Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Livro Pensamento

O Livro Pensamento

18
Jan17

O que dizem os teus livros afinal?

 

 

Passaram, apenas, sete dias desde a última entrevista e já estou a sentir saudades de compilar todas as respostas desformatadas, de alterar os meus acentos e vírgulas, e até dos malfadados gif´s (que demoram eternidades a abrir!). Parece estranho o que estou a dizer, não é? Eu explico. O trabalho em causa, foi amplamente compensado pelo entusiasmo, pelo imediato acolhimento e pela enorme simpatia. Todos os participantes estão de parabéns, em especial por me aturarem durante cerca de dois meses. O meu muito e muito obrigada MalikSandraAna, Maria, Sara, MartaMagdaCláudiaPatríciaRoberta e Rui. Foram todos maravilhosos. 

 

Como já referi anteriormente, o leitor é muito importante e, com esta rubrica, pretendia provar que as experiências e vivências influenciam sempre a leitura, senão vejam estas respostas:

 

- Um leitor pega num livro como quem entra num quarto de solteiro e fecha a porta;

- Há muito mais vida do que o que me rodeia;

- O laço que se cria entre o leitor e o livro é algo único;

- Quando entramos num livro o resto do mundo cai na ravina;

- Sempre quis livros mais do que qualquer brinquedo;

- Já me aconteceu ler um livro porque ele me "chama";

- O sentimento de perda quando se temina um bom livro;

- Gosto de encontrar-me nas palavras dos outros;

- Oferecer um livro a um leitor é uma prova de amor;

- A leitura é a única coisa que me faz fugir da realidade e esquecer os problemas;

- Ler é viajar e perder-se no nosso labirinto de emoções.

 

Os teus livros dizem afinal que é bom sentir-se transportado para um outro mundo (6*), onde não faz mal chorar (9*) e em que é sempre bom rir (8*), e sentir o cheiro do papel (3*). Dizem que gostam de seguir as recomendações de alguém ou de amigos (6*) e de olhar primeiro para a sinopse (7*). Dizem que preferem que o livro "agarre" (7*), que faça refletir (5*) e entrar nesse mundo (5*), diferente e tão cheio de imaginação (9*). Dizem que há muito mais, porque desde a infância (11*) que essa paixão vos motiva e leva a que leiam, em média, cinquenta livros por ano. Se uns preferem comprar (9*), outros preferem pedir emprestado (6*) ou ir à biblioteca (2*). Dizem ainda que possuem gostos variados (3*), mas que, em geral, preferem os romances, os policiais ou os clássicos, sobretudo de Eça de Queirós (2*). 

Tirando os que nada revelam e os mais tímidos (2*), os livros dizem muito. Assim, na estante ou não, eles revelam um pouco de nós. Escrever em blogues (11*) ou escrever livros (3*) é dar uso à imaginação transmitida pela leitura. É o que dizem os teus livros...

 

(*entre parêntesis o número de entrevistados que fez a referência)

06
Jan17

O que dizem os teus livros ? (10)

14391005_10153731770532136_4283286987960403023_n.j

A citação  "Nada é por acaso", que a Roberta do blogue Flames utiliza numa das redes sociais, é a prova real de que a distância só não é curta para quem não está destinado a cruzar-se. E, neste caso, o destino assim o quis e decidiu apresentá-la ao Mundo como: metade italiana e metade portuguesa. Por esse motivo (ou porque os seus olhos estão treinados para uma análise psicológica), não me atrevo a descrevê-la através de palavras comuns. Teria de a caraterizar como a pessoa mais próxima de um ser etéreo e delicado, dotado de um encantamento qualquer, o que, pela razão atrás invocada, poderá vir a ser mal interpretado... Adiante, "entremos na espessura", ou melhor na conversa:

 

Desde que idade tens uma paixão por livros? 

R:Não sei. Desde cedo. Os meus pais liam-me histórias quando era pequena, depois a minha tia começou a ler-me os livros de “Uma Aventura”. Sempre li, mas é uma paixão que aumenta de ano para ano.

 

Qual o tipo de livro que costumas ler?

R: É mais fácil dizer o que não gosto de ler. Confesso que os meus géneros preferidos são os policiais, os romances históricos e os clássicos da literatura inglesa, mas por causa do blogue e do canal cada vez leio mais coisas diversificadas.

 

O que gostas mais durante  a leitura? 

