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O Livro Pensamento

O Livro Pensamento

Qua | 31.05.17

A saga de um pensador, de Augusto Cury

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Opinião: Do início ao fim, embarcamos numa viagem de descoberta ao mundo interior sem esquecer a existência do Outro. Portanto, tendo presente que quer a psicologia quer a filosofia são "instrumentos" que ajudam a ultrapassar certos problemas de saúde mental, descobrimos que o mais importante é saber aprender a gerir as emoções. Curiosamente, já tinha ouvido falar de inteligência emocional, mas, para mim, a gestão de emoções é mais intuitiva e fácil de entender. Ouso ainda afirmar que este é o primeiro romance psíquico que li, porque estamos perante uma história romanceada que nos leva a refletir sobre o funcionamento da mente e a construção do pensamento.

Assim, durante a leitura, devemos manter a mente aberta às ideias que, aos poucos, nos vão sendo transmitidas através da história de Marco Polo, um jovem estudante de medicina, e de "Falcão", um filósofo sem-abrigo. Os seus caminhos cruzam-se quando Marco Polo resolve descobrir a história dos corpos anónimos na sala de anatomia e as conversas entre os dois levantam uma série de questões profundas.

Um livro fascinante cuja premissa é fazer-nos refletir um pouco sobre o que nos torna verdadeiramente ricos...A capacidade de encontrar essa riqueza parte de cada um, mas está esquecida. Vivemos para o trabalho e num mundo consumista, materialista, de hipocrisia, e sem tempo para nada. Vivemos à espera de uma fagulha de felicidade que rapidamente se apaga. Vivemos de "migalhas de felicidade".

O princípio da corresponsabilidade inevitável, fez-me recordar o filme "Favores em cadeia", pois cada ser humano influencia outro e outro e outro...

A maior aventura de um ser humano é viajar, e a maior viagem que alguém pode empreender é para dentro de si mesmo. E o modo mais emocionante de a realizar é lendo um livro, mas é pouco útil para quem não souber ler nas entrelinhas e descobrir o que as palavras não disseram: no fundo, o leitor é o autor da sua história...

 

As sociedades modernas vivem tempos insanos. A serenidade é um artigo de luxo. 

Sinopse: Neste romance, o Dr. Cury narra a história de Marco Polo, um jovem apaixonado pela vida, que se torna um grande pensador. Em pleno século XXI, este jovem protagoniza uma aventura tão assinalável como a do veneziano Marco Polo do século XIII. 

A história comeca no ambiente dramático da sala de Anatomia. Cheios de expectativa e tensão, os caloiros da Faculdade de Medicina ficam chocados ao encontrar o triste espectáculo de corpos sem identificação estendidos no mármore branco. Marco Polo, audacioso, quer desde logo saber a identidade deles, as histórias que teriam para contar... É ao tentar descobrir algo mais sobre esses seres anónimos que Marco Polo conhece Falcão, um filósofo sem-abrigo, um «indigente inteligente», que viveu com eles e o leva a conhecer o mundo de sonhos frustrados, futuros desfeitos e esperanças vãs de quem perdeu tudo. O jovem sonhador e o velho pensador vão, passo a passo, combatendo o preconceito contra as doenças mentais. Criticam a poderosa indústria de antidepressivos e tranquilizantes e levam-nos a encontrar um tesouro escondido nos escombros de todas as pessoas que sofrem.
Marco Polo é um estudante de Medicina, um espírito livre cheio de sonhos e expectativas. Ao entrar para a faculdade, é confrontado com uma dura realidade: a da insensibilidade e frieza dos seus professores, que não percebem que cada paciente é, mais do que um conjunto de sintomas, um ser humano com uma história complexa e única de perdas e desilusões. 
Ter | 30.05.17

Línguas-de-gato | O Amado da gata maravilha# 33

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Olá. Estou de volta. Depois de ter andado bugado de todo, sinto que tenho de vir miar as últimas novidades. Lembram-se de vos ter contado a história da Pipoca (aqui)? Imaginem que ela agora criou uma página de facebook só para ela e convidou todas as gatas da vizinhança? E partilham vídeos de forma exclusiva, ou seja, só para gatas. Vocês, humanos, entendem melhor se vos falar da controvérsia sobre o filme mulher maravilha e a controvérsia estalou com golpes dos rabos felpudos, exaltados, dos gatos do país inteiro. Sentimo-nos excluidos e os meus bigodes temem pela Pipoca. Que lindo sarilho em que ela se foi meter! Nem fuuuuussss nem nada que mie lhe vão valer. Mas eu só posso acreditar que ela está louca. Sim, a Pipoca está loucaaaaaa! Ficou nesse estado depois de saber que Marilyn Monroe poderá ter sido morta por saber demais sobre extraterrestes. Ai, miau, miau, onde é que isto vai parar.

