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*chique ou chilique?!

 

 

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Olá. Estou de volta. Depois de ter andado bugado de todo, sinto que tenho de vir miar as últimas novidades. Lembram-se de vos ter contado a história da Pipoca (aqui)? Imaginem que ela agora criou uma página de facebook só para ela e convidou todas as gatas da vizinhança? E partilham vídeos de forma exclusiva, ou seja, só para gatas. Vocês, humanos, entendem melhor se vos falar da controvérsia sobre o filme mulher maravilha e a controvérsia estalou com golpes dos rabos felpudos, exaltados, dos gatos do país inteiro. Sentimo-nos excluidos e os meus bigodes temem pela Pipoca. Que lindo sarilho em que ela se foi meter! Nem fuuuuussss nem nada que mie lhe vão valer. Mas eu só posso acreditar que ela está louca. Sim, a Pipoca está loucaaaaaa! Ficou nesse estado depois de saber que Marilyn Monroe poderá ter sido morta por saber demais sobre extraterrestes. Ai, miau, miau, onde é que isto vai parar.

 

Ela acha-se, ela tem opiniões e expressa-as no seu mais misterioso miado. Ultimamente, bem que a oiço com o Amado. Ele mia de lá e ela de cá. A distância são dois andares e pouco mais. Se a Pipoca se acha a mulher maravilha já estão a imaginar o filme. Acredito que seja capaz de tudo, até de se atirar da varanda. Cuidado, disse-lhe eu no outro dia. O amor não exige esse tipo de sacrifícios e, enquanto gata, deveria preservar a imagem e não fazer esses filmes. Qual mulher maravilha, qual Marilyn, qual quê? 

 

Imaginação não lhe falta e algo me diz que isto vai de mal a pior. Ah, estava a esquecer-me de uma das novidades. Não contem a ninguém: a Pipoca tem medo de foguetes! Os humanos bem que a procuraram por todo o lado. O medo era tanto que foi difícil descobrir onde se tinha enfiado. Humpff. Os humanos ficaram perdidos e desconfiados, uma vez que ela poderia ter fugido, e ela bem o queria, mas sem fogo de artifício. 

O Amado bem pode esperar....

Muahahah.

 

 

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Uma capa linda. Uma história dentro de várias histórias que decorrem, no século XIII, na China medieval. 

Encontrei semelhanças com «Peito Grande, Ancas Largas», de Mo Yan, pois descreve, igualmente, a pobreza, a miséria e a crueldade de que o homem é capaz. Nesse aspeto, não me trouxe nada de novo. Porém, achei chocante a descrição da castração de um menino que, se sobrevivesse, se iria tornar eunuco do imperador e melhorar as condições de vida da sua família (Infelizmente, ainda continuam a existir costumes estranhos e chocantes por esse mundo fora).

Mesmo tendo lido sobre os costumes e cultura chinesa, é um livro que prende e, ainda, surpreende.A escrita de António Garrido consegue aligeirar certos aspetos "sombrios" e cativar o leitor. A história tem muita ação e os pormenores criminais que relata foram retirados dos verdadeiros livros de Cí.

Em suma, este é um romance histórico-ficional que gostei muito e que recomendo.

 

 Cí olhou com carinho para o seu velho mestre. 

- Uma vez Íris Azul disse-me que Feng conhecia infinitas formas de morrer. E se calhar era verdade. Talvez haja infinitas formas de morrer. Mas do que tenho a certeza é que só existe uma forma de viver.

 

Sinopse:Na antiga China, só os juízes mais sagazes atingiam o cobiçado título de «leitores de cadáveres», uma elite de legistas encarregados de punir todos os crimes, por mais irresolúveis que parecessem. Cí Song foi o primeiro. Inspirado numa personagem real, "O Leitor de Cadáveres" conta a história fascinante de um jovem de origem humilde que, com paixão e determinação, passa de coveiro nos Campos da Morte de Lin’an a discípulo da prestigiada Academia Ming. Aí, invejado pelos seus métodos pioneiros e perseguido pela justiça, desperta a curiosidade do próprio imperador, que o convoca para investigar os crimes atrozes que ameaçam aniquilar a corte imperial. Um thriller histórico absorvente, minuciosamente documentado, onde a ambição e o ódio andam de mãos dadas com o amor e a morte, na exótica e faustosa China medieval. 

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Eis um livro que estranhei e adorei: estranhei a história, porque, embora conheça o conflito entre palestinianos e isrealitas, não é fácil entrar nela; adorei a Falastin, a sua personalidade e a forma como ela supera as adversidades, porque é uma mulher marcada e de grandes convições. É admirável um escritor escrever um romance em que a personagem feminina principal ultrapassa tudo e todos, sem o esteriótipo de mulher existente no mundo árabe.

Todas as palavras empregues, neste pequeno livro, servem para descrever uma situação sem fim à vista, muito difícil e dura. Não é um tema nada fácil. A guerrilha é uma constante, mas, mesmo sem saber se a vida continua no dia a seguir, Nessim apaixona-se por Falastin.

Já quanto ao desfecho final, penso que foi coerente com a realidade do conflito, quer exterior quer interior.

Mais não posso dizer. 

Um ligeiro ruído nas suas costas fá-la reter o fôlego. Não é que se sinta apreensiva, o medo não a atinge; mas a tristeza invade-a, semelhante a um desejo de destruição, a um gosto brusco pela queda, sempre que sujeita a qualquer ameaça, física ou moral. Apesar disso, recompõe-se e demonstra indiferença. Nada se pode contra o verdadeiro desprendimento. 

Nada viria jamais a salvá-la neste mundo. Fora distinguida com uma ferida demasiado íntima, privada, na imaterialidade da sua carne e também fora dela, na estranha desumanidade das coisas.

 

Sinopse: Algures na Cisjordânia entre a Linha Verde e o «muro de segurança», uma patrulha israelita é atacada por um comando palestiniano. No confronto, um dos soldados é abatido, o outro feito prisioneiro pelo comando que depressa se põe em debandada... Ferido, em estado de choque,  o refém perde todas as referências, esquece como se chama. Para ele, é a passagem para o outro lado do espelho. Único sobrevivente, sem documentos, vestido à civil e de keffieh, o jovem militar é recolhido, tratado e depois adoptado por duas palestinianas. É nessa condição que Nessim descobre e experimenta os sofrimentos e tensões de uma Cisjordânia ocupada. Neste comovente romance, através da personagem de Falastìn, Hubert Haddad converte todo o horror do conflito numa alegoria trágica de grande beleza. 

 

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