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O blog Livros de Vidro  nomeou-me para responder a uma TAG, portanto, esta nomeação deveria ter um nome, mas, como não sei a palavra correta, entre ser "tagada" e "etiquetada" optei pela primeira por ser a mais usada na blogosfera. Se por acaso conhecerem outra digam.

A finalidade da TAG é ficarmos conhecer melhor a blogger (outra palavra que veio para ficar), mas o melhor é lerem as minhas respostas e comentarem, se assim o entenderem. 

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1.Disciplina favorita no secundário?

Oh, meu Deus! Trinta e tal anos depois, será que me lembro disso? Acho que não tive nenhuma e se tive fui mudando de ideias consoante o professor que lecionava a disciplina. Portanto, lembro-me dos professores favoritos.

 

2.Consegues tocar com a língua no nariz?

Que raio de pergunta! Será que com isto pretende-se saber o tamanho da língua ou do nariz?! Ficou a ideia, no entanto, tenho de responder que é uma façanha que não me assiste, felizmente.

 

3.Rede social favorita?

Instagram e Facebook. Ambas têm vantagens e desvantagens, mas cada vez mais prefiro o Instagram.

 

4.O melhor da tua vida neste momento?

Saúde, família e livros. 

 

5.Cantas no chuveiro?

Não nem tenho tempo para isso. Depois há a questão de poupar na água.

 

6.Tens tatuagens?

Não. Não gosto.

 

7.Quantos países já visitaste?

Seis. Antes de morrer, gostava de ir a Itália, ao Brasil e a Inglaterra. Se for visitar só estes já posso morrer feliz.

 

8.Tens alguma alergia?

Tenho e não sei porquê surgem sempre na pele, desde manchas, borbulhas, pele seca, etc. Tudo o que é desagradável.

 

9.O que te assusta ao envelhecer?

Ir parar ao hospital e já não voltar a casa.

 

10.Gostavas de viver fora?

Adorava viver num país quente.

 

11.Quantos dias aguentarias em solitária?

Se tivesse livros comigo, acho que aguentaria muitos dias sem me chatear nadinha. 

 

12.Sabor preferido de chá?

Chá vermelho. 

 

13.O que está debaixo da tua cama?

Mais uma pergunta estranha. Nunca guardo nada debaixo da cama.

 

14.Algo que gostavas de ser dotado a fazer?

Saber o futuro.

 

15.Qual a primeira app que abres quando acordas?

O relógio do telemóvel para o desligar.

 

16.Tens medo de alturas?

Um bocado, sim.

 

17.És boa cozinheira?

No que aos bolos diz respeito, sim. Noutros cozinhados às vezes as coisas não correm tão bem.

 

18.Qual a tua forma favorita de passar o tempo?

Ler.

 

19.Tipo favorito de roupa?

Roupa simples, uma vez que não sou adepta de marcas.

 

20.Cor favorita?

Preto.

 

21.Atriz favorita?

Não tenho.

 

22.Os teus avós ainda estão casados?

Não tenho avós vivos.

 

23.Programa de televisão favorito.

Não tenho. Vejo televisão muito raramente.

 

24.Tipo de música favorita?

Não tenho. Gosto de quase todo o tipo de músicas.

 

25.Se pudesses fazer voluntariado o que farias?

No hospital.

 

26.Que problemas, hoje em dia, achas que são mais graves?

Os jovens não lerem livros. As livrarias fecharem. Os políticos. Os salários. A pobreza no mundo. A corrupção. E acho que poderia continuar a enumerar, mas fico por aqui.

 

27.De 1 a 10 como avalias a tua condução?

Um 9. 

 

28.Cardio ou pesos?

Zumba.

 

29.Se tivesses 1 ano de vida o que farias?

Talvez viajasse à procura de uma cura.

 

30.Se pudesses dar um conselho ao teu “eu mais novo” qual seria?

Para ter Calma.

 

31.Se pudesses salvar apenas um qual seria – Humanidade ou Planeta Terra?

Esta pergunta é ilógica. A humanidade irá destruir o Planeta Terra. Como humana nada posso fazer. A Humanidade junta, sim, poderá salvar o Planeta Terra.

 

32.Pepsi ou Coca-Cola?

Coca-cola zero. Mas bebo raramente.

 

33.Preferias ser um génio ou rico?

Se fosse um génio gostaria de descobrir a cura para o cancro. Se fosse rica gostaria de viajar e de conhecer o mundo. Portanto, não tenho preferência, porque são as duas válidas.

 

34.Skydive ou bungee jumping?

Nenhum. Tenho medo.

 

35.És uma pessoa de manhãs ou noites?

De manhã tenho sono e à noite também, logo, sou pessoa para gostar mais da parte da tarde.

 

E depois de responder a 35 perguntas, vou "tagar" alguém, mas sintam-se convidados a responder também. Portanto, nomeio: 

Magda Pais

Mula

Sofia

 

 

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Feliz dia de Reis!

Imagem daqui.

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De acordo com o relatório anual do SAPO BLOGS, em 2018, os post´s mais visitados foram os seguintes:

 

História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, de Luis Sepúlveda

O Vendedor de Passados, de José Eduardo Agualusa | Livro secreto # 2 |

O vermelho e o negro, de Stendhal

O gato preto, de Edgar Allan Poe

Um sentido para o blog.

15 livros para ler em 15 dias.

Anne dos Cabelos Ruivos, Lucy Maud Montgomery #5

1001 livros para ler antes de morrer, de Peter Boxall # Parte 1 - antes de 1800

A curiosidade literária...é muito forte!

Paris é uma festa, de Ernest Hemingway

 

Já agora, aproveito a oportunidade para agradecer aos comentadores mais assíduos, incluíndo a mim própria [I´m the number one, ahahah].

 

  1. Edite
  2. HD
  3. A rapariga do autocarro
  4. Chic'Ana
  5. Existe um Olhar
  6. Bruxa Mimi
  7. Fátima Bento
  8. Magda L Pais
  9. Sofia
  10. Maria Araújo

 

Muito obrigada, a todos, pelas palavras de incentivo e pelas visitas ao meu blog. Vocês são muito importantes para mim:).

 

As pessoas da equipa SAPO BLOGS e o seu trabalho também tem de ser reconhecido, mas, sinceramente, fiquei bastante tempo a olhar para esta imagem e a pensar no que querem dizer com esta estatística.

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Acho que os quilos ganhos pela equipa a ler posts sobre brunchs é a frase humorística mais acertada, porque os olhos também comem, não é?

 

E tiro outras ilações por demais evidentes de tão interessantes: além dos quilos a mais, vigiam-nos o tempo todo, tipo timeline do google maps, em que verificam se o blogger X ou y está acordado e de pijama enquanto passa horas a ler blogs e a olhar para o instagram. 

 

[Ok. Estou a exagerar, como sempre. Se alguém me conhece sabe bem que adoro tirar conclusões sui generis].

 

Portanto, a conclusão óbvia que retiro da estatística contida na imagem do relatório anual do Sapo blogs é a de que os bloggers passam a vida noite de pijama. 

