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A minha convidada de hoje é a Vanessa Santos, advogada estagiária e autora do blog Livros de Vidro. Neste blog encontramos opiniões sobre livros e entrevistas com vários escritores.

Tive o prazer de conhecer a Vanessa no Clube de Leitura as Conversas Livrástica e fiquei muito satisfeita quando aceitou o convite. Além do mais, é escritora do livro "Mors Tua, Vita Mea", que espero ler muito em breve (prometo ler e não falhar ). 

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Fotografias do lançamento do livro "Mors Tua, Vita Mea"

 

Qual o livro que foi publicado na tua data de nascimento?

V:A história do cerco de Lisboa de Saramago. Confesso, ainda não li.

 

O nosso corpo é formado por células. Qual é a tua célula adormecida?

V: Acho que a célula do “não fazer nada” adormeceu. Há muito tempo que não sei o que é ficar sem fazer 100% nada. Já não consigo como quando era mais nova.

 

Indica e explica a peça de vestuário que consideraste mais marcante na tua vida (comunhão, baile de finalistas, casamento, etc.).

V:Era um vestido com saia rodada. Gostava de andar à roda como se fosse um pião a vê-la rodar à minha volta.

 

Se pudesses indicar uma “dieta equilibrada de livros”, quais os livros que indicarias?

V: Acho que não seria uma grande dieta. A minha dieta literária é muito desequilibrada. Gosto de tudo o que seja acção, terror, thriller e por aí a fora. Não me parece que acabe por ser equilibrada e indicada para muitas pessoas (eheh). Mas se tivesse de indicar, diria que se deverá ler um livro de cada género literário, ou pelo menos algo diferente do habitual, para limpar a mente e abrir horizontes. Tento fazer isso, na verdade, é uma forma de tentar “treinar” emoções que não são despertadas com aqueles géneros. Por exemplo, tento ler romances, para ver se fico mais “mole de coração”, fantasia para sair da zona de conforto e tentar acreditar em algo mágico. Acho que se deverá fazer algo assim.

  

Supondo que te pediam para enviar uma fotografia a(o) um(a) escritor(a). A quem é que enviavas e porquê?

V: Enviava a Stephen King, porque é o meu autor preferido, ou dos preferidos.

 

Qual é a música popular portuguesa que mais odiaste até hoje?

V:“Maria Albertina” de António Variações. 

 

Qual é a situação mais absurda que te aconteceu a ti ou a alguém num local público.

V:Não sei se é absurda, mas estranha-me que os detectores de coisos da roupa e acessórios, aqueles para evitar os furtos, apitem quando entro nas lojas e não quando saio. Já disse várias vezes às meninas das lojas “ainda não tive tempo de roubar nada, ainda estou a entrar”. Elas riem-se, hoje em dia não sei onde enfiam esses alarmes, porque compramos coisas e eles magnetizam e desmagnetizam e podem fazer apitar os aparelhos em qualquer altura. Mas acho que já é banal. Nas lojas já nem ligam. É algo absurdo.

 

Comenta esta frase retirada do Público: “O autor morre quando põe um ponto final. O leitor nasce a seguir”.

V:Não concordo. O autor não morre, encerra aquela fase da vida. Faz uma pausa. Mas sim, um leitor nasce ou pelo menos renasce a cada leitura. Pelo menos isso acontece-me.

 ***

Muito obrigada, Vanessa. Quanto à preferência pela saia rodada, trouxe-me à memória uma que eu também adorava. Era linda de morrer ou pelo menos eu achava que sim.Encontrei uma parecida (a do meio) e pergunto: vocês não tiveram uma igual ou parecida?

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Ele é 8 ou 80, é Caxineiro e é do Norte. O Narciso Santos tem os blogues Mishmash Marketing e o cisosemjuizo, e neles escreve sobre marketing e sobre diferentes temas, espraiando pela blogosfera um mar de ideias, geniais ou loucas, conforme a perspetiva de cada um, mais ou menos como demonstra a fotografia acima . Mas vamos lá conhecer um pouco mais...

 

Conta uma pequena história de quando eras criança.

