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Como já devem ter reparado, gosto de escrever e, com o tempo, espero que as palavras me encontrem com facilidade (sou fácil de localizar). Nas andanças da escrita (ou algaraviada), eu gosto de ouvir música (com ou sem palavras) assim como adoro uma boa gargalhada e ...bem, não me julguem, sou seria(mente) viciada... 



A sério #1

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Uma avó, em sinapse memorável, pressentiu a chegada doadeus à memória, em arrebatada permanência, mas com uma brevidade equiparada auma folha de caderno que insiste em não se desprender. O que fazer quando aspalavras não chegam?!
- Era uma …
- Era uma vez, é muito piroso, avó! A história vaiparecer que é para bebés e eu já sou muito crescido! – disse o Gonçalo.
- Está bem - respondeu a avó -, vou continuar sedeixares. Há um mundo misterioso que existe na cabeça das pessoas. Esse mundopode ser uma memória ou um lugar enorme, cheio de experiências extraordinárias.O que preferes?
- Eu prefiro uma história sobre carros – disse ele - ecom carrosséis, pipocas coloridas, e algodão doce com sabor a chocolate.
- A avó vai contar a história, mas primeiro quero quesaibas que a memória pode ser simples ou complicada. Se for simples, tens umcérebro feliz. Se for complicada, tens de lutar e, se conseguires, tens deprocurar as respostas. Sabes, a tua cabecinha tem vida própria, mas preciso queentendas o início.
- A sério, avó? A história é sobre a minha cabeça! Eusei que, no outro dia, não a quis lavar..
Em luminescência incerta, a avó achou que deveriaexplicar. Talvez, se ….
- A tua cabeça? Não. Vou fazer uma pergunta e depoiscomeço a história. O teu carro tem um motor?
- Claro, o motor faz o carro andar!
- Com a memória é igual, pois, tal como um carro velho,pode esquecer-se de trabalhar.
- E o óleo, avó?
- O óleo ajuda.
- E não existe um óleo desses para amemória, avó?
- Existe. Chama-se paciência e amor.
- Avó, tu já és velhinha, contas ahistória?
-Paciência amor, vou contar…Era uma…

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Sinopse: Don Tillman, professor de Genética e pouco sociável, decide que chegou o momento de arranjar uma companheira, e elabora um questionário que irá ajudá-lo a encontrar a mulher perfeita. Quando Rosie Jarman aparece no seu gabinete, Don assume que ela pretende concorrer ao "Projeto Esposa" e penaliza-a por fumar, beber,não comer carne e ser pouco pontual. Mas Rosie não ambiciona tornar-se a Sra.Tillman. O seu objectivo é recorrer ao profissionalismo de Don, para que ele a ajude a encontrar o seu pai verdadeiro.
Às vezes, não somos nós que encontramos o amor; é o amor quenos encontra…
 
Opinião: Olhei para este livro e,ao ler a sinopse, achei que era uma história simples e que podia ler em pouco tempo. Pensei:“Vou levar. Não me importa se é bom ou não, porque é só para distrair um pouco!”. Querem uma óptima leitura para descomprimir? É esta. Durante o fim-de-semana, na minha mente, visualizei não o Don, mas o SheldonCooper, da série “A Teoria do Bing Bang” (ainda bem que a Rosie não é nada como a Amy,ehehe).
A história começa de uma maneira muito interessante, porque o protagonista vai dar uma palestra sobre a síndrome de Asperger, e, ao longo do livro, o leitor vai, aos poucos, apercebendo-se da relação dessa síndrome com as atitudes do personagem. 
A narrativa é feita na primeira pessoa, é muito subtil e permite-nos conhecer bem o “mecanismo” de convivência social de Don, cuja inteligência é a de um génio. Ele tem uma memória e capacidade de aprender fora do comum, sabe cozinhar bem e é “giro”, mas não consegue sentir emoções ou descrever as expressões do rosto das pessoas.
Outra situação que achei interessante: Don e o seu amigo, Gene, são ambos professores numa universidade na Austrália, na área da Genética, porém, não podiam ser mais diferentes, em especial no que toca às mulheres. Assim, quando Rosie entra na vida de Don e lhe pede para descobrir quem é o seu pai biológico, ele, comogeneticista, decide ajudá-la a recolher, à socapa, o ADN de vários “suspeitos”,surgindo então  as situações divertidas.
Gostei bastante deste livro por ser um romance de estreia escrito por um homem (é pouco comum isso acontecer), pelos bons momentos que proporcionou e pela leitura fácil e agradável, ideal para descontrair e devorar num ápice.
 
Citação: “Umquestionário! Que solução tão óbvia. Um instrumento com um fim específico,cientificamente válido, que incorporasse a melhor prática corrente de filtrar as consumidoras de tempo, as desorganizadas, as discriminadoras de gelados, asqueixosas de assédio visual, as contempladoras de cristais, as leitoras de horóscopos, as obcecadas pela moda, as fanáticas religiosas, as vegetarianas, as fãs do desporto, as criacionistas, as fumadoras, as cientificamente iliteratas,as homeopatas, deixando, idealmente, a parceira perfeita ou, em termos realistas, uma pequena lista de candidatas”.

 

 

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Controlamos a energia e moldamos um instante,
um minuto descontrolado do pensador, do ser pensante.
Não há alternativa.
Questiona a realidade.
Nesse momento, sério, descarnado e sem piedade,
amassa a persistência insistente sem idade.
NADA nos surpreende,
NADA  acalma a imensidão
da imaginação
apressada e sem saída.
Questiona tudo.
Questionar é procurar,
É sentir sempre mais,
com força, apesar
de acordar
no lugar errado.
Questiona sempre e
nada fará parar
o pensamento.
NADA, e vence,
e sente o descontentamento,
NADA, e forma as frases de amor. 
Procuramos viver em função de
ser e não ser,
alegre e infeliz,
só e apaixonado.
Dicotomia à altura das palavras,
que são como sementes
que temos de sabercultivar,
que são como plantas
que temos de saber regar.
Exacerba o sentimento
e nada, nada em palavras;
NADA  na merujinha de ideias parvas;
NADA na chuva molha-tolos;
e origina uma morrinha ocular. 

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Não sei bem o que me passa pelo pensamento, mas, às vezes, não dá para resistir.



E  vai daí, chego à conclusão que podemos coleccionar vídeos de uma categoria estranha, mas que poderá fazer algum sentido. Ou não?!

Palavras sem música

Desenhos animados sem palavras


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