Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]




o gato malhado.jpg

Se têm um clube de leitura e se o tema sorteado é animais, podem optar por este livro, bem pequenino, que se lê num ápice. Foi o que fiz, em janeiro deste ano, para o Clube das Conversas Livrásticas e espero, sinceramente, que não enjoem com mais uma conversa estória sobre gataria, até porque li no início do ano e começo a ficar assoberbada com a quantidade de livros, lidos, sem a minha modesta apreciação.

Bom, retomando o que disse no início quanto à gataria, não estamos perante uma estória fantasiosa qualquer. Tudo tem um significado. Aliás, se pensarmos bem, a metáfora prende-se com o que pensamos sobre o que é viver em sociedade.

Os animais são apresentados com caraterísticas humanas e receiam que o gato mate a andorinha.O gato é velho e mau, e a andorinha é jovem e inocente  (nessa parte, os animais do Parque têm uma certa razão).Será preconceituoso dizer que a tendência natural é a de desejarmos o melhor para os mais novos, bem longe dos inimigos ou de perigos? Afinal, será que o amor tem idade e raça?!

Considero que a escrita não é dirigida a uma criança pequena (isto se atendermos a que foi escrito para o próprio filho) e que as ilustrações, famosas, não deixam de ser algo estranhas. Questionei-me sobre o sentido para o final triste e após alguma reflexão, julgo que o escritor pretendeu transmitir uma moral, ou seja, o mundo só poderá avançar se as pessoas aceitarem as diferenças, sejam elas sociais, raciais, culturais ou até de idade.

 

«O mundo só vai prestar 

Para nele se viver
No dia em que a gente ver
Um gato maltês casar
Com uma alegre andorinha
Saindo os dois a voar
O noivo e sua noivinha
Dom Gato e Dona Andorinha».

 

Neste pequeno, grande, livro, que se estranha e depois se entranha, ficaram muitas perguntas, mas a que mais me intriga e que gostaria de descobrir é se acham que a serpente comeu o gato?

 

  

Sinopse: Jorge Amado escreveu O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá em 1948, para o seu filho João Jorge, quando este completou um ano de idade. O texto andou perdido, e só em 1978 conheceu a sua primeira edição, depoi de ter sido recuperado pelo filho e levado a Carybé para ilustrar. Com ilustrações belíssimas, para um belíssimo texto, a história de amor do Gato Malhado e da Andorinha Sinhá continua a correr mundo fazendo as delícias de leitores de todas as idades.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


1 comentário

Sem imagem de perfil

De Bárbara Ferreira a 04.05.2017 às 21:57

Livro lindíssimo! Adoro Jorge Amado. Li este livro duas vezes: a primeira aos 14 anos, a segunda aos 25 (já com direito a post no blog :)). Não perde a magia nunca.
Acho que o objectivo do gato era ser comido... mas tenho esperança que não tenha acontecido.

Comentar:

Notificações de respostas serão enviadas por e-mail.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.



foto do autor



Arquivo



Mensagens