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Os Filhos da Mãe, de Rita Ferro
 
 
“Não tinha quartos nem sobrado, mas era casa: o chão era de cimento e o espaço um só”. 
Inicia-se assim a história de uma família portuguesa numerosa que partilha umespaço exíguo. Na mesma casa moram: o Pai, funcionário das finanças, a mãe chamadaVenância, os filhos (o Mais Velho, o Segundo, os Gémeos e a Anã), o Escritor (queé o hóspede), as ratazanas (as quais têm nomes como Maçarico, Sirigaita e oSenhor Salema), o cão (Covas), o peixe e, por último, Cuba, a filha de umarelação anterior, que chega com os seus quatro filhos.
Citação: “Cuba, não, chamava-se Amparo, mas como o Paiassociava o nome à farinha disse-lhe: ficas Cuba que não engorda”.
 
A felicidade é um chá contigo, de Mamen Sánchez
 
 
O inspetor Manchego, figura muito peculiar - escolheu esse nome por ser um homem de “muita acção”,por supuesto, e por lhe soar melhor no seu WalkieTalkie-, fica encarregue de descobrir o paradeiro do jovem inglês AtticusCrafstman. Neste mistério, existem vários personagens, destacando-se o inspector,que mal sabe inglês, cinco mulheres (astutas) da revista Libertate, que lutam para manter o seu trabalho, sendo que umadelas é a feiticeira de olhos azuis chamada Soleá (curiosamente nome de um tipo ousubtipo do flamenco gitano).
 
Nesta comédia de costumes, o enredo não é intenso, nem se desenrola com muito mistério ou grande acção até porque nos apercebemos logo de qual vai ser o final.No entanto, considero que a escritora procurou evidenciar uma história deamor e o choque entre duas culturas, a inglesa e a espanhola, e por isso usou várias referências ao formalismo inglês e ao chá Early Grey (muito apreciado pelos ingleses), por contraposição à despreocupação, às festividades, à comida espanhola e aochá da Dona Candela (chá esse ao que parece “afrodisíaco”?!).
Citação: “Teria de escolher muito bem as palavras, disse para si próprio, e de seguida adormeceu e sonhou que uma tribo de canibais o metiadentro de uma panela de água a ferver”.
Pensamento:  Felicidade é o convívio em família.
 

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A felicidade

28.06.16
 
Tristeza não tem fim

Felicidade sim
A felicidade é como a gota 

De orvalho numa pétala de flor 

Brilha tranquila 

Depois de leve oscila 

E cai como uma lágrima de amor

A felicidade do pobre parece 

A grande ilusão do carnaval 

A gente trabalha o ano inteiro 

Por um momento de sonho 

Pra fazer a fantasia 

De rei ou de pirata ou jardineira 

Pra tudo se acabar na quarta-feira 

Tristeza não tem fim 

Felicidade sim 

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar 

Voa tão leve 

Mas tem a vida breve 

Precisa que haja vento sem parar(...).

 

          
Vinicius de Moraes

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Nesta comédia romântica conhecemos uma personagemque é louca por compras: Rebecca Bloomwood, compra quando está triste, quandoestá feliz e quando vê uma promoção incrível. Toda a história é contada como seestivéssemos na cabeça de Rebecca, desde os seus pensamentos mais surreais, àsmentiras que se vê “forçada” a contar, pois não admite a si própria que temdívidas e que não gosta do seu trabalho. Ela é jornalista financeira naSuceessful Saving, mas não presta atenção ao trabalho que faz no mundofinanceiro, foge às responsabilidades que tem para com o banco e, na sua visãodistorcida da realidade, se esconder as cartas do banco, se não pensar sequerno assunto, as dificuldades desaparecem e com mais uma comprinha as coisas melhoram…

Citação:“E agora, todos aqueles episódiosda minha vida que eu tinha escondido tão cuidadosamente no fundo do meuconsciente, estão a abrir caminho, como vermes, até à superfície. Eu não mequero lembrar de nenhum deles, mas não tenho hipóteses de escolha. Aí vêm elas,todas as horríveis realidades, trepando para a minha consciência, uma atrás da outra”.

Pensamento: O pensamento positivo não resolve todos os problemas.

