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O Livro Pensamento

O Livro Pensamento

28
Fev17

Línguas-de-gato| Os Óscares não são o Carnaval mas olha que parece... # 22

No carnaval ninguém leva a mal, é uma expressão que ouvimos mas que nós gatos não entendemos. Os humanos esforçam-se tanto por se divertir com roupas, óculos, máscaras, perucas e pinturas! Eu acho muito, muito estranha esta época do ano, pois está frio e chove,e toca de abanar o rabo (e mais, mas isso agora não interessa nada) com pouca roupa e muito ritmo?! Bem que há cada maluco(a) no Carnaval, isso é miar a verdade.Mas, de tudo o que tenho visto e ouvido, ainda considero de pas(mi)ar a história dos óscares. Ou os humanos estão a ficar cada vez mais sem imaginação ou então o dinheiro não compra tudo? Eles desfilam, batem palmas e levam uns vestidos (uns trapos caríssimos) a rastejar pelo tapete fora. Falar de filmes ou das roupas das atrizes, eis a questão. Eu prefiro falar do Carnaval que foi o terrível engano ao anunciar o vencedor. Ehehe, foi quase como uma partida de Carnaval pois eles anunciam o vencedor e depois, ups, não, afinal é o outro. E Monlight ganhou o óscar para melhor filme, mas antes tomem lá um sustozinho que é para tornar a coisa mais emocionante. Muito. Credível, pouco. Continuando em modo de Carnaval propriamente dito, os humanos querem vestir-me a preceito (WTF). Será que nem o reino felino deixam sossegado?! 

Humpfff. Decidam por algo apropriado para um gato e não se enganem!!!

 

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Imagens retiradas daqui

24
Fev17

A Lua-de-mel, de Sophie Kinsella # 37

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Autora: Sophie Kinsella

Ano:2017

N.º de Páginas: 414
Editora: Quinta Essência
 
Sinopse: Lottie tinha a certeza de que Richard, o seu namorado de longa data, ia pedi-la em casamento. Mas estava enganada. Farta de esperar, decide terminar a relação. O inesperado acontece quando Lottie, ainda a recuperar da desilusão, recebe um telefonema. Do outro lado da linha está Ben, um ex-namorado com quem fizera um pacto insólito no passado. Se, aos 30 anos (ou aos 33…), nenhum deles estivesse casado, casar-se-iam um com o outro. Para Lottie a mensagem é clara: o Destino está a uni-los! Já Fliss, a irmã de Lottie, não tem tanta certeza disso. Ela sabe que, por detrás deste aparente ato arrebatado de paixão, Lottie tem o coração partido. Mas casar com alguém que não vê há 15 anos ultrapassa todos os limites. O problema é que o mal já está feito… A solução? Seguir o casal até à ilha grega de Ikonos e fazer os possíveis (e os impossíveis) para impedir a consumação da união. Fliss rapidamente percebe que contrariar o Destino não é tarefa para os fracos de espírito, algo que ela acredita não ser. Mas à medida que o seu plano avança, uma dúvida paira no ar: estará ela preparada para pagar o preço pela intromissão?
 
Opinião: Já conhecia Sophie Kinsella em "Louca por compras" e, num dia cinzento, em que me sentia mais deprimida, resolvi ler só porque sim, só porque quero e só porque mereço. Nesses dias, nada como olhar para uma capa bonita, cheia de flores, com dois copos de vinho e um casal bonito...Eeeeeh, pela primeira vez na minha vida, escolhi o livro pela capa! Depois, verifiquei que o casal vai para a ilha grega de Ikonos (na realidade existe e o nome é Mikonos). Mar, sol e belas paisagens?! Sim, eu queria tanto passar o fim-de-semana num lugar com uma  paisagem como esta:

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Assim, arrangei uma forma económica de visitar um sítio, usando apenas a imaginação. Mas esperava mais. Esperava descrições dos locais e das comidas. Esperava o humor de "Louca por compras". No entanto, a leitura foi levezinha e serviu o seu propósito: passar um fim-de-semana calminho e aconchegante, um pouco como um "caldo de galinha para a alma". Ah, e eu que estava mesmo a precisar!!!

 

Fliss, a minha irmã mais velha, diz que penso em tecnicolor hollywoodiano e que tenho de me lembrar que as outras pessoa não conseguem ouvir os violinos.

 

23
Fev17

Adoro desafios e mistérios #2

Ao reler "O Crime do Padre Amaro", de Eça de Queirós, surgiu uma enorme vontade de conhecer os locais que são referidos no romance e resolvi investigar, dando um passeio pelas ruas da cidade. 

