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No carnaval ninguém leva a mal, é uma expressão que ouvimos mas que nós gatos não entendemos. Os humanos esforçam-se tanto por se divertir com roupas, óculos, máscaras, perucas e pinturas! Eu acho muito, muito estranha esta época do ano, pois está frio e chove,e toca de abanar o rabo (e mais, mas isso agora não interessa nada) com pouca roupa e muito ritmo?! Bem que há cada maluco(a) no Carnaval, isso é miar a verdade.Mas, de tudo o que tenho visto e ouvido, ainda considero de pas(mi)ar a história dos óscares. Ou os humanos estão a ficar cada vez mais sem imaginação ou então o dinheiro não compra tudo? Eles desfilam, batem palmas e levam uns vestidos (uns trapos caríssimos) a rastejar pelo tapete fora. Falar de filmes ou das roupas das atrizes, eis a questão. Eu prefiro falar do Carnaval que foi o terrível engano ao anunciar o vencedor. Ehehe, foi quase como uma partida de Carnaval pois eles anunciam o vencedor e depois, ups, não, afinal é o outro. E Monlight ganhou o óscar para melhor filme, mas antes tomem lá um sustozinho que é para tornar a coisa mais emocionante. Muito. Credível, pouco. Continuando em modo de Carnaval propriamente dito, os humanos querem vestir-me a preceito (WTF). Será que nem o reino felino deixam sossegado?! 

Humpfff. Decidam por algo apropriado para um gato e não se enganem!!!

 

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Imagens retiradas daqui

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Autora: Sophie Kinsella

Ano:2017

N.º de Páginas: 414
Editora: Quinta Essência
 
Sinopse: Lottie tinha a certeza de que Richard, o seu namorado de longa data, ia pedi-la em casamento. Mas estava enganada. Farta de esperar, decide terminar a relação. O inesperado acontece quando Lottie, ainda a recuperar da desilusão, recebe um telefonema. Do outro lado da linha está Ben, um ex-namorado com quem fizera um pacto insólito no passado. Se, aos 30 anos (ou aos 33…), nenhum deles estivesse casado, casar-se-iam um com o outro. Para Lottie a mensagem é clara: o Destino está a uni-los! Já Fliss, a irmã de Lottie, não tem tanta certeza disso. Ela sabe que, por detrás deste aparente ato arrebatado de paixão, Lottie tem o coração partido. Mas casar com alguém que não vê há 15 anos ultrapassa todos os limites. O problema é que o mal já está feito… A solução? Seguir o casal até à ilha grega de Ikonos e fazer os possíveis (e os impossíveis) para impedir a consumação da união. Fliss rapidamente percebe que contrariar o Destino não é tarefa para os fracos de espírito, algo que ela acredita não ser. Mas à medida que o seu plano avança, uma dúvida paira no ar: estará ela preparada para pagar o preço pela intromissão?
 
Opinião: Já conhecia Sophie Kinsella em "Louca por compras" e, num dia cinzento, em que me sentia mais deprimida, resolvi ler só porque sim, só porque quero e só porque mereço. Nesses dias, nada como olhar para uma capa bonita, cheia de flores, com dois copos de vinho e um casal bonito...Eeeeeh, pela primeira vez na minha vida, escolhi o livro pela capa! Depois, verifiquei que o casal vai para a ilha grega de Ikonos (na realidade existe e o nome é Mikonos). Mar, sol e belas paisagens?! Sim, eu queria tanto passar o fim-de-semana num lugar com uma  paisagem como esta:

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Assim, arrangei uma forma económica de visitar um sítio, usando apenas a imaginação. Mas esperava mais. Esperava descrições dos locais e das comidas. Esperava o humor de "Louca por compras". No entanto, a leitura foi levezinha e serviu o seu propósito: passar um fim-de-semana calminho e aconchegante, um pouco como um "caldo de galinha para a alma". Ah, e eu que estava mesmo a precisar!!!

 

Fliss, a minha irmã mais velha, diz que penso em tecnicolor hollywoodiano e que tenho de me lembrar que as outras pessoa não conseguem ouvir os violinos.

 

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Ao reler "O Crime do Padre Amaro", de Eça de Queirós, surgiu uma enorme vontade de conhecer os locais que são referidos no romance e resolvi investigar, dando um passeio pelas ruas da cidade. 

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Ao fundo podem ver o castelo, sendo que a sua posição estratégica o torna visível independentemente do local, da cidade, onde estivermos.

Em dias de sol, é um passeio muito agradável. Recomendo.

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Procurei a placa da Travessa da Tipografia e a minha intuição levou-me lá (pronto, admito que tive de recorrer ao telemóvel).

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Eis senão quando, descubro a placa que assinala a casa...

