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O Livro Pensamento

O Livro Pensamento

06
Mar17

A vida em modo livro|e| com a Vanessa

A minha convidada de hoje é a Vanessa Santos, advogada estagiária e autora do blog Livros de Vidro. Neste blog encontramos opiniões sobre livros e entrevistas com vários escritores.

Tive o prazer de conhecer a Vanessa no Clube de Leitura as Conversas Livrástica e fiquei muito satisfeita quando aceitou o convite. Além do mais, é escritora do livro "Mors Tua, Vita Mea", que espero ler muito em breve (prometo ler e não falhar ). 

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Fotografias do lançamento do livro "Mors Tua, Vita Mea"

 

Qual o livro que foi publicado na tua data de nascimento?

V:A história do cerco de Lisboa de Saramago. Confesso, ainda não li.

 

O nosso corpo é formado por células. Qual é a tua célula adormecida?

V: Acho que a célula do “não fazer nada” adormeceu. Há muito tempo que não sei o que é ficar sem fazer 100% nada. Já não consigo como quando era mais nova.

 

Indica e explica a peça de vestuário que consideraste mais marcante na tua vida (comunhão, baile de finalistas, casamento, etc.).

V:Era um vestido com saia rodada. Gostava de andar à roda como se fosse um pião a vê-la rodar à minha volta.

 

Se pudesses indicar uma “dieta equilibrada de livros”, quais os livros que indicarias?

V: Acho que não seria uma grande dieta. A minha dieta literária é muito desequilibrada. Gosto de tudo o que seja acção, terror, thriller e por aí a fora. Não me parece que acabe por ser equilibrada e indicada para muitas pessoas (eheh). Mas se tivesse de indicar, diria que se deverá ler um livro de cada género literário, ou pelo menos algo diferente do habitual, para limpar a mente e abrir horizontes. Tento fazer isso, na verdade, é uma forma de tentar “treinar” emoções que não são despertadas com aqueles géneros. Por exemplo, tento ler romances, para ver se fico mais “mole de coração”, fantasia para sair da zona de conforto e tentar acreditar em algo mágico. Acho que se deverá fazer algo assim.

  

Supondo que te pediam para enviar uma fotografia a(o) um(a) escritor(a). A quem é que enviavas e porquê?

V: Enviava a Stephen King, porque é o meu autor preferido, ou dos preferidos.

 

Qual é a música popular portuguesa que mais odiaste até hoje?

V:“Maria Albertina” de António Variações. 

 

Qual é a situação mais absurda que te aconteceu a ti ou a alguém num local público.

V:Não sei se é absurda, mas estranha-me que os detectores de coisos da roupa e acessórios, aqueles para evitar os furtos, apitem quando entro nas lojas e não quando saio. Já disse várias vezes às meninas das lojas “ainda não tive tempo de roubar nada, ainda estou a entrar”. Elas riem-se, hoje em dia não sei onde enfiam esses alarmes, porque compramos coisas e eles magnetizam e desmagnetizam e podem fazer apitar os aparelhos em qualquer altura. Mas acho que já é banal. Nas lojas já nem ligam. É algo absurdo.

 

Comenta esta frase retirada do Público: “O autor morre quando põe um ponto final. O leitor nasce a seguir”.

V:Não concordo. O autor não morre, encerra aquela fase da vida. Faz uma pausa. Mas sim, um leitor nasce ou pelo menos renasce a cada leitura. Pelo menos isso acontece-me.

 ***

Muito obrigada, Vanessa. Quanto à preferência pela saia rodada, trouxe-me à memória uma que eu também adorava. Era linda de morrer ou pelo menos eu achava que sim.Encontrei uma parecida (a do meio) e pergunto: vocês não tiveram uma igual ou parecida?

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02
Mar17

Chic´Ana, acredita em mim.

Estou completamente inocente e não sei como é que isto foi acontecer, nem percebo porque é que já se arrasta há mais de um mês. Sei, isso sim, que algo está errado e pretendo descobrir tudo. Mistérios é comigo e já mandei email a reportar o assunto (é que de informática eu não percebo nada).