 

 

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À Nossa!

02.01.19

O Sapo destacou o post sobre Uma história com os livros lidos em 2018.

Para começar o ano estou inchada, literalmente, e nos dois sentidos possíveis:).

Sabem bem que foi um tempo de festas intermináveis e de conviver com os amigos e a família. 

Portanto, brindemos ao sapo e a mim, que faço anos hoje, com um chazinho.

À nossa!

Um Feliz 2019.

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Todos os anos faço um desafio que consiste em escrever uma história com os livros lidos durante o ano. Trata-se de um exercício que, pelo menos para mim, se tem revelado cada vez mais dificíl, porque depende, e muito, da quantidade e dos próprios títulos dos livros que li durante o ano inteiro.

 

Em 2016, escrevi sobre a avó Maria e, mesmo sendo uma história fictícia, houve quem perguntasse se o meu bisavô era farmacêutico.  No ano seguinte, em 2017, foi mais complicado delinear uma história com algum sentido, no entanto, ultrapassei o desafio com recurso a diálogos entre a Lucy e o João .

 

Durante o ano de 2018, não publiquei uma série de opiniões e, por isso, não há link´s associados aos livros lidos em 2018, como é habitual fazer. 

 

E lembrem-se do seguinte: difícil, difícil, é começar :)

 

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Naquele tempo distante, algures entre um monte e uma planície, a escuridão permitia esconder muita coisa. Sem eletricidade, sem todas as comodidades a que hoje estamos habituados, a vida corria ao sabor dos dias e da luz solar. O tempo era importante. A Noite era assustadora.E não só. As trovoadas eram medonhas. A chuva, essa, fazia fervilhar toda a vida na selva e exudava sons e cheiros por todo o lado. Assim que chovia sentia-se O Perfume da Savana.

 

Após uma noite dessas, de enorme tempestade, surgiu  O Tigre Branco e, à distância, numa pequena aldeia, julgaram ver um pedaço de Terra de Neve, tal era a sua brancura imaculada. Era um facto inusitado e de grande admiração. Todos os que residiam na aldeia se reuniram e pediram A Encomendação das Almas. Um dos habitantes tinha os olhos em bico (afinal, era de Kyoto) e confirmou que via exatamente a mesma coisa. Entretanto, os anciãos mais experientes foram ao Cemitério de Elefantes buscar a arma secreta, uma espécie de cruz em marfim a que atribuiam grande poder. Era apenas uma forma de acalmar os ânimos, porque, na realidade, eles sabiam que se tratava de um objeto que descobriram, após A Morte de Ivan Ilitch, junto dos pertences do estrangeiro que falava uma língua estranha. Era um sujeito, muito pálido e magro, que chegou à aldeia apenas com uma cruz em marfim e dois livros: Os livros do final da tua vida e A Paixão de Jaine Eyre

 

As mulheres da aldeia tinham segredos que nunca ousariam revelar, por medo de serem mortas assim que pronunciassem as primeiras palavras. Ocultaram vários Pecados Santos no seu seio, incluindo os de uma jovem. Ela era filha do chefe e o seu pai mandou-a estudar na cidade. Foi aí que ela soube o que era o mundo e como eram os homens. Soube tudo, até demais, e apaixonou-se por um jovem que aderira à Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata. Mas logo, logo, tudo mudou, porque o jovem mentiu acerca das suas atividades. E foi a droga que transformou a história dessa jovem n´A História de uma Serva. Se o seu pai a visse agora não a reconheceria, pensava desesperada. Mas quis o destino que Um Homem Chamado Ove lhe estendesse a mão e a encaminhasse para um grupo de apoio, o qual usava uma terapia inspirada n´A vida secreta das abelhas. Essa terapia não era agressiva e possuia um procedimento baseado no Código D´Avintes que consistia em reunir várias terapeutas especializadas.

 

Quando se sentiu melhor e longe da escravidão da droga, a jovem, Verónica, pensou que estava na altura de regressar e embarcou no navio Maresia e Fortuna, levando consigo O Alienista do grupo. Ove, assim se chamava ele, estava farto do seu trabalho e ávido para descobrir outros continentes, mas nunca imaginou que teria de atravessar um Vasto Mar de Sargaços. Foi uma viagem difícil para ambos e quando desembarcaram cada um seguiu o seu caminho: a jovem em direção à terra natal e o alienista em direção ao hospital numa maca improvisada.

 

O pai viu Verónica chegar sozinha, sem bagagem, e questionou-a de imediato se já tinha terminado os estudos. Ela, coitada, disse que não, e o pai, furioso, respondeu Quero-te morta e enterrada no local onde foram sepultados os soldados d´O exército perdido. A filha ouviu tudo muito calada. Sentiu cada palavra como sendo justa, uma vez que desperdiçou todas as oportunidades de um futuro melhor. Ficou só. 

 

A Livraria Noite e Dia do Senhor Penumbra ficava perto do hospital e o Ove, quando se sentiu  melhor, resolveu passear. Quando ia a passar pela livraria olhou para a montra e viu um anúncio de oferta de emprego que veio mesmo a calhar. Não tinha lido muitos livros e estava longe de ser o emprego dos seus sonhos, porém, não podia desdenhar a hipótese de ganhar dinheiro para se poder sustentar. Depressa verificou que podia ler todo o santo dia, porque não havia clientes. Quanto ao Senhor Penumbra, nunca o chegou a ver pessoalmente e corria um boato de que ele era como o Frankenstein.

 

Na aldeia, os dias eram iguais, exceto para a Verónica. Ela limpava, fazia as camas, acendia o lume e todas as tarefas que pudessem ser úteis. Também cozinhou o seu famoso Arroz de Palma, que era muito apreciado. O seu pai nem tocou no prato, teimosamente convencido de que seria mais Um Castigo Exemplar. Acabou por sobrar para o Tim, um cãozinho vadio que apareceu a tempo de tal manjar. 

 

Já o Ove, enquanto lia À Espera no Centeio, de J. Sallinger, foi interrompido em plena luz do dia. Era o carteiro que veio entregar várias encomendas de clientes e uma carta misteriosa para si. Assim que ele saiu, Ove, não aguentando a curiosidade, abriu a carta de um tal Dr. Abelardo da Silva. Quase que caia e teve de se sentar. Na carta A avó pede desculpa por tudo o que o fez passar, principalmente na altura em que os seus pais faleceram, uma vez que foi habituada a não revelar os seus sentimentos em público. Ove continuou a ler a estranha carta lembrando-se que a sua avó costumava dizer muitas vezes que Uma mulher não chora. A avó tinha escrito aquela carta como uma espécie de Carta de amor aos mortos ou assim parecia, dado que falava muito do seu falecido avô, do tempo em que se conheceram, do primeiro beijo (com o qual se sentiu estar envolvida Nas Asas do Amor), bem como d´O Processo de divórcio, ocorrido anos mais tarde, quando ele a acusou de levar um´A vida secreta de uma mãe desmazelada.