R:A leitura é a única coisa que me faz fugir da realidade e esquecer os problemas. Essa é a coisa de que mais gosto: o facto de entrarmos num outro “mundo”. Consigo embrenhar-me e esquecer tudo à minha volta. Recentemente descobri que o desporto tem o mesmo efeito em mim, mas a leitura continua a ser a minha maior paixão.

 

Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 

R: Hoje é mais difícil porque felizmente, graças ao FLAMES e ao canal, acabo por ler imensos livros e conhecer autores que se calhar nunca me chamariam a atenção. Por isso mesmo, neste momento, o que me influencia mais na escolha de um livro é o autor. Tento ir “atrás” de autores que já conheço e que sei que não me irão desiludir.

 

Descreve sentimentos que só um leitor entende. 

R: Não sei… talvez aquela sensação de querer muito chegar ao fim de um bom livro para saber o final, mas ao mesmo tempo não querer continuar porque senão acaba... acho que é daquelas sensações que a maioria dos leitores sente…

 

As histórias, por vezes, têm uma enorme carga emocional. Já alguma vez choraste ou riste? Se sim, quais foram os livros em que isso aconteceu? 

R:Sim já. Estranhamente é mais fácil eu rir do que chorar com um livro. Lembro-me que chorei imenso com o livro “A Monster Calls”. Ri bastante sempre que apareceria o Fermin no livro “A sombra do vento” e também ri em algumas partes de “A amiga genial”. Não tem nada de extraordinário, mas houve uma parte em que desatei às gargalhadas.

 

O que dizem os teus livros? 

R: Dizem que sou uma pessoa que gosta de explorar vários géneros, mas que tem claramente os seus autores preferidos que se repetem e que gosto de manter. E dizem também que devia gastar menos dinheiro a comprar livros

 

 

 

 

 

03
Jan17

O que dizem os teus livros? (9)

ler por aí.png

 Hoje, vamos conhecer a Patrícia do blogue Ler por aí. É um blogue que acompanho e fiquei surpreendida, porque não é fácil descobrir muito mais sobre a Patrícia.Enigmática e com um sentido crítico apurado diz não querer parcerias, uma vez que gosta de dar opinião apenas sobre aquilo que gosta.No último post deixa "votos de fantásticas leituras em 2017 e um pedido especial: Leiam escritores portugueses, desafiem-se, leiam livros diferentes dos que fazem parte da vossa estante, arrisquem. Ou então não. Mas leiam. Leiam sempre".

 

Desde que idade tens uma paixão por livros? 

P:Desde sempre. Não me conheço sem esta paixão, e a verdade é que aprendi a ler pela pura vontade de mergulhar nos livros. Os meus pais sempre estimularam este vício bom e relembro com alguma saudade os Natais da minha infância e a pilha de livros que, no final do dia 25, prometia muitos dias de felicidade. 

 

Qual o tipo de livro que costumas ler?

P:Leio (quase) tudo. Tenho um fraquinho pela fantasia, para dizer a verdade, mas cada vez mais gosto de variar o tipo de livro que leio. Gosto de livros que me desafiem de alguma forma, seja pela imaginação ou pela crueza da realidade. Gosto de livros que obriguem a pensar, que me façam questionar o que me rodeia.

 

O que gostas mais durante  a leitura? 

P:Da promessa que cada livro não lido contém. Da fuga que proporcionam e de que tanto necessito às vezes. Da sabedoria. Das possibilidades. Durante as horas que mergulho num livro posso ser tudo. Acima de tudo isso, ser diferente.

 

Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 

P:Já escolhi livros pelo título, pela capa, pela sinopse, porque me recomendaram, porque é de um autor que já li, porque é de um autor que nunca li.  Enfim, não sou muito leal às razões que me levam a escolher um livro.

Mas nos últimos anos o facto de ser um livro de escritor Português é decisivo.  Comecei a descobrir o quão bem se escreve por cá muito tarde e sinto que tenho que ganhar terreno ao tempo que não tenho. Para mim é importante ler os nossos escritores, conhecer a nossa literatura. E tenho-me divertido imenso à conta desta decisão.

 

Descreve sentimentos que só um leitor entende. 