Chic´Ana és tão boa rapariga, tão simpática, e o teu blogue é tão divertido, mas, como sabes, as Línguas-de-gato não costumam ter fotografias ou ilustrações. Acontece que estão a dar nas minhas vistas nas seguintes redes sociais:

1.º No facebook, porque surge a imagem do livro que ando a ler.Ultimamente aparece o livro "Homens Imprudentemente Poéticos", de Valter Hugo Mãe.

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 2.º No Blogs Portugal, uma vez que a imagem da Chic´Ana surge sempre onde há Línguas-de-gato. 

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Não entendo nada disto, mas não é que faz jus ao título do post: "My way, your Way, aqui há Gato!!!".

Alguém que consiga esclarecer isto?

01
Mar17

Adoro desafios e mistérios # 3

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 O Livro Secreto do blogue da MJ é um desafio interessante, no qual cada um dos participantes envia um livro, através do correio, e depois o livro vai rodando por todos.

Em fevereiro de 2017, iniciou-se a 2.ª edição desta inciativa e, durante 2 anos, vamos trocar livros. Acreditem em mim: isto promete ser um desafio e tanto! O mistério é o de saber se conseguimos manter-nos nesta roda viva durante tanto tempo 

Com este post, pretendo explicar o porquê de escolher o livro, Em teu ventre, de José Luís Peixoto. Ora este livro marcou-me especialmente ao nível das palavras (e não só). A temática é difícil mas o escritor não desilude, sendo exímio na escrita e demonstrando-o bem ao não se comprometer com nada. É que estamos a falar, nada mais nada menos, das aparições de Nossa Senhora de Fátima aos três pastorinhos e esse assunto é difícil, bastante explorado e muito controverso. Na altura, li com alguma apreensão, uma vez que desde pequena que conheço a história e com o passar dos anos passei de crente rendida a cética assumida. Na minha cabeça existem muitas questões e dúvidas por resolver, e um certo desencanto associado à "beatice" presente na minha aldeia (como em tantas outras pelo país fora). Assumo que a catequese marcou-me muito, bem como as pessoas, o ambiente e as perguntas respondidas, apenas, com respostas categóricas absolutas, por quem não admite que possamos pensar  e ou questionar nada. Já o livro, senti uma abordagem diferente, sem estigmatizar o assunto, sem meter medo com o inferno, o que vale por dizer que não há Padres Nossos nem Avés Maria, há sim palavras, muitas, que nos levam a refletir.

Espero que gostem do livro e que o leiam com muita atenção, pois as suas bonitas palavras conseguem transformar uma história pesada e enfadonha numa estória de simplicidade e simpatia para com aquelas crianças.

Boas leituras a todos!

28
Fev17

Línguas-de-gato| Os Óscares não são o Carnaval mas olha que parece... # 22

No carnaval ninguém leva a mal, é uma expressão que ouvimos mas que nós gatos não entendemos. Os humanos esforçam-se tanto por se divertir com roupas, óculos, máscaras, perucas e pinturas! Eu acho muito, muito estranha esta época do ano, pois está frio e chove,e toca de abanar o rabo (e mais, mas isso agora não interessa nada) com pouca roupa e muito ritmo?! Bem que há cada maluco(a) no Carnaval, isso é miar a verdade.Mas, de tudo o que tenho visto e ouvido, ainda considero de pas(mi)ar a história dos óscares. Ou os humanos estão a ficar cada vez mais sem imaginação ou então o dinheiro não compra tudo? Eles desfilam, batem palmas e levam uns vestidos (uns trapos caríssimos) a rastejar pelo tapete fora. Falar de filmes ou das roupas das atrizes, eis a questão. Eu prefiro falar do Carnaval que foi o terrível engano ao anunciar o vencedor. Ehehe, foi quase como uma partida de Carnaval pois eles anunciam o vencedor e depois, ups, não, afinal é o outro. E Monlight ganhou o óscar para melhor filme, mas antes tomem lá um sustozinho que é para tornar a coisa mais emocionante. Muito. Credível, pouco. Continuando em modo de Carnaval propriamente dito, os humanos querem vestir-me a preceito (WTF). Será que nem o reino felino deixam sossegado?! 

