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Resposta:
 
Os meus livros são um pouco bipolares, uns são calminhos, outros uns brutos, também os há muito apaixonados, tenho uns que vivem num mundo imaginário, a bem dizer é preciso ser muito compreensivo para lidar com eles.
 
 
Muitos parabéns, Célia !!! Os teus livros são bastante diversificados e creio que este livro irá ficar em ótima companhia!
 
Boas leituras!
 
 

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O livro "A Viagem de Théo" encontra-se esgotado ou indisponível em todo o lado.

A pergunta que coloco é a seguinte: não está na altura de fazer nova edição?  

Pensem nisso.

 

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SINOPSE

De Jerusalém a Benares, passando por Roma e Istambul, por Praga e pela Baía, por Moscovo e por Jacarta, através da Europa, da Ásia, da América e da África, o jovem Théo e a sua tia Martha vão dar a volta ao mundo das religiões para encontrar as respostas a essa questão fundamental.
Odisseia espiritual, a viagem de Théo leva-o ao encontro de homens sábios capazes de lhe iluminar o espírito e acalmar o coração. Porque Théo tem catorze anos e está muito doente...

A Viagem de Théo, o grande romance das religiões e provavelmente a obra-prima de Catherine Clément, tem conhecido em todos os países um sucesso só comparável ao que acolheu O Mundo de Sofia ou O Diabo dos Números, romances que se lhe aparentam no propósito de abordar pela ficção grandes temas do pensamento humano.

 

 

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Pensamentos - 4

01.03.19

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Acreditara que talvez já não existisse Queijo no Labirinto, ou, pelo contrário, se existisse era possível que ele nunca viesse a encontrá-lo. Estes pensamentos estavam a imobilizá-lo e a matá-lo.

 

Dr. Spencer Johnson - Quem Mexeu no Meu Queijo?

 

 

As pessoas têm medo da mudança e do desconhecido. Mudar de relacionamento amoroso, de vida, de amigos, de casa, ou até de profissão, é algo que preocupa, inquieta e paralisa. Por vezes, é mesmo necessário sair da zona de conforto e aceitar novas oportunidades para ser FELIZ. É preciso arriscar e deixar para trás o que nos prende e tolhe o pensamento. Seguir em frente é sempre o caminho.

 

 

 

 

 

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O Passarempo continua a decorrer até ao dia 07 de março de 2019, inclusive, não se esqueçam. 

Para se habilitarem e ganharem o livro, terão de:
-Enviar uma resposta original à pergunta "O que dizem os teus livros?" para olivropensamento@gmail.com, ou uma fotografia de um livro que tenhas escolhido, principalmente, pela sinopse, mencionando se gostastes ou não;

- Seguir o perfil na página do blog (https://olivropensamento.blogs.sapo.pt/);

- Ou seguir o perfil na página do Instagram(https://www.instagram.com/blogolivropensamento/);

-Ou seguir o perfil na página do facebook(https://www.facebook.com/livropensamento/?ref=bookmarks).

 

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Na anterior edição, os entrevistados deram respostas originais e os seus livros revelaram conclusões interessantes.Uma delas foi a de que a maioria dos entrevistados responderam que gostavam de olhar primeiro para a sinopse antes de comprar um livro. E foi partindo desse pressuposto que resolvi escolher "O Último Dia da Terranova", tendo em conta apenas a sinopse, para fazer este PASSATEMPO.

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SINOPSE: Assediada pela ambição implacável dos especuladores imobiliários, a livraria Terranova corre perigo de desaparecer após mais de sessenta anos de resistência face às tormentas mais duras da História. Durante décadas serviu de refúgio a dissidentes, perseguidos, livros proibidos e contrabandistas de cultura, instituindo-se como um território da memória com uma geografia própria, que passa por locais como Buenos Aires ou Lisboa.


