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Uma máscara que eu acho o máximo, no mundo animal, é a de uma mulher mascarada de gato. Nada me impressiona mais do que ver uma gatade duas patas! Mas caras pintadas com sangue a fingir, e dentes de vampiro, arrepiam-me o pêlo todo e fico naquela “não sei se fuja, não sei sefique”. É um sentimento estranho de aversão e de cusquice, em simultâneo. A minha dona diz que eu sou um gato intrometido e que gosto de andar sempre à procura de algo para me “coçar”. Bom. Não concordo, porque eu sou apenas um gato e um gato tem de marcar o seu território. Sou assim, honesto e fiel a quem me rodeia. Ao contrário de quem nos governa, não acham? Porque será que há essa necessidade constante de ocultar e de mentir? Já são “donos” do seu território e de todos os portugueses! Mas o que se passa já não é novidade e tem vindo a acontecer ao longo dos anos. Uma licenciatura não dá acesso direto a uma profissão. Hello?! Ou dá, a quem pode mentir, mesmo que não tenha a licenciatura?! Quem pode pode (Quem não pode, vive em casa dos pais até mais tarde). São, assim, os verdadeiros estrategas da política da ocultação e da negação,até ser tarde demais. Na ausência de qualquer reacção do povo, vamos continuara dar privilégios a quem não os devia ter (Já sei que quanto a isto não me posso queixar, pois enquanto gato tenho uma vida que muito português não tem:comida-cama-nada para fazer e dormir). Sejamos, então, realistas. Para ser político é necessário uma licenciatura? Não. Qual a necessidade de mentir? O hábito e a mentalidade enraizada na nossa sociedade. O que é acontecerá no futuro? Os políticos, quenão tiraram uma licenciatura (como deve ser, vá), que não sabem escrever bem, necessitam de escritores-fantasma para lhes fazer a papinha toda. Competência será, assim, abolida do dicionário, e em substituição, será implementada, sem a aprovação de todos os países envolvidos, outra palavra oriunda do Brasil: coxinha política

À conclusão, os competentes serão os outros, os fantasmas, e esses ninguém vê no dicionário!

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Ontem, estava triste. Hoje, voltei à fase Pollyanna. Hum. Ou sou bipolar ou aprendi a fazer o que se chama de reprogramação neurolinguística. Em última análise, a vida é mesmo assim e, como neste video, passa muito rápido. Aproveitem cada minuto.

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Quando caminhares curvado pelo ónus do espírito
 
[pai]
edificarei um empedrado de pensamentos polidos,
onde eliminarei os minutos do horror e
[os sonhos urdidos]
nateia viva da angústia, cortarei cada fio frágil
[da memória]
enão estenderei a mão
enão exigirei a tua atenção para as fotografias
[a preto e branco]
Eos espinhos, deglutidos na garganta em trevas, devorarão as lembranças que
[esmoreceram e]
 de mim se alongaram os segundos  da hora derradeira,
quandodestruístes, nos sonhos,  a carneoculta da mãe
[dos olhos da (v)ida]
 Esquecestes  do ser imberbe gerado das células paternais…
Mas eu repudio essa herança e a fria despedida
finalmente
[a dádiva de amor a um filho]

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Valter Hugo mãe.jpg

 

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O Dia das Bruxas está quase a chegar. Entre as actividades mais comuns, como vestir fantasias, a partida"doce ou travessura" ou decorar a casa com abóboras, eu prefiro os filmes de terror. É claro que preciso de companhia, pois a minha imaginação exalta o mais pequeno ruído, o que é perturbador. Mas, como faltam ainda alguns dias, lá fui eu pesquisar um video que me deixasse bem disposta e com capacidade humorística suficiente para o impacto do dia 31.


P.S. Mais um video a juntar à minha colecção.