N: Conforme irão constatar nas perguntas seguintes, principalmente na escolha dos meus dois livros que edificaram o meu caráter, não tive de facto uma infância fácil. Fui o primeiro a nascer e passado 1 ano surgiu a minha irmã. Sempre fomos os dois marginalizados pela minha “família”, “tipo patinhos feios” mesmo com uma “família” numerosa entre tios e tias eram 14. Não entendia e continuo a não entender porque os meus avós me colocavam “na rua” à chuva, ao frio e com fome sem nos deixarem entrar em casa, pois fazíamos muito barulho (éramos crianças…) e depois mais tarde entre os 5 e os 7 anos em casa da minha tia aconteceu o mesmo… eu entre os 5 e 7 anos tive que saber sobreviver “À Rua” e com isso ainda ter que tomar conta da minha irmã… Mas diz o velho ditado: “o que não nos mata torna-nos mais fortes” aprendi a lei do desenrascar, a lei do sonhar e querer algo melhor para mim, para a minha irmã e para os meus pais. Pois o meu pai não poderia fazer nada por nós, pois passava 11 meses em alto mar, e 1 mês em Portugal, a minha mãe saía de casa as 6 da manhã e entrava em casa ás 7 da noite, entre o “gap” das 13h (9h ás13 h tinha escola) até as 19h eu tinha-me que desenrascar com outra inocente…

Posso dizer o que muitos não podem, pois comia marisco quase todos os dias como lanche, pois aprendi a pescar lagosta, caranguejos, camarão… Fazer uma fogueira e cozinhar dentro de uma lata com água do mar… Quanto à “família” aprendi, não é o sangue que comanda… A família é quem nos quer bem, um amigo, um professor, um estranho que nos dá um pedaço de pão sem pedir nada em troca, isto sim é família, o resto simplesmente partilha o mesmo sangue…

Mas a “Rua” preparou-me para o “mundo cão” em que vivemos, e infelizmente os meus filhos não podem ter uma educação um pouco de “Rua” pois só lhes faria bem.

 

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Os manos Santos 

 

O nosso corpo é formado por células. Qual é a tua célula adormecida?

N: Dado o mundo em que vivemos já nem sei mais se o nosso corpo é de facto formado por átomos, ou por “bits” e linguagem binária, pois estamos cada vez mais a passar por A.I. do que por Seres Humanos, se calhar se fossemos formados por Bits viveríamos num mundo melhor, mas assistimos cada vez mais a uma “desumanização” (Aconselho a ler o Livro com este título do Valter Hugo Mãe).

Tendo em conta as “pauladas” que apanhei nesta vida desenvolvi excelentes reflexos, pois nunca se sabe quando e de onde virá a próxima. Com isto vivo na minha “bolha” rodeado por aqueles que de facto são família tornando o processo de entrada de novas pessoas complicado, pois… No meu mundo só entra quem quer entrar, só entra quem conseguir entrar, só entra quem eu deixo entrar… Só os privilegiados tem acesso a este meu mundo… No Meu Mundo não existe o vosso Mundo…

Tenho consciência de ser autêntico e procuro superar todos os dias a minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes. Digo o que penso com esperança, penso no que faço com fé, faço o que devo fazer com amor. Eu esforço-me para ser cada dia melhor, pois a bondade também se aprende!

Como aprendemos todos os dias, estou a tentar aprender a “abrir mais a minha bolha” tentando que haja uma mutação no meu ADN nessa parte do meu Ser!

 

Conheceste alguém especial que gostasse tanto de livros como tu? Quem e quando.

N: De facto conheci, conheço e espero que continue a “conhecer” esta pessoa que não só gosta mais de livros do que eu, como foi ela quem me fez Amar a leitura, pois eu não era acérrimo amante dos livros. Tudo que não envolvesse uma “bola nos pés” podiam não contar comigo, mas os ditados e as frases feitas que eu tanto não gosto, novamente vêm dizer que têm razão “pois atrás de um Homem está sempre uma Grande Mulher” tenho a sorte de desde 1999 estar ainda com esta pessoa que modificou a minha vida para melhor, que me mostrou que existe um outro mundo “além da bola” sendo ela amante de futebol. A minha “Grande Mulher” de facto está para os livros como o Monstro das Bolachas da Rua Sésamo estava para as bolachas. Ela lê mais livros do que eu. Muitos dos livros que leio é por causa dela, pois existem livros que eu “rótulo” de “livro de gaja” mas é bom diversificar a nossa leitura e ler “estes livros de gaja” pois de facto a maior parte das vezes são uma enorme surpresa.