Ele estava era cansado da vida de casado e queria dar A volta ao mundo em 80 dias, pensou Ove. Nada o fez demover dessa ideia.

 

Verónica continuava a ser desprezada pelo seu pai, mas ela decidiu que ele não a ia impedir de viver o que ela chamou de O meu ano mágico.

Verónica disse para os seus botões: Não vou ligar Às m#rdas que o meu pai diz.

O Despertar para o que a esperava nesse ano era  bem mais importante. 

 

Na livraria, Ove continuava sentado e  a reler a carta da avó. Aquele dia começava a parecer Uma Conspiração de Estúpidos.

Entretanto, entrou um senhor, alto e magro, de chapéu, que se identificou como sendo detetive. Estava a investigar O desaparecimento de Stephanie Mailer e, depois de mostrar uma fotografia, mencionou uma peça de teatro de Adão e Eva e ainda falou d´O Rouxinol. Não encontrando nenhuma pista, o detetive foi-se embora.

Ove tinha ouvido vagamente o detetive e nem deu conta da saída daquele. Ainda não estava em si. A carta de amor da avó possuia palavras poderosas e o estilo Contigo para Sempre pejado de Observações intímas permanecia uma revelação que abalou o mundo tal como ele o conhecia. O seu verdadeiro pai, o pai biológico, vivia num Arquipélago não muito longe dali. Era um chefe muito respeitado e possuia uma ascendência muito antiga. Era O filho de mil homens, considerad´O Estrangeiro .

Agora ele começava a perceber o porquê do seu avô ter abandonado a família e a avó. As Pequenas Grandes Mentiras são como novelos de lã, é só puxar por uma ponta que descobre-se tudo. Afinal, a avó mentiu?!

 

O poder ancestral de Shantaram influenciou geração após geração. As primeiras quinze vidas de Harry August, assim se chamava o pai de Ove, foram muito importantes para Ove descobrir a sua verdadeira vocação. Sempre gostara da agricultura e de um´A quinta dos animais, mas também se sentia fascinado pelas lendas de um tesouro n´O deserto dos Tártaros, mas, como o leitor sabe, acabou por ser alienista quando descobriu que tinha jeito para lidar com pessoas problemáticas.

A dúvida instalou-se nos seus pensamentos. O avô tinha razão para viajar pelo mundo fora e a avó não passava de uma mentirosa? Porque é que a avó não desfez todas as dúvidas na sua carta? Ao invés disso deixou um post scriptum enigmático: «P.S, Um de nós mente»?

 

Verónica decide Morrer, ou melhor fingir a sua morte. Estando à espera de um filho de Gaudi, um romance secreto que manteve com o seu professor de espanhol, surgiu como Pequenos fogos em todo o lado, no corpo, nas mãos e no seu peito, a ideia de fugir. Agarrou nos livros A Boneca Kokoschka, Ensina-me a voar sobre os telhados e Uma Senhora Nunca, e deles retirou várias notas em dinheiro, que tinha escondido entre as páginas.

 

Ove trabalhou durante 7 meses na livraria, mas desde a carta da avó nunca mais foi o mesmo. Ainda leu vários livros, leu O Fogo Será a Tua Casa, Os bebés de Auschwitz, O Canto das Sereias, porém, Help me!continha uma mensagem que lhe deixou o coração nas mãos. A mensagem iniciava com «Confesso ao Spark que o dinheiro para comprar a Livraria Noite e Dia foi roubado ao chefe da aldeia. Confesso ainda que na livraria existe dinheiro escondido num sítio secreto».

Ove tinha lido tudo o que havia para ler e nunca descobriu nada que pudesse conter dinheiro escondido. Que cena de doidos, pensou ele, primeiro a carta da avó, agora a mensagem misteriosa?!

 

Entretanto, a Verónica tinha saído da aldeia e foi para a cidade à procura do seu amigo Ove. Fingiu a sua morte com a ajuda das mulheres da aldeia, pois elas saberiam guardar o segredo. Não lhe faltavam agora Razões para viver uma vida nova. O seu filho iria nascer. Tinha poupado. Tinha trabalhado muito.

Na livraria, O carteiro de Pablo Neruda entrou com mais correio e, novamente, uma carta da avó de Ove vinda d´A ilha das Garças. Será que era desta que Ove iria saber a verdade?

 

Nesse preciso instante tocou a campainha e Ove olhou para ver quem seria aquela hora. Era Verónica. Com um bebé nos braços e um olhar determinado, Verónica encarou-o e disse:

-Olá, Ove. Sou a tua irmã e precisamos da tua ajuda!

 

FIM

 

 

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Quero tanto ler tudo que me perco até nas listas que faço (foi o que aconteceu Aqui),por isso a conclusão de hoje não é nada habitual e resulta de um fórmula complicada ao nível de objetivos para o Novo Ano. Nada como uma escolha ajuízada entre varrer tudo para debaixo do tapete ou abrir as janelas, aspirar e deixar a casa impecável. Venceu a limpeza geral, em modo de catárse, para começar o ano sem máculas e com tudo nos seus devidos lugares.

 

Mais alguém aí se daria ao trabalho de corrigir uma listagem com 1001 livros que correu mal? Não?

Então, podem dizer que se trata de uma mania, que tenho um parafuso a menos e passar a outro blog. Aliás, se acharem que é estólido este jardim literário sob a forma de lista, é porque não apreciam a beleza da sua construção tão edificante e válida para o futuro sem auxílio de máquinas (com exceção do computador, vá).

 

2018, um ano já velhinho, está quase a partir.

Assim, como a sua proveta idade não lhe permite perder mais tempo, aqui fica a listagem dos 1001 livros para ler antes de morrer (ou talvez não).

 

Posto isto, se conseguiram ler o post até ao fim, esqueçam lá as limpezas, as escolhas ajuizadas e as listagens direitinhas com todos os mi, mi, mis, porque a conclusão óbvia que se retira, no fim de contas, é a de que quanto mais cedo começarem mais alimentam o vosso conhecimento...

 

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[Isso, Edite, culpa os livros, já que não assumes a procrastinação!].

 

Bem, vou ignorar esse comentário e falar-vos do que interessa.

Este ano foi, então, diferente. Não posso dizer que foi mau, mas também não foi o melhor. Às vezes é melhor seguir o nosso caminho e experimentar novos desafios. Às vezes não.

 

Deixei muito por fazer e por dizer (ou escrever) e, inconscientemente, senti-me tentada a abandonar o blog. Isso fez-me perceber que a vida continua, mas deixou um vazio indescritível. Não sei se acontece convosco, mas já li algures acerca destas fases em que o mundo nos absorve por completo.

 

Li mais, fiz menos.

[Como é óbvio, Edite!]

Sim, isso é óbvio, obrigada pela observação. Adiante. Para o ano de 2019, quero e vou eliminar o verbo omitir e o meu mantra será centrado na ação.

[Mantra? Edite, está-se mesmo a ver que te vais meter em coisas esquisitas que é um mimo!]

