eu sigo, sempre, o que ela diz, aparecendo aqui para mais uma conversa sobre "Nope for the pope". Eu não entendo o porquê de as mulheres não poderem ser padres. Algo me diz que será para elas não aparecerem demasiado (a minha dona utiliza aquela expressão, não utiliza?). Depois referem aqui que a escolha é de Deus enão do Homem. Então, Deus não criou o homem e a mulher? Em que ficamos?Discriminação à parte, na qual os humanos são peritos, surgiu-me outra questão, igualmente contraditória, relativamente à Operação Zeus. De acordo como que ouvi (e depois li) a Força Aérea andava a faturar géneros alimentícios por valor superior aos que eram efectivamente fornecidos. Isto significava que eles colocavam bifes do lombinho  e depois serviam carapau frito. Isto é um mero exemplo, é claro. No entanto, fico sempre pasmo em como:grassa a mentira, brincam com a autoridade superior (Religiosa e Aérea, em que ambas se situam lá em cima) e esperam que não se descubra o nonsense. Vamos conversar?

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? Fim
 audacioso ou o
modernismo
 a desentesar a palavra?!
arrefece-a em ardósia ou
desperdiça-a em ambrósia,
em ponto edulcorante,
com imaginação,
 rima perfeita
no branco do nada,
e, sem segurança,
desleita a estrada;
entra em contramão-do-saber
nas dúvidas por esclarecer
e, na incerteza,
divaga em tristeza,
“sem nada a perder”
é o poema

 

Do início ao Fim.
 
 

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Começa a contagem decrescente para o dia das eleições nos EUA, as quais se irão realizar no próximo dia 8. Mas pelos vistos a guerra continua. Quem irá ganhar? 


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Autora:Elena Ferrante

Ano:2016
N.º de Páginas: 264
Editora: Relógio D´Água
 
Opinião: O mistério em torno da identidade da escritora Elena Ferrante parece ter sido desvendado por um jornalista italiano. Adoro mistérios e esta informação não me deixou indiferente e quis logo conhecer a sua escrita.
Fiquei surpreendida de duas formas:uma negativa e a outra positiva. Quanto à primeira, foi quando iniciei a leitura. A escrita é, aparentemente, muito simples, direta, e a realidade do bairro, situado em Nápoles, algures nos anos 50, é contada de uma forma atribulada, recheada de ciúmes (entre Elena e Lila), brigas (dos Solara e dos Sarratore) e de medos e ódios (lembro-me, por exemplo, de dom Achille).
Assim, no início, fiquei um pouco de pé atrás, dado que só consegui perceber este clima de tensões entre as personagens, fazendo lembrar italianos sempre aos gritos (na minha imaginação, como música de fundo, surgia sempre a tarantella neapoletana ) e preocupados em fazer justiça com as próprias mãos. Não sei se estão a ver o filme? Além disso, Elena e Lila iniciam uma amizade de forma estranha e “cruel”, como só as crianças sabem ser, por vezes. Aliás,Lila não é uma menina como as outras: é má, rebelde, desafiadora, embora muito inteligente. Já Elena é o oposto: certinha, estudiosa e admira a amiga “genial”.Apesar de Elena achar Lila má, sente uma espécie de “atração” para competir com ela, o que a leva, frequentemente, a sentir que não é apreciada se não estiver na sua companhia ou se não for a melhor na escola ou se não for a mais bonita. Mais tarde, quando ambas são adolescentes, a história começa realmente a surpreender.Porém, e cito:“ O imprevisível só nessa altura se revelou”. É caso para dizer que o“golpe de mestre” só chegou mesmo, mesmo, no fim. E pronto, fiquei curiosa para ler o próximo. 
Ho apprezzato molto la storia e voglio di più!
 
Citação: "O nosso mundo era assim, cheio de palavras que matavam: o garrotilho, o tétano, o tifo, o gás, a guerra, o torno, o entulho, o trabalho, o bombardeamento, a bomba, a tuberculose, a supuração. Remeto para essas palavras e para aqueles anos os muitos medos que me têm acompanhado toda a vida"(Pág.23 e 24).

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