Música com gatos e três palavrinhas

Palavras sem música

Desenhos animados sem palavras

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Nestes últimos dias, tenho andado deprimido. Não seibem porquê, mas é uma espécie de "feeling". Talvez o meu sexto sentido felino ou apenas uma impressão do subconsciente. Algo se está a passar e ninguém faz nada. A minha dona diz que este tempo não ajuda. Será influência do tempo? É que eu gosto de chuva e gosto de estar em casa. Inclino a pata direita em como todo este sentimento de tristeza está relacionado com as notícias. Não é fácil viver. Bem, DonaldT rump também está a ver a vida a complicar-se. A campanha para as eleições está cada vez mais agressiva. Várias mulheres vieram recentemente a público acusar Trump  e ele promete que vai processar todas as mulheres que o acusaram de assédio sexual. É um lavar de roupa suja nunca visto nas eleições americanas. Mas a indiferença ou falta de noção não acontece só aos políticos. De facto, um homem, por volta do meio-dia,em Northampton, Inglaterra, entrou numa loja de artigos para o lar e decidiu levar, sem pagar, uns estores enfiados na roupa e sair, na maior das descontracções. No elevador, foi filmado e a polícia divulgou uma fotografia do ladrão com os estores dentro do casaco a levantar o capuz. O objetivo era identificar o sujeito, mas, no Twitter, recebeu doze mil “gostos” e mais não sei quantas partilhas. Porque é que fico triste? Não percebo as pessoas. Afinal, sou apenas um gato e, quando faço algo errado, no mínimo, levo com um jornal… Dou um miado gigante e depois fico a pensar que o pior não foi  levar com o jornal e sim ter levado com a porcaria de notícias que vêm lá dentro. Que falta de noção!

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Questão atroz

21.10.16
 


Quando, na força das palavras não ditas, surge a insatisfação inútil?

 Eis a desdita tristeza que se apressa numa lágrima fútil.

Já nada ocupa o seu ser, a não ser uma espécie de doença,
cinzenta, em forma de questão. Quan-do,
nestas sílabas silencia a atenção
que dedica à lembrança das noites com voz ciciada em macia tentação.
Vira o mundo e desmaia
a expressão (do rosto), mas esforça
a mente na procura de um resquício da noite inconfidente
e agora atravessa demente
a desabitada areia da praia,
onde as ondas engomaram e enrolaram a escravidão.
O mar, traiçoeiro, havia chegado perto da areia e baralhado em água a emoção.
Havia chegado, ainda, o vento desleal e, bem veloz, O momento atroz.
Acorda  para o tempo verbal das palavras e contempla
as suas pegadas cinzentas demarcadas,
entretanto,arrastadas
pelo Mar, pela Vida epela insidiosa Pergunta:
QUANDO?
 

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A bloggess pediu que a ajudassem a colorir este desenho e que lhe enviassem o resultado. É relaxante. Gastei duas horas e nem dei pelo tempo passar. Bem sei que não está perfeito, mas é um trabalho moroso e de muita paciência. Além do mais, não usei qualquer critério na escolha das cores.Acho que expressei uma explosão de criatividade imaginária. Já quanto à qualidade, temo ter arruinado, um pouco, o desenho da Jenny. Ups. Sorry, Jenny.

 

 
 

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Isto

19.10.16

Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.

Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!


Fernando Pessoa, em "Mensagem".