Embora essa livraria fosse a sua casa, o jovem Vicenzo Fontana vai insurgir-se contra os livros. Só ao conhecer Garúa, uma misteriosa rapariga argentina, é que, graças a eles, acaba por aprender tudo o que realmente importa e que a sua família sempre soube: como fingem os livros, como ajudam, como ensinam a amar, como fazem companhia e também como salvam.

 

PARA SE HABILITAREM A GANHAR, TERÃO DE:
-Enviar uma resposta original à pergunta "O que dizem os teus livros?" para olivropensamento@gmail.com, e uma fotografia de um livro que tenhas escolhido, principalmente, pela sinopse, mencionando se gostastes ou não;

- Seguir o perfil na página do blog (https://olivropensamento.blogs.sapo.pt/);

- Seguir o perfil na página do Instagram(https://www.instagram.com/blogolivropensamento/);

-Seguir o perfil na página do facebook(https://www.facebook.com/livropensamento/?ref=bookmarks).

 

TERMOS E CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO:

1) Cada pessoa só pode participar uma vez no sorteio. Quem quebrar a regra será excluído;

2)Só serão válidas as participações que cumpram todos os requisitos do passatempo;

3) O(a) vencedor(a) será escolhido(a) aleatoriamente;

4) Apenas para residentes em Portugal e Ilhas;

5)Participações até ao dia 07 de março de 2019, inclusive;

6) O(a) vencedor(a) será contatado(a) por e-mail;

7) A resposta e a  fotografia do(a) vencedor(a) será publicada no blog no dia 10 de março de 2019.

 

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Sejamos como a primavera que renasce cada dia mais bela… Exatamente porque nunca são as mesmas flores.

Clarice Lispector

 

 

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Uma coisa que aprecio, além de livros, são as fotografias diferentes e naturais. Vejo muitas fotografias todos os dias no Instagram e penso sempre em fazer algo semelhante ou, pelo menos, em experimentar. Mas, embora tenha várias ideias do que quero fazer, nada me preparou para a dificuldade em tirar fotos, sem me sentir observada. Diria mesmo que já vi vários paparazzis, mas só que sem a máquina fotográfica. Das duas uma: ou algo está errado ou então o que faço é mesmo muito estranho para quem não está habituado.

 

Fotografar com um telemóvel é vulgar. Fotografar com uma máquina já sobressai. E se experimentarem com um livro, então, é simplemente esquisito. Não sei se isto se passa apenas pela minha cabeça, mas, aparentemente, lá vou conseguindo lidar com os olhares dos curiosos. É melhor não pensar demasiado.

 

No domingo passado, por volta das 16h:00m, estavam cerca de 10 graus e o sol já se tinha escondido, então resolvi que o melhor local para fotografar o livro do Nuno Nemopuceno seria num Parque de Merendas, um sítio um pouco isolado. A Uma última ceia estaria assim em  comunhão com a Natureza.

Foto 1

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Pois é, deveria estar deserto, mas não estava, porque àquela hora ainda estavam duas mesas com pessoas a fazer um piquenique. Pessoas sem livros, sou só eu a achar isso estranho?

 

Por acaso até saiu bem e poderia ter terminado as sessões fotográficas, porém, ontem, à hora de almoço, resolvi experimentar entrar numa Igreja e afrontar todos os clérigos com uma fotografia ainda melhor. Seria A Última Ceia numa espécie de vingança disfarçada e uma forma de protesto contra os podres da Igreja.O máximo que me poderia acontecer era levar um ralhete do padre, pensava eu. Entrei e estavam duas senhoras no altar a rezar alto. Uma Igreja enorme e estavam duas senhoras, sem livros, a rezar sozinhas. Pessoas estranhas, ou sou só eu a achar isso estranho?

 

Foto 2

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Olhem, tive de me contentar com a porta, mas respirei de alivio, porque me livrei de uma situação daquelas complicadas de explicar, e continuei a minha aventura estranha com pessoas ainda mais estranhas.

 

Foto 3

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Mais uma foto que ficou bem e ainda assim, numa tentativa de enfrentar os medos, fui andando para outros locais.