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É esta a casa onde Eça de Queiroz viveu quando chegou a Leiria em 1870. Tinha 25 anos quando assumiu o cargo de Administrador do Concelho de Leiria e, durante um ano, viveu no n.º 13 da Travessa da Tipografia.

No romance é descrita como a casa da D. Augusta Caminha, a quem chamavam São Joaneira, mas o escritor dá-lhe outro nome e outro número, curiosamente o n. º 9 da Rua da Misericórdia. 

 

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E digo curiosamente porque li algures que Eça era muito supersticioso e que não gostava de gatos pretos, pelo que ter de morar no n.º 13 não deve ter sido nada fácil.

Em baixo, está a porta por onde o jovem Eça passou. No entanto, está tudo degradado e sujo, o que é de lamentar.

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Ao lado da Torre Sineira, foi construída a casa do sineiro, local onde ocorriam os encontros amorosos de Amaro e Amélia. 

 

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 Por fim, a Sé de Leiria.

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* fotografias tiradas com telemóvel.

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Autor: Eça de Queirós

Ano:1993
N.º de Páginas: 487
Editora: Círculo de Leitores
 
Sinopse: "O Crime do Padre Amaro" destaca-se, na obra queirosiana, como um dos títulos que maior controvérsia e incómodo provocou, quer no plano artístico quer no plano moral, desde logo pela forma desassombrada como retrata um certo lado mais obscuro da classe clerical. Este romance viu a luz do dia num contexto espácio-temporal marcado pela agitação e pelo fascínio intelectual e cultural a que não eram de todo alheios o desabrochar para comportamentos ideológicos de ruptura e uma certa radicalização de posições. Fruto de um longo processo de criação, "O Crime do Padre Amaro" conheceu três versões, sendo a última a que é conhecida do público e que se adopta como texto-base desta edição crítica. Nela podemos testemunhar um profundo sentido da exigência estética e da ética da criação artística, bem como a concepção do romance como instrumento crítico, numa atitude literária que espelha já um progressivo afastamento do naturalismo mais acentuado que caracterizou as versões anteriores. O romance narra a relação amorosa entre a jovem Amélia e o padre Amaro, e pode ser entendido, segundo as palavras do próprio autor, como «uma intriga de clérigos e de beatas tramada e murmurada à sombra de uma velha sé de província portuguesa». 
 
Opinião: Eça de Queirós é um dos meus autores preferidos, pelo que fiquei bastante entusiasmada quando soube que tinha sido escolhido para leitura no Clube dos Clássicos Vivos. Reli este livro com satisfação redobrada, pelo menos até à página 200, uma vez que o escritor descreve vários locais em Leiria. De facto, quando o li pela primeira vez tenho a certeza que me passaram ao lado estes pequenos pormenores, que fazem toda a diferença. Além de a história se desenrolar em Leiria e arredores, este romance é bastante "cru" e realista. Muitos seguiam o sacerdócio sem qualquer vocação e, tal como Amaro Vieira, eram obrigados pelos familiares a seguir esse caminho. Mas, quando Amaro conhece Amélia, todo o seu ser (mais a sua carne) reclama por sentimentos nada próprios para um padre. Além de egoísta, Amaro zelou apenas pelos seus interesses, não olhando a meios para atingir os seus intentos. Esta faceta de Amaro é detestável, pois sob uma aparência de "santo" esconde-se a personagem mais perigosa do enredo. Por outro lado, a doce Amélia emana inocência, confiança e acredita em tudo o que ele lhe diz. Talvez por isso, simpatizei com a Amélia e com o seu noivo João Eduardo. Já todos os outros personagens, desde padres a beatas, são um pouco entediantes; a descrição das conversas é longa e aborrecida, e, pelo meio, as comidas bem regadas com muitos santos à mistura (ou, como refere Eça, o "arsenal beato") fizeram com que o ritmo de leitura se tornasse mais lento e arrastado. Porém, a meu ver, isso muda na casa do Sineiro, local onde vive a voz da "consciência" através da paralítica "Tótó". É nesta parte que a história volta a ser interessante e avança novamente. Não temam, pois não vou revelar o desfecho, nem é isso o que pretendo, sob pena de falar aqui umas verdades e manifestar toda a minha monumental indignação, em especial contra atos, que envolvam mulheres e crianças, perpetuados por quem deveria manifestar bondade, solidariedade e ensinar os bons princípios da fé!
 
O bom católico, como a tua pequena, não se pertence; não tem razão, nem vontade, nem arbítrio, nem sentir próprio; o seu cura pensa, quer, determina, sente por ela. O seu único trabalho neste mundo, que é ao mesmo tempo o seu único direito e o seu único dever, é aceitar esta direção; aceitá-la sem a discutir; obedecer-lhe dê por onde der; se ela contraria as suas ideias, deve pensar que as suas ideias são falsas; se ela fere as suas afeições, deve pensar que as suas afeições são culpadas.
 

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