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Hoje, foi dia de aniversário. A minha dona levou os filhos para uma festa. Houve brincadeiras, uma Pinhata, música e doces. Eu fiqueiem casa e esperei que regressassem. Depois, quando vieram, tentei pôr a pata auma goma divertida e escorregadia, em forma de minhoca. Daí a um bocado, ouvi o jornalista a falar na televisão. Não sei se percebi bem, pois ainda estava entretido com a minhoca, que era difícil de apanhar. Ao que parece já não se devem usar palhaços nas festas? Acho que há um certo mal-estar generalizado,nos Estados Unidos da América, na Austrália, no Canadá, ou até no Brasil. E dizem que é uma moda que está a gerar polémica! Percebi que as pessoas decidem disfarçar-se de palhaços assassinos, sair à rua, durante a noite, e que depois vão a correr atrás das pessoas que passam. Também há relatos de serem utilizadas facas para assustarem crianças! Acho que não entendi bem. O raio da minhoca distraiu-me um bocado e, quando consegui pô-la na boca, tive de cuspir porque sabia muito mal. O meu paladar felino não se habitou a este tipo de mixórdias. Ah, lembrei-me agora. Estava outra senhora a dizer que “onde é que anda o nosso país, onde é que anda a nossa cultura, onde é que anda os nossos ouvidos, onde é que anda a nossa visão, onde é que anda tudo” eque não quer ouvir “mixórdias musicais”. Bom. Estou um pouco baralhado, se calhar devido ao açúcar da minhoca. Acho que isto refere-se a outro tipo de palhaçadas.Aliás, os palhaços assassinos são perigosos e os países em causa já estão em alerta, até porque se aproxima o Halloween; já em relação às outras palhaçadas, que se tornaram num vírus e que necessitam da vacina contra a gripe D, acho que se tornou no maior disparate musical que ouvi na minha vida. O que é que eu aprendi hoje? Não se metam com palhaços assassinos e, sobretudo, não dêem crédito, não filmem, não passem na televisão, pessoas que, não estando disfarçadas, é como se estivessem. Que mixórdia de palhaçadas!

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Uns, aplaudem. Outros, nem por isso. O Prémio Nobel da Literatura, atribuído a Bob Dylan, surtiu um efeito Woouuuu de surpresa geral. Também fiquei estupefacta e, apesar de já conhecer Bob Dylan, não me pareceu bem. Quanto às letras poéticas, isso, por si só, não justifica a atribuição de um prémio a alguém que escreveu, quase todas as letras, nos anos 60 e 70. Sei que, nessa época, existiram as revoluções sociais e culturais com os hippies, mais drogas, mais revolução sexual e mais os protestos dos jovens contra os governos. Mas esses foram anos em que eu ainda não tinha nascido. Não vivenciei de perto e parecem uma realidade distante (?). No entanto, na minha cabeça, surge uma pergunta: será que atribuir o Prémio Nobel, a um americano, é uma mensagem política? Suponho que sim.

Tradução | Knockin on Heaven´s Door (1973)
 
Mãe,tira esse distintivo do meu peito
Eu não o posso mais usar
Está ficando escuro, escuro demais para ver
Sinto-me como se estivesse a bater na porta do céu

Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu

Mãe, põe as minhas armas no chão
Eu não as posso mais disparar
Esta fria nuvem negra está descendo
Sinto-me como se estivesse a bater na porta do céu

Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Sinto-me como se estivesse a bater

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Quando não encontro inspiração, procuro viver um dia de cada vez.

Sem pressa. Apenas um dia de cada vez.

Mais rapidamente morria o vento que tentou soprar a fugaz

Dificuldade de concentração. Procuro sonhar um pouco.

Sem pressa. Apenas um sonho de cada vez.

Um dia alcançarei a palavra mais longínqua da memória.

Sem pressa. Apenas uma palavra de cada vez.

Um dia voarei para o mais recôndito infinito do tempo.

Sem pressa. Apenas um voo de cada vez.

Desaparecerei e rastejarei a ilusão daquilo que fui.

Sem pressa. Apenas uma ilusão de cada vez.

 

Procurei viver sem inspiração, desde quando?!

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Autora: Patricia Highsmith
Ano:1999
N.º de Páginas: 343
Editora: Gradiva

Sinopse: Na sua pequena mas bonita casa da Pensilvânia, onde vive com o filho e um tio senil, Edith observa o dia-a-dia sufocante. Inevitavelmente, insatisfeita com a sua vida, esta mulher oriunda da burguesia começa a apresentar um comportamento invulgar à luz dos padrões de conduta mais comuns. E, assim, refugia-se num diário onde constrói uma vida completamente diferente, acabando até por ajudar a ocultar um crime...
 
