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O Livro Pensamento

O Livro Pensamento

Sex | 30.09.16

Uma boa gargalhada | A sério? # 2

Como já devem ter reparado, gosto de escrever e, com o tempo, espero que as palavras me encontrem com facilidade (sou fácil de localizar). Nas andanças da escrita (ou algaraviada), eu gosto de ouvir música (com ou sem palavras) assim como adoro uma boa gargalhada e ...bem, não me julguem, sou seria(mente) viciada... 



A sério #1
Sex | 30.09.16

A permanência de uma memória

Uma avó, em sinapse memorável, pressentiu a chegada doadeus à memória, em arrebatada permanência, mas com uma brevidade equiparada auma folha de caderno que insiste em não se desprender. O que fazer quando aspalavras não chegam?!
- Era uma …
- Era uma vez, é muito piroso, avó! A história vaiparecer que é para bebés e eu já sou muito crescido! – disse o Gonçalo.
- Está bem - respondeu a avó -, vou continuar sedeixares. Há um mundo misterioso que existe na cabeça das pessoas. Esse mundopode ser uma memória ou um lugar enorme, cheio de experiências extraordinárias.O que preferes?
- Eu prefiro uma história sobre carros – disse ele - ecom carrosséis, pipocas coloridas, e algodão doce com sabor a chocolate.
- A avó vai contar a história, mas primeiro quero quesaibas que a memória pode ser simples ou complicada. Se for simples, tens umcérebro feliz. Se for complicada, tens de lutar e, se conseguires, tens deprocurar as respostas. Sabes, a tua cabecinha tem vida própria, mas preciso queentendas o início.
- A sério, avó? A história é sobre a minha cabeça! Eusei que, no outro dia, não a quis lavar..
Em luminescência incerta, a avó achou que deveriaexplicar. Talvez, se ….
- A tua cabeça? Não. Vou fazer uma pergunta e depoiscomeço a história. O teu carro tem um motor?
- Claro, o motor faz o carro andar!
- Com a memória é igual, pois, tal como um carro velho,pode esquecer-se de trabalhar.
- E o óleo, avó?
- O óleo ajuda.
- E não existe um óleo desses para amemória, avó?
- Existe. Chama-se paciência e amor.
- Avó, tu já és velhinha, contas ahistória?
-Paciência amor, vou contar…Era uma…
Qui | 29.09.16

O Projeto Rosie, de Graeme Simsion # 25

 

 

Sinopse: Don Tillman, professor de Genética e pouco sociável, decide que chegou o momento de arranjar uma companheira, e elabora um questionário que irá ajudá-lo a encontrar a mulher perfeita. Quando Rosie Jarman aparece no seu gabinete, Don assume que ela pretende concorrer ao "Projeto Esposa" e penaliza-a por fumar, beber,não comer carne e ser pouco pontual. Mas Rosie não ambiciona tornar-se a Sra.Tillman. O seu objectivo é recorrer ao profissionalismo de Don, para que ele a ajude a encontrar o seu pai verdadeiro.
Às vezes, não somos nós que encontramos o amor; é o amor quenos encontra…
 
Opinião: Olhei para este livro e,ao ler a sinopse, achei que era uma história simples e que podia ler em pouco tempo. Pensei:“Vou levar. Não me importa se é bom ou não, porque é só para distrair um pouco!”. Querem uma óptima leitura para descomprimir? É esta. Durante o fim-de-semana, na minha mente, visualizei não o Don, mas o SheldonCooper, da série “A Teoria do Bing Bang” (ainda bem que a Rosie não é nada como a Amy,ehehe).
A história começa de uma maneira muito interessante, porque o protagonista vai dar uma palestra sobre a síndrome de Asperger, e, ao longo do livro, o leitor vai, aos poucos, apercebendo-se da relação dessa síndrome com as atitudes do personagem. 
A narrativa é feita na primeira pessoa, é muito subtil e permite-nos conhecer bem o “mecanismo” de convivência social de Don, cuja inteligência é a de um génio. Ele tem uma memória e capacidade de aprender fora do comum, sabe cozinhar bem e é “giro”, mas não consegue sentir emoções ou descrever as expressões do rosto das pessoas.
Outra situação que achei interessante: Don e o seu amigo, Gene, são ambos professores numa universidade na Austrália, na área da Genética, porém, não podiam ser mais diferentes, em especial no que toca às mulheres. Assim, quando Rosie entra na vida de Don e lhe pede para descobrir quem é o seu pai biológico, ele, comogeneticista, decide ajudá-la a recolher, à socapa, o ADN de vários “suspeitos”,surgindo então  as situações divertidas.
Gostei bastante deste livro por ser um romance de estreia escrito por um homem (é pouco comum isso acontecer), pelos bons momentos que proporcionou e pela leitura fácil e agradável, ideal para descontrair e devorar num ápice.
 