 

Bem. A minha voz interior está a querer perturbar as minhas ideias, mas isso não vai acontecer. Vou ler menos e vou estar mais presente por aqui, porque acalma a minha mente irritante. 

 

Como forma de balanço do ano de 2018, no que aos livros lidos diz respeito, deixo-vos uma lista e a respetiva classificação:

 

1-O Perfume da Savana - Ludgero Santos- 4 *

2-O Tigre Branco - Aravind Adiga-5 *

3-Terra de Neve-Yasunari Kawabata- 3 *

4-A encomendação das almas -João Aguiar- 5 *

5-Kyoto -Yasunari Kawabata- 3*

6-Cemitéro de Elefantes-Dalton Trevisan- 1*

7-A morte de Ivan Ilitch -Lev Tolstoi- 5*

8-Os livros do final da tua vida-Will Schwalbe- 4* 

9-A Paixão de Jane Eyre - Charlote Brontë- 5*

10-Pecados Santos-Nuno Nemupoceno- 4*

11-A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata-Mary Shaffer- 5*

12-A História de uma Serva-Margaret Atwood-5*

13-Um Homem Chamado Ove - Frederik Bakman-5*

14-A vida secreta das abelhas-Sue Monk Kidd- 4*

15-Código D´Avintes-vários autores- 3*

16-Maresia e Fortuna - Andreia Ferreira- 4*

17-O Alienista-Machado de Assis- 4*

18-Vasto Mar de Sargaços-Jonh Rys- 3*

19-Quero-te Morta-Peter James- 3*

20-O exército perdido-Paul Sussman - 3*

21-A livraria Noite e Dia do Senhor Penumbra-Robin Sloan-3*

22-Frankenstein-Mary Shelley- 5*

23-Arroz de Palma-Francisco Azevedo-3*

24- Um Castigo Exemplar - Júlia Pinheiro - 3*

25-Tim - Collen McClough- 3*

26-À Espera no Centeio- J. Sallinger - 5*

27-A avó pede desculpa- Frederik Bakman- 3*

28-Uma mulher não chora-Rita Ferro-3*

29-Cartas de amor aos mortos-Ava Dellaira-3*

30-Nas Asas do Amor - Nicholas Drayson - 3*

31-O Processo-Franz Kafka- 4*

32-A vida secreta de uma mãe desmazelada - Fiona Neill-3*

33-A volta ao mundo em 80 dias - Júlio Verne - 5*

34-O meu ano mágico - Nina Sankovitch-5*

35-As m#rdas que o meu pai diz-1*

36-O Despertar-Kate Chopin - 2*

37-Uma Conspiração de Estúpidos - J. K.Toole- 4*

38-O desaparecimento de Stephanie Mailer - Joel Dicker - 4*

39- Adão e Eva-António Parada - 4*

40-O Rouxinol - Kristin Hannah-5*

41-Contigo para Sempre- Takuji Tchikawa - 4*

42-Observações - Joanne Harris - 3*

43-Arquipélago - Joel Neto - 4*

44-O filho de mil homens- Valter Hugo Mãe - 4*

45-O Estrangeiro - Albert Camus- 3*

46-Pequenas Grandes Mentiras - Liane Moriarty - 4*

47-Shantaram- Gregory David Roberts- 4*

48-As primeiras quinze vidas de Harry August - Claire North- 4*

49-A quinta dos animais-George Orwell - 5*

50-O deserto dos Tártaros - Dino Buzzatti-3*

51-Um de nós mente- Karen M. McManus - 3*

52-Verónica decide Morrer - Paulo Coelho - 5*

53- Gaudi, um romance- Mario Lacruz- 3*

54-Pequenos fogos em todo o lado- Celeste Ng - 3*

55- A Boneca Kokoschka-Afonso Cruz- 3*

56-Ensina-me a voar sobre os telhados- João Tordo- 5*

57-Uma Senhora Nunca- Patricia Müller- 4*

58-O Fogo Será a Tua Casa- Nuno Camarneiro- 5*

59- Os bebés de Auschwitz- Wendy holden- 3*

60- O Canto das Sereias - Val Mcdermid-4*

61-Help me! - Marianne Power - 5*

62- Confesso- Collen Hoover- 3*

63-Spark- John Twelve Hawks-3*

64- Razões para viver- Matt Haig- 2*

65- O carteiro de Pablo Neruda - Antonio Skármeta - 3*

66- A ilha das Garças - Sue Monk kid- 3*

 

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SINOPSE: (Aqui).

 

OPINIÃO:

Este livro chamou-me a atenção, quer pelas cores, quer pelo título. Se repararem na capa constam vários desenhos apelativos, tais como fazer yoga, colocar questões, um copo de vinho, alguém a ler um livro, ou sentada à secretária a escrever, ou deitada devido ao cansaço.

 

Num primeiro relance - esqueçam lá a gatinha que se encontra a pensar sacudir o elemento estranho que lhe colocaram no lombo -, verificamos que existe todo um conjunto de elementos gráficos que podem dar uma ideia do conteúdo. Já o título "Help me" passaria despercebido se não fosse a cor de fundo escolhida.

Em termos de apresentação julgo que está tudo dito, mas diria mais, trata-se de uma capa diferente do habitual e que se destaca no meio de outros livros do género. "Chamou" tanto por mim que tive de comprar.

 

Já li alguns livros de auto-ajuda (que foleiro, parece que ouço alguém dizer daí) e não gostei especialmente de nenhum, mas, como sou curiosa e gosto de saber do que falam, se merecem credibilidade ou se acrescentam valor, vou sempre tentando encontrar um que me diga algo. 

 

Neste livro, tive a oportunidade de "espreitar na prática" alguns desses livros, tais como "O Segredo", "A Coragem de Ser Imperfeito", "O Poder do Agora", "Pode Curar a Sua Vida", "Apesar do Medo", "Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes", entre muitos outros.

 

Marianne Power é uma freelancer irlandesa a morar em Londres. Com 36 anos, solteira e sem dinheiro para pagar as contas, ela decide mudar a sua vida e pôr em prática os métodos indicados em 12 livros de auto-ajuda. E ela vai fazer tudo o que os livros dizem para ver se dá resultado.

A história de Marianne Power é contada sob a sua perspetiva e ela expressa muitas das coisas que nós já pensamos. Alguém aí acredita n´ "O Segredo",  de Rhonda Byrne? 

 

Marianne conta, de uma forma divertida e simples, como coloca em prática os desafios que vai traçando com base nas leituras, sendo, por vezes, chamada à realidade pela mãe e amigas quando estas tentam que ela não faça figura de maluquinha.

 

Recomendo a todos, mesmo aos que não acreditam.

 

CLASSIFICAÇÃO:

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Não tenha medo de pensar diferente dos outros, tenha medo de pensar igual e descobrir que todos estão errados.  (Eça de Queiroz)

 

Foto do Espaço Eça, em Leiria.

 

 

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Olá.

Um blogue que tenho acompanhado é o da Cláudia (a mulher que ama livros), o que, na minha modesta opinião, deveria chamar-se de a mamã que ama livros (atenção, isto é apenas um forma carinhosa de dizer que a admiro muito por conjugar tão bem essas duas facetas, ok?).