Humpfff. Decidam por algo apropriado para um gato e não se enganem!!!

 

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Imagens retiradas daqui

24
Fev17

A Lua-de-mel, de Sophie Kinsella # 37

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Autora: Sophie Kinsella

Ano:2017

N.º de Páginas: 414
Editora: Quinta Essência
 
Sinopse: Lottie tinha a certeza de que Richard, o seu namorado de longa data, ia pedi-la em casamento. Mas estava enganada. Farta de esperar, decide terminar a relação. O inesperado acontece quando Lottie, ainda a recuperar da desilusão, recebe um telefonema. Do outro lado da linha está Ben, um ex-namorado com quem fizera um pacto insólito no passado. Se, aos 30 anos (ou aos 33…), nenhum deles estivesse casado, casar-se-iam um com o outro. Para Lottie a mensagem é clara: o Destino está a uni-los! Já Fliss, a irmã de Lottie, não tem tanta certeza disso. Ela sabe que, por detrás deste aparente ato arrebatado de paixão, Lottie tem o coração partido. Mas casar com alguém que não vê há 15 anos ultrapassa todos os limites. O problema é que o mal já está feito… A solução? Seguir o casal até à ilha grega de Ikonos e fazer os possíveis (e os impossíveis) para impedir a consumação da união. Fliss rapidamente percebe que contrariar o Destino não é tarefa para os fracos de espírito, algo que ela acredita não ser. Mas à medida que o seu plano avança, uma dúvida paira no ar: estará ela preparada para pagar o preço pela intromissão?
 
Opinião: Já conhecia Sophie Kinsella em "Louca por compras" e, num dia cinzento, em que me sentia mais deprimida, resolvi ler só porque sim, só porque quero e só porque mereço. Nesses dias, nada como olhar para uma capa bonita, cheia de flores, com dois copos de vinho e um casal bonito...Eeeeeh, pela primeira vez na minha vida, escolhi o livro pela capa! Depois, verifiquei que o casal vai para a ilha grega de Ikonos (na realidade existe e o nome é Mikonos). Mar, sol e belas paisagens?! Sim, eu queria tanto passar o fim-de-semana num lugar com uma  paisagem como esta:

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Assim, arrangei uma forma económica de visitar um sítio, usando apenas a imaginação. Mas esperava mais. Esperava descrições dos locais e das comidas. Esperava o humor de "Louca por compras". No entanto, a leitura foi levezinha e serviu o seu propósito: passar um fim-de-semana calminho e aconchegante, um pouco como um "caldo de galinha para a alma". Ah, e eu que estava mesmo a precisar!!!

 

Fliss, a minha irmã mais velha, diz que penso em tecnicolor hollywoodiano e que tenho de me lembrar que as outras pessoa não conseguem ouvir os violinos.

 

23
Fev17

Adoro desafios e mistérios #2

Ao reler "O Crime do Padre Amaro", de Eça de Queirós, surgiu uma enorme vontade de conhecer os locais que são referidos no romance e resolvi investigar, dando um passeio pelas ruas da cidade. 

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Ao fundo podem ver o castelo, sendo que a sua posição estratégica o torna visível independentemente do local, da cidade, onde estivermos.

Em dias de sol, é um passeio muito agradável. Recomendo.

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Procurei a placa da Travessa da Tipografia e a minha intuição levou-me lá (pronto, admito que tive de recorrer ao telemóvel).

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Eis senão quando, descubro a placa que assinala a casa...

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É esta a casa onde Eça de Queiroz viveu quando chegou a Leiria em 1870. Tinha 25 anos quando assumiu o cargo de Administrador do Concelho de Leiria e, durante um ano, viveu no n.º 13 da Travessa da Tipografia.