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Ao fundo podem ver o castelo, sendo que a sua posição estratégica o torna visível independentemente do local, da cidade, onde estivermos.

Em dias de sol, é um passeio muito agradável. Recomendo.

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Procurei a placa da Travessa da Tipografia e a minha intuição levou-me lá (pronto, admito que tive de recorrer ao telemóvel).

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Eis senão quando, descubro a placa que assinala a casa...

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É esta a casa onde Eça de Queiroz viveu quando chegou a Leiria em 1870. Tinha 25 anos quando assumiu o cargo de Administrador do Concelho de Leiria e, durante um ano, viveu no n.º 13 da Travessa da Tipografia.

No romance é descrita como a casa da D. Augusta Caminha, a quem chamavam São Joaneira, mas o escritor dá-lhe outro nome e outro número, curiosamente o n. º 9 da Rua da Misericórdia. 

 

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E digo curiosamente porque li algures que Eça era muito supersticioso e que não gostava de gatos pretos, pelo que ter de morar no n.º 13 não deve ter sido nada fácil.

Em baixo, está a porta por onde o jovem Eça passou. No entanto, está tudo degradado e sujo, o que é de lamentar.

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Ao lado da Torre Sineira, foi construída a casa do sineiro, local onde ocorriam os encontros amorosos de Amaro e Amélia. 

 

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 Por fim, a Sé de Leiria.

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* fotografias tiradas com telemóvel.

22
Fev17

O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós #36

 

 

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Autor: Eça de Queirós

Ano:1993
N.º de Páginas: 487
Editora: Círculo de Leitores
 
Sinopse: "O Crime do Padre Amaro" destaca-se, na obra queirosiana, como um dos títulos que maior controvérsia e incómodo provocou, quer no plano artístico quer no plano moral, desde logo pela forma desassombrada como retrata um certo lado mais obscuro da classe clerical. Este romance viu a luz do dia num contexto espácio-temporal marcado pela agitação e pelo fascínio intelectual e cultural a que não eram de todo alheios o desabrochar para comportamentos ideológicos de ruptura e uma certa radicalização de posições. Fruto de um longo processo de criação, "O Crime do Padre Amaro" conheceu três versões, sendo a última a que é conhecida do público e que se adopta como texto-base desta edição crítica. Nela podemos testemunhar um profundo sentido da exigência estética e da ética da criação artística, bem como a concepção do romance como instrumento crítico, numa atitude literária que espelha já um progressivo afastamento do naturalismo mais acentuado que caracterizou as versões anteriores. O romance narra a relação amorosa entre a jovem Amélia e o padre Amaro, e pode ser entendido, segundo as palavras do próprio autor, como «uma intriga de clérigos e de beatas tramada e murmurada à sombra de uma velha sé de província portuguesa». 
 
Opinião: Eça de Queirós é um dos meus autores preferidos, pelo que fiquei bastante entusiasmada quando soube que tinha sido escolhido para leitura no Clube dos Clássicos Vivos. Reli este livro com satisfação redobrada, pelo menos até à página 200, uma vez que o escritor descreve vários locais em Leiria. De facto, quando o li pela primeira vez tenho a certeza que me passaram ao lado estes pequenos pormenores, que fazem toda a diferença. Além de a história se desenrolar em Leiria e arredores, este romance é bastante "cru" e realista. Muitos seguiam o sacerdócio sem qualquer vocação e, tal como Amaro Vieira, eram obrigados pelos familiares a seguir esse caminho. Mas, quando Amaro conhece Amélia, todo o seu ser (mais a sua carne) reclama por sentimentos nada próprios para um padre. Além de egoísta, Amaro zelou apenas pelos seus interesses, não olhando a meios para atingir os seus intentos. Esta faceta de Amaro é detestável, pois sob uma aparência de "santo" esconde-se a personagem mais perigosa do enredo. Por outro lado, a doce Amélia emana inocência, confiança e acredita em tudo o que ele lhe diz. Talvez por isso, simpatizei com a Amélia e com o seu noivo João Eduardo. Já todos os outros personagens, desde padres a beatas, são um pouco entediantes; a descrição das conversas é longa e aborrecida, e, pelo meio, as comidas bem regadas com muitos santos à mistura (ou, como refere Eça, o "arsenal beato") fizeram com que o ritmo de leitura se tornasse mais lento e arrastado. Porém, a meu ver, isso muda na casa do Sineiro, local onde vive a voz da "consciência" através da paralítica "Tótó". É nesta parte que a história volta a ser interessante e avança novamente. Não temam, pois não vou revelar o desfecho, nem é isso o que pretendo, sob pena de falar aqui umas verdades e manifestar toda a minha monumental indignação, em especial contra atos, que envolvam mulheres e crianças, perpetuados por quem deveria manifestar bondade, solidariedade e ensinar os bons princípios da fé!
 