Acho que tem sido uma inspiração para todos nós e a sua energia e criatividade é uma constante. Como está quase a fazer 2 anos que ela aceitou participar na entrevista  d´"O que dizem os teus livros" ( que podem ler aqui) não queria deixar passar esta oportunidade da follow friday para recomendar o seu blogue e para que leiam as suas respostas. É ou não a Cláudia que todos conhecemos?

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O último livro que terminei de ler foi o "Help me!", de Marianne Power, que é um livro sobre livros de auto-ajuda, bastante interessante. É claro que os meus pensamentos se centraram na célebre cruzada pela busca da felicidade (que novidade!!!). Ora, sempre ouvi dizer que os livros vêm na altura certa assim como as pessoas com que nos vamos cruzando. De certa forma foi exatamente isto o que senti quando chegou à minha caixa de correio um e-mail da Joana.

 

Percebem agora a forma como o destino se encarrega de nos dar as respostas, a motivação e a felicidade que precisamos? Não?! Peço então desculpa por estar a alimentar o bichinho da curiosidade e a deduzir que vocês sabem sempre aquilo em que estou a pensar.

 

Mas sem dramas. Na hipótese, meramente académica, de continuarem ainda desse lado a ler este post "estranho", informo que estou apenas a ser Eu e a falar desalmadamente como se estivesse a conversar com todos os meus colegas de trabalho e leitores que me têm acompanhado. Onde é que eu ia mesmo?

 

Ah, o tal e-mail da Joana continha uma proposta para colocar uma fotografia e um link para a JB Comércio Global. Trata-se de um distribuidor de livros para revenda em Portugal continental e Ilhas .

No seu site www.jbnet.pt. podemos encontrar um leque muito diversificado de produtos, desde brinquedos, papelaria e, entre outros, livros. Os livros que podem encontrar lá vão desde Auto-Ajuda, Política, Humor, Infanto-Juvenil, Lazer, Romance, Saúde e Bem-Estar, e muito mais.

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Na foto (da esquerda para a direita): 


-"A bolsa das almas", de Vítor Elias e António Marques, inclui textos inéditos de o Inimigo Público.
-"O mistério do Bolama - Acidente ou Sabotagem", de Jorge Almeida, o jornalista que levanta a totalidade do véu sobre o caso Bolama.
-"Onze anos depois", é sobre o percurso do Benfica, com curiosidades, frases, figuras e até estatísticas.
-"Porto até ao fim", também é sobre futebol, desta feita sobre o clube futebol do Porto.
-"Seguro de crédito", de Margarida Silva Santos, um livro técnico dirigido a juristas.
-"Bem-vindo ao mundo do wrestling", de Diogo Beja, onde são explicados os golpes básicos.

-"Cenas de gaja- Aventuras da princesa Sissi no mundo das pessoas crescidas"- , um livro interdito a menores de 21 anos.
- "O livro mágico para dormir feliz",um livro dedicado aos mais pequenos,com muitas ideias, jogos e advinhas.

O post já vai longo e falta ainda explicar o título que coloquei :"E quando descobres uma empresa portuguesa distribuidora de livros que tem sentido de humor?".

Assim dito, e sem qualquer justificação, corro o risco de não me levarem a sério, mas juro pelo meu dedo mindinho que não estou a ser irónica, que não estou a referir à coleção de livros de Humor da JB (aqui). nem ao canal da JB no  Youtube,  onde estão disponíveis alguns vídeos com comentários sobre vários títulos.  

 

A JB Comércio Global está de parabéns pelo aniversário de 20 anos no mercado, pelos produtos que oferece e por, sabiamente, manter um registo divertido.

 

O que me ri dos vídeos que se seguem!!!

https://www.youtube.com/watch?v=S4J56hE5yQM

https://www.youtube.com/watch?v=1MCnsNWqKR4

 

 

 

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Opinião: Hoje em dia, são cada vez mais as notícias de pessoas de idade que morrem sozinhas e, pior, só são descobertas vários anos depois. É uma realidade aterradora. Por outro lado, há vizinhos com um feitiozinho difícil. O Sr. Ove é um deles. Mas há livros que nos ensinam a ver as coisas de maneira diferente, vão por mim [e pela Magda que sugeriu e emprestou este livro ao grupo do livro secreto].

 

Ove é daquele tipo de velhos razinzas que está sempre a barafustar com tudo e com todos.Não é, portanto, uma pessoa de fácil trato. Crítico e fanático da ordem, ele está só e sente a falta da mulher (Sonja), a única pessoa que o ouvia e conseguia compreender.

 

Ove é muito introvertido e sem Sonja isolou-se no seu mundo, pelo que só uma grande mudança poderá alterar este personagem antipático. É então que surge Parvaneh, a nova vizinha, que tem um jeito especial para lidar com situações e pessoas complicadas. 

 

O autor conseguiu criar uma personagem de tal forma real que quem começa a ler não gosta nada do Sr. Ove. Porém, quem persiste na leitura descobre que tudo faz parte da vida e que para conhecermos uma pessoa temos de saber a história toda.

 

Gostei tanto que aconselho a leitura e a que assistam o filme.

 

 

CLASSIFICAÇÃO:

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Sinopse: Aclamada como uma das maiores obras-primas sobre a temática da morte, esta é a história de Ivan Iliitch, um juiz respeitado que, apercebendo-se da morte próxima, se interroga sobre as suas escolhas, percurso de vida e a mentira em que vive.

 

Opinião: Este livro foi publicado em 1886 e é sobre a morte (e vida) de Ivan Ilitch, um juiz obcecado com o seu trabalho e com a posse de bens materiais [mais concretamente, com uma decoração opulenta da casa]. Parece redutor dizer isto, mas Tolstói soube, através desta história exemplar, demonstrar o que é uma vida de aparências. Nem tudo o que parece é, não é verdade?


E como não tudo é o que parece, o funeral de Ivan Ilitch é o reflexo disso mesmo, uma vez que há quem vá ao funeral e pense apenas no momento em que irá terminar para poder jogar às cartas.

Poderá parecer-vos ainda mais estranho o que vou referir de seguida, mas esta situação fez-me lembrar uma realidade bem próxima. Não sei se já presenciaram, mas nas aldeias há quem vá um funeral só porque fica bem ou porque é melhor ir ver se os familiares do morto estão todos presentes e vestidos de negro da cabeça aos pés ou se os mesmos choram o suficiente. Outros, ficam na rua a conversar e a contar episódios do passado como se estivessem num café.

É triste verificar a falta de consciência e da importância de certos valores na sociedade em pleno século XXI, mas esta é a realidade em muitas localidades deste país pequeno tal como as pessoas que nele vivem (algumas pessoas, claro!).

 

Retomando a história de Ivan Ilitch, ele obtém o sucesso profissional, mas sabemos o que isso acarreta. Os workaholics vivem para o trabalho, mas sofrem com a solidão, certo? Ou nunca pensaram na atualidade desta história? Eu acho que o ser humano continua igual ou até pior.

