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Sinopse: aqui

Opinião: 

Este livro é uma edição da Suma de Letras  e considero que é o livro mais bonito que recebi até hoje. A editora esmerou-se nesta edição, pois a capa e as ilustrações são simplesmente maravilhosas. 

Charlie Mackesy é ilustrador e cartoonista inglês, com trabalhos exibidos em galerias de Londres e Nova York. O autor, numa entrevista, descreveu o livro como «uma pequena novela gráfica, feita de ilustrações e diálogos, com uma paisagem em fundo». No entanto, antes de ser um livro ilustrado foi apenas uma ilustração partilhada pelo autor no seu Instagram. Começou, assim, por ser algo pequeno para depois fazer «uma enorme diferença».


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Esta fábula é sobre um rapaz, curioso, que encontra uma toupeira e os passeios que fazem. Pelo caminho vão se juntando a eles a raposa e depois um cavalo. As aventuras dos quatro amigos iniciam-se na Primavera, em que cai neve e a seguir o sol brilha, sendo que eles passam o tempo juntos a contemplar a Natureza.

As personagens são todas diferentes: a toupeira é mais extrovertida, sempre pronta a dizer o que pensa e sem conseguir resistir a um bolo (como eu); a raposa mais introspetiva e observadora, mas sempre presente e pronta para falar só quando acredita acrescentar valor; e o cavalo é mais sábio, o maior mas também o mais delicado. 

Como podemos ler logo na introdução, Charlie Mackesy refere que: «É surpreendente eu ter escrito um livro porque não sou grande coisa a lê-los. A verdade é que preciso de imagens, elas são como ilhas, lugares onde chegar num mar de palavras».

Ora, é precisamente nas imagens e nas palavras que encontramos a beleza deste livro. Com palavras simples, é certo, mas que nos recordam a beleza e o valor da vida.

Um livro que é uma pequena obra de arte, para ler, pensar e divertir os mais novos e os mais crescidos. Podemos ler,  folhear, sem seguir qualquer ordem, e apreciar as ilustrações, já que o poder de observação desempenha, aqui, um papel tão importante quanto os o pensamentos e as reflexões sobre a vida, a esperança, a motivação, a coragem, a bondade e o amor.

 

Classificação: 5*

Oferta da editora para opinião

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Já há muito tempo que vi um vídeo da Tatiana Feltrini a dizer maravilhas deste autor. Para quem não conhece, ela é uma conhecida booktuber brasileira e lê muitos clássicos. Embora não tenha sido este o livro que ela recomendou, resolvi dar uma oportunidade e fui surpreendida.
A história inicia-de com um crime horrível e macabro num lugar pacífico, onde todos se conhecem, chamado Terra Alta, pois os donos das Gráficas Adell, aparecem mortos, barbaramente assassinados.
Melchor Marín, jovem polícia, irá revelar o desenrolar da investigação ao mesmo tempo que conta o seu passado obscuro.
Este livro lê-se de uma assentada porque a escrita e a narrativa assim o permitem, no entanto o final deixou, na minha opinião, um travo amargo a realidade.
Gostei bastante deste policial e vou querer ler mais deste autor, tendo em mente que este não é o seu estilo habitual.
Alguém já leu algum livro do autor ?

 

Este texto é brilhante e intemporal mas fico triste quando ouço estas palavras e penso na proibição de venda dos livros 😞. E não me venham falar em comprar online quando nem as livrarias nem as bibliotecas estão abertas... e quando deviamos questionar o porquê de tanta preocupação em confinar os livros.

O casal do lado, de Shari Lapena

[O ano do pensamento acelerado]

04.02.21

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Anne e Marco vão jantar com os vizinhos do lado. A vizinha Cynthia pediu a Anne que não levasse a filha Cora, a bebé de seis meses, e os pais decidem ir pois combinaram levar o intercomunicador e ir alternadamente, de meia em meia hora, ver como está a filha. A certa altura a bebé é raptada e a polícia tem de resolver o caso mais rapidamente possível. 

A história neste livro revela o pior pesadelo para os pais. Enquanto mãe, li com alguma apreensão, mas, tal como na vida real, nem tudo é o que parece.
É um livro que se lê bem, mas que não trouxe grandes surpresas.

O Tatuador de Auschwitz, de Heather Morris

[O ano do pensamento acelerado]

22.01.21

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O tatuador de Auschwitz é baseado numa história verídica e decorre entre 1942 e 1945. Lale Solokov tem de tatuar os prisioneiros que chegam ao campo de concentração que são marcados para sobreviver e apaixona-se por Gita quando faz a tatuagem no seu braço.

Este romance é de certa forma comovente e, ao mesmo tempo, arrepiante pelas várias descrições aos horrores cometidos contra seres humanos.

Por mais livros que se escrevam sobre esta fase negra da história, fico sempre com a sensação de incredulidade e de espanto perante a capacidade de sobrevivência do ser humano.

Gostei de ler este testemunho em forma de romance.