O bom católico, como a tua pequena, não se pertence; não tem razão, nem vontade, nem arbítrio, nem sentir próprio; o seu cura pensa, quer, determina, sente por ela. O seu único trabalho neste mundo, que é ao mesmo tempo o seu único direito e o seu único dever, é aceitar esta direção; aceitá-la sem a discutir; obedecer-lhe dê por onde der; se ela contraria as suas ideias, deve pensar que as suas ideias são falsas; se ela fere as suas afeições, deve pensar que as suas afeições são culpadas.
 
20
Fev17

Línguas-de-gato | A bela e o monstro # 21

Mesmo sem ter muita paciência, a qual se encontra prestes a esgotar com tanta peneirice da Pipoca, nos últimos 20 dias tenho-me dedicado mais à minha dona. Eu sei que, nestas alturas, ela precisa de mim. É sempre bom dar atenção quando é preciso. E não estou a miar por miar. Não! A minha dona tem tido uns dias complicadíssimos ou, segundo o meu faro felino indica, está a começar a ficar"velhota". Ui, ela que não me oiça miar isto! Peço que mantenham alguma confidencialidade quanto aquilo que revelo, até porque os animais são os melhores amigos. Quando muito podem revelar o que quiserem sobre a Pipoca. Posso afirmar convictamente que hoje, dia de fazer festinhas aos animais de estimação (e a humanos quando há segundas intenções), encostei a minha pata na Pipoca. Ela é macia, um pouco estranha, muito branca e sem sal, como o pão. No entanto, ela estava a dormir profundamente e não deu por nada, nem sequer que lhe chamei nomes inapropriados, tais como, renhau renhau. Humpf! Tanta conversa miada deu-me uma sede! Já volto...

***Dois dias antes***

Ando muito esquecido, eu sei. A idade vai pesando, estou muito gordo e peso 9 quilos! Fico a pensar que se calhar devia correr um pouco à volta da mesa da sala de jantar? Bem, talvez o faça...quando as coisas estiverem mais calmas por aqui. A minha dona, coitada, andou, primeiro, com uma dor nas costas e, na semana passada, com uma grande dor de dentes. Mas isto, segundo ouvi ela a contar a alguém, não é nada comparado com o esgotamento nervoso causado por problemas do filho na escola. É que há quem não aceite a idade e queira continuar bela, e há quem exiga crianças já adultas, concentradas, que não façam perguntas, que não conversem e que terminem os trabalhos no máximo em 40 minutos. Depois dizem que dar o comprimido da inteligência é culpa dos pais?! Eu pergunto: o monstro é a criança que é apenas uma criança ou é o sistema de educação tal como está? 

***Hoje, dia das festas nos animais de estimação***

Façam muitas festas todos os dias, pois os donos agradecem e depois retribuem. Mas não pensem que não há bela sem monstro: é que eu recebi muitas festinhas e a Pipoca também!!! Não é justo!!!

14
Fev17

Línguas-de-gato | O dia dos namorados e a estupidez natural #20

Falam, falam, falam e o que eu oiço, além de blábláblá Wiskas saquetas, é a enorme capacidade de gritar dos humanos. Gritam por tudo e por nada. Doi, gritam. Estão felizes, gritam. Se choram, gritam. Só que há ainda a habilidade de misturar isso tudo numa amálgama de emoções e fico sem saber se estão felizes ou tristes. Na minha opinião, a risota completa, quando assistem a certos vídeos, é de me deixar com os olhos tortos, o pêlo no ar e um certo ar de perplexidade.

 

Os humanos a serem eles mesmos...

 

Os cães no seu melhor...

 

Os gatos a surpreender-vos.....

 No fundo, no fundo, somos diferentes mas iguais. Aliás, todos temos um pouco de estupidez natural. Ups, já disse. E não, não me esqueci. Hoje é dia dos namorados. Mas não deveria ser dia dos namorados todos os dias? 

