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O Livro Pensamento

O Livro Pensamento

O que dizem os teus livros ? (7)

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Magda é a nossa entrevistada optimista, bibliófila, simples, irónica e alegre. Já editou três livros - Vida na Internet, Episódios Geométricos e Viagens – e tem o blogue  Stoneart Books, StoneArt PortugalAprender uma coisa Nova por Dia e, aindaaaaaa (com a devida entoação), é uma das editoras responsáveis pela Revista Inominável. Os seus livros são a sua casa, têm o sabor a: "mar, praia, sol e férias" e a "Natal, a prendas e amor". E é "Livrando", libertando os seus pensamentos sobre livros, que a nossa conversa se inicia.

 

Desde que idade tens uma paixão por livros? 

M: Acho que a minha paixão por livros nasceu às 14h30 do dia 26 de Novembro de 1969. Como é que consigo ser tão precisa? Porque é o que consta na minha certidão de nascimento. Desde que me lembro que tenho sempre livros por perto, seja para ler ou apenas para ver os bonecos (da altura em que não sabia ainda ler).

 

Qual o tipo de livro que costumas ler?

M: Posso alterar a pergunta para: qual o tipo de livros que não costuma ler? Creio que assim a resposta é mais fácil. Não costumo ler livros técnicos ou de auto ajuda. De resto leio de tudo. Romances, fantasia, históricos, biografias, contos... não sou esquisita, tudo cabe na minha mala

 

O que gostas mais durante  a leitura?

M:De viajar sem sair do sofá, de imaginar os locais e as personagens, de morrer para o mundo real e acordar no mundo do livro. Os livros e as suas personagens tornam-se parte de mim enquanto os leio e eu, em compensação, dou-lhes tudo de mim.

 

Quais os fatores que influenciam a escolha de um livro? 

M: A sinopse, a capa, o autor, as opiniões de outras pessoas, a classificação no goodreads ou a leitura de meia dúzia de frases soltas.

 

Descreve sentimentos que só um leitor entende. 

M: O cheiro dos livros. O sentimento de perda quando se termina um bom livro. O luto que é preciso fazer entre dois livros

 

As histórias, por vezes, têm uma enorme carga emocional. Já alguma vez choraste ou riste? Se sim, quais foram os livros em que isso aconteceu? 

M: Já chorei a rir, isso conta? Já dei gargalhadas no meio dos transportes públicos com uma ou outra cena dum livro. Acontece muito com os livros de Jill Mansell mas tambem aconteceu com “Marley & eu” ou com “história de Portugal em disparates”

 

O que dizem os teus livros? 

M: Quero acreditar que eles dirão que os trato com muito amor e carinho. Que sou possessiva ao ponto de não me conseguir desfazer deles. E que tenho gostos de leitura muito variados .

 

***

Magda, gostei  imenso desta nossa conversa, virtual, mas, curiosamente, não referiste Marion Zimmer Bradley?! Pois é! Agora desafio-te  para um duelo de palavras e com a luva da mão esquerda (será esquerda?)  desafio-te a responderes a este enigma:

Se não puderem encontrar o caminho de Avalon, isso talvez seja um sinal de que não está pronto para isso.

M: Ah, as Brumas de Avalon e uma das minhas escritoras favoritas. Essa frase é de Kevin, Merlim da Bretanha, em confronto com Vivian, a Senhora de Avalon. Passa-se no terceiro livro (O Rei Veado). Vivian recusa-se a ficar sentada e quieta a ver Avalon a afastar-se cada vez mais e Kevin, em oposição, acha que já é tarde demais. Não vou aqui contar mais, se quiserem saber quem tinha razão, vão ter de ler (e se apaixonar pelos livros)
As Brumas de Avalon são O Livro (bom, na verdade são quatro mas isso não vem agora ao caso). Já os li tantas vezes que quase sei os diálogos de cor. Foi com Marion Zimmer Bradley que nasceu a minha grande paixão pela fantasia, arte em que ela era uma mestra. Sabes aquela sensação de conforto quando chegas a casa? é o que sinto quando leio As Brumas.
Marion é uma das bitolas que uso para analisar os autores que leio. Poderá ter tido os seus defeitos (ser verdade o que se diz sobre ela?) mas consigo separar as águas. Não sei se Marion enquanto pessoa prestava para alguma coisa, como escritora era fabulosa.

 

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