 

"O médico dizia que os sofrimentos físicos de Ivan Ilitch eram terríveis, e falava verdade; mas os seus sofrimentos morais eram ainda mais horríveis do que as suas dores físicas, e eram eles que sobretudo o torturavam."

 

Este livro é pequeno, mas ao mesmo tempo contem uma grande história e uma grande lição de vida, uma vez que devemos ter sempre presente que a vida deve ser vivida ao máximo e que a ambição e a vaidade não nos levam a lado nenhum.

 

Um livro que recomento e que todos devem ler e reler.

 

 CLASSIFICAÇÃO:

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P.S. Se não concordarem com algo que tenha dito neste texto, podem comentar à vontade, pois a partilha de opiniões é muito importante para mim.

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Sinopse: Forçados por uma trágica circunstância, Will Schwalbe e a mãe ficam longas horas em salas de espera de hospitais. Para passar o tempo, decidem falar dos livros que estão a ler. Através das suas leituras, percebemos o quanto os livros são reconfortantes, surpreendentes e maravilhosos.

 

Opinião: Adoro falar sobre livros, sobre leituras e trocar impressões sobre tudo o que aprendemos com eles (e ainda sobre a vida). Acho que andei demasiado tempo a adiar a leitura deste livro por considerar que se tratava de um tema pesado, porém, não poderia estar mais enganada dado que Mary Anne é uma pessoa única e corajosa.

Will Swalble é editor de livros e partilha com a mãe a paixão pela leitura. A partir do momento em que a mãe, Mary Anne tem de fazer tratamentos no hospital, uma vez que o cancro no pâncreas se generalizou, eles formam um clube de leitura muito especial e trocam livros que vão lendo.

 

 “Ler não é o oposto de fazer, é o oposto de morrer”.

 

Mary Ann começava sempre um livro pelo fim, espreitando o seu final, porque para ela o que interessa é aproveitar o pouco tempo que lhe resta. Já o filho, que nem sempre concorda com as interpretações e gostos da mãe, tenta acompanhar e perceber melhor os seus pontos de vista. É ainda uma forma de a acompanhar nesta fase difícil e de conseguir falar de temas sensíveis como a morte, sempre através das leituras que fazem.

Este livro é sobretudo uma homenagem à memória da mãe, a essa mulher solidária, bondosa e sempre preocupada com os outros (e nem a doença a faz desistir de angariar fundos para a construção de uma biblioteca no Afeganistão).

 

Uma ode à vida vivida com sabedoria, à leitura, aos livros e aos laços que se criam pela troca de ideias e pensamentos.

 

 “Os livros são as ferramentas mais poderosas do arsenal humano, que ler todo o tipo e livros seja em formato for- eletrónico, impresso ou audiolivro- é a melhor forma de entretenimento, bem como a maneira de tomarmos parte da conversa da humanidade”.

 

 

 

 

CLASSIFICAÇÃO:

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Existe um livro com o título de Histórias de Ler e Comer (que nunca ouvi falar e que encontrei por acaso numa pesquisa no google) que poderá servir de mote (o título, claro) para o post de hoje.

  

À partida ler é uma atividade solitária, certo? No meu caso nem sempre, mas também. É que eu gosto mesmo de estar acompanhada de um petisco (sobretudo batatas fritas, shame on me), tais como pipocas, uma peça de fruta, um café ou um chá, dependo essa escolha da altura do ano.

 

Portanto, estava eu a dizer, que o tema são as histórias enquanto estamos a ler e a comer, e aposto que a vossa mãe, marido ou filho já vos chamou a atenção quando estão a ler durante o almoço ou ao jantar. 

Esta atitude, além de ser encarada como falta educação, poderá não ser a melhor, numa altura em que temos de focar a nossa atenção no alimento. Pois. Não vou comentar. 

 

O entretenimento que o livro nos proporciona é importante, porém, a conclusão que se retira -depois de uma pesquisa aturada e fundamentada na necessidade de escrever algo para o blog - é a de que os livros ficam com uma história para contar.

  

É muito fácil imaginar o que diriam os meus livros:

 

1- O d´Os Cinco -«Esta areia resulta daquela ida à praia quando tinhas 8 anos e uma folha ficou dobrada quando saiste para ir ao banho»;

2- Os de Agatha Christie- «Lembras-te que a investigação te deu nervos e que comeste um pêssego que manchou a folha em que ainda não sabias quem era culpado?»;

3-O d´ Amor em Tempos de Cólera-«Já te deves ter esquecido da dedicatória, que deverias considera-me o teu mais precioso tesouro, mas aos 15 anos resolveste deixar-me uma nódoa de chocolate».

 

Poderia continuar a contar todas as marcas que foram sendo deixadas nos meus livros, pois a mesmas são uma forma de arqueologia que me recorda esses momentos, as aventuras, as férias e os divertimentos.

 

Se gostarem dos livros direitinhos e bonitinhos na estante, esqueçam o que disse, mas não deixem de refletir sobre o seguinte:

 

"Ler é beber e comer. O espírito que não lê emagrece como o corpo que não come" (Victor Hugo).

 

Então, não é óbvia a conclusão de hoje?

 

Não? Pois, para mim, é óbvio que vou continuar a ler e a comer (ahahah).

 

 

 

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Opinião: Este livro foi mencionado pela Maria do Rosário no Clube de Leitura Conversas Livrásticas. O tema, se a memória não me falha, era saúde mental. Achei o máximo a descrição da história e fiquei muito curiosa quando a certa altura ouvi que os loucos estavam todos no manicómio. A este propósito, lembro-me da minha professora de filosofia quando lançava a pergunta: Quem são os loucos? Serão todos os outros, aqueles que vivem no manicómio, ou os que ficam de fora?

 

Entretanto, numa ida à biblioteca, trouxe este livrinho que me fez recordar essas aulas de filosofia e uma constante necessidade de questionar o mundo em redor. Por vezes esqueço-me de o fazer. Outras, ouso  refletir bem sobre o que estou a ver ou a ler. Acho que é preciso usar os olhos da alma e não os nossos sentidos, uma vez que estes não conseguem apreender essa dimensão reflexiva.


Resumindo um pouco a história, o Dr. Simão Bacamarte, médico psiquiatra ou alienista, depois de andar pela Europa vai para a cidade de Itaguí, no Brasil, onde acaba por se casar com uma viúva, que não era bonita, mas que lhe poderia vir a dar os filhos que desejava. Algum tempo depois, constroi um manicómio ou asilo na cidade. Chamou-lhe Casa Verde. A obsessão pelo trabalho é tão grande que aos seus olhos todos evidenciam sinais perante os quais o médico resolve internar um a um. Todos os  que se vão cruzando o caminho são objeto de um teste para comprovar a sua teoria (completamente aleatória).

 

"A loucura, objeto dos meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão; começo a suspeitar que é um continente". 