P:O Natal está a aproximar-se e já estou a preparar-me para a desilusão de abrir um presente e não ser um livro. Todas as pessoas que dizem que não nos oferecem livros porque “já tens muitos” ou “Não sei qual te hei-de dar, tens tudo” não têm a noção, pois não? Nunca teremos demasiados livros (se há conceito que não existe é este “demasiados livros”), não temos nem perto de todos os livros que gostávamos de ter e há algo maravilhosos chamado “talão de troca”. E oferecer um livro (pode ser de bolso ou em segunda mão, ficam ao mesmo preço da caixa de chocolates) a um leitor é uma prova de amor. 

 

As histórias, por vezes, têm uma enorme carga emocional. Já alguma vez choraste ou riste? Se sim, quais foram os livros em que isso aconteceu? 

P:Sou um bocado pedra, confesso. Mas já chorei e já me ri no mesmo livro até. Aconteceu, por exemplo no “A máquina de fazer espanhóis” do Valter Hugo Mãe. E ri imenso no “As viúvas de dom Rufia” ou no “Os demónios de Álvaro Cobra” ambos do Carlos Campaniço.

 

O que dizem os teus livros? 

P:Alguns perguntam porque estão esquecidos na estante J, outros porque estão tão riscados, com as páginas dobradas (a esses digo-lhes que isso são provas de amor) e outros reclamam pelos vizinhos que têm. Mas no fim de contas, a minha estante é uma festa, com toda a gente misturada

 

 

 

27
Dez16

O que dizem os teus livros? (8)

19105603_fzHCK.jpeg

 A Cláudia é a mulher que ama livros. Além do blogue, tem um canal no Youtube dedicado aos livros. Adora ler, escrever e ouvir música. Os livros são muito importantes na sua vida e já não consegue viver sem eles. Mas vamos lá conhecer um pouco mais sobre a Claúdia. Se ela tem um vídeo? Não, não há um vídeo com a entrevista, mas como não se pode ter tudo, que eu de vídeos não percebo nada, eis as respostas:

 

Desde que idade tens uma paixão por livros? 

C:Sinto um especial encanto pelas letras desde que aprendi a escrever as minhas letras. Quando comecei a ler, já gostava das histórias contadas, do mundo encantado dos livros. Desde sempre é a resposta exacta. 

 

Qual o tipo de livro que costumas ler?

C:Sou bastante ecléctica nas minhas escolhas. No entanto, dou preferência aos romances contemporâneos, clássicos e não ficção. 

 

O que gostas mais durante  a leitura? 

C:Gosto das emoções que um livro consegue transmitir-me. Gosto de encontrar-me nas palavras dos outros, nas personagens, nas histórias. Gosto do tempo que voa enquanto folheio as páginas de uma bela história. Do cheiro dos livros. 

Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 

O autor, as recomendações e o facto de ser escrito por um homem ou mulher. Dou preferência aos livros escritos por mulheres, sobretudo mulheres que poucos conhecem e precisam de ser divulgadas.Também tenho em conta as recomendações de algumas leitoras com gostos literários parecidos com os meus. 

 

Descreve sentimentos que só um leitor entende. 

C:Esta é difícil. O sentimento de reconforto quando agarramos no novo livro do nosso autor preferido. O pedido em silêncio que o tempo demore a passar enquanto devoramos as páginas e ao mesmo tempo não queremos que termine nunca. 

 

As histórias, por vezes, têm uma enorme carga emocional. Já alguma vez choraste ou riste? Se sim, quais foram os livros em que isso aconteceu? 

C:Já! Já ri bastante, mas a maior tendência é chorar. Primeiro, escolho sempre livros com histórias dramáticas. Segundo, acho mais difícil fazer alguém rir e não ser vulgar. Chorei muito no final do livro "Fala-me de Um Dia Perfeito" da Jennifer Niven. Mexeu muito comigo o final deste livro. Não costumo derramar lágrimas, só emocionar-me. Este livro foi realmente excepção. 

 

O que dizem os teus livros? 

C:Dizem que não sou materialista e sou organizada. Gosto de oferecer os meus livros de forma a deixar espaço para os novos. Podia ter o dobro da colecção, mas prefiro que os livros sejam lidos do que fiquem parados na minha estante para os contemplar. Tenho os meus preferidos, com lugares cativos. Esses ficam para futuras releituras. Os meus livros estão organizados por editora e autor. 