Citação: “Umquestionário! Que solução tão óbvia. Um instrumento com um fim específico,cientificamente válido, que incorporasse a melhor prática corrente de filtrar as consumidoras de tempo, as desorganizadas, as discriminadoras de gelados, asqueixosas de assédio visual, as contempladoras de cristais, as leitoras de horóscopos, as obcecadas pela moda, as fanáticas religiosas, as vegetarianas, as fãs do desporto, as criacionistas, as fumadoras, as cientificamente iliteratas,as homeopatas, deixando, idealmente, a parceira perfeita ou, em termos realistas, uma pequena lista de candidatas”.

 

 
Qua | 28.09.16

NADA, sente as palavras

Controlamos a energia e moldamos um instante,
um minuto descontrolado do pensador, do ser pensante.
Não há alternativa.
Questiona a realidade.
Nesse momento, sério, descarnado e sem piedade,
amassa a persistência insistente sem idade.
NADA nos surpreende,
NADA  acalma a imensidão
da imaginação
apressada e sem saída.
Questiona tudo.
Questionar é procurar,
É sentir sempre mais,
com força, apesar
de acordar
no lugar errado.
Questiona sempre e
nada fará parar
o pensamento.
NADA, e vence,
e sente o descontentamento,
NADA, e forma as frases de amor. 
Procuramos viver em função de
ser e não ser,
alegre e infeliz,
só e apaixonado.
Dicotomia à altura das palavras,
que são como sementes
que temos de sabercultivar,
que são como plantas
que temos de saber regar.
Exacerba o sentimento
e nada, nada em palavras;
NADA  na merujinha de ideias parvas;
NADA na chuva molha-tolos;
e origina uma morrinha ocular. 
Dom | 25.09.16

Quase Nada


O amor
é a vida frágil, sensível,
de um coração palpitante
cheio de  palavras sentimentais.

É a doce fantasia
do Eterno,
é Tudo,
mas efémero.

Em cinzas,
sem chama ou
sem felicidade.

Pode reacender
Um pouco, mas
Às vezes,
Quase Nada.




Dom | 25.09.16

Línguas-de-gato | O Pedro, o facebullying e os outros # 4

Um gato pode afiar as unhas, ou não? Bom. A minha dona anda um bocado aborrecida e eu, para a animar, assim que acordei de mais uma sesta, em cima da sua camisola preferida, fui ter com ela e fiz-lhe o meu olhar de gatinho patas fofas. Parece que resultou. Bom. Aqui vamos nós! Depois de dormir, dormir e dormir, esta representação do olhar é inversamente proporcional aos olhares que lanço sobre certas coisas que vou ouvindo. Porque sou um gato atento.Porque tenho uma costela viking e ando por cá há mais tempo do que vocês pensam. Sou um “desbravador de mares” e, por isso, vou desbravar uma ideia que ando a congeminar. Então, um Pedro cancelou a apresentação de José António Saraiva, porque o livro lançou uma grande polémica nas redes sociais e nos media. Depois, o outro Pedro, que escreveu um texto inédito, incluído num manual escolar do primeiro ciclo, está envolto noutra polémica, onde? Nas redes sociais. Ora, isto exige uma reflexão ponderada. Para começar, há um certo facebullying, em que algumas pessoas instrumentalizam outras. Se não estiveres bem, mais ninguém pode estar, então vai daí mais um comentário. Tungas, que é bom para a tosse! Este tem sucesso, então vai daí mais outro comentário. Tungas,que já almoçaste! Todos ufanos, aquecem a alma e os dedos com opiniões cheias de idoneidade. No fim de contas, o povinho engole tudo. Acredite quem quiser,estamos no século XXI, mas estes assuntos estão envoltos em polémica. A minha reflexão apurada, somou dois mais dois, encontrou um sentido para estes acontecimentos de destaque. O sentido é: devem olhar para um livro que fala de coisas dos políticos, mas esquecerem os impostos; devem preocupar-se com os meninos e meninas, que não aprendem a ler (no primeiro ano todos sabem ler e senão sabem deviam saber), mas se eles pedirem um telemóvel topo de gama, para não ficar mal, nem atrás do colega, bora esquecer esse detalhe, por demais estúpido e insignificante. Face it!