 

Este conto é uma forma muito "lúdica" de abordar um tema sensível: a forma como os médicos analisam os distúrbios psicológicos através das atitudes e comportamentos das pessoas.

 

"Simão Bacamarte refletiu ainda um instante, e disse:
- Suponho o espírito humano uma vasta concha, o meu fim, Sr. Soares, é ver se posso extrair a pérola, que é a razão; por outros termos, demarquemos definitivamente os limites da razão e da loucura. A razão é o perfeito equilíbrio de todas as faculdades; fora daí insânia, insânia e insânia".

 

 

Por outro lado, é utilizada uma dose de ironia na crítica a pessoas oportunistas, com o botânico Crispim Soares, bem como aos próprios políticos, com o barbeiro Porfírio. Numa sociedade de loucos, os poucos que se governam são os que têm interesses próprios (e nem esses serão poupados).

 

O primeiro contato que tive com o escritor foi com o livro D. Casmurro, uma leitura que partilhei convosco aqui. Tive uma boa impressão do autor e firmei a convição de que os seus livros não devem ser lidos "aos bocadinhos".Acho que desta feita aprendi bem a lição, pois li O alienista de uma assentada.

 

Um livro para ler e pensar. Uma alegoria ao ser humano e, sobretudo, ao que ele acredita ser a realidade.

 

CLASSIFICAÇÃO:

 5 estrelas.png

 

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Esta tag foi criada pela Fátima  e o desafio consiste em  fazer uma lista de 10 coisas que pertendemos fazer este Verão.  Eu ainda não sei onde é que ele anda e se vocês souberem avisem, ok?

Portanto, começo por agradecer à Fátima pela nomeação e espero que tudo o que se encontra nesta lista se concretize.

 

Regras:

  1. Agradecer a quem o nomeou, fazendo uma ligação para o blogue em questão;
  2. Fazer uma lista de dez coisas que gostaria de fazer - e que sejam exequíveis - este Verão;
  3. Nomear cinco bloggers para fazer o mesmo.

 

Então, as dez coisas que quero fazer este Verão são:

1- Ir à praia de manhã;

2 - Ler na praia e sempre que tiver uma oportunidade;

3- Visitar vários sítios interessantes (que gostaria que o meus filhos conhecessem);

4- Comer gelados;

5 -Almoçar fora todos os dias;

6-Tirar fotografias ao pôr do sol;

7-Fazer caminhadas junto do mar;

8-Organizar os livros por autor e por ordem alfabética (já mudei de casa há dois anos e ainda não consegui organizar tudo);

9- Conseguir juntar num jantar duas ou três amigas dos tempos da faculdade (esta é difícil);

10- Ver filmes.

 

E eu nomeio:

Daniela, a Magda, a Célia, a Roberta e a Vanessa.

 

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Opinião: Kawabata foi um escritor japonês que recebeu o prémio Nobel da literatura em 1968. Depois de ler um livro pequeno como "Terra de Neve" resolvi ler outro igualmente pequeno. Escolhi o mesmo autor porque queria conhecer um pouco mais a escrita e a razão para lhe ter sido atribuído o prémio nobel.

 

Este romance tem como pano de fundo a cidade de Kyoto, os seus festivais, os feriados religiosos e a Natureza. Nele é narrada a história de duas irmãs gémeas, a Chieko e a Naeko, que não sabem da existência de uma da outra, uma vez que foram separadas quando ainda eram crianças.Chieko vive com os pais adotivos e o pai é comerciante de quimonos. Naeko ficou na aldeia de Kitayama e a sua vida é modesta.

 

Tal como em Terra de Neve, Kawabata faz muitas descrições da natureza. Gostei especialmente da parte em que Chieko e os pais vão a um jardim para verem as cerejeiras em flor. Aliás, a observação da natureza faz parte da vida desta família e é ainda uma fonte de inspiração para a criação dos desenhos dos obis (que servem para colocar na cintura). Porém, a modernização ameaça este negócio e Takichiro pondera se deve manter ou não a sua loja. Hiedo, filho de um amigo, dá algumas sugestões de desenhos mais modernos.

 

Chieko acaba por conhecer Naeko no templo de Yasaka e constata que são muito parecidas. É então que descobre que se trata da sua irmão gémea. Naeko vive uma vida simples e tenta sempre manter-se no seu lugar, uma vez que considera que a irmã possui um estatuto social superior ao seu.

 

Um livro pequeno para ler com calma e que dá a conhecer um pouco mais o Japão logo a seguir à Segunda Grande Guerra. Infelizmente foi um dos últimos trabalhos de Kawabata antes do suicídio em 1972.  

   

CLASSIFICAÇÃO:

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FUI QUESTIONADA POR UMA AMIGA sobre a possibilidade de lhe indicar alguns livros para ela ler. A meu ver, ela é uma leitora mais eclética e possui um gosto definido por obras clássicas ou por histórias que primem pela singularidade ou pela diferença. 

 

Mas antes de escolher um livro, acho que é importante descobrir o tipo de literatura mais parecido com os nossos gostos e interesses atuais ou que se relacionem com a determinada fase da nossa vida. Um livro pode ser uma ótima companhia numa altura e não fazer sentido noutra. Por exemplo, nas férias quase todos os leitores preferem uma leitura mais levezinha, certo?

 

AQUELA PERGUNTA FICOU A AMADURECER e, em casa, lembrei-me dos testes que existiam nas revistas e que nos permitiam advinhar mais sobre a personalidade, uma paixão ou sobre variados assuntos que nos interessavam (e que nos faziam rir à brava).

 

Descobri o teste da Estante Blog  e achei que era o mais próximo daqueles que eu fazia com as minhas amigas nos tempos de adolescência.

Sabendo de antemão de que se trata apenas uma brincadeira, resolvi fazer umas pequenas adaptações ao apresentado pela Estante Blog e colocar aqui para quem queira saber o seu género literário predominante.

 

O MEU É: SUSPENSE E POLICIAIS. E o vosso?

Querem experimentar? Pois bem, anotem as respostas num papel, somem os pontos e confiram o resultado final neste post e, sobretudo, divirtam-se!

 

 

1. O teu programa preferido durante uma viagem é:

a) Visitar museus e conhecer um pouco da história local.
b) Realizar atividades radicais. Sempre em busca de adrenalina!
c) Observar os costumes dos moradores locais.
d) Descobrir as lendas e mistérios por detrás de cada lugar visitado.
e) Conhecer pessoas e fazer amizades.

 

2. Acabaste de receber um prémio que consiste numa passagem para um destino à escolha. Para que lugar irias?

a) Ficaria na dúvida. Gostava de ir a vários sítios.
b) Qualquer destino na Europa. Gostaria DE conhecer mais sobre a história europeia e os seus antepassados.
c) Vaticano. O teu sonho é estar num local importante para o Catolicismo.
d) Itália: paraíso de grandes poetas como Lorenzo de Médici e Dante Alighieri, e lugares românticos como Veneza.
e) Uma cidade brasileira. Gostaria de conhecer mais sobre os costumes e a cultura brasileira.