 

***

                                               

 Muito obrigada, do fundo do .

livro com flor.gif

 

 

 

 

 

19
Dez16

O que dizem os teus livros ? (7)

Sem Título.png

 

Magda é a nossa entrevistada optimista, bibliófila, simples, irónica e alegre. Já editou três livros - Vida na Internet, Episódios Geométricos e Viagens – e tem o blogue  Stoneart Books, StoneArt PortugalAprender uma coisa Nova por Dia e, aindaaaaaa (com a devida entoação), é uma das editoras responsáveis pela Revista Inominável. Os seus livros são a sua casa, têm o sabor a: "mar, praia, sol e férias" e a "Natal, a prendas e amor". E é "Livrando", libertando os seus pensamentos sobre livros, que a nossa conversa se inicia.

 

Desde que idade tens uma paixão por livros? 

M: Acho que a minha paixão por livros nasceu às 14h30 do dia 26 de Novembro de 1969. Como é que consigo ser tão precisa? Porque é o que consta na minha certidão de nascimento. Desde que me lembro que tenho sempre livros por perto, seja para ler ou apenas para ver os bonecos (da altura em que não sabia ainda ler).

 

Qual o tipo de livro que costumas ler?

M: Posso alterar a pergunta para: qual o tipo de livros que não costuma ler? Creio que assim a resposta é mais fácil. Não costumo ler livros técnicos ou de auto ajuda. De resto leio de tudo. Romances, fantasia, históricos, biografias, contos... não sou esquisita, tudo cabe na minha mala

 

O que gostas mais durante  a leitura?

M:De viajar sem sair do sofá, de imaginar os locais e as personagens, de morrer para o mundo real e acordar no mundo do livro. Os livros e as suas personagens tornam-se parte de mim enquanto os leio e eu, em compensação, dou-lhes tudo de mim.

 

Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 

M: A sinopse, a capa, o autor, as opiniões de outras pessoas, a classificação no goodreads ou a leitura de meia dúzia de frases soltas.

 

Descreve sentimentos que só um leitor entende. 

M: O cheiro dos livros. O sentimento de perda quando se termina um bom livro. O luto que é preciso fazer entre dois livros

 

As histórias, por vezes, têm uma enorme carga emocional. Já alguma vez choraste ou riste? Se sim, quais foram os livros em que isso aconteceu? 

M: Já chorei a rir, isso conta? Já dei gargalhadas no meio dos transportes públicos com uma ou outra cena dum livro. Acontece muito com os livros de Jill Mansell mas tambem aconteceu com “Marley & eu” ou com “história de Portugal em disparates”

 

O que dizem os teus livros? 

M: Quero acreditar que eles dirão que os trato com muito amor e carinho. Que sou possessiva ao ponto de não me conseguir desfazer deles. E que tenho gostos de leitura muito variados .

 

***

Magda, gostei  imenso desta nossa conversa, virtual, mas, curiosamente, não referiste Marion Zimmer Bradley?! Pois é! Agora desafio-te  para um duelo de palavras e com a luva da mão esquerda (será esquerda?)  desafio-te a responderes a este enigma:

Se não puderem encontrar o caminho de Avalon, isso talvez seja um sinal de que não está pronto para isso.

M: Ah, as Brumas de Avalon e uma das minhas escritoras favoritas. Essa frase é de Kevin, Merlim da Bretanha, em confronto com Vivian, a Senhora de Avalon. Passa-se no terceiro livro (O Rei Veado). Vivian recusa-se a ficar sentada e quieta a ver Avalon a afastar-se cada vez mais e Kevin, em oposição, acha que já é tarde demais. Não vou aqui contar mais, se quiserem saber quem tinha razão, vão ter de ler (e se apaixonar pelos livros)
As Brumas de Avalon são O Livro (bom, na verdade são quatro mas isso não vem agora ao caso). Já os li tantas vezes que quase sei os diálogos de cor. Foi com Marion Zimmer Bradley que nasceu a minha grande paixão pela fantasia, arte em que ela era uma mestra. Sabes aquela sensação de conforto quando chegas a casa? é o que sinto quando leio As Brumas.
Marion é uma das bitolas que uso para analisar os autores que leio. Poderá ter tido os seus defeitos (ser verdade o que se diz sobre ela?) mas consigo separar as águas. Não sei se Marion enquanto pessoa prestava para alguma coisa, como escritora era fabulosa.

