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Verão-edith Warton.png

Sinopse: aqui.

Opinião: Comprei este livro na última Feira do Livro de Lisboa e li-o, rapidamente, no Verão. Já conhecia a escritora de "A Idade da Inocência", mas este livro prometia ser diferente.

Como nota introdutória, Edith Wharton foi a primeira mulher a ganhar o Prémio Pulitzer com "A Idade da Inocência" em 1921. Nos anos seguintes, em 1927, 1928 e 1930, a romancista americana foi nomeada para o Prémio Nobel da Literatura e não ganhou em nenhum dos anos em que esteve nomeada (mas já falamos das reveses deste prémio anteriormente).

A personagem principal é Charity Royall, que foi trazida das Montanhas, por caridade, e acolhida por  Mr. Royall, e é na aldeia de North Dormer, "uma aldeia dos montes, queimada pelo sol e batida pelas intempéries, abandonada pelos homens, deixada de lado pelos caminhos de ferro, transportes, telégrafos e por todas as forças que unem a vida à vida das comunidades modernas", que Charity trabalha, a meio tempo, na biblioteca. 

Charity tem 18 anos, odeia a aldeia de North Dormer, onde se sente isolada, e só pensa em ganhar dinheiro suficiente para sair dali. Mas Charity, ao contrário do nome, não é caridosa, não é amável nem uma personagem com que se crie uma empatia. Tudo a aborrece (creio que isso terá a haver com o facto de Charity ser jovem e não pensar nem refletir nas consequências dos seus atos). Perante este cenário, ela apaixona-se por um jovem arquiteto citadino chamado Lucius Harney, deposita nele todas as suas fantasias quanto ao futuro e manda às urtigas quaisquer pensamentos de decência da época, envolvendo-se com ele sexualmente.

Um livro que não se compara ao "A Idade da Inocência", mas em que podemos apreciar a história e a escrita desta grande escritora, cujo tom crítico habitual da sociedade, da política e da moral, surge através dos personagens Charity, Mr. Royall e Harney. 

Será que ela se inspirou nela própria?

 

Classificação: 4/5 - Gostei,

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7 comentários

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De A rapariga do autocarro a 23.10.2017 às 11:21

É sempre ter ideias novas para leituras , mas são tantas as sugestões e tão pouco tempo!!!
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De Edite a 23.10.2017 às 23:23

Compreendo perfeitamente. Podia ler mais, é certo, porém, todas as leituras que faço são uma descoberta e uma aprendizagem que faço nas horas livres. Às vezes consigo ler mais, outras nem por isso.  É uma terapia.  
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De HD a 23.10.2017 às 21:05

Não consigo acompanhar-te... são tantas sugestões :-(
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De Edite a 23.10.2017 às 23:17

É o que vou lendo nos meus tempos livres ^- ^
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De Bárbara Ferreira a 24.10.2017 às 20:35

Da autora, só li "A Idade da Inocência" e tenho "The House of Mirth" na estante por ler. Tenho curiosidade quanto a este - gosto de ver que Edith Wharton gostava de contestar as ideias de decência! :)
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De Edite a 24.10.2017 às 21:28

Não quero revelar muito e apenas posso dizer que era uma mulher e tanto (casou 3 vezes). 
Na época, nos inícios do século XX, o que ela escreveu, para mais sendo mulher,  deve ter sido um escândalo. Já a personagem Charity,  uma rapariga de 17 anos, a sua maneira de pensar e agir é típica de uma adolescente: insatisfeita com a sua vida, com a aldeia e com o tutor.
Julgo que Edith Warton assumiu as suas ideias políticas, sociais e morais, dentro e fora das histórias que escreveu.






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De Bárbara Ferreira a 25.10.2017 às 18:51

Incrível! É por estas e por outras que devia vasculhas as biografias dos autores mais vezes :)


Tenho de ler mais livros dela, sem dúvida!

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