A Balada do Medo, de Norberto Morais

[O ano do pensamento acelerado]

19.01.21

IMG_20210119_142755_481.jpgTerminei de ler este livro há alguns dias. É o segundo livro que leio deste autor e acho que agora possa afirmar com convicção de que estamos perante um grande autor e um grande contador de histórias. Foi uma aventura e tanto, uma vez que Cornélio Santos Dias de Pentecostes, caixeiro-viajante, no dia em que regressa a casa, cinco meses e meio depois de ter partido pela última vez, é confrontado com o anúncio da sua morte. Tem apenas dez dias de vida se não entregar 10 mil cádos por dia ao misterioso homem de fato negro. Durante uma semana e meia, o caixeiro-viajante de Santa Cruz dos Mártires mergulhará numa espiral de desespero, percorrendo os caminhos mais sinuosos de si e do seu passado à procura de motivos e da salvação. Será que ele vai conseguir iludir a morte?
Um livro que recomendo vivamente.

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Sinopse: aqui

Opinião: Este é o segundo livro que leio da mesma autora de “Meu nome é Lucy Barton”e, tendo em conta que venceu o Pulitzer de ficção em 2009 e que foi adaptado a uma minissérie da HBO, encontrei razões fortíssimas para sentir logo curiosidade.

A prosa, que tão bem caracteriza Elizabeth Strout, é por vezes poética e por vezes crua, porém, neste livro, ela optou por escrever não uma mas 13 histórias, independentes, estruturalmente aproximadas ao género de contos, cuja única ligação é Olive Kitteridge, uma professora de matemática reformada. Portanto, o título do livro refere-se à personagem principal (Olive), embora, na minha humilde opinião,  Henry, o marido de Olive, farmacêutico simpático, merecesse ter um papel de maior destaque. 

Na pequena vila de Crosby, no litoral do Maine, todos se conhecem e os dramas surgem como  histórias isoladas, as quais fazem parte das vivências da comunidade. Este é um dos motivos para,  inicialmente, pensar que se trata de um romance que aparenta ser um conjunto de contos sobre pequenos dramas dos habitantes de uma pequena vila e, sobretudo, sobre a antipática Olive. Contudo, sabemos bem que as aparências enganam, cabendo ao leitor tirar as suas próprias conclusões, conforme explicarei de seguida.

Para mim, a subtileza neste livro está, portanto, na forma como a autora transfere para o leitor um certo ónus ao nível da leitura, dependendo muito de quem lê e da forma como o faz, ou da escolha entre ler o livro todo de seguida ou ir saboreando a leitura, ou até ao nível das simpatias e antipatias para com os personagens. Eu, por exemplo, terei sempre o Henry na memória enquanto Olive é apenas uma lembrança espartilhada pelas histórias de outros personagens.

Este livro é uma espécie de desafio lançado ao leitor, pois ele terá de tentar descobrir os detalhes e as mudanças desta personagem (Olive) que, quer se goste ou não, prima pela singularidade da imperfeição inerente ao ser humano. 

E vocês, já leram?

 

Classificação: 4/5*

 

 

Oferecido pela editora para opinião

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Sinopse:aqui.

Opinião: A morte da sobrinha de Hitler, Angela Raubal, é até hoje um mistério. Os rumores diziam que foi a grande paixão da vida de Hitler, que este controlava a sua vida e que possuía um fanatismo ao ponto de lhe proibir qualquer tipo de amizade ou independência própria. Será que isto possui algum fundo de verdade?

Fabiano Massimi, editor e escritor, tem uma teoria, agarra na história, investiga, e dá uma resposta neste livro, misturando a realidade e a ficção de uma forma totalmente verosímil.

Tudo se inicia em Munique, em setembro de 1931, a poucas semanas das eleições que trarão poder aos nazis. Sigrifried Saue, comissário da polícia, é chamado à moradia do número 16 da Prinzregentenplatz, onde supostamente Geli, de 22 anos, se suicidou. Ao lado do seu corpo um revólver pertencente ao seu tio Adolf Hitler. Pequenos pormenores como este, bem como a posição do corpo e o quarto imaculado, levam a que Saue sinta que algo não bate certo naquele cenário. E essa sensação agudiza-se mais ainda quando, passadas escassas horas, mandam encerrar a investigação, o corpo é cremado e o relatório médico desaparece.  Será que alguém tenta impedir que se descubra quem matou Geli?

A procura de respostas levam o leitor a partilhar suspeitas e a participar na investigação perigosa protagonizada por Saue e o seu colega Mutti. Sente-se a adrenalina e, sobretudo, um enorme desejo de descobrir o verdadeiro culpado quando a tese de homicídio começa a ganhar força.

O cenário da morte de Geli e de outros personagens, as cartas assinadas com a letra H, as testemunhas manipuladas, as provas que desaparecem e as ameaças de morte, conferem a esta história todos os ingredientes necessários para uma leitura compulsiva, emocionante e intrigante.

Um thriller é sempre um thriller, mas uns são mais do que outros e, neste caso, a investigação e a imaginação do autor superou a História. Uma estreia que aconselho sem sombra de dúvida. 

 

Classificação: 5/5

 

Oferta da editora para opinião

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SINOPSE: aqui.