 

giphy -gato books.gif

 

 

18
Dez16

O que dizem os teus livros? (6)

 


Hum. Estas prendinhas são fantásticas e, como estamos perto do Natal, estou a começar a pensar numa para me oferecerem, pode ser Marta? Vá lá, eu sei que sou chata, mas eu porto-me bem!!! Bem, poderia continuar eternamente a pedinchar, mas o que eu quero,neste Natal, é falar de livros, pelo que vamos conversar um pouco com a Marta do blogue fashionoir sobre isso. É óbvio que gosto de moda (para não fazer má figura) e por isso, vou acompanhando a Marta e seguindo as novas tendências. Mas vamos lá a isto: a Marta é muito simpática e apresenta-se como consultora de moda que adora "rir à gargalhada, sol, moda,comida, livros, sapatos, amigos, viagens, a minha gata, dormir, anéis,escrever, vernizes, namorar, cinema, yoga, caipiroskas fresquinhas, dançar,malas, o mar, gomas, música, não necessariamente por esta ordem!:)". 

Desde que idade tens uma paixão por livros? 
M: Desde sempre, acho. Recordo-me dos meus pais contarem quequando aprendi a ler lhes contava histórias que decorava, por isso imagino que já lesse nessa altura. Quando era criança devorava BD (o Tio Patinhas, aMónica, etc.) e a transição foi muito natural.
 
Qual o tipo de livro que costumas ler?
M: Romances, mas não dos de cordel. Gosto, sobretudo, de livros sobre emoções, relações humanas, a sociedade ou o indivíduo. Gosto de que nos façam pensar e questionar e que me mexam cá dentro.


O que gostas mais durante  a leitura? 
M: De tudo é uma resposta muito básica? JGosto de ser colocada perante outros cenários, gosto de ser levada pela mão do autor, gosto de viver histórias e sentimentos longínquos.
 
Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 
M: Por vezes leio críticas a um ou outro livro e fico com curiosidade em lê-lo, outras vezes por recomendação dos amigos, que sabem o tipo de literatura de que gosto. Também tenho os meus escritores de eleição, aquem volto recorrentemente. E já me aconteceu ler um livro porque ele me‘chama’ (acho que quem lê sabe qual é a sensação) ou então, porque li um excerto e pensei: ok, tenho de ler isto.


Descreve sentimentos que só um leitor entende. 
M: Uma das coisas fabulosas dos livros, de todos os livros, é que cada um deles conta 'apenas' uma história, mas as interpretações dessa história serão tantas quantas os seus leitores. O que significa que, ao contrário do cinema ou da televisão, em que a história nos é apresentada, nos livros os leitores seguem um fio condutor comum - a história - mas, a partir daí, é a mente de cada um que faz o resto. Maravilhoso, não é?
 
As histórias, por vezes, têm uma enorme carga emocional. Já alguma vez choraste ou riste? Se sim, quais foram os livros em que isso aconteceu? 
M: Claro! Já chorei e ri muitas vezes a ler, felizmente. Mas jáli tanto que me é difícil lembrar de todos. No entanto, lembro-me, por exemplo,de ter rido a ler Caim, de AntónioSaramago,  ou o Navegador Solitário de João Aguiar. Chorei a ler livros como Paula, de Isabel Allende, Homer&Langley, de E. L. Doctorow, ou  Daqui anada, de Rodrigo Guedes de Carvalho.

O que dizem os teus livros? 
M: Dizem que amo ler. E que a minha grande paixão e curiosidade são sempre as pessoas e as suas vivências. No fundo, acho que é isso que meapaixona (também nos livros): ler outras versões, visões, tentar armazenar e compreender.


***
A pergunta surpresa, totalmente inventada por mim, e a Marta que me desculpe por tamanho absurdo, consiste no seguinte: Marta, qual o livro que escolherias para levar a um desfile da Victoria´s Secret? 
Para um desfile da Victoria's Secret escolheria um livro, possivelmente escrito pelo Gustavo Santos, com o seguinte título: 'Como aprender em 2 minutos a não detestar as modelos da Victoria's Secret'. Ahahah, obviamente estou a brincar!
Faria o que faço normalmente, ou seja, far-me-ia acompanhar do livro que estou a ler no momento. No caso, Flores, do Afonso Cruz.
 


Muito obrigada, do fundo do .
 