E não digam que isto é cliché, é o que é, e agora vou ali para o sofá lamber uma orelha.

Até à próxima.
Sab | 24.09.16

O homem cabra | A sério? # 1

No passado dia 22 de setembro, realizou-se a Cerimóniados Prémios IG Nobel, na Universidade de Harvard, nos EstadosUnidos da América. 
Em Portugal, o humor está down, por isso,quando li esta notícia, em que premiaram um investigador que vestiu cuecas em ratos e um cientista que viveu três dias com cabras, tive de vir compartilhar com vocês esta pequena pérola surrealista.

Moral dahistória: a ciência pode ser divertida. A sério?! What an assehole. LOL.
Sex | 23.09.16

Eu Sou Deus, de Pedro Chagas Freitas # 24

Sinopse: “Eu Sou Deus não é um livro de auto-ajuda. Mas, se você o ler, pode auto-ajudar-se. Tenha cuidado”.

Opinião: Não tenho por hábito dar opiniões, porque não sou crítica literária, nem acho cool dizer mal de quem trabalha (escrever dá trabalho, sabiam?). Mas, como não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe, início, aqui, uma nova etapa com o livro de Pedro Chagas Freitas.
Tal como é dito no prefácio, “Não ter medo das palavras é não ter medo da vida”. Assim, em modo de provocação, digo: fiquei estupidamente surpreendida. Sim. E, também, surpreendentemente estupefacta. Pois. E, a cada folha, mais doente. Com uma doença chamada sensibilidade. Sou uma pessoa habituada a que outras pessoas façam cenas, mas não a ler cenas. Percebem? E murros? Muitos murros nos olhos, na cabeça e no estômago. Aliás, fiquei com uma sensibilidade tal que tive pena das pobres palavras, tão massacradas e tão escalpelizadas. Assisti a uma implosão total: de palavras. Aprendi o que é uma construção massiva: de palavras. Ouvi a ironia generalizada: de palavras. Atrevo-me a dizer que, em cada capítulo, foi erguida uma parede (de palavras) entre o escritor e o leitor, para depois ruir por completo. A desconstrução do edifício, das ideias, surge nas palavras que se repetem uma, e outra, e outra vez, com o imbecil (dos imbecis), o choninhas (que pede desculpa) e o burro (armado em intelectual)...
Como ficaram a saber, o livro não correspondeu às minhas expectativas, mas aprendi bastante. Ouso olhar para uma palavra e vê-la sob outro ângulo.Ouso chocar quando digo que foi um choque quando li o primeiro livro de Saramago.O que é importante? É:pensar, aprender, construir e escrever. Isso é importante, sem dúvida. Já dizia Einstein: "A mente que se abre a uma nova ideia, jamais volta ao seu tamanho original". 

Citação: “Errar é uma das acções mais acertada que pode haver na vida. Eu sou pelo erro. Isso é certo. Sou por quem não abdica de tentar só porque tem medo de falhar”.

Pensamento: Inicia-se a fase das palavras sem medo de falhar, finda a etapa da inocência das palavras ditas e achadas.
Já agora, não peço desculpa porque não sou nenhuma choninhas, pá!


Qui | 22.09.16

Livre de pontuar

Pontuar
Faz pensar
e paralisar
a criatividade
Ser livre e
Escrever sem forma
como entender
Sem stress
sem pausas
Quereis respirar
Respirai quando vos apetecer
Sou livre de pontuar
O que quiser
mesmo sem ar
Quero saramagar
um pouco mais
A felicidade de saber
que posso pontuar
as palavras
mais tarde
agora
ou nunca
Sim NUNCA

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