Opinião: O livro em si transmite uma sensação de angústia, a qual provém da necessidade de continuar a trabalhar, a escrever e a ignorar-viver. Assim, ao mesmo tempo que a história nos atrai, em certos aspectos sentimos uma certa necessidade de nos afastarmos daquilo tudo. O que é descrito, sobre Edith, é o dia-a-dia de uma mulher que cuida da casa. No entanto, aproxima-se de uma realidade que é enfadonha e injusta para ela, uma vez que quer apenas escrever e ser reconhecida por isso. Como isso não acontece, ela, no seu diário, cria uma vida diferente, sobretudo, para o filho.Quem a pode censurar, quando Brett não se interessa pela educação do filho nem cuida do tio George? Sinceramente não gostei de Brett e não gostei nada do filho, Cliffie. Serão, provavelmente, o reflexo da sociedade norte-americana dos anos 70, mas eu torci para que ambos tivessem um final infeliz. 
Julgo que a escritora teve a intenção de transmitir as consequências daquilo que a sociedade exige às mulheres (qui ça a ela própria). Essa pressão fez com que Edith procurasse o apoio na sua tia Melanie, no seu diário e num mundo só dela, já que o real em nada correspondia às suas expectativas.
É, portanto, um triller psicológico interessante e é, sem dúvida, uma crítica feroz ao "sonho americano".
 
Citação: "Pensou na injustiça, sentiu a sua noção pessoal de injustiça combinar-se com a louca, complexa injustiça da situação no Vietname, um país onde a corrupção, como toda a gente sabia, era um modo de vida, uma coisa normal"(Pág.341).
 
 

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Há sempre dias em que nem tudo corre a bom vento felino. Na terça, fiquei sem palavras (miei bastante mas não resolveu!). A minha dona não quis sequer falar comigo, não me quis ao pé dela equase não me dava comida nenhuma. Imaginem! Cá em casa, o azar começou nesse dia. Felizmente, tudo se resolveu. Tinha até pensado iniciar uma revolução qualquer, mas não foi preciso.Já não tenho de armazenar comida e nem de atacar ninguém. Logo eu que não sou visto nem com uma patinha fora de casa. Não e não. Mas confesso o que me trouxe aqui.Outro género de revolução. Uma com o Robert De Niro. Ele é protagonista de um vídeo em que ataca, forte e feio, o Donald Trump. E não se conteve nas palavras quando refere:”Ele é tão evidentemente estúpido…É um rúfia, um cão, um porco, umaldrabão, um artista da mentira, um vadio que não sabe do que está a falar”. Hum.Será que há aqui uma analogia? Poderemos interpretar estas declarações de outra maneira? Então e o facto de ele chamar porco, a um político, não lembra assimum certo animal da Revolução dos Bichos, de George Orwell? Se calhar sim. Eu creio que o Robert ousou nesta mensagem e que não podemos levar à letra todos os nomes que Robert atira ao Trump. Aliás, a mensagem principal está no “porco”,até porque o Trump andou a dizer que “pode apalpar as mulheres porque é umae strela”. Bom, o meu faro apurado disse que tenho mais com que me preocupar.Estas são “guerras” na Terra do Tio Sam, mas, por enquanto, são só guerras de palavras. Já no que aos bichos diz respeito, penso que foi declarada outra a guerra: a guerra contra os gatos. O Estado Islâmico proibiu que os moradores de Mosul criem gatos nas suas habitações, por ser uma ameaça à ideologia e crenças islâmicas?! Hum. No comments.

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Tenho andado, por aí, numa azáfama de lenços de papel....Fiquei à espera de melhores dias e ainda de melhor inspiração. É que isto dos blogues não é nada fácil.Bem, ainda não estou a 100% mas dá para aguentar ... quase tudo. É que eu descobri que lidar com vírus tem uma certa ciência e alastra com facilidade.
Assim, num lapso mental, pensei em fazer uma investigação mais aturada sobre as gripes.
Na música de Quim Barreiros (a qual nem vou comentar!), são referidos vários tipos de vacinas e , a certa altura, ouvimos isto:"vacina à gripe A e vacina agora só se for D". O Quim Barreiros é vidente! Além das evidências nas letras das músicas, ele já estava a prever uma nova vacina contra a gripe D ["Dialetos de ternura"].
                         