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Para e pensa

24.06.16
Continua a saga: 

Em busca do(s) livro(s) divertido(s)… 




Confesso o desapontamento
Delivros procurar
No pensamento,
O tempovoa...

E vocês sem opinar?!


Com as minhas escolhas vão ter de 
aguentar?!






Pensamento: A felicidade é reciprocidade. 



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A escritora Lucy Maud Montgmory é a autora da história de Anne dos Cabelos Ruivos (Anne of Green Gables). Anne Shirley ou Ana Silvestre, como ficou conhecida na série em desenhos animados exibida pela RTP em 1987, é uma menina de 11 anos, órfã, que é enviada por engano para a quinta dos irmãos Cuthbert, Marília e Matias, que pretendiam adoptar um rapaz para ajudar Matias na quinta, chamada  Green Gables.

Ana é sonhadora, cheia de ideias românticas, alegre, sensível à beleza da natureza, sempre pronta a mudar o nome das coisas e atenta às tendências da moda (quem não se lembra do vestido com mangas de balão? ).

Se por um lado as suas ideias e a sua imaginação fazem com que ande sempre com a cabeça nas nuvens e, em consequência,tenha um comportamento socialmente inadequado, por outro a sua preocupação com a“estética” leva a situações hilariantes como no dia em que quis pintar o seu cabelo ruivo e este ficou verde :). 

As várias peripécias de que é vítima são muito divertidas e fazem com que os leitores simpatizem, como eu, com a pequena Ana.

 


Li, não sei onde, que o perfume da rosa seria sempre igual mesmo que não se chamasse rosa, mas eu nunca acreditei nisso. Não acredito que as rosas fossem igualmente bonitas se se chamassem cardos ou repolhos.

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Para e Pensa

21.06.16

Por falar em alegria, otimismo e motivação, não é que pesquisei… pesquisei… e não encontrei livros na categoria de “divertidos” em Portugal!!!


Existirão apenas os livros de Nuno Markl, Nilton, José Pedro Gomes, Ricardo Araújo Pereira, entre outros, que já conheço há anos?! 

 

Então?! Não editam nada novo ou pesquisei mal, alguém me sabe dizer?

 

 

Pensamento: Não sejas tu próprio. Sê uma Pizza. Toda a gente gosta de pizza. (PewDiePie)

 

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O romance clássico da literatura infanto-juvenilda americana Eleanor H. Porter, foi publicado no ano de 1913, ou seja, noséculo passado.


No post anteriorreferi que iria tentar ser uma “Pollyanna”, o que poderá ser interpretado deduas formas: primeira, é doida não sabe o próprio nome; segunda, é completamentesnob e dispensou a empregada. Não, não é nada disso que quis dizer. Eu explico.O livro deixou marcas na minha juventude, sem dúvida. Passei a utilizar estaexpressão sempre que quero trazer alguma alegria e optimismo para a vida,tal como a jovem Pollyanna.

Recapitulando, para quem nunca ouviu falar, Pollyanna é onome de uma jovem órfã, ingénua, caridosa e de um forte optimismo. Quando o paimorre vai morar com a sua única familiar, a tia Polly, e esta é severa, commuitas regras e não aceita a personalidade da sua sobrinha. Esta passa aensinar, às pessoas, o "jogo do contente", ensinado pelo seu pai. Essejogo consiste em procurar extrair algo de bom e positivo em tudo, mesmo nascoisas aparentemente mais desagradáveis.

Curiosamente, vim a descobrir que na psicologia existeminstrumentos de avaliação dos traços de personalidade e, por vezes, nainterpretação de resultados ocorre um fenómeno designado de “princípioPollyanna” e que se traduz numa tendência que as pessoas têm para aceitar commais frequência os comentários positivos do que os negativos.

Mais espantada fique ainda quando li que, na programaçãoneurolinguística, o livro é utilizado como treinamento de "ressignificaçãode conteúdo", através do qual o paciente aprende a atribuir novo significado a acontecimentos atravésda mudança da sua visão do mundo.

Pensamento:Basta pensar em algo positivo!

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                                                                                                                                             Há em tudo o que fazemos

  Uma razão (?) singular:




É que não é o que queremos.