No romance é descrita como a casa da D. Augusta Caminha, a quem chamavam São Joaneira, mas o escritor dá-lhe outro nome e outro número, curiosamente o n. º 9 da Rua da Misericórdia. 

 

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E digo curiosamente porque li algures que Eça era muito supersticioso e que não gostava de gatos pretos, pelo que ter de morar no n.º 13 não deve ter sido nada fácil.

Em baixo, está a porta por onde o jovem Eça passou. No entanto, está tudo degradado e sujo, o que é de lamentar.

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Ao lado da Torre Sineira, foi construída a casa do sineiro, local onde ocorriam os encontros amorosos de Amaro e Amélia. 

 

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 Por fim, a Sé de Leiria.

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* fotografias tiradas com telemóvel.

22
Fev17

O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós #36

 

 

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Autor: Eça de Queirós

Ano:1993
N.º de Páginas: 487
Editora: Círculo de Leitores
 
Sinopse: "O Crime do Padre Amaro" destaca-se, na obra queirosiana, como um dos títulos que maior controvérsia e incómodo provocou, quer no plano artístico quer no plano moral, desde logo pela forma desassombrada como retrata um certo lado mais obscuro da classe clerical. Este romance viu a luz do dia num contexto espácio-temporal marcado pela agitação e pelo fascínio intelectual e cultural a que não eram de todo alheios o desabrochar para comportamentos ideológicos de ruptura e uma certa radicalização de posições. Fruto de um longo processo de criação, "O Crime do Padre Amaro" conheceu três versões, sendo a última a que é conhecida do público e que se adopta como texto-base desta edição crítica. Nela podemos testemunhar um profundo sentido da exigência estética e da ética da criação artística, bem como a concepção do romance como instrumento crítico, numa atitude literária que espelha já um progressivo afastamento do naturalismo mais acentuado que caracterizou as versões anteriores. O romance narra a relação amorosa entre a jovem Amélia e o padre Amaro, e pode ser entendido, segundo as palavras do próprio autor, como «uma intriga de clérigos e de beatas tramada e murmurada à sombra de uma velha sé de província portuguesa». 
 
Opinião: Eça de Queirós é um dos meus autores preferidos, pelo que fiquei bastante entusiasmada quando soube que tinha sido escolhido para leitura no Clube dos Clássicos Vivos. Reli este livro com satisfação redobrada, pelo menos até à página 200, uma vez que o escritor descreve vários locais em Leiria. De facto, quando o li pela primeira vez tenho a certeza que me passaram ao lado estes pequenos pormenores, que fazem toda a diferença. Além de a história se desenrolar em Leiria e arredores, este romance é bastante "cru" e realista. Muitos seguiam o sacerdócio sem qualquer vocação e, tal como Amaro Vieira, eram obrigados pelos familiares a seguir esse caminho. Mas, quando Amaro conhece Amélia, todo o seu ser (mais a sua carne) reclama por sentimentos nada próprios para um padre. Além de egoísta, Amaro zelou apenas pelos seus interesses, não olhando a meios para atingir os seus intentos. Esta faceta de Amaro é detestável, pois sob uma aparência de "santo" esconde-se a personagem mais perigosa do enredo. Por outro lado, a doce Amélia emana inocência, confiança e acredita em tudo o que ele lhe diz. Talvez por isso, simpatizei com a Amélia e com o seu noivo João Eduardo. Já todos os outros personagens, desde padres a beatas, são um pouco entediantes; a descrição das conversas é longa e aborrecida, e, pelo meio, as comidas bem regadas com muitos santos à mistura (ou, como refere Eça, o "arsenal beato") fizeram com que o ritmo de leitura se tornasse mais lento e arrastado. Porém, a meu ver, isso muda na casa do Sineiro, local onde vive a voz da "consciência" através da paralítica "Tótó". É nesta parte que a história volta a ser interessante e avança novamente. Não temam, pois não vou revelar o desfecho, nem é isso o que pretendo, sob pena de falar aqui umas verdades e manifestar toda a minha monumental indignação, em especial contra atos, que envolvam mulheres e crianças, perpetuados por quem deveria manifestar bondade, solidariedade e ensinar os bons princípios da fé!
 
