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Opinião: Contrariamente ao livro "A Rapariga no Comboio", da mesma escritora, comecei a ler com uma expetativa demasiado alta e de imediato estabeleci comparações entre o primeiro e o segundo livro. Mea culpa.

Considero que a escrita continua a prender, não perdendo qualquer fulgor nesse aspeto, e que a trama e o tema da história, o suicídio, é interessante, mas, o facto de iniciar a narração sob a perspetiva de cada uma das personagens, tornou a história um tanto confusa, pelo menos na parte inicial. Ainda assim, li o livro rapidamente, uma vez que a escrita propicia essa celeridade e que o leitor fica "preso" sempre à espera da revelação do mistério [recheado de bruxarias e de rituais satânicos praticados pelos membros da pequena vila. Sim, eu gostaria que existisse um mistério desse género, porém, isso é apenas a minha perspetiva e, provavelmente, serei das poucas a pensar assim].
 
Nel Abbott, que pensamos ser a má da fita, tem uma estranha obsessão pelo rio ou pelo Poço das Afogadas e aparece morta tal como aconteceu com outras mulheres consideradas problemáticas. Tudo aponta para mais um estranho suicídio. Jules regressa à vila e, ao fim de muitos anos sem ter tido contato com a irmã Nell, tem  de lidar com a sua estranha morte e com a problemática sobrinha Lena, bem como com os fantasmas que a continuam a assombrar.
 
Ao longo da história não consegui determinar se a opinião, que fui formando, ficou comprometida pela primeira leitura, com "A Rapariga no Comboio", se bem que não será de todo descabido esse entendimento. O que posso adiantar é que achei uma leitura fácil e rápida, mas sem que sentisse a habitual "empolgação" nas reviravoltas e nos acontecimentos. Além disso, achei que retirou algum encanto à história o facto de certas situações serem desvendadas, pelas várias personagens no presente, em duas três páginas de cada vez, e sistematicamente as mesmas voltarem para "contar", aos poucos, os segredos do passado.
Enfim, para mim, não houve grandes surpresas, mas, independentemene disso, achei que é um livro fantástico para se ler nas férias e uma boa sugestão de leitura para levar para a Praia. 
 
 
Sinopse: Nel vivia obcecada com as mortes no rio. O rio que atravessava aquela vila já levara a vida a demasiadas mulheres ao longo dos tempos, incluindo, recentemente, a melhor amiga da sua filha. Desde então, Nel vivia ainda mais determinada a encontrar respostas. Agora, é ela que aparece morta. Sem vestígios de crime, tudo aponta para que Nel se tenha suicidado no rio. Mas poucos dias antes da sua morte, ela deixara uma mensagem à irmã, Jules, num tom de voz urgente e assustado. Estaria Nel a temer pela sua vida? Que segredos escondem aquelas águas? Para descobrir a verdade, Jules ver-se-á forçada a enfrentar recordações e medos terríveis há muito submersos naquele rio de águas calmas, que a morte da irmã vem trazer à superfície.
Um livro profundamente original e surpreendente sobre as formas devastadoras que o passado encontra para voltar a assombrar-nos no presente. Paula Hawkins confirma, de forma triunfal, a sua mestria no entendimento dos instintos humanos, numa história com tanta ou maior intensidade do que A Rapariga no Comboio.

 

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Escrito na Água, de Paula Hawkins

Editado em 2017 pela Topseller

 

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4 comentários

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De Chic'Ana a 06.07.2017 às 09:24

Eu quero muito ler este livro! Estou mesmo desejosa =)
Beijinhos
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De Edite a 06.07.2017 às 21:55

Fazes bem:)
Beijinhos
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De the book keeper a 06.07.2017 às 12:32

É tramado quando o primeiro livro é muito bom, ficamos com as expectativas demasiado elevadas e dificilmente o segundo consegue corresponder. Está a acontecer-me precisamente o mesmo com o About Grace do Anthony Doerr.
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De Edite a 06.07.2017 às 21:54

É bem verdade! Muitas expetativas dão mau resultado. Gostei do livro, mas prefiro o outro.

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