06
Fev17

A vida em modo livro|e| com o Narciso

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Ele é 8 ou 80, é Caxineiro e é do Norte. O Narciso Santos tem os blogues Mishmash Marketing e o cisosemjuizo, e neles escreve sobre marketing e sobre diferentes temas, espraiando pela blogosfera um mar de ideias, geniais ou loucas, conforme a perspetiva de cada um, mais ou menos como demonstra a fotografia acima . Mas vamos lá conhecer um pouco mais...

 

Conta uma pequena história de quando eras criança.

N: Conforme irão constatar nas perguntas seguintes, principalmente na escolha dos meus dois livros que edificaram o meu caráter, não tive de facto uma infância fácil. Fui o primeiro a nascer e passado 1 ano surgiu a minha irmã. Sempre fomos os dois marginalizados pela minha “família”, “tipo patinhos feios” mesmo com uma “família” numerosa entre tios e tias eram 14. Não entendia e continuo a não entender porque os meus avós me colocavam “na rua” à chuva, ao frio e com fome sem nos deixarem entrar em casa, pois fazíamos muito barulho (éramos crianças…) e depois mais tarde entre os 5 e os 7 anos em casa da minha tia aconteceu o mesmo… eu entre os 5 e 7 anos tive que saber sobreviver “À Rua” e com isso ainda ter que tomar conta da minha irmã… Mas diz o velho ditado: “o que não nos mata torna-nos mais fortes” aprendi a lei do desenrascar, a lei do sonhar e querer algo melhor para mim, para a minha irmã e para os meus pais. Pois o meu pai não poderia fazer nada por nós, pois passava 11 meses em alto mar, e 1 mês em Portugal, a minha mãe saía de casa as 6 da manhã e entrava em casa ás 7 da noite, entre o “gap” das 13h (9h ás13 h tinha escola) até as 19h eu tinha-me que desenrascar com outra inocente…

Posso dizer o que muitos não podem, pois comia marisco quase todos os dias como lanche, pois aprendi a pescar lagosta, caranguejos, camarão… Fazer uma fogueira e cozinhar dentro de uma lata com água do mar… Quanto à “família” aprendi, não é o sangue que comanda… A família é quem nos quer bem, um amigo, um professor, um estranho que nos dá um pedaço de pão sem pedir nada em troca, isto sim é família, o resto simplesmente partilha o mesmo sangue…

Mas a “Rua” preparou-me para o “mundo cão” em que vivemos, e infelizmente os meus filhos não podem ter uma educação um pouco de “Rua” pois só lhes faria bem.

 

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Os manos Santos 

 

O nosso corpo é formado por células. Qual é a tua célula adormecida?

N: Dado o mundo em que vivemos já nem sei mais se o nosso corpo é de facto formado por átomos, ou por “bits” e linguagem binária, pois estamos cada vez mais a passar por A.I. do que por Seres Humanos, se calhar se fossemos formados por Bits viveríamos num mundo melhor, mas assistimos cada vez mais a uma “desumanização” (Aconselho a ler o Livro com este título do Valter Hugo Mãe).

Tendo em conta as “pauladas” que apanhei nesta vida desenvolvi excelentes reflexos, pois nunca se sabe quando e de onde virá a próxima. Com isto vivo na minha “bolha” rodeado por aqueles que de facto são família tornando o processo de entrada de novas pessoas complicado, pois… No meu mundo só entra quem quer entrar, só entra quem conseguir entrar, só entra quem eu deixo entrar… Só os privilegiados tem acesso a este meu mundo… No Meu Mundo não existe o vosso Mundo…

Tenho consciência de ser autêntico e procuro superar todos os dias a minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes. Digo o que penso com esperança, penso no que faço com fé, faço o que devo fazer com amor. Eu esforço-me para ser cada dia melhor, pois a bondade também se aprende!

Como aprendemos todos os dias, estou a tentar aprender a “abrir mais a minha bolha” tentando que haja uma mutação no meu ADN nessa parte do meu Ser!

 

Conheceste alguém especial que gostasse tanto de livros como tu? Quem e quando.

N: De facto conheci, conheço e espero que continue a “conhecer” esta pessoa que não só gosta mais de livros do que eu, como foi ela quem me fez Amar a leitura, pois eu não era acérrimo amante dos livros. Tudo que não envolvesse uma “bola nos pés” podiam não contar comigo, mas os ditados e as frases feitas que eu tanto não gosto, novamente vêm dizer que têm razão “pois atrás de um Homem está sempre uma Grande Mulher” tenho a sorte de desde 1999 estar ainda com esta pessoa que modificou a minha vida para melhor, que me mostrou que existe um outro mundo “além da bola” sendo ela amante de futebol. A minha “Grande Mulher” de facto está para os livros como o Monstro das Bolachas da Rua Sésamo estava para as bolachas. Ela lê mais livros do que eu. Muitos dos livros que leio é por causa dela, pois existem livros que eu “rótulo” de “livro de gaja” mas é bom diversificar a nossa leitura e ler “estes livros de gaja” pois de facto a maior parte das vezes são uma enorme surpresa.