Durante o resto do passeio tudo corria bem e eis senão quando encontrei uma senhora ao telemóvel. Falava tão alto que ouvi toda a conversa sobre a sua gravidez. Pessoas muito estranhas.

 

Foto 4

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Virei logo na primeira Rua e depressa esqueci o sucedido, porque a hora de almoço estava a terminar e o trabalho náo espera por ninguém.

 

Foto 5

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Espero que tenham gostado e, se acharam alguma coisa estranha, por favor comentem. 

 

P.S.1. O Nuno Nepomuceno é só o escritor mais simpático que conheci até hoje, pelo que espero que este post não seja de molde a ferir susceptibilidades. Se for o caso, apresento as minhas sinceras desculpas.

P.S.2.Muitos parabéns pelo seu sucesso e espero que o novo livro já venha a caminho!

 

 

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Os apreciadores da beleza, da cor e da estética, adoram rodear-se de obras de pintores famosos em cada canto da casa. No seu mundo, o da arte, é importante  o conhecimento de todos os traços, pormenores, pinceladas e técnicas do artista. Ademais, os apreciadores e ou compradores, geralmente, têm um sentido apurado e, por vezes, encontram obras em sítios inesperadamente fáceis. Apreciar a Arte é uma arte, passo o pleonasmo, e, sabendo que a beleza tem um preço, há quem esteja disposto a pagar qualquer preço por uma obra ainda que a mesma tenha sido furtada de um Museu ou até de uma Igreja.

 

Sabendo que existe esse mundo paralelo do crime, o autor inspirou-se em alguns factos verídicos, como o roubo da Mona Lisa, no Louvre, em 1911, e a história d' A Última Ceia começa com o roubo da cópia da A Última Ceia  [ que corresponde à pintura original sobre a parede realizada por Leonardo da Vinci,  entre 1494 a 1498, no refeitório do Convento de Santa Maria Delle Grazie, em Milão, Itália].

O ladrão deixa uma mensagem "Obrigado pela pobre segurança. Vemo-nos dentro de um ano" e, ainda, um poema muito enigmático.

 

Gostei da premissa da história, mas não apreciei o romance entre a Sofia Conti, uma jovem portuguesa, e Giancarlo Baresi, um italiano de caráter duvidoso, dado que foi, a meu ver, algo precipitado (o facto de, no início, não ter gostado muito desta personagem também não ajudou, claro).
As partes que me suscitaram mais a atenção foram a cena de flagelação com um toque hediondo, do qual não posso falar, e as folhas do diário do professor Catalão, escrito aos oito anos. Pena é que não tenham existido mais páginas do diário, é  que achei simplesmente deliciosas as palavras que estava a aprender e a preocupação em escrever corretamente.

 

Mas refletindo um pouco sobre o final desta história, interrogo-mo se Leonardo da Vinci não terá razão:

Existem três tipos de pessoas: aquelas que veem, aquelas que veem quando lhes é mostrado e aquelas que não veem.

 

Creio que me enquadro no primeiro e segundo tipo de pessoas, porque quando acabo de ler um livro que me intriga volto sempre atrás à procura daquilo que me passou despercebido numa primeira leitura. E foi isso que aconteceu com A Última Ceia, uma vez que fiquei a pensar na divisão da história em: Livro 1 (esboço), Livro 2 (cor) e Livro 3 (Acabamento). Isso intrigou-me porque são as etapas necessárias numa pintura. Porém, só após a leitura é que dei conta de que a maior parte da história se encontra no Livro 2 (cor).  Cor, em sentido figurado, significa disfarce, pretexto, e tenho para mim que foi propositadamente que o autor tratou aí a maior parte da ação e evolução da  história,  a qual serviu para delinear uma personagem que surpreenderá, e muito, no final. Acho que esteve bem disfarçada!

 

De outra forma, se calhar numa interpretação mais verosímil, entendo que o Leonardo Da Vinci se estava a referir à existência de pinturas por baixo dos quadros e que só sabemos atualmente através do recurso a técnicas avançadas. Ou então, se pensarmos que só vemos o que nos é mostrado, estava a chamar à atenção para a existência de objetos bem visíveis nas suas pinturas, como o do nó na toalha da mesa n´A última Ceia, existindo teorias sobre o seu verdadeiro significado. 