 

3. Se fosse possível viajar numa máquina do tempo, para que ano irias?
a) Permaneceria no atual. Gosto da vida moderna.
b) Adiantaria o relógio. Iria para o próximo século somente para experimentar as novidades tecnológicas.
c) Voltaria ao século XII e participaria de uma Cruzada a fim de desvendar os novos mundos.
d) Retornaria ao momento exato do surgimento do homem para descobrir, de fato, como tudo aconteceu.
e) Século XV. Certamente, participaria de todos aqueles bailes da nobreza que ocorriam em luxuosos castelos.

 

4. O que não pode faltar em uma viagem?
a) O livro O princepizinho para ler uma frase antes de dormir.
b) Um romance de verão.  Nada como um amor de verão.
c) Histórias engraçadas para contar no regresso.
d) Visitas a locais turísticos e históricos.
e) Aventura e muita adrenalina!

 

5. Que traço de personalidade o teu companheiro precisa para que o leves contigo?
a) Espírito de aventura.
b) Bom humor. Uma viagem é diversão.
c) Curiosidade. Só assim é possível fazer verdadeiras descobertas em uma viagem.
d) Companheirismo. É preciso ter disposição para estarem juntos durante a viagem.
e) Ausência de preconceitos. A pessoa precisa estar disposta a receber novas informações e vivenciar a cultura do local.

 

6. Qual dos títulos abaixo mais chama tua atenção?
a) “O livro dos prazeres”.
b) “Os homens não são máquinas”.
c) “De cabeça para baixo”.
d) “Jerusalém”.
e) “Histórias de detetive”.


Tabela de pontos:
1.
 a = 3; = 2; c = 0; d = 4; e = 1.

2. a = 2; b = 3; c = 4; d = 1; e = 0.
3. a = 0; b = 2; c = 3; d = 4; e = 1.
4. a = 4; b = 1; = 0; = 3; e = 2.
5. a = 2; b = 0; c = 3; d = 1; = 4.
6. a = 1; = 3; = 0; d = 4; e = 2.

 

De 0 a 4 pontos – Contos e Crónicas
Gostas de ficção e fantasia mas  preferes factos verídicos ou do dia-a-dia. És atento(a)  aos detalhes e gostas de analisar tudo o que acontece ao teu redor. Tens sede de conhecer novos costumes e a cultura de outros povos. Como um cronista que expõe a sua visão de mundo nos textos, gostas de tecer críticas e comentários sobre os mais diversos assuntos. 

 

De 5 a 9 pontos – Romances e Poesias
Apaixonado pela vida, é provável que você seja uma pessoa emotiva. Nas viagens, gosta de estar sempre acompanhando e também de conhecer gente nova e fazer amizades. Ao ler um livro, debruça-se sobre as páginas que transbordam fortes emoções. Os romances e as poesias têm tudo a ver contigo. 

 

De 10 a 14 pontos – Suspenses e Policiais
Não surpreenderia se sua vida virasse o enredo de um livro de ficção – daqueles com muita fantasia. É que adoras uma aventura e qualquer experiência que gere adrenalina! Quando o assunto é viagem, não tens um só destino. O mundo é o limite. Com esse espírito aventureiro só falta sair e conhecer o mundo.

 

De 15 a 19 pontos – Históricos e Biográficos
Não resta dúvida de que os fatos históricos exercem verdadeiro fascínio sobre você. É provável que, nalgum momento da vida, já tenha desejado voltar atrás no tempo só para reviver as experiências de nossos antepassados. Através dos livros históricos e das biografias é possível fazer uma verdadeira viagem na máquina do tempo e ter relatos fiéis de nossas maiores conquistas ao longo dos séculos. 

 

De a 20 a 24 pontos – Religiosos ou esotéricos
De espírito curioso, adoras ler sobre os mistérios da vida e do próprio ser humano. Através de suas vivências e leitura busca autoconhecimento e informações de tudo que envolve a criação do mundo, do homem e de suas crenças. Os livros esotéricos ou religiosos fazem o seu perfil.

 

Concordas com o resultado do teste?

 

 

Deixa um comentário.

 

 

 

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Opinião: Já falei, aqui, sobre este livro. Porém, só agora consegui um tempinho para vos apresentar a minha opinião. Às vezes é preciso refletir um pouco sobre certos assuntos ou aguardar pela altura certa e que para nós faça algum sentido. Para mim é chegado o momento. Porque Maresia é uma alusão ao mar, ao Verão, à praia e ao tempo fresco logo pela manhã. Porque é Verão e a luz do dia termina mais tarde, o que permite ler um livro sem parar. 

 

MARESIA E FORTUNA foi a minha estreia com a autora e foi o primeiro livro que li em ebook - o que nunca esperei vir a fazer. No início, fez-me imensa falta folhear as páginas do livro e de poder colocar o marcador entre as pausas de leitura. Mas esta história, aparentemente simples na fase inicial, propicia poucas pausas ou nenhumas, de tal forma é viciante. 

 

O livro relata a vida de uma família, a mãe Adelaide e seus dois filhos, Simão e Eduardo,e  começa com a ida de Júlia e da sobrinha Vanessa para uma localidade piscatória chamada Apúlia. Júlia tem uma "missão", que esconde da sobrinha e dos pais desta, pois pretende descobrir o que aconteceu naquele local há 18 anos atrás. Confesso que a Júlia é uma personagem que me irritou bastante.

 

A HISTÓRIA é narrada sob duas perspetivas diferentes, a de Júlia e a do Eduardo, com a particularidade de que no final de cada capítulo é lançada uma frase enigmática e misteriosa, aguçando a curiosidade do leitor. 

 

QUANTO AO TÍTULO, achei que foi bem escolhido, uma vez que a primeira palavra Maresia refere-se à envolvência, ao local onde se passa a ação, ou seja, ao mar. Já a segunda palavra Fortuna sugere uma possível combinação de circunstâncias ou de acontecimento que são inevitáveis, a saber: destino, fado, fatalidade ou sorte. Eu fiz esta associação, porque julguei que se trataria de uma história sobre um pescador que morre no mar, esse lugar, temível e maravilhoso, cheio de vida, no entanto, tem outra razão de ser.

 

OS CAPÍTULOS são curtos, a ESCRITA é cuidada e a autora recorreu à técnica do diálogo entre as personagens. Não há descrições, há ação, suspense e segredos bem guardados. O facto de não existirem descrições é, na minha opinião, uma opção que pode desagradar a alguns leitores, mas que eu gostei bastante porque enquanto leitora permitiu dar asas à imaginação e ler de forma rápida. Além disso, não deixa de ser um exercício mental muito interessante, pois temos de seguir os diálogos e juntar as informações para "pintar o quadro". 

 

Em conclusão, considero que é um thriller psicológico diferente do habitual, num claro desafio à imaginação do leitor.

 

O amor transforma. O amor baralha. O amor pode salvar ou deitar tudo a perder.

Mas, afinal, o que é o amor para vocês?

 

CLASSIFICAÇÃO:

 4 estrelas.png

 

 

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