Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

O Livro Pensamento

O Livro Pensamento

20
Abr17

Crime e Castigo, de Fiódor Dostoievski

Crime e Castigo.jpg

Um livro que começa com um crime e em que estamos na mente de quem o vai cometer?! Sim, é isso mesmo. Esta foi a minha estreia com os clássicos russos (falha minha, eu sei, mas mais vale tarde do que nunca) e eu adorei a história, as personagens e o final. Foi tão bom voltar a ler um livro cuja história é tão, mas tão envolvente! Mas, uma vez que a pressa é inimiga da perfeição, quando fechei o livro fiquei plenamente convencida de que o terei de reler de forma a saborear cada frase e a tentar interpretar mais profundamente esse grande livro da literatura. Não me julguem. Sei que há aqui um "mix" de filosofia, psicologia, criminologia e de crítica social, que, na minha modesta opinião, teria de ser visto com outros olhos. Debruçei-me mais na psicologia, na culpa e na consciência do criminoso. No fundo, tentei entender Raskolnikoff e a sua teoria dos homens comuns e extraordinários. Para os homens comuns foi criada a lei. Para os extraordinários, como Raskolnikoff [e Napoleão], que estão acima da lei, um crime tem justificação quando a morte de um beneficia todos.

Dostoieveski leva-nos a questionar o bem e o mal,  o que é certo e errado, e descreve com minúcia a natureza, o sofrimento e a miséria humana.

 

Estamos na presença de um caso fantástico e muito sombrio; este crime tem a marca do nosso tempo, o cunho da nossa época, em que o coração do homem está torturado, em que se diz que o sangue "remoça", em que toda a vida se cifra na luta pelo bem-estar. O culpado é um homem de teorias, uma vítima dos livros (...).

 

Sinopse:Raskolnikoff, um jovem estudante de Direito a atravessar graves dificuldades económicas, decide matar uma velha agiota. Imbuído de um forte sentido de justiça social, vai executar o seu plano convicto de que é uma gesta digna apenas de homens extraordinários. Mas algo inesperado acontece, e Raskolnikoff acaba por perder totalmente o controlo da situação. Daí em diante, passará a viver atormentado por um fortíssimo sentimento de culpa, forma de inferno interior que não se extingue e exige expiação. Dostoievski imprime grande espessura e densidade psicológica às suas personagens, cujas motivações, sejam elas conscientes ou inconscientes, são exploradas de forma verdadeiramente inovadora. 

20 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D