 

Considero que este livro proporciona bons momentos e pergunto:

Do que estão à espera para o ler?

 

CLASSIFICAÇÃO:

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O fim de semana passou a correr. Li muito pouco. Ler pouco, para mim, é mau - é não preencher o pensamento. Ler pouco deixa-me sempre uma sensação esquisita de aperto no peito e, às vezes, ainda um vazio. Não deveria ser assim, oiço-vos dizer daí.

 

[Não,  Edite, tens de mudar isso, e podes sempre escrever]

 

Ora, isso leva-me a achar que o tempo devia estar acessível em séries, como as da televisão, e nós compravamos mais um ou dois episódios de forma a conseguirmos ter mais tempo para fazer ver tudo o que gostamos.

Era uma boa ideia, não era? 

 

[Era sim, mas tens de ir trabalhar para ganhar dinheiro]

 

Agora, fico com um dilema para resolver:

1- Acredito nas minhas ideias e leio para esquecer tudo;

2 - Acordo para a vida e escrevo o que me vem à mente;

3- Lá vou eu triunfante...

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Sonhei, confuso, e o sono foi disperso,
Mas, quando despertei da confusão,
Vi que esta vida aqui e este universo
Não são mais claros do que os sonhos são (...)

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Pensamentos - 3

15.02.19

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- Já passa das 9?!- A voz dela transborda pânico, e ela de imediato dá meia volta e corre na direção das escadas. Sobe-as de dois em dois degraus; não a sabia capaz de incorporar tanta pressa.

 

Confesso - Collen Hoover

 

Esta frase suscitou-me a atenção, não sei bem porquê.

A escolha aleatória é apenas a forma que arranjei de vos mostar algumas frases: filosóficas, criativas ou que suscitem algum tipo de debate.

Leio novamente. Julgo que foi a última parte.

Andamos nesta vida a "incorporar tanta pressa" para chegar ao trabalho que acabamos por esquecer o que é mais importante. 

Esquecemos a lancheira, o estojo dos lápis, um caderno, um livro....e o pior é que, quando náo sou eu, são os meus filhos!

E vocês?

 

 

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Dura lição

13.02.19

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A dura lição, pintura de William-Adolphe Bouguereau.
 

Ler é uma forma de nos ajudar a pensar melhor. A vida, a agitação, a rotina, e a necessidade de obter coisas mais rapidamente, torna-nos dependentes das novas tecnologias, especialmente no que às redes sociais diz respeito.

 

Acho mesmo que o meu vício das redes sociais está para o das batatas fritas, porque ambos satisfazem uma necessidade num determinado momento e só prejudicam: um porque engorda, o outro porque deixa-me sem tempo para nada.

 

Optei, então, por não comer batatas fritas e colocar um alterta no facebook. Escolhi mudar. Escolhi ter consciência do que quero.

Depois de refletir sobre este assunto, algo comezinho, acordei.

Se algo me preocupa, verdadeiramente, não é a minha dieta, nem o tempo que passo nas redes sociais, mas a mudança de paradigma no estilo de vida que poderá ditar o fim dos livros. As pessoas querem a informação rapidamente e já não perdem tempo a ler. 

Fecham livrarias. As editoras entram em falência. Acabam os livros. As tecnologias evoluem. O Homem é substituído por máquinas. E elas pensam por nós.

 

Continuamos a ignorar os sinais e a vida continua no seu ritmo acelerado.

Ler é uma forma de nos ajudar a pensar melhor e os livros são os nossos professores. 

A dura lição será quando as tecnologias vencerem.

Por favor, leiam!

 

 

 

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A iniciativa do livro secreto faz, este mês, dois anos. Quando começou, em fevereiro de 2017, lembro-me de pensar que seria muito tempo. Agora, verifico que não dei conta do tempo a passar.