 

Ela acha-se, ela tem opiniões e expressa-as no seu mais misterioso miado. Ultimamente, bem que a oiço com o Amado. Ele mia de lá e ela de cá. A distância são dois andares e pouco mais. Se a Pipoca se acha a mulher maravilha já estão a imaginar o filme. Acredito que seja capaz de tudo, até de se atirar da varanda. Cuidado, disse-lhe eu no outro dia. O amor não exige esse tipo de sacrifícios e, enquanto gata, deveria preservar a imagem e não fazer esses filmes. Qual mulher maravilha, qual Marilyn, qual quê? 

 

Imaginação não lhe falta e algo me diz que isto vai de mal a pior. Ah, estava a esquecer-me de uma das novidades. Não contem a ninguém: a Pipoca tem medo de foguetes! Os humanos bem que a procuraram por todo o lado. O medo era tanto que foi difícil descobrir onde se tinha enfiado. Humpff. Os humanos ficaram perdidos e desconfiados, uma vez que ela poderia ter fugido, e ela bem o queria, mas sem fogo de artifício. 

O Amado bem pode esperar....

Muahahah.

 

 

Seg | 29.05.17

O Leitor de Cadáveres, de António Garrido

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Uma capa linda. Uma história dentro de várias histórias que decorrem, no século XIII, na China medieval. 

Encontrei semelhanças com «Peito Grande, Ancas Largas», de Mo Yan, pois descreve, igualmente, a pobreza, a miséria e a crueldade de que o homem é capaz. Nesse aspeto, não me trouxe nada de novo. Porém, achei chocante a descrição da castração de um menino que, se sobrevivesse, se iria tornar eunuco do imperador e melhorar as condições de vida da sua família (Infelizmente, ainda continuam a existir costumes estranhos e chocantes por esse mundo fora).

Mesmo tendo lido sobre os costumes e cultura chinesa, é um livro que prende e, ainda, surpreende.A escrita de António Garrido consegue aligeirar certos aspetos "sombrios" e cativar o leitor. A história tem muita ação e os pormenores criminais que relata foram retirados dos verdadeiros livros de Cí.

Em suma, este é um romance histórico-ficional que gostei muito e que recomendo.

 

 Cí olhou com carinho para o seu velho mestre. 

- Uma vez Íris Azul disse-me que Feng conhecia infinitas formas de morrer. E se calhar era verdade. Talvez haja infinitas formas de morrer. Mas do que tenho a certeza é que só existe uma forma de viver.

 

Sinopse:Na antiga China, só os juízes mais sagazes atingiam o cobiçado título de «leitores de cadáveres», uma elite de legistas encarregados de punir todos os crimes, por mais irresolúveis que parecessem. Cí Song foi o primeiro. Inspirado numa personagem real, "O Leitor de Cadáveres" conta a história fascinante de um jovem de origem humilde que, com paixão e determinação, passa de coveiro nos Campos da Morte de Lin’an a discípulo da prestigiada Academia Ming. Aí, invejado pelos seus métodos pioneiros e perseguido pela justiça, desperta a curiosidade do próprio imperador, que o convoca para investigar os crimes atrozes que ameaçam aniquilar a corte imperial. Um thriller histórico absorvente, minuciosamente documentado, onde a ambição e o ódio andam de mãos dadas com o amor e a morte, na exótica e faustosa China medieval. 

Qui | 25.05.17

Palestina, de Hubert Haddad | Livro secreto #3 |

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Eis um livro que estranhei e adorei: estranhei a história, porque, embora conheça o conflito entre palestinianos e isrealitas, não é fácil entrar nela; adorei a Falastin, a sua personalidade e a forma como ela supera as adversidades, porque é uma mulher marcada e de grandes convições. É admirável um escritor escrever um romance em que a personagem feminina principal ultrapassa tudo e todos, sem o esteriótipo de mulher existente no mundo árabe.

