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O Livro Pensamento

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Seg | 01.05.17

Os sonhos que tecemos, de Kate Alcott

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Hoje, dia 1 de maio, é dia do trabalhador, mas, sem me armar em feminista (só que sim!), acrescento "e da trabalhadora" (é só um preciosismo, eheheh). A propósito deste dia, quero falar do livro "Os sonhos que tecemos", de Kate Alcott (pseudónimo da jornalista Patricia O`Brien). Apesar de ter sido uma leitura leve e de entretenimento (quase " literatura fast food", como lhe costumo chamar), não deixa de ter um interessante background histórico, em concreto, a Revolução Industrial e o papel das mulheres nessa época. 

A história passa-se em 1832 em Lowell, Massachusetts (local onde nasceu a Revolução Industrial nos E.U.A.) e baseia-se em factos verídicos. Nessa altura, as operárias fabris trabalhavam 13 horas por dia em teares e em condições degradantes.
Kate Alcott descreve muito bem as operárias e os acidentes que ocorriam. Temos a personagem principal, Alice Barrow, que representa as mulheres que fugiam do meio rural em busca melhores condições de vida na cidade. Ela conhece Loveley Conell (personagem que devia ter, a meu ver, o maior destaque)que, na realidade, se chamava Sarah Conell, grande defensora dos direitos dos trabalhadores e que aparece assassinada ( não é spoiler, é verídico).
Para além da vida dentro da fábrica e dormitórios, fala ainda do julgamento no tribunal, bem como na distinção que faziam entre homens e mulheres. As mulheres eram pecaminosas e os homens tentados por elas. Relembro que nesta época um crime contra uma mulher não era tratado da mesma forma e geralmente os homens escapavam impunes.
Enfim, um romance que se leu facilmente e que me fez recordar o acidente no qual 140 mulheres morreram queimadas numa fábrica com condições de trabalho precárias.

  

Sinopse: Alice Barrow desafia todas as convenções ao abandonar o mundo rural e tacanho onde nasceu. Numa época em que as mulheres são cidadãs de segunda categoria, o seu emprego na fiação da família Fiske é um passo importante rumo à emancipação. As “meninas da fiação” trabalham longas horas em condições precárias mas a alegria que as une é completamente nova para ela. Um dia, até dá por si a cometer a “extravagância” de celebrar o seu primeiro salário com a compra de um chapéu. É apenas um objeto mas vai ganhar a força de um talismã. Inadvertidamente, Alice capta a atenção de Samuel Fiske, filho do dono da fábrica. Samuel é um enigma. Frio e impenetrável, tem o condão de contrariar frequentemente a própria família. O seu fascínio por Alice é a derradeira afronta aos pais e à ordem social. Será amor ou mero capricho? O teste aos seus sentimentos será abrupto. Quando uma jovem muito especial aparece morta, toda a hierarquia de poder é posta em causa. O que se segue é um eco da luta ancestral entre ricos e pobres, poderosos e oprimidos. Apenas os mais determinados conseguirão vingar. Apenas um amor verdadeiro poderá sobreviver. 

 
 

 

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