 

Tem sido uma jornada, com alguns precalços, e estou, por exemplo, a lembrar-me da vez em que me esqueci de enviar o livro, pelo correio, porque jurava a pés juntos que já o tinha feito. E tinha, só que não era o livro que deveria ter enviado.

 

As dinamizadoras da iniciativa estão de parabéns, primeiro a M.J, depois a Magda, que assumiu a responsabilidade pelo grupo e pela coordenação do envio das moradas. Nestes dois anos, se não estou em erro, apenas se extraviou um livro no correio, por culpa dos CTT. Nada que não se resolvesse através da compra de um livro para substituir o livro perdido, tendo todos contribuido com uma quantia absolutamente irrisória. 

 

Quanto ao livro secreto do mês de janeiro, "Uma Praça em Antuérpia", é sobre a história de duas irmãs gémeas portuguesas, a Olívia e a Clarice, durante a Segunda Guerra Mundial. Por coincidência, tanto antes como depois tenho lido livros sobre esta temática.

Olívia  e Clarice foram criadas pela avó materna, uma vez que o pai se recusou a olhar por elas, dado o desgosto com que ficou após a morte da mulher durante o parto. Mais tarde, Olívia casa-se e vai morar para Lisboa e Clarice vai ter com ela após a morte do pai.

Clarice apaixona-se por Thomas Zus, um judeu alemão; mais tarde casa-se com ele e vai morar em Antuérpia, na Bélgica. Porém, a vida das gémeas muda completamente quando a guerra começa.

Aristides Sousa Mendes é a única hipótese de salvação para milhares de judeus que fogem dos países que vão sendo invadidos pelos nazis e os que conseguem chegar a Bordéus, em França, poderão ter o visto para Portugal - um país que se conseguiu manter, mais ou menos, neutro durante este episódio negro da história da Europa. É o que esperam as duas irmãs.

 

Este livro tem um segredo que é revelado 60 anos depois. Lê-se muito rapidamente, porque a escrita é simples e acessível. A história em si não é o que esperava. Diria que é um livro que entretém, mas não é excelente. E diria isto, porque todos os acontecimentos me pareceram estar encadeados de uma forma demasiado rebuscada, destacando-se um personagem que teria de estar muito mal da cabeça para ter feito o que fez. Esse personagem dita o destino de 3 pessoas e não contente com isso mente a uma criança inocente?! Aqui acho que o puzzle não encaixa mesmo, porque a criança é tratada como filho, desde muito pequeno e durante vários anos, logo não iria lembrar-se de pormenores tão concretos como o sítio onde ía lanchar com os pais biológicos e o que cada um comia. 

 

Como é óbvio, o leitor transporta muito de si próprio para a leitura e eu confesso que li muitos livros sobre esta temática, pelo que é inevitável a crítica.

Ainda assim, volto a lembrar que o livro lê-se muito bem e rapidamente, pelo que estão à vontade para ler, comentar e ou refutar a minha opinião.

 

 

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Rua dos Arcos, em Tomar

Que essa palavra nos aparte, ave ou inimiga! eu gritei, levantando - "Volta para a tua tempestade e para a orla das trevas infernais! Não deixa pena alguma como lembrança dessa mentira que tua alma aqui falou! Deixa minha solidão inteira! - sai já desse busto sobre minha porta! Tira teu bico do meu coração, e tira tua sombra da minha porta!" 

E o Corvo disse: Nunca mais.

 

Edgar Allan Poe

 

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Existe uma lenda sobre seres do sub-mundo e de mundos paralelos ao nosso. Nessa lenda, basta atravessar um tronco e procurar uma gruta por detrás de uma cascata. É uma espécie de portal e quem entra pode já não sair.

 

 

A história por detrás do livro, aparentemente, é esta. No entanto, não poderiam estar mais enganados, assim como não poderiam estar mais enganados os vossos olhos.

Eu entrei nesse mundo, gostei da história e queria fazer-lhe uma homenagem, só que esta fotografia é um orgulho e uma vergonha.