Todas as palavras empregues, neste pequeno livro, servem para descrever uma situação sem fim à vista, muito difícil e dura. Não é um tema nada fácil. A guerrilha é uma constante, mas, mesmo sem saber se a vida continua no dia a seguir, Nessim apaixona-se por Falastin.

Já quanto ao desfecho final, penso que foi coerente com a realidade do conflito, quer exterior quer interior.

Mais não posso dizer. 

Um ligeiro ruído nas suas costas fá-la reter o fôlego. Não é que se sinta apreensiva, o medo não a atinge; mas a tristeza invade-a, semelhante a um desejo de destruição, a um gosto brusco pela queda, sempre que sujeita a qualquer ameaça, física ou moral. Apesar disso, recompõe-se e demonstra indiferença. Nada se pode contra o verdadeiro desprendimento. 

Nada viria jamais a salvá-la neste mundo. Fora distinguida com uma ferida demasiado íntima, privada, na imaterialidade da sua carne e também fora dela, na estranha desumanidade das coisas.

 

Sinopse: Algures na Cisjordânia entre a Linha Verde e o «muro de segurança», uma patrulha israelita é atacada por um comando palestiniano. No confronto, um dos soldados é abatido, o outro feito prisioneiro pelo comando que depressa se põe em debandada... Ferido, em estado de choque,  o refém perde todas as referências, esquece como se chama. Para ele, é a passagem para o outro lado do espelho. Único sobrevivente, sem documentos, vestido à civil e de keffieh, o jovem militar é recolhido, tratado e depois adoptado por duas palestinianas. É nessa condição que Nessim descobre e experimenta os sofrimentos e tensões de uma Cisjordânia ocupada. Neste comovente romance, através da personagem de Falastìn, Hubert Haddad converte todo o horror do conflito numa alegoria trágica de grande beleza. 

 

Qua | 24.05.17

Pesquisa nonsense

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Já me tinha deparado com várias muitas pesquisas no blogue, mas esta, "Exemplo de conversa nonsense", deixou-me perplexa e, no mínimo, sem saber o que responder ou pensar. 

Será que:

 

a) estavam à procura de uma conversa sem lógica ou sem coerência?

b) pesquisavam uma das conversas do Senhor Gato, como esta aqui?

c) Ou será que já não digo coisa com coisa? 

 

Qual acham que é a correta?! 

 

Acho que estou a sentir o formigueiro da falta de lógica ou do tal do nonsense 

 

Eu descobri o mistério e a resposta. E publiquei hoje como se fosse dia 1 de abril, dia das mentiras, pois é o que parece esta pesquisa ou acham que a resposta certa é a c)?

 

 

Ter | 23.05.17

Línguas-de-gato | O amor não é para gatos # 32 |

Ando nas nuvens. Dá gosto olhar pela janela e ver os pássaros e as flores. Deito-me ao sol. A dormir. A sonhar. Ultimamente sonho muito, sabem? A minha dona diz que ando bugado e eu fico a olhar para ela com bigodes de espanto. Às vezes não percebo os humanos e eles tão pouco entendem o que se passa à sua volta. Neste caso aparento serenidade, pois no meu interior algo se está a passar. O som da sua voz fica muito tempo no meu ouvido. O feio tornou-se belo. Até a andorinha, se pousasse na minha varanda, seria bem recebida com o toque suave das minhas patinhas.

No domingo, a Pipoca veio ter comigo toda animada. Disse que queria ser apresentada ao gato do vizinho (fiquei sem miar durante dois dias). O pedido apanhou-me desprevenido e confundido. É que o gato do vizinho, o Amado, é gato para ter 70 anos em anos de humano!

Estranhamente comecei a pensar mais na história da Pipoca. Amar pelos dois ecoa no meu cérebro todos os dias (e na rádio, na televisão, no telemóvel, no tablet...), vá-se lá saber porquê!

O Salvador ganhou a Eurovisão, mas parece que a minha visão é que precisa de ser salva. Help. O amor não é para gatos, pois não? 

 

 

O título do post foi retirado daqui

 

Seg | 22.05.17

Somos sem saber

Sou alma e fim, sou sentimento, a essência, e a quimera.

Talvez procure, na estranheza, a beleza.

Mas como explicar a palavra que lavra a língua na míngua do que esquecemos?

Sabendo que a escola da eternidade está encerrada... cabe-nos agora descobrir...

o trilho ou o caminho da verdade.

 

 

 

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