O bom católico, como a tua pequena, não se pertence; não tem razão, nem vontade, nem arbítrio, nem sentir próprio; o seu cura pensa, quer, determina, sente por ela. O seu único trabalho neste mundo, que é ao mesmo tempo o seu único direito e o seu único dever, é aceitar esta direção; aceitá-la sem a discutir; obedecer-lhe dê por onde der; se ela contraria as suas ideias, deve pensar que as suas ideias são falsas; se ela fere as suas afeições, deve pensar que as suas afeições são culpadas.
 
20
Fev17

Línguas-de-gato | A bela e o monstro # 21

Mesmo sem ter muita paciência, a qual se encontra prestes a esgotar com tanta peneirice da Pipoca, nos últimos 20 dias tenho-me dedicado mais à minha dona. Eu sei que, nestas alturas, ela precisa de mim. É sempre bom dar atenção quando é preciso. E não estou a miar por miar. Não! A minha dona tem tido uns dias complicadíssimos ou, segundo o meu faro felino indica, está a começar a ficar"velhota". Ui, ela que não me oiça miar isto! Peço que mantenham alguma confidencialidade quanto aquilo que revelo, até porque os animais são os melhores amigos. Quando muito podem revelar o que quiserem sobre a Pipoca. Posso afirmar convictamente que hoje, dia de fazer festinhas aos animais de estimação (e a humanos quando há segundas intenções), encostei a minha pata na Pipoca. Ela é macia, um pouco estranha, muito branca e sem sal, como o pão. No entanto, ela estava a dormir profundamente e não deu por nada, nem sequer que lhe chamei nomes inapropriados, tais como, renhau renhau. Humpf! Tanta conversa miada deu-me uma sede! Já volto...

***Dois dias antes***

Ando muito esquecido, eu sei. A idade vai pesando, estou muito gordo e peso 9 quilos! Fico a pensar que se calhar devia correr um pouco à volta da mesa da sala de jantar? Bem, talvez o faça...quando as coisas estiverem mais calmas por aqui. A minha dona, coitada, andou, primeiro, com uma dor nas costas e, na semana passada, com uma grande dor de dentes. Mas isto, segundo ouvi ela a contar a alguém, não é nada comparado com o esgotamento nervoso causado por problemas do filho na escola. É que há quem não aceite a idade e queira continuar bela, e há quem exiga crianças já adultas, concentradas, que não façam perguntas, que não conversem e que terminem os trabalhos no máximo em 40 minutos. Depois dizem que dar o comprimido da inteligência é culpa dos pais?! Eu pergunto: o monstro é a criança que é apenas uma criança ou é o sistema de educação tal como está? 

***Hoje, dia das festas nos animais de estimação***

Façam muitas festas todos os dias, pois os donos agradecem e depois retribuem. Mas não pensem que não há bela sem monstro: é que eu recebi muitas festinhas e a Pipoca também!!! Não é justo!!!

14
Fev17

Línguas-de-gato | O dia dos namorados e a estupidez natural #20

Falam, falam, falam e o que eu oiço, além de blábláblá Wiskas saquetas, é a enorme capacidade de gritar dos humanos. Gritam por tudo e por nada. Doi, gritam. Estão felizes, gritam. Se choram, gritam. Só que há ainda a habilidade de misturar isso tudo numa amálgama de emoções e fico sem saber se estão felizes ou tristes. Na minha opinião, a risota completa, quando assistem a certos vídeos, é de me deixar com os olhos tortos, o pêlo no ar e um certo ar de perplexidade.

 

Os humanos a serem eles mesmos...

 

Os cães no seu melhor...

 

Os gatos a surpreender-vos.....

 No fundo, no fundo, somos diferentes mas iguais. Aliás, todos temos um pouco de estupidez natural. Ups, já disse. E não, não me esqueci. Hoje é dia dos namorados. Mas não deveria ser dia dos namorados todos os dias? 

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