 

Qual o livro que achas que descreve melhor a tua personalidade.

N: Uiii, tantos… mas para mim não é muito complicado, pois estou a responder a esta pergunta no quarto do meu filho mais novo e um dos livros que escolho é sem dúvida “O Principezinho” de Antoine de Saint-Exupéry, claro que ele tem  a versão “grande Pop -UP” aqui ao meu lado na mesinha de cabeceira. Este livro está classificado como um dos melhores livros infantis, mas de facto quando o leio e releio sempre encontro algo de novo nas frases desde magnífico livro e acredito que não o podemos classificar como livro infantil pois vejo-o como intemporal e sem um nicho de idades, acho que é um livro para ser lido indiferentemente da idade (pois não acredito que as crianças consigam interpretar as retóricas do mesmo). É um livro “filosófico” onde encontramos “frases para uma eternidade” que nos remete para a tristeza e solidão, faz-nos sonhar e dá o mote para não desistir tendo em conta os valores pelos quais a vida se deveria reger. Mas terei que fugir á regra pois não posso deixar de fora o outro livro que me marcou e muito: “O Meu pé de Laranja Lima” de José Mauro de Vasconcelos. É outro livro na “onda” dos “livros infantis” que uma vez mais tem tudo menos de livro infantil…, mas este livro ainda é mais triste que o Principezinho, pois conta-nos a história de um menino de 6 anos, inteligente, pobre, traquinas, e acima de tudo triste (Hummm onde eu já li / escrevi isto…) Onde encontra o Amor, a Alegria e a Vida, na sua imaginação, criando um mundo ideal para ele, onde ele possa ser um vencedor, dado que a realidade é dura em demasia para uma criança tão pequena. Tal como a minha realidade até aos 8 anos também o foi…

 

Escolhe uma citação do(a) autor(a) preferido(a) e explica-a.

N: Hummm, escolha complicada, mas após pensar uns bons 3 segundos e 10 milésimos  chego à conclusão que de facto moldo a minha vida não com uma citação preferida mas com 2 citações (sim estou a fugir ás regras outra vez, mas algumas foram feitas para serem quebradas, espero que esta seja uma delas) ;)

1 -  Citação de Abraham Cowley que remonta aos anos 1600 diz: ”The world changes constantly, and in nature, be constant would be a inconstancy.” Esta é a frase que eu sempre colocava no início de cada trabalho da faculdade, pois de facto tudo na natureza e nas nossas vidas mudam constantemente e temos que ter mente aberta para esta mudança e estar cientes que com ela temos que nos reinventar e inovar. Se em 1600 este Senhor dizia isto…, se olharmos a nossa sociedade nos dias de hoje, ainda mais se aplica com a disseminação de informação pelos mass média, pela internet, redes sociais, onde tudo muda num estalar de dedos onde cada vez mais se torna complicado acompanhar o ritmo destas mudanças vertiginosas.

A outra situação é de uma música do Scooter “Move Your Ass!” sim o Título é sugestivo :), mas de facto tem uma parte da música onde ele afirma: “Its Nice to be Important, but its more Important to be Nice”. De facto não existe nada melhor que as pessoas serem “nice” serem bondosas, serem “Seres Humanos” ainda mais neste mundo em que o “Humano” cada vez mais tende a desaparecer, infelizmente.

 

 Qual é a música popular portuguesa que mais odiaste até hoje?

N: Eu sou um defensor que deveria-se ouvir mais música portuguesa, deveria passar mais música portuguesa nas rádios…

A música Popular Portuguesa, ou música Pimba, tem os seus bons e maus cantores, bons e mais argumentistas de letras da música. Tudo o que bate e roça a barreira do brejeiro e do mau tom para mim é de descartar.

Um dos exemplos que detesto é o Auto Proclamado “Pai do Pimba” - Emanuel, simplesmente não entendo como se consegue ouvir “aquilo” é detestável. Vou a casamentos e lá levo com o Pimba do Emanuel, vou a batizados e mais do mesmo… Detesto esta música, o que me fez também não conseguir olhar para o homem, pois não sei porquê fez com que eu o rotulasse de Nazi, pois loiro, olhos azuis, parece mesmo um ser Ariano Superior, a sorte é que a “aquilo” que ele “canta” rapidamente o rebaixa para o lugar onde ele deve estar na minha mente, LAMA!