 

A cascata, que bela ideia!

[Edite, não podes exagerar quando tiras fotografias perto de cascatas]

 

O que diria o autor?

[ Maldição? Levas com cem anos de azar? Provavelmente, mas já vos conto tudo]

 

Bom, voltando atrás no tempo, lembro-me como se fosse hoje de como fiquei feliz de me ter lembrado da cascata que existe dentro da cidade de Leiria. Aqui tão perto,  num saltinho, peguei na minha máquina e no livro, lá fui super empolgada.

 

Clique para aqui, clique para acolá,

vira o livro mais para o lado, mais para o centro,

e eis que chega o momento em que se consumou a dita negligência consciente, porque sabia, estava a prever e ainda assim conformei-me com o resultado.

 

[Edite, termos jurídicos quando o autor é licenciado em direito, que vergonha]

 

Senti-me mal.

 

Com o coração a palpitar

 

quando oiço um

 

PUF...

 

 e o  livro desiquilibrou-se e caiu na água.

 

Mas senhor autor não se apresse a pedir indemnização civil pelos danos causados à sua obra porque, conforme pode constatar, apenas se molhou a primeira página e o livro está bastante seguro.

 

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Pensei neste post para o mês de janeiro, no entanto, já iniciamos o mês de fevereiro e fico parva como o tempo voa rápido e sem pestanejar! O facto de ser um post tardio só vem dar razão ao velho ditado "mais vale tarde do que nunca". Pessoalmente, considero que é uma retrospetiva necessária para que fique um registo no blog e não num Bullet Journal ou numa agenda qualquer.

 

Por essa ordem de ideias deveria falar de todos os livros que li em 2018, mas não, não o vou fazer, porque, a meu ver, seria um post extenso e maçador. Porém, quero deixar apenas uma nota relativamente aos que não vou mencionar e que dei 4 estrelas. Enquanto leitora estou cada vez mais exigente e quero sempre mais. Quero um final diferente. Quero que o livro não seja um calhamaço. Quero ainda que a história me surpreenda e ensine coisas novas. No fundo, aos livros de 4 estrelas, faltou-lhes um bocadinho «assim»  tão pequeno que se calhar a culpa é minha e não dos livros. 

 

Voltando ao assunto inicial, tenho de admitir que li muitos bons livros no ano de 2018. Foi um ano de constante viagem, no tempo, que voou, nas palavras e na companhia de diferentes escritores. Emergi tanto na leitura que ela absorveu-me por completo e roubou-me as palavras que deveria dedicar ao blog. São uns invejosos, os livros!!!

 

Posto isto, a razão por detrás desta escolha, para melhores do ano 2018, prende-se com a necessidade de optar por aqueles que me tocaram, pelos que me deixaram a pensar e, sobretudo, pelos que considero que valem mesmo a pena ser lidos.

 

ASSIM:

- Com "O Tigre Branco" conheci a Índia corrupta e o contraste entre os muito ricos e muito pobres. Não há um meio termo. As cartas então são deliciosas, numa ironia crua e realista;

- Na "Sociedade Literária da Tarte da Casca de Batata", os personagens, tal como eu, adoram ler e falar de livros. Em Dawsey, uma ilha em França,  reina a destruição e a fome, após a Segunda Grande Guerra. E novamente as cartas foram o deleite neste leitura;

- "A História de Uma serva", é uma distopia e aborda um tema delicado das barrigas de aluguer. A raça humana poderá estar em perigo e este livro demonstra-o bem. Uma lição ou uma mensagem? Não sabemos, mas está muito próximo da realidade;

- Já com "O Homem Chamado Ove", o velhote, intratável, irascível e insuportável, podemos aprender a tolerar ou a odiar a velhice. Cabe a cada um decidir. O que é correto pensar acerca deste livro é que a solidão dos idosos é cada vez mais preocupante;

- O "Frankestein" é um livro de leitura obrigatória. O monstro que é criado pelo homem tem sentimentos, mas o desprezo e a solidão transformam a sua natureza boa em algo diabólico. Acho que o papel de Deus na mão do homem tem de ter limites;

- "À Espera no Centeio" é sobre o jovem Holden, na adolescência, com a sua rebeldia. Uma fase pela qual todos passamos, com as suas dores, incertezas e injustiças. 