 

Qual o livro que achas que descreve melhor a tua personalidade.

N: Uiii, tantos… mas para mim não é muito complicado, pois estou a responder a esta pergunta no quarto do meu filho mais novo e um dos livros que escolho é sem dúvida “O Principezinho” de Antoine de Saint-Exupéry, claro que ele tem  a versão “grande Pop -UP” aqui ao meu lado na mesinha de cabeceira. Este livro está classificado como um dos melhores livros infantis, mas de facto quando o leio e releio sempre encontro algo de novo nas frases desde magnífico livro e acredito que não o podemos classificar como livro infantil pois vejo-o como intemporal e sem um nicho de idades, acho que é um livro para ser lido indiferentemente da idade (pois não acredito que as crianças consigam interpretar as retóricas do mesmo). É um livro “filosófico” onde encontramos “frases para uma eternidade” que nos remete para a tristeza e solidão, faz-nos sonhar e dá o mote para não desistir tendo em conta os valores pelos quais a vida se deveria reger. Mas terei que fugir á regra pois não posso deixar de fora o outro livro que me marcou e muito: “O Meu pé de Laranja Lima” de José Mauro de Vasconcelos. É outro livro na “onda” dos “livros infantis” que uma vez mais tem tudo menos de livro infantil…, mas este livro ainda é mais triste que o Principezinho, pois conta-nos a história de um menino de 6 anos, inteligente, pobre, traquinas, e acima de tudo triste (Hummm onde eu já li / escrevi isto…) Onde encontra o Amor, a Alegria e a Vida, na sua imaginação, criando um mundo ideal para ele, onde ele possa ser um vencedor, dado que a realidade é dura em demasia para uma criança tão pequena. Tal como a minha realidade até aos 8 anos também o foi…

 

Escolhe uma citação do(a) autor(a) preferido(a) e explica-a.

N: Hummm, escolha complicada, mas após pensar uns bons 3 segundos e 10 milésimos  chego à conclusão que de facto moldo a minha vida não com uma citação preferida mas com 2 citações (sim estou a fugir ás regras outra vez, mas algumas foram feitas para serem quebradas, espero que esta seja uma delas) ;)

1 -  Citação de Abraham Cowley que remonta aos anos 1600 diz: ”The world changes constantly, and in nature, be constant would be a inconstancy.” Esta é a frase que eu sempre colocava no início de cada trabalho da faculdade, pois de facto tudo na natureza e nas nossas vidas mudam constantemente e temos que ter mente aberta para esta mudança e estar cientes que com ela temos que nos reinventar e inovar. Se em 1600 este Senhor dizia isto…, se olharmos a nossa sociedade nos dias de hoje, ainda mais se aplica com a disseminação de informação pelos mass média, pela internet, redes sociais, onde tudo muda num estalar de dedos onde cada vez mais se torna complicado acompanhar o ritmo destas mudanças vertiginosas.

A outra situação é de uma música do Scooter “Move Your Ass!” sim o Título é sugestivo :), mas de facto tem uma parte da música onde ele afirma: “Its Nice to be Important, but its more Important to be Nice”. De facto não existe nada melhor que as pessoas serem “nice” serem bondosas, serem “Seres Humanos” ainda mais neste mundo em que o “Humano” cada vez mais tende a desaparecer, infelizmente.

 

 Qual é a música popular portuguesa que mais odiaste até hoje?

N: Eu sou um defensor que deveria-se ouvir mais música portuguesa, deveria passar mais música portuguesa nas rádios…

A música Popular Portuguesa, ou música Pimba, tem os seus bons e maus cantores, bons e mais argumentistas de letras da música. Tudo o que bate e roça a barreira do brejeiro e do mau tom para mim é de descartar.

Um dos exemplos que detesto é o Auto Proclamado “Pai do Pimba” - Emanuel, simplesmente não entendo como se consegue ouvir “aquilo” é detestável. Vou a casamentos e lá levo com o Pimba do Emanuel, vou a batizados e mais do mesmo… Detesto esta música, o que me fez também não conseguir olhar para o homem, pois não sei porquê fez com que eu o rotulasse de Nazi, pois loiro, olhos azuis, parece mesmo um ser Ariano Superior, a sorte é que a “aquilo” que ele “canta” rapidamente o rebaixa para o lugar onde ele deve estar na minha mente, LAMA!

