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Tudo se passa entre maio e outubro de 1917, em Fátima. É neste período de tempo que o autor narra os acontecimentos relacionados com as aparições de Fátima, tendo por protagonista Lúcia, enquanto intermediária entreo profano e o sagrado. Com 10 anos, ela é apenas uma menina que gosta de brincar com os seus dois primos, Jacinta e Francisco. Maria, a mãe de Lúcia, é severa com a filha, mas preocupa-se com ela, como qualquer mãe. A dimensão humana está, por isso, presente, através da mãe de Lúcia e, ainda, da mãe do autor (achei curiosa a forma como se dirige ao filho e fiquei com a sensação que estaria noutro plano). Quanto à dimensão divina, só aparecem palavras quase bíblicas, presumo que vindas de Deus. Não são referidas as palavras de Nossa Senhora quando aparece às três crianças (os pastorinhos), o que, a meu, ver foi propositado. Se por um lado o autor não quis dar uma opinião direta sobre os factos, por outro introduz algumas farpas quanto à veracidade, designadamente quando Maria surpreende Lúcia a brincar, com o lenço na cabeça, a fazer o papel de Nossa Senhora perante outras crianças e quando a Lúcia conversa com objetos ou com as folhas da azinheira, entre outros pequenos detalhes.

Citação:”As palavras são imperfeitas quando tentam dizer aquilo que é maior do que elas. São imperfeitas também quando tentam dizer aquilo que parece ínfimo, dependendo da proporção. Nesse caso, as palavras são dedos que tentam apanhar uma migalha, fazem a forma de beliscá-la, mas deixam-na lá, como se fossem inúteis”.

Pensamento: Nesta altura, as pessoas eram, na esmagadora maioria, analfabetas; um povo pobre e cujos filhos estão na guerra. Será que este povo desesperado foi vítima de uma alucinação coletiva?

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