 
 
05
Dez16

O que dizem os teus livros (5)



A  Sara doblogue Desabafos Agridoces  é uma rapariga doce e simpática, mas ...(há sempre um mas!) a sua citação preferida,"Not all girls are made of sugar and spice...Some are made of sarcasm and nothing is fine", revela um lado menos"soft" e rebelde. Talvez por essa razão, embora de uma maneira simpática -e em nada cítrica-, ela aceitou participar no desafio, e acabou por revelar.... Querem saber? Então leiam:

Desde que idade tens uma paixão por livros? 
S: Desde que me lembro. Quando era bebé costumava ficar sentada a folhear revistas e os livrosde culinária da minha mãe durante tempos infinitos, sem nunca me cansar. Sempre quis livros mais do que qualquer outro brinquedo.  Foi algo que sempre causou alguma estranheza visto ninguém em casa ter particular interesse em leituras. A sensação que causou o momento em que despejei em cima da mesa as compras que trouxe da minha primeira Feira do livro...Basicamente não me lembro de nenhuma altura da vida em que os livros não estivessem presentes.
 
Qual o tipo de livro que costumas ler?
S: Leio de tudo um pouco – excepto coisas lamechas, séries, a maior parte dos bestsellers, autoajuda...
 
O que gostas mais durante  a leitura? 
S: Talvez quando noto que aquilo que estou a ler faz sentido para os dias de hoje, especialmente se estiver a ler um livro de idade provecta – se bem que preferia que isto não acontecesse quando leio distópias. É curioso ver como as pessoas quase não mudaram com o passar dos séculos. Também depende do tipo de livro e do autor.Sempre há aquelas características que gostamos de encontrar nos livros de autores queridos e que nos deixam felizes.
 
Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 
S: Livros mais baratos tendem a ter prioridade porque o orçamento é apertado e os livros novos são caros demais (bancas com livros a menos de 5 euros...Nunca morram), autores que conheço e gosto ou que tenho na minha lista para conhecer também têm prioridade. Leio quase sempre a sinopse. 
 
Descreve sentimentos que só um leitor entende. 
S: “Preciso de uma estante nova”;
“Vou comprar estes três livros e não pensar que ainda a semana passada comprei outros três”;
“Tenho a certeza que o filme não vai ser tão como o livro”;
“Não, hoje não vai dar para sairmos...já tenho um encontrado marcado. Sim, é com um tipo…O nome dele é Darcy. Estou a tentar que a nossa relação passe do terceiro capítulo”;
 “Como assim muito tempo? Só estive duas horas nesta livraria e nem deu para ver nada com calma!”.
 
As histórias, porvezes, têm uma enorme carga emocional. Já alguma vez choraste ou riste? Se sim,quais foram os livros em que isso aconteceu? 
S: Coisas da Jane Austen ou do Eça fazem-me rir...Em relação a chorar: as três vezes que li a Rapariga que Roubava livros, uma parte ou outra do Memorial do Convento…
 
O que dizem os teus livros? 
S: Provavelmente que devia limpar-lhes o pó mais vezes…
 
 
***
Depois da entrevista,fiquei curiosa para saber a resposta ao desafio. Sara, gostaria que pensasses um pouco sobre a frase de Harper Lee"A única coisa que não respeita a regra da maioria é a consciência de cada um”. Concordas?
S:Sim, em teoria. É que para que a nossa consciência seja a única coisa a não respeitar essa regra primeiro temos de aprender a pensar por nós mesmos. Boa parte das pessoas não fazem isso: acreditam em tudoo que lêem nas redes ou no que políticos racistas lhes dizem (choremos juntos Atticus), ou seja, a sua consciência já está moldada para seguir outros. Alguns talvez nem se dão conta disso, afinal o que os tipos no poder querem é que sejamos todos uns carneiros. Talvez seja porque é o caminho mais fácil:não respeitar a regra da maioria tem sempre consequências. Se fores ao cinema com 4 amigos e foste a única que detestou o filme o teu cérebro vai arranjar maneira de adaptares a tua opinião às dos outros, talvez pensando que filme até não era assim tão mau…Andamos desesperados por aprovação. As consequências podem ir das mais simples como não seres a pessoa mais popular do escritório até ao aprisionamento e à morte. Se lemos num livro que 90% de uma populaçãoapoiava um político que hoje sabemos que foi muito mau, claro que íamos quererestar nos restantes 10%. Ter uma consciência individual é muito importante, mas não é um direito sempre garantido. Se esses 10% estiverem em fila contra uma parede e tu sabes que vai chegar a tua vez, o que vais fazer?
 