 

Qual é a situação mais absurda que te aconteceu a ti ou a alguém num local público?

N: Bem… Não posso falar em situação absurda mas foi uma boa história (caricata no mínimo) que ainda se fala nos corredores dos Balneários do Rio Ave Futebol Clube, bem como quando janto com os meus amigos sempre recordamos essa história entre outras. Estávamos em 1996 numa sexta feira e o Grupo Silence 4 iria nessa noite dar o primeiro concerto em Vila do Conde. Então entre nós decidimos marcar após o treino ir comer umas “francesinhas” e depois ir assistir ao concerto. No fim do jantar fomos ao concerto que terminou por volta da 1 da manhã, e tínhamos jogo no sábado contra o Infesta, equipa essa que o Rio Ave nunca derrotou. E o que faz toda uma equipa  disciplinada, que foi convocada para o jogo, que à 1 da manhã já deveria estar a dormir? Cama?… Nada disso… Decide em conjunto ir beber uns copos para a disco (ou vamos todos ou não vai nenhum). Deviam ser umas 5 da manhã, estou no bar a pedir uma Cerveja (sim 5 da manhã a ingerir álcool a umas horas do jogo iniciar…), olho para o meu lado e quem vejo? O nosso preparador físico, que logo me coloca aquele olhar (reprovativo) de quem fica muito satisfeito por ver o capitão da equipa a beber umas cervejas ás 5 da madrugada numa disco. Vem ter comigo, e diz-me que eu não iria jogar, ao qual assenti com a cabeça e disse que compreendia, ele virou as costas, apelidou-me umas coisas entredentes… e começou a descer as escadas em direcção á pista de dança, onde encontra os restantes 17 elementos da equipa. Eu desço as estado e digo: “Prof. é melhor contactar a equipa de reservas pois estamos aqui os 18 que convocou para o jogo daqui a pouco, e se nós não deveríamos estar aqui, acho que o Prof. também não pois deveria descansar e delinear estratégia para o jogo.” ironizando eu com o assunto.

O Homem saiu desvairado… Saímos da disco, fomos tomar pequeno almoço todos juntos às 7 da manhã e no fim fomos para o estádio jogar. Posso dizer que a palestra do Mister e do Prof antes dos jogos eram tipo os discursos de Fidel, não pelo conteúdo mas pela demora…, desta vez foi silêncio total e só nos disse: “notasse nos vossos olhos que dormiram muito…” Vão para campo e tentem dignificar a camisola que envergam. Só ganhamos 7-1 nesse jogo. A mistura da vergonha de termos sido apanhados, mais o medo de fazer figuras tristes, mais a nossa reputação em jogo, deu-nos o tónico de fazermos um jogo perfeito em frente a uma quantidade de centenas de adeptos incluindo familiares. 

 

Quais são os livros do final da tua vida?

N: Eu costumo dizer que os meus filmes preferidos são aqueles que volto sempre a rever, as minhas músicas preferidas são aquelas que volto sempre a ouvir, e os meus livros preferidos são aqueles que volto sempre a reler.

Por isso os livros para o final da minha vida será reler todos os livros que tenho aqui nas prateleiras.

Quero voltar a ler todos eles, pois terei uma perspectiva analítica diferente do que tenho agora, pois estarei mais velho e mais sábio (acho eu…) e também ao reler os mesmos voltarei a relembrar todas fases da minha vida…, onde, como e em que situação, solteiro, casado, com filhos, com netos, etc…

***

N: Obrigado pelo convite e aproveito para dizer que foi um prazer participar. Peço desculpas pelas respostas longas, mas tentei resumir o máximo que pude…

Em anexo segue uma foto, uma de mim e da minha irmã, pois não consigo enviar uma foto minha de bebé sem incluir ela na mesma.

 

E: Não agradeças, pois para mim foi um previlégio conhecer uma pessoa que se diz"esquizofrénica bipolar" (na brincadeira, claro!) e que aparece sempre divertido e bem disposto.

Mas a vida é isto, e é feita destes pequenos momentos, uns tristes, outros alegres...Da minha parte, muito e muito obrigada e reforço a ideia: bom humor, precisa-se. Não te esqueças disto, okay?

 

 

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A Roberta dispensa apresentações, pois esteve connosco há muito pouco tempo (aqui). Já sabíamos que adora ler, mas não conhecíamos, ainda, o Poirot (o seu cão) nem o Graffio (o seu gato).  Ah, e temos mais para contar...