Faz-se porque nós vivemos,

E viver é não pensar.

Se alguém pensasse na vida,

Morria de pensamento.

Por isso a vida vivida

É essa coisa esquecida

Entre um momento e um momento.

Mas nada importa que o seja

Ou que até deixe de o ser:

Mal é que a moral nos reja,

Bom é que ninguém nos veja;

Entre isso fica viver.

Há em tudo que fazemos uma razão (?) singular:

É que não é o que queremos.

Faz-se porque nós vivemos, e viver é não pensar

 

 

(Fernando Pessoa: Obras Inéditas)

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Estou de volta paradesvendar um pouco o mistério. Adoro mistérios (eheh) e questionar tudo. Tenhopresente as aulas de filosofia e tudo pode ser analisado de outra forma. É mais ou menos isso que me ocorre, frequentemente.

Como sabem, ao longodesta semana vários acontecimentos ocorreram no mundo. Porém, a religião nãoserve de justificação para matar. Aliás, na minha modesta opinião, não existeramo certo na árvore das religiões nem é preciso escolher um ramo. Deus é otronco de todas as religiões e não é preciso escolher uma religião para saberque a vida é valiosíssima. Por outro lado, podemos acreditar muito numa coisa ea nossa visão não ser a correta ou até não acreditar em nada e com isso não vir mal ao Mundo.
Acontece que paira sobre o mundo a sombra do medo e do ódio e nós devemos aprender a encarara realidade e a verdade: a vida é Caos.

Estas reflexões, aparentementedespropositadas, acompanharam as leituras desta semana:

 Nolivro A Viagem de Théo, constatei queas religiões têm muitas semelhanças entre si mas estão sempre em conflito. Nadade novo para mim, exceto desconhecer que existem muitas religiões e conceitosverdadeiramente estranhos. Além disso, por mim falo, acho que não conseguia fazera dança rodopiante dervixe: rodar erodar e rodar, ui… fico toda tonta;

Com AsLuzes de Setembro, dirigi um olhar para o fantástico e com a sua leiturapercebi a fórmula utilizada peloescritor, pois através de uma apresentação do lado obscuro de Lazarus Jan somossubtilmente conduzidos ao lado negro e malévolo existente em nós próprios. CarlosRuiz Záfon vai mais longe, pois seres mecânicos, criados por Lazarus edescritos como reais e vivos, são, a meu ver, o indício de que o homem poderáser “substituído” por seres biónicos (não sei, li notícias neste sentido evocês?);

Em Todaa Luz Que Não podemos Ver, a história é contada sob dois prismas diferentes:ela embora cega é corajosa e determinada, ele apesar de inteligente e autodidactaé subjugado pelo medo, o que paralisa a sua própria personalidade. 

O que é facto assente, é que todos temos umarazão para estarmos aqui e que do Caos podem surgir obras maravilhosas. Apósler a destruição total da cidade fortificada de Saint-Malo, fiz uma pesquisa e verifiqueique essa destruição total foi real e que só após a guerra a cidade foireconstruída, mas da forma exactamente como estava antes.


Bem, para a semana tentarei ser umaverdadeira Pollyanna...


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luz.jpg

 

Entre o passado (antes da guerra) e o presente (em 1944), acompanhamos a história de uma jovem cega de dezasseis anos, Marie-Laure LeBlanc. Ela,com a preparação que lhe é dada pelo pai, é inteligente e determinada.

O pai, Monsieur LeBlanc, é o serralheiro-mor do Museu Nacional de História Natural em Paris. Tudo corre bem até que as tropas de Hitler ocupam a França, pelo que pai e filha fogem para casa do [agorafóbico] tio-avô (Étienne) em Saint-Malo, levando com eles uma pedra preciosa amaldiçoada chamada Mar de Chamas. 

O soldado alemão de dezoito anos e cabelos brancos, Werner Pfenning, é fascinado por rádios; esse talento não passou despercebido e é obrigado a frequentar a escola militar de Juventude Hitleriana.

 O destino faz com que os dois jovens se cruzem…

 

Abram os olhos e vejam tudo o que conseguirem ver antes que se fechem para sempre”.