OPINIÃO: Este é um dos escritores que acompanhei desde o início e que me conquistou logo pela dose certa de mistério e de crime à mistura. É que são só as minhas estórias preferidas e acredito que, com o tempo, ele irá destronar a própria Agatha Christie. Tenho fé.

«O enigma do quarto 622» é o quinto livro de Joël Dicker e, tal como nos anteriores romances, o autor agarra-nos desde a primeira página. Bem sei que são 610 páginas, mas acreditem que não se sentem a passar (ou a folhear) até porque queremos descobrir quem foi o assassino e o que se passou no quarto 622 do luxuoso hotel nos Alpes suíços (Palace de Verbier). E é o próprio escritor, Joël Dicker, que, quinze anos depois, para fugir a um desgosto amoroso e para fazer o luto do seu estimado editor, irá então iniciar a investigação, tendo por companhia, e principal colaboradora, uma cliente do hotel, hospedada no quarto ao lado do seu, chamada Scarlett Leonas.

Nesta estória, nada é o que parece e as inúmeras personagens, incluindo o próprio autor, levaram-me a questionar tudo e a ficar sempre de pé atrás, e só quase no final é que desconfiei quem poderia ser o suspeito número um. E quase acertei! 

Já o autor, enquanto personagem, não achei que tivesse, aqui, um especial impacto, dado andar quase sempre a «reboque» da Scarlet. Aliás, como fã, sou suspeita, pois gostaria que tivesse desenvolvido essa parte de outra forma.

Achei ainda curioso que, enquanto personagem, recordasse de Bernard de Fallois, o seu editor, e que se lembrasse  do nome do seu livro preferido [E tudo o Vento Levou],  mas creio que se percebe que a  intenção é tão só de lhe prestar uma homenagem, dado que:«Era uma inspiração para a vida, uma estrela na Noite».

N´O enigma do quarto 622, o leitor é apanhado de surpresa, porque «O mais importante (...), não é como a (...) história acaba, mas o modo como enchemos as páginas até lá. Porque a vida, como um romance, deve ser uma aventura. E as aventuras são as férias da vida».

Um livro fantástico que recomendo vivamente. 

 

CLASSIFICAÇÃO: 5/5*

 

Oferta da editora para opinião

 

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«Sou eu a minha prisão, agora. Até acordar cercada por grades, algures.»
Eduarda apenas sonhara em refazer a sua vida após a morte do marido, que a deixou sozinha no mundo com uma filha adolescente. Não desconfiou que essa nova casa, com um novo companheiro, a conduziria a uma vida de violência, destinada ao esquecimento. Anos de submissão encaminham-na para uma noite de tempestade.
Este é o momento em que as paisagens tão dissonantes da vida de seis mulheres se entrelaçam de uma forma inegável, numa demanda pelo significado da vida. Mães, filhas, amigas, amantes, casas devastadas pela dúvida e pela loucura - todas obrigadas a enfrentar o medo de voar no quarto escuro.

OPINIÃO:
No dia 5 de outubro de 2019, no 2.º Encontro de Booktubers, realizado na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira em Leiria, tive a oportunidade de ver e ouvir a Márcia Balsas quando assisti à apresentação do livro "Voar sobre o quarto escuro". Recordo-me de ela contar como surgiu a ideia para escrever uma história com personagens ficcionadas, as quais existiam apenas na sua cabeça, cujas vivências e dilemas poderiam ser reais.

Durante o mês de junho, com o projeto "On the Road" da  Ana Paula Catarino, da Cristina Luis e da Silvéria Miranda, o livro chegou cá a casa e tive a possibilidade de confirmar aquelas palavras da Márcia e, claro, de conhecer melhor a escrita dela. Gostei especialmente de algumas passagens:

"Chove. Caminha com cautela por causa do chão escorregadio. Tem medo de cair, mas não pode ficar mais magoada. A ironia é quase cómica, não fosse as dores provocadas pelo riso".

"Seca uma lágrima saudosa do falecido, «era de boas contas, não falhava», e fica a matutar nas injustiças da vida enquanto tira os copos da máquina, já secos, prontos para mais uma rodada".

"«Nunca» é outra palavra curiosa, usada tantas vezes de modo leviano, sem percepção do seu sentido limite. Talvez por não haver sentido no fim, porque quando se chega lá, ao fim, não se tem essa consciência. Depois do fim, nada".

Neste livro, existem oito personagens femininas e cada uma vivencia uma situação de: violência doméstica, desespero, solidão, sexualidade, depressão e até suicídio. São tudo temas atuais , pertinentes mas muito difíceis de abordar. Assim, pese embora tenha gostado da escrita e da forma como as personagens vão surgindo, achei que a leitura de tantos problemas ao mesmo tempo me transmitiu um peso, um fardo e uma falta de esperança. Para explicar melhor, talvez consiga fazê-lo utilizando uma linguagem metafórica, uma vez que durante a leitura senti como se ouvisse um fado com letra muito bonita e com uma música muito triste. Não obstante, as minhas impressões foram boas ao nível da escrita e gostei muito de ter ficado a conhecer o primeiro romance da Márcia.







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