 

Qual é a situação mais absurda que te aconteceu a ti ou a alguém num local público?

N: Bem… Não posso falar em situação absurda mas foi uma boa história (caricata no mínimo) que ainda se fala nos corredores dos Balneários do Rio Ave Futebol Clube, bem como quando janto com os meus amigos sempre recordamos essa história entre outras. Estávamos em 1996 numa sexta feira e o Grupo Silence 4 iria nessa noite dar o primeiro concerto em Vila do Conde. Então entre nós decidimos marcar após o treino ir comer umas “francesinhas” e depois ir assistir ao concerto. No fim do jantar fomos ao concerto que terminou por volta da 1 da manhã, e tínhamos jogo no sábado contra o Infesta, equipa essa que o Rio Ave nunca derrotou. E o que faz toda uma equipa  disciplinada, que foi convocada para o jogo, que à 1 da manhã já deveria estar a dormir? Cama?… Nada disso… Decide em conjunto ir beber uns copos para a disco (ou vamos todos ou não vai nenhum). Deviam ser umas 5 da manhã, estou no bar a pedir uma Cerveja (sim 5 da manhã a ingerir álcool a umas horas do jogo iniciar…), olho para o meu lado e quem vejo? O nosso preparador físico, que logo me coloca aquele olhar (reprovativo) de quem fica muito satisfeito por ver o capitão da equipa a beber umas cervejas ás 5 da madrugada numa disco. Vem ter comigo, e diz-me que eu não iria jogar, ao qual assenti com a cabeça e disse que compreendia, ele virou as costas, apelidou-me umas coisas entredentes… e começou a descer as escadas em direcção á pista de dança, onde encontra os restantes 17 elementos da equipa. Eu desço as estado e digo: “Prof. é melhor contactar a equipa de reservas pois estamos aqui os 18 que convocou para o jogo daqui a pouco, e se nós não deveríamos estar aqui, acho que o Prof. também não pois deveria descansar e delinear estratégia para o jogo.” ironizando eu com o assunto.

O Homem saiu desvairado… Saímos da disco, fomos tomar pequeno almoço todos juntos às 7 da manhã e no fim fomos para o estádio jogar. Posso dizer que a palestra do Mister e do Prof antes dos jogos eram tipo os discursos de Fidel, não pelo conteúdo mas pela demora…, desta vez foi silêncio total e só nos disse: “notasse nos vossos olhos que dormiram muito…” Vão para campo e tentem dignificar a camisola que envergam. Só ganhamos 7-1 nesse jogo. A mistura da vergonha de termos sido apanhados, mais o medo de fazer figuras tristes, mais a nossa reputação em jogo, deu-nos o tónico de fazermos um jogo perfeito em frente a uma quantidade de centenas de adeptos incluindo familiares. 

 

Quais são os livros do final da tua vida?

N: Eu costumo dizer que os meus filmes preferidos são aqueles que volto sempre a rever, as minhas músicas preferidas são aquelas que volto sempre a ouvir, e os meus livros preferidos são aqueles que volto sempre a reler.

Por isso os livros para o final da minha vida será reler todos os livros que tenho aqui nas prateleiras.

Quero voltar a ler todos eles, pois terei uma perspectiva analítica diferente do que tenho agora, pois estarei mais velho e mais sábio (acho eu…) e também ao reler os mesmos voltarei a relembrar todas fases da minha vida…, onde, como e em que situação, solteiro, casado, com filhos, com netos, etc…

***

N: Obrigado pelo convite e aproveito para dizer que foi um prazer participar. Peço desculpas pelas respostas longas, mas tentei resumir o máximo que pude…

Em anexo segue uma foto, uma de mim e da minha irmã, pois não consigo enviar uma foto minha de bebé sem incluir ela na mesma.

 

E: Não agradeças, pois para mim foi um previlégio conhecer uma pessoa que se diz"esquizofrénica bipolar" (na brincadeira, claro!) e que aparece sempre divertido e bem disposto.

Mas a vida é isto, e é feita destes pequenos momentos, uns tristes, outros alegres...Da minha parte, muito e muito obrigada e reforço a ideia: bom humor, precisa-se. Não te esqueças disto, okay?

 

 

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