Esta gripe afeta a voz e provoca rigidez ao nível do pescoço, delírio, bem como severas alucinações. Tenham cuidado...

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O tempo

03.10.16

Este tempo (in)certo
pode provocar (in)certezas.
É que não podemos perder tempo
ou ter tempo para surpresas.

É que não podemos
ganhar tempo ou perder .
É que não há tempo,
sem tempo para viver.

Algum tempo,
é viver um pouco.
Não aproveitar o tempo,
é ser louco.

Mas o meu
tempo é teu,
Como o teu,
É meu também...

Não, não é de mais ninguém.

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Depois de mais uma semana estafante, sempre a dormir e sem nada para fazer, fico sempre em pulgas, passo a expressão, para movimentar uma patinha. É assim, com agrado, que miado à parte, consigo despertar da letargia de gato e aparecer com boa disposição e com as habituais línguas-de-gato da semana. É um pouco estranho o assunto que vou abordar hoje, mas foi o que despertou o sentido felino, aquele em que deteto coisas insólitas. Então, que tal falarde transparências? Podia falar de roupa, mas eu tenho pelo e apenas, no inverno, adoro uma boa mantinha. Portanto, a transparência não é na roupa. Será sobre uma casa do futuro, como na distopia, no livro Nós, de Zamiatine? Não é.Mas está mais perto. Trata-se da mais recente atração de Changsha, na China, a saber:uma casa de banho transparente. O meu interesse recaiu sobre isto, porque a casa de banho é pública, é em vidro e qualquer pessoa, que passe, consegue ver quem está a usar. Muito interessante. Estamos a caminho do futuro. Mas lembrem-se que, nas línguas-de-gato, há sempre outra história associada: igualmente sobre transparência e que, também, se poderá considerar que envolve um vidro (porque pode estalar ou partir). Dou uma pista: o PR vetou o diploma que previa que o Fisco tivesse acesso aos saldos bancários dos contribuintes com mais de 50 mil euros. O que não sabem, se eu disse tudo agora? O meu feitio felino diz que ainda não se aperceberam que a transparência fiscal não é só um “big brother”,não é, de todo, uma casa toda feita em vidro, como no livro de que vos falei. Não e não. É uma transparência fraquinha, como aquela da casa de banho, na China, porque poucos se atreverão a usar. É uma falsa questão, pois quem tem pilim, não deixa o dinheiro à mostra. Quanto à maioria nem tem que se preocupar ou, pelo menos, não tem que se esconder das transparências inúteis!
 

Até à próxima.

 

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Vários juristas vieram criticar a decisão do tribunal por deliberar que "comia-te toda" não é crime. Esta decisão,ou melhor, acórdão do tribunal da Relação de Coimbra é justificada por uma alteração à lei, que ocorreu em momento posterior.
Resumindo e baralhando, a expressão "Estás cada vez melhor! Comia-te toda! És toda boa! Pagavas o que me deves!" dirigida a uma mulher, na via pública, constitui "linguagem boçal e ordinária, susceptível de ferir a sensibilidade subjectiva da visada, não atinge, no seu todo, o patamar mínimo da dignidade ético-penal apto a fazer intervir o tipo de crime previsto no artigo 183.º do C.P."

Depois de ler isto tudo, como é óbvio, enquanto mulher não poderia ficar indiferente. Não há dúvida que certos valores se vão perdendo. Eu, para me animar, fui pesquisar mais um videozito e eis que surge: "És tão boa!" do Herman José. Nãooo tem nada de piropo, ou de dichote e já faz parte da nossa tradição (se calhar o tribunal deveria ter deliberado com fundamento na tradição, não é?).

                                        

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