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Estrada abaixo
Sempre a descer
Equilibrando
O corpo
Sem saber.
O vento na cara
Na roupa um vendaval
Segue desabrida,
A bicicleta.
Segue perdida,
A rapariga.
Esquece a liberdade,
Esquece a vida
Ou que muitas mulheres
Sofrem
Em cárceres, 
Em chagas,
Em ferida,
Na alma e no corpo.
Já a rapariga leve, leviana e livre
Seguia perdida
Equilibrando a bicicleta 
E a doce ilusão.

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2 comentários

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De Manu a 20.08.2016 às 07:16

Adorei o poema.
Na vida o equilíbrio é fundamental, mas por vezes tão difícil de conseguir.
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De edite a 20.08.2016 às 10:13

Obrigada Manu:).Concordo contigo e captaste bem o significado. É por isso que o equilíbrio é frágil e é difícil de conseguir. Nos dias que correm, se se sonha muito andamos com a cabeça no ar, se se pensa na realidade ficamos deprimidos e não nos apetece viver. Um equilíbrio frágil, sem dúvida. Beijinhos:)

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