- "O meu ano mágico", não é para qualquer um, pelo menos no que à disponibilidade diz respeito, em particular, no nosso país. Não fosse a morte de alguém próximo da escritora,  queria muito ler um livro todos os dias durante 365 dias. Acho que seria o sonho de qualquer livrólico.

- "O rouxinol" causa graves alergias oculares acompanhadas de choro intenso. Deveria, por isso, vir acompanhado de "bolinha"  no canto superior do livro, em forma de aviso para os leitores mais sensíveis. O que torna interessante esta história, além da capacidade de escrita da autora, é o papel das mulheres, especialmente as que colaboraram com a Resistência Francesa durante a Segunda Grande Guerra;

- "A quinta dos animais" é uma fábula com animais que dá que pensar e que representa a sociedade, bem como os políticos na  sua constante sede de poder obtido a qualquer custo. O povo é que sofre;

- "Verónica decide morrer", ironicamente, consta da lista dos 1001 livros para ler antes de morrer. A depressão e o suicídio são um problema muito atual, entre jovens e não só;

- "Ensina-me a voar sobre os telhados" é sobre voar ou sobre um sonho impossível (ou sobre a loucura, a meu ver). Quer seja a levitar no Japão ou com os pés assentes em Lisboa,  a descoberta de um sentido para a vida é algo que faz parte do ser humano;

- "O fogo será a tua casa" possui o encanto da escrita que eu mais aprecio e que, com pena minha, é difícil de aprender porque é um dom com que se nasce. Já os personagens, diferentes e caricatos, comportam-se como se seguissem um guião pré-determinado que os leva a contar a sua vida no covil dos fundamentalistas islâmicos. [Por vezes, ia jurar que estava enganada no local onde se encontravam os personagens, que tudo se passava num bar e que começaria com a anedota da freira, do jornalista turco e do americano]; 

-"Help me!", bem que poderia ser o meu pedido, depois deste longo post. Neste livro, a autora irá colocar na prática os ensinamentos dos livros de autoajuda, o que a coloca em situações embaraçosas, hilariantes e complicadas. Não me imagino a saltar de paraquedas só porque sim, pelo que o perigoso não são as ideias mas a forma como as colocamos em ação.

 

 

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Quando era pequena adorava coser a roupa para as minhas bonecas e tinha a secreta aspiração de vir a tornar-me estilista. Eram tempos em que tudo parecia possível de alcançar, mas, a realidade era outra. Nunca aprendi costura a sério, nem tinha jeitinho nenhum para isso. Cheguei a pedir a uma tia, que fazia costura para fora, para  me ensinar. Ela procurava pequenos pedaços de tecido para eu aprender a cozer à máquina, mas não sei porquê aquela porcaria encravava sempre. Embora contrariada, por ser vencida pela agulha apressada da máquina, tive de desistir. Mas com uma agulha na mão lá conseguia fazer vários pontos e até ponto de cruz, o que me entretinha durante horas!

 

Já Sira Quiroga aprende desde cedo (e bem) o que são prespontos, a alinhavar e tudo o que se relaciona com a costura. A sua mãe trabalha no atelier da D. Manuela e é modista. Embora sejam pobres existe uma ligação especial entre mãe e filha.

Sira apercebe-se da riqueza existente nas casa das clientes onde vai fazer as entregas e, ao sentir-se deslumbrada por uma vida boémia e desafogada, irá envolver-se com a pessoa errada. É nesta parte da história que fiquei dececionada com Sira. Julguei que era mais esperta e perspicaz. Julguei que ninguém a conseguiria enganar ou que pelo menos ouvisse a mãe.