Muito obrigada, do fundo do .



 
28
Nov16

O que dizem os teus livros (4)

 
 
Hoje, vamos conhecer a bloguer, menos in do pedaço,  Maria das Palavras, que sonha viver das palavras, destruir mitos e escrever para os outros ou, na maioria das vezes, só para si. Ora, para quem não conhece, uma vezes surge a Maria-pragmática, outras a Maria-Sarcasmo ou a Maria-Alegria e, noutras, a Maria-Divertida. E vocês perguntam: são tantas Marias numa só? São, porque ela busca o divertimento nas palavras, ela brinca com elas, e faz "trocadilhos", e desconstrói ideias. Enfim, eu não tenho palavras.

Desde que idade tens uma paixão por livros? 
M:Desde que me lembro de mim. Não sei que idade tinha, mas aprendi a ler antes de ir para a escola. Não porque os meus pais me tenham tentado ensinar, mas liam muito para mim e um dia eu pedi-lhes para ser eu a ler. Acharam que tina decorado o livro para estar a dizer tudo certo. Depois testaram outros e chegaram à conclusão que eu sabia mesmo ler. Creio que foi a combinação dos meus pais lerem muito para mim com a magia da Rua Sésamo que fez isso acontecer.
 
Qual o tipo de livro que costumas ler?
M: Sou muito de fases, mas diria que o mais recorrente é o tipo de livro que mistura história real/factos com um pouco de ficção. Deve ter um nome e eu nem o sei.
 
O que gostas mais durante  a leitura? 
M: A concentração total. O resto do mundo que se escapa para entrarmos num novo. Ou seja, o facto de não permitir que façamos mil coisas ao mesmo tempo, como nos exige a vida em tantos outros momentos.
 
Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 
M: Críticas de pessoas que já sei que têm gostos semelhantes aos meus, operam verdadeiros milagres nas minhas estantes. Quando estou na livraria, mesmo que seja a capa ou o título a chamar a atenção, é a sinopse que me faz decidir. Se me garantir um bom enredo ou tiver as palavras mágicas “baseado em factos reais” sou bem capaz de o trazer. É por isso que não posso entrar muitas vezes em livrarias...

Descreve sentimentos que só um leitor entende. 
M: As pessoas comparam muito ler a ver um filme ou uma série. O filme ou a série são mais rápidos, fazem mais trabalho por nós porque não precisamos imaginar: já está tudo lá. Parece uma vantagem. Muita gente se afasta dos livros por achar que é de facto uma vantagem: ver um filme relaxa mais. Mas não é verdade. Enquanto vemos algo na TV estamos a responder a mensagens, ou a comunicar com a pessoa que está ao lado, recebemos a imagem, o som, e desdobramo-nos a fazer outras coisas. Quando entramos num bom livro o resto do mundo cai na ravina. Somos nós e as letras na nossa mente. E não há nada que nos empreste mais paz do que isso.
 
As histórias, por vezes, têm uma enorme carga emocional. Já alguma vez choraste ou riste? Se sim, quais foram os livros em que isso aconteceu? 
M: Não sou a pessoa mais expansiva do mundo...já me terei emocionado mil vezes, interiormente com as páginas de um livro – sobretudo as finais. Mas se algum me fez chorar ou gargalhar de forma visível certamente tentei disfarçá-lo e não vou confessá-lo. Permitam-me a timidez.
 
O que dizem os teus livros? 
M: Dizem que não tenho medo de viajar. As minhas estantes estão repletas de destinos diferentes (não falo de guias turísticos, mas de tipos de estórias). E creio que uma coisa tem muito a ver com a outra.

***
Mais uma entrevista que me deu prazer em publicar, especialmente pelo sorriso que me conseguiu arrancar quando li a resposta à pergunta pessoal que apresentei à Maria: Concordas com a frase de Marguerite Duras: "Os homens gostam das mulheres que escrevem. Mesmo que não o admitam. Uma escritora é um país estrangeiro"?
M: Raro será o homem que o admita, mas creio que é uma frase verdadeira. Uma mulher que escreve é, ao mesmo tempo, alguém que se mostra e que adensa o mistério. E os homens - os verdadeiros - saberão apreciar esta característica em vez de a temer. A vantagem mais óbvia é outra e e tem a ver com o desdobramento da expressão popular "quanto mais chora, menos m*ja". Da mulher pode dizer-se que: quanto mais escreve, menos grita. 


