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Li este conto na internet (http://www.livros-digitais.com/edgar-allan-poe/o-gato-negro/sinopse) enquanto pesquisava livros para falar no clube de leitura "Conversas Livrásticas". Já tinha lido “Os crimes da Rua Morgue” e sabia que o escritor é conhecido pelas histórias de mistério um tanto sinistras.

“O Gato Preto”, de Edgar Allan Poe, foi escrito em 1843, e é uma história repleta de simbolismo que ainda hoje é analisada pela psicologia.

 

O narrador gosta de animais sobretudo de um gato preto, chamado Plutão, mas devido ao álcool ele sofre mudanças de humor e torna-se violento, chegando a cortar um dos olhos do gato e até a enforcá-lo numa árvore. É nessa noite que há um incêndio na casa da família e o narrador entende isso como um mau presságio, especialmente quando vê a sombra do gato enforcado numa parede que se manteve de pé.

Uma noite, já muito bêbedo, vê um gato semelhante a Plutão e leva-o para casa. Só depois se apercebe que o gato tem uma mancha branca no pêlo em forma de forca.

Ao descer ao porão, tropeça no gato e, em fúria, agarra no machado para matar o gato, só que a mulher tenta defender o animal e é atingida no meio da cabeça. Depois de esconder o corpo por detrás da parede da cave, ele repara que não há sinal do gato. Só quando a polícia chega, e descobre o cadáver escondido, é que é encontrado o gato.

 

Acredito que Poe se serviu da superstição para incutir um certo medo aos leitores. Os gatos pretos eram (e são ainda) associados ao azar ou a bruxas. Se lerem a história, irão verificar que a culpa, pelo incêndio e pela descoberta do cadáver, recai sobre o pobre do gato. 

Ainda me restava alguma coisa do meu antigo coração para que a princípio me afligisse esta evidente antipatia da parte de uma criatura que tanto me amara em tempos. Mas esse sentimento em breve deu lugar à irritação. E apareceu, então, como para me destruir total e irrevogavelmente, o espírito de perversidade. Deste sentimento não se ocupa a filosofia. No entanto, tão certo como a minha alma existe, creio que a perversidade é um dos impulsos primitivos do coração humano - um dos indizíveis sentimentos ou faculdades primárias que marcam a direcção do carácter do homem. Quem não se surpreendeu cem vezes a cometer uma acção tola ou vil pela simples razão de saber que não se deve cometê-la? Não é verdade que temos uma inclinação perpétua, apesar da excelência do nosso julgamento, a violar aquilo que é lei, simplesmente porque sabemos que é a Lei? 

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8 comentários

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De Chic'Ana a 17.03.2017 às 09:02

E eu acho que vou surripiar o link para o ler também! Fiquei curiosa =)
Beijinhos
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De Edite a 17.03.2017 às 10:06

Lê e depois comenta se gostaste. É um conto pequeno e, para quem goste de psicologia, é muito interessante.
Bjs 


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De Existe um Olhar a 17.03.2017 às 13:39

Gosto muito deste escritor.
Quanto a gatos pretos, não há superstição, gosto deles de todas as cores-


Beijinhos
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De Edite a 17.03.2017 às 13:55

  • Também gosto muito deste escritor.
  • Beijinhos e bom fim-de-semana.
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De HD a 17.03.2017 às 18:48

Demasiado sombrio para o meu gosto, mas parece pedagógico ;)
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De Edite a 18.03.2017 às 08:22

Um pouco. Não quis ser spoiler e por isso resumi bastante. 
Tens de ler para crer. Ahahahah
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De anna crystinna a 28.03.2017 às 15:13

Quando li este livro pela primeira vez,chorei muito ,pois,achei injusto ele fazer aquelas coisas com o gato.
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De Edite a 28.03.2017 às 20:33

Eu já tinha lido "Os crimes da Rua Morgue" e sabia que o Poe consegue ser muito cruel nas descrições que faz. 
Não gostei nada do que ele fez ao gato também. Coitadinho!!!Image
Mas procurei analisar as coisas do ponto de vista psicológico e entendi que é a descrição de uma pessoa mentalmente perturbada. Primeiro,era bonzinho, e depois o álcool transformou-o num ser cruel e desprezível.



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