 

Pensamento: Muitas vezes a vida é um Caos?

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Negridão

16.06.16


Muitas luzes existirão…

Eu antevejo uma luz.
No entanto, a escuridãoprogride
E avança com os anos
E com a agonia
De uma triste vida
No meio de um triste mundo
Que parece dia

Mas é noite.
 
 
 
 
 

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No ano de 1937, a vida da família Sauvelle muda. O marido de Simone morre e esta decide deixar  Paris com os seus filhos, Irene e Dorian. Sozinha não tem outra hipótese senão aceitar o lugar de governanta em Cravenmoore.

 

O misterioso e simpático proprietário, Lazarus Jann, é fabricante de brinquedos mecânicos que têm vida própria, e cuida da sua mulher que padece de uma estranha doença.

 

O mistério das luzes em volta do farol de uma ilha, as descrições dignas de um filme de terror, que incluem a morte da jovem cozinheira, o suspense, a história de amor entre Irene e o pescador Ismael, são os ingredientes necessários para deixar o leitor preso e surpreso.

 

Assustador q.b.: a sombra que aterroriza e causa arrepios.

 

Citação: ”Vi muitas coisas que nunca julguei que pudessem acontecer…Há sombras no mundo, Ismael. Sombras muito piores do que qualquer coisa contra a qual tu e eu lutámos naquela noite em Cravenmoore. Sombras ao lado das quais Daniel Hoffmann é apenas uma brincadeira de crianças.S ombras que vêm de dentro de cada um de nós”.

 

Pensamento: A sombra do medo e do ódio existe?

 

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A realidade

12.06.16
 
 
Dizem,falam no que pode ou no que deveria ser.
Discutem,opinam sobre algo que vêem, mas não podem ver.
Porque a Verdade mostra- se mas logo se esconde, 
nos meandros da imaginação, da mente por conhecer.
Remotos os tempos a que pode recuar.
Longos os voos que pode fazer.
 
Quando descansa ou repousa nalgum pensamento insólito, logo se põem a escarnecer:
 o coitado está louco não sabe o que está a dizer!

Tristes aqueles que procuram mostrar aos Tristes do Saber:
                           Que a realidade É e pode Não Ser.

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Na companhia de Théo e de Marthe (ele adolescente de 14 anos com uma doença grave e ela uma mulherviajada), iniciamos uma viagem de 594 páginas e percorremos os principais locais sagrados do mundo: Jerusalém, Benares, Roma, Istambul, Praga, Baía,Moscovo e Jacarta.
 
Enquanto Théo e Marthe visitam os templos e participam em rituais junto de homens ou mulheres sábios, Catherine Clément escreve com desenvoltura sobre as mais diversificadas religiões, onde encontramos a mais variada informação sobre o catolicismo, judaísmo, budismo, islamismo ao protestantismo.
 
Théo tem pouco tempo devida e a única hipótese é recorrer à medicina alternativa. Porém, esta viagem de Théo, implica uma visita ao interior de si mesmo e um desafio mental, pois vão sendo fornecidas pistas acerca da etapa seguinte e que ele terá de decifrar(com ajuda da sua amiga Fatou).
 
Théo é curioso, audaz e impertinente, atacando frequentemente os seus informadores com a sua“perguntite”. Já a tia Marthe é uma senhora culta e cosmopolita, mas é dotada de grande cepticismo no que à religião diz respeito. 
 
A árvore [dasreligiões] é um embondeiro africano porque a gente pode gravar na casca o quequiser. Lê: «Deus existe para o bem do homem», é isso que está escrito notronco…”. 

Pensamento: É preciso escolher o ramo "certo" da árvore?

 

 

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Escrevo o primeiro post deste blogue dando as boas vindas a todos! 

Tem estado em atualização, pois ainda estou a aprender. Sou persistente e gosto de desafios e entendi que estava na altura de iniciar um blogue e partilhar alguns dos meus pensamentos. Além do mais adoro livros, desde históricas verídicas a romances com um fundo histórico e tudo o que desafie a mente. 

 A primeira fotografia que coloquei é do mar, algo que, por vezes, me faz perder e encontrar. 

 

Aos visitantes endereço especiais saudações pensadoras.

 

 

 

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