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Qual o livro que foi publicado na tua data de nascimento? 

R: O Alquimista do Paulo Coelho. Escolhi este porque, segundo o Goodreads, é o livro mais “popular” publicado em 1988. Por acaso já o li e está longe de ser o meu favorito.

 

Fala sobre alguma situação em que achas que foste vítima de Bullying na escola. 

R: Eu fui vítima de bullying no secundário e lembro-me perfeitamente da primeira vez que ouvi essa expressão. Eu entrei na escola e duas raparigas (que gostavam de me incomodar) passaram por mim com força de forma a conseguirem bater com o ombro delas em mim. Primeiro uma e depois outra. Fizeram-no com tanta força que me desequilibrei. Nesse momento uma colega minha virou-se e disse-me: Roberta, eu acho que sofres de Bullying por parte delas. Eu respondi: Sim talvez. Mas na verdade não sabia o que ela estava a dizer. Fui para casa e pesquisei e percebi que era verdade. Este episódio ficou-me marcado não por ter sido o pior, mas por ter sido aquele que me despertou para o que se estava a passar.

 

Conheceste alguém especial que gostasse tanto de livros como tu? Quem e quando.

R: Esta pergunta é complicada para mim... Já conheci algumas sim, mas vou fazer batota e responder desta forma: todas as pessoas que participam no grupo de leitura “Conversas Livrásticas” são especiais e gostam tanto de livros quanto eu.

 

Qual o livro que achas que descreve melhor a tua personalidade. 

R: Esta pergunta é tão difícil… pode haver personagens que tenham uma personalidade parecida com a minha, mas um livro? Hum… se tivesse de escolher um livro talvez seria o Orgulho e Preconceito… O livro tem critica social, tem uma personagem parecida comigo (a Elizabeth), e também tem assim uma veia romântica (que eu também tenho) 

 

Escolhe uma citação do(a) autor(a) preferido(a) e explica-a. 

R:“I declare after all there is no enjoyment like reading! How much sooner one tires of any thing than of a book! - When I have a house of my own, I shall be miserable if I have not an excellent library.” ― Jane Austen, Pride and Prejudice – Acho que nem é preciso explicar. A citação fala por cima. Neste caso trata-se de uma frase que aparece no Orgulho e Preconceito onde a Elizabeth (se não me engano era ela) dizia que não há nada melhor (nada dá mais prazer) do que ler. E eu concordo 100% :P E tal como ela, também eu serei miserável se não tiver uma excelente biblioteca na minha futura casa.

 

Qual é a música popular portuguesa que mais odiaste até hoje.

R: "O Bacalhau Quer Alho" do Saul. Acho a música abominável, a letra horrível, e o facto de usarem uma criança para a cantar. Execrável.

 

Qual é a situação mais absurda que te aconteceu a ti ou a alguém num local público. 

R: Não é bem absurda (se calhar é lol), mas eu adoro este episódio, por isso lembrei-me. Quando eu era pequena queria imenso aprender a ler e a escrever, mas os meus pais diziam-me que eu ía aprender só quando fosse para a escola. Finalmente chegou o dia. E eu fui à escola 1 dia, 2 dias, 3 dias… aguentei um tempo. Um dia não aguentei mais. Levantei-me e disse “Professora, ou me ensina a ler e a escrever, ou então vou-me embora!” Mais do que absurdo, é embaraçoso 

 

Comenta esta frase retirada do Público: “O autor morre quando põe um ponto final. O leitor nasce a seguir”.

R:Tem piada, porque quando entrevisto escritores para o FLAMES, muitos dizem-me isto mesmo, que assim que o livro está editado e sai cá para foram, o livro deixa de ser deles e passa a ser do leitor. A primeira escritora que me disse isso foi a Maria Teresa Maia Gonzalez. Lembro-me que pensei imenso nisso e acabei por perceber o que ela queria dizer. O autor escreve, coloca as suas perspetivas, conta a sua história e depois lança o livro. Quando o leitor pega no livro e o lê dá-lhe uma nova vida e, graças à sua perspetiva, personalidade e vivências, lê uma história que pode ser ligeiramente diferente daquela expressa pelo autor. Não fui muito original, mas a ideia parece-me ser esta 

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