Muito obrigada, do fundo do .
 


 
23
Nov16

O que dizem os teus livros (3)

Hoje, vamos conhecer a super, hiper e mega simpática Ana, do blogue Chic´Ana. Ela identifica-se com a sua citação preferida "Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino", porque a vida, tal como ela é, é carregada de sonhos, de sorrisos, mas também de ilusões e de tristezas, de conquistas e de perdas. Tal como um barco em alto mar, podemos ser agraciados por um vento forte ou embalados por revoltas correntes, podemos ser retirados do nosso porto seguro e acolhedor, contudo podemos sempre alinhar os nossos objetivos, ajustar as nossas velas para abraçar o nosso caminho e chegar ao tão desejado destino! 
Chic´Ana surgiu assim de uma forma natural para relatar as aventuras do dia-a-dia! E que divertidas que são!
 
Desde queidade tens uma paixão por livros? 
Sinceramente,desde que me recordo. Lembro-me que os livros fizeram parte da minha infância,do meu crescimento. Os meus pais incutiram o hábito de me contarem sempre uma história ao adormecer, de tal forma, que ainda hoje não consigo adormecer sem ler algumas páginas.
 
Qual o tipo de livro que costumas ler?
Não tenho um único género. Gosto de romances, gosto de policiais, gosto de ficção científica e do fantástico, gosto de tudo um pouco, até das famosas bandas desenhadas.
 
O que gostas mais durante a leitura? 
Gosto da imaginação, da forma como o nosso espírito viaja e tem a capacidade de recriar cenários, ambientes e emoções. Com um livro nunca estamos sós e aqui está uma grande verdade, conhecemos novos países,culturas, profissões. Conhecemos outras épocas, personagens reais ou fictícias.Conhecemos o mundo num único lugar!
 
Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 
Quando escolho um livro, a sinopse é extremamente importante. Se esta me cativa,raramente o conteúdo do livro me desilude. Depois temos também os nossos autores de eleição, com os quais já sabemos que é sempre uma escolha segura.
 
Descreve sentimentos que só umleitor entende. 
Acho que o laço que se cria entre oleitor e o livro é algo único. Único e especial, de tal forma, que é impossível de descrever. Há sempre uma ansiedade em saber o que vai acontecer a seguir, há personagens pelas quais nos apaixonamos e outras que odiamos com todas asnossas forças. Acho que acabamos por transportar o que se encontra no papel para a realidade. 
 
As histórias, por vezes, têm umaenorme carga emocional. Já alguma vez choraste ou riste? Se sim, quais foram oslivros em que isso aconteceu? 
Já, já chorei compulsivamente, já ri muito também. Ui, foram tantos e tantos, posso indicar já os dois últimos livros que li, por todo o contexto, por achar que tinha pontos em comum com os livros: O Beijo da Morte de C.R. Olim, qualquer um da Juliet Marillier, acho que chorei em todos eles, precisamente por me colocar muitas vezes no lugar dos personagens.
 
O que dizem os teus livros? 
Aqui está uma pergunta muitointeressante, e gostava que fossem eles a responder. Como tal não é possível, achoque acima de tudo diriam que são de tal forma variados que agradariam a todosos leitores! A diferença é um grande tesouro e a aprendizagem nunca é demais.


 
*** 
Depois de ler as respostas da entrevista, pensei, e pensei muito, sobre a pergunta/desafio a colocar à Chic´Ana . Eu costumo visitar o blogue dela (para me ajudar nesta fase Pollyana) e, por isso, nada mais natural do que colocar, à divertida e aventureira Ana, a seguinte pergunta:
Ana, se fosses um personagem de um livro, achas que farias o jogo do contente com a Pollyanna, de Eleanor H. Porter?
Sem dúvida que o faria. Aliás, é um dos meus lemas de vida: extrair sempre algo positivo de todas as situações. Ao invés de ficarmos tristes pela ausência de algo, porque não valorizar a presença de qualquer outra coisa? Altos e baixos, todos os temos, portanto, quando estamos contentes, há que prolongar o momento, quando estamos menos bem, há que pensar que será apenas a rampa de lançamento para subirmos sempre mais alto!

Muito obrigada, do fundo do ❤.
 
 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D