 

Repreedeu-me com as censuras mais contudentes que conseguiu trazer à boca. Chamou aos céus, suplicando  a intervenção de todos os santos, e tentou convencer-me com dezenas de argumentos a fazer marcha atrás nos meus propósitos. Quando verificou que nada daquilo servia, sentou-se na cadeira de baloiço ao lado da do meu avô, tapou a cara e pôs-se a chorar.

 

O livro «O tempo entre costuras», de 620 páginas, tem um pouco de história (da guerra civil espanhola e da Segunda Guerra Mundial), locais interessantes, espionagem, personagens bem construídos e momentos de mistério, como este:

 

Um homem. Sozinho. Um homem sozinho cujo rosto não consegui distinguir entre as sombras. Um homem qualquer que nunca me teria chamado a atenção se não tivesse vestida uma gabardina clara com a gola levantada, idêntica à do indivíduo que me seguia havia mais de uma semana. Um homem de gabardina de gola levantada que, a julgar pela direção do seu olhar, mais do que no enredo cinematográfico, estava interessado em mim.

 

 Este livro tem ainda mulheres fortes. As várias personagens femininas são diferentes e interessantes. Gostei da Dolores, da Candelaria, da Jamila, da Rosalinda Fox, da Beatriz Oliveira, de todas elas, porque resistem às adversidades à sua maneira. 

 

CLASSIFICAÇÃO:

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O que é que não gostei, perguntam vocês, para dar 4 estrelas? Eu não gostei do final.

O que foi aquilo?!

 

 

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Pensamentos - 2

31.01.19

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- Em tempos de incerteza, todos precisamos de orientação - expliquei, sentido-me muito sábia, nesse momento. Depois argumentei que a autoajuda era a filosofia dos tempos modernos, mencionando Aristóteles e Sócrates, apesar de não ter lido nada deles.

 

Help me! - Marianne Power

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Chove.

30.01.19

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Chove. Que fiz eu da vida?

Fiz o que ela fez de mim...

De pensada, mal vivida...

Triste de quem é assim!




Numa angústia sem remédio

Tenho febre na alma, e, ao ser,

Tenho saudade, entre o tédio,

Só do que nunca quis ter...




Quem eu pudera ter sido,

Que é dele? Entre ódios pequenos

De mim, estou de mim partido.

Se ao menos chovesse menos!

 

 

Fernando Pessoa.

Poesias Inéditas (1930-1935). 

 

Imagem retirada da net.

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Este mês comprei três livros com 50 % desconto. Por coincidência (ou não) são livros escritos por mulheres e a única que conheço é Nicole Krauss, em "A História do Amor".  Quando li este livro fiquei encantada com a sua escrita e, depois de uma pesquisa, surpreendou-me o facto de esta ser casada com Jonathan Safran Foer, escritor de "Extraordinariamente Alto Incrivelmente Perto", que tinha lido algum tempo antes. Recordo-me que na altura me interroguei como seria a vida de um casal de escritores, se seriam felizes com os sucessos de cada um ou se isso não traria alguns atritos, tal como acontece com os atores e as atrizes, aliás como acontece em qualquer profissão em que ambos os conjugues trabalhem no mesmo ou lado a lado. São coisas que me passam pela cabeça, é certo, porque a vida é a vida e, quer se queira quer ou não, acontece a todos nós, e também a grandes escritores. 

 

Relativamente aos outros dois livros, não pesquisei nada, mas ouvi falar neles em blogs e nas redes sociais, pelo que espero que não me desapontem. Ainda que assim seja, vale sempre a pena conhecer novas escritoras.

 

Já me disseram que compro livros por comprar, que tenho muitos livros para ler e ainda que, a continuar assim, não vou conseguir ler tudo. Eu sorrio e não respondo.Contudo penso, que os livros e os pensamentos andam sempre juntos, e o que penso é muito simples:

Compro porque sim, porque posso e porque me apetece e sobretudo porque os livros não são interesseiros nem nos abandonam quando mais precisamos.

#livrosamaisnaoexiste

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