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o gato malhado.jpg

Se têm um clube de leitura e se o tema sorteado é animais, podem optar por este livro, bem pequenino, que se lê num ápice. Foi o que fiz, em janeiro deste ano, para o Clube das Conversas Livrásticas e espero, sinceramente, que não enjoem com mais uma conversa estória sobre gataria, até porque li no início do ano e começo a ficar assoberbada com a quantidade de livros, lidos, sem a minha modesta apreciação.

Bom, retomando o que disse no início quanto à gataria, não estamos perante uma estória fantasiosa qualquer. Tudo tem um significado. Aliás, se pensarmos bem, a metáfora prende-se com o que pensamos sobre o que é viver em sociedade.

Os animais são apresentados com caraterísticas humanas e receiam que o gato mate a andorinha.O gato é velho e mau, e a andorinha é jovem e inocente  (nessa parte, os animais do Parque têm uma certa razão).Será preconceituoso dizer que a tendência natural é a de desejarmos o melhor para os mais novos, bem longe dos inimigos ou de perigos? Afinal, será que o amor tem idade e raça?!

Considero que a escrita não é dirigida a uma criança pequena (isto se atendermos a que foi escrito para o próprio filho) e que as ilustrações, famosas, não deixam de ser algo estranhas. Questionei-me sobre o sentido para o final triste e após alguma reflexão, julgo que o escritor pretendeu transmitir uma moral, ou seja, o mundo só poderá avançar se as pessoas aceitarem as diferenças, sejam elas sociais, raciais, culturais ou até de idade.

 

«O mundo só vai prestar 

Para nele se viver
No dia em que a gente ver
Um gato maltês casar
Com uma alegre andorinha
Saindo os dois a voar
O noivo e sua noivinha
Dom Gato e Dona Andorinha».

 

Neste pequeno, grande, livro, que se estranha e depois se entranha, ficaram muitas perguntas, mas a que mais me intriga e que gostaria de descobrir é se acham que a serpente comeu o gato?

 

  

Sinopse: Jorge Amado escreveu O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá em 1948, para o seu filho João Jorge, quando este completou um ano de idade. O texto andou perdido, e só em 1978 conheceu a sua primeira edição, depoi de ter sido recuperado pelo filho e levado a Carybé para ilustrar. Com ilustrações belíssimas, para um belíssimo texto, a história de amor do Gato Malhado e da Andorinha Sinhá continua a correr mundo fazendo as delícias de leitores de todas as idades.

 

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9 comentários

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De HD a 03.05.2017 às 23:20

Li este livro há muitos anos, quando era muito novo...
Calculo que agora tenha uma nova perspetiva sobre a mensagem :)
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De Edite a 04.05.2017 às 09:03

É verdade. Eu não costumo reler, mas este ano comecei a fazê-lo. Não tem nada a ver. Acho que é assim que acontece com a maioria dos leitores.
Bjs
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De HD a 04.05.2017 às 18:23

Acontece comigo :)
Beijinho

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