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Tudo se passa entre maio e outubro de 1917, em Fátima. É neste período de tempo que o autor narra os acontecimentos relacionados com as aparições de Fátima, tendo por protagonista Lúcia, enquanto intermediária entreo profano e o sagrado. Com 10 anos, ela é apenas uma menina que gosta de brincar com os seus dois primos, Jacinta e Francisco. Maria, a mãe de Lúcia, é severa com a filha, mas preocupa-se com ela, como qualquer mãe. A dimensão humana está, por isso, presente, através da mãe de Lúcia e, ainda, da mãe do autor (achei curiosa a forma como se dirige ao filho e fiquei com a sensação que estaria noutro plano). Quanto à dimensão divina, só aparecem palavras quase bíblicas, presumo que vindas de Deus. Não são referidas as palavras de Nossa Senhora quando aparece às três crianças (os pastorinhos), o que, a meu, ver foi propositado. Se por um lado o autor não quis dar uma opinião direta sobre os factos, por outro introduz algumas farpas quanto à veracidade, designadamente quando Maria surpreende Lúcia a brincar, com o lenço na cabeça, a fazer o papel de Nossa Senhora perante outras crianças e quando a Lúcia conversa com objetos ou com as folhas da azinheira, entre outros pequenos detalhes.

Citação:”As palavras são imperfeitas quando tentam dizer aquilo que é maior do que elas. São imperfeitas também quando tentam dizer aquilo que parece ínfimo, dependendo da proporção. Nesse caso, as palavras são dedos que tentam apanhar uma migalha, fazem a forma de beliscá-la, mas deixam-na lá, como se fossem inúteis”.

Pensamento: Nesta altura, as pessoas eram, na esmagadora maioria, analfabetas; um povo pobre e cujos filhos estão na guerra. Será que este povo desesperado foi vítima de uma alucinação coletiva?

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Poema avariado

29.08.16
Algo se passa neste lugar
hilariante
Ah, quem disse que não gosto do riso
contagiante?
A frescura nas palavras
inquietante?
Ou que alcança um significado
hesitante?
Algo se passa neste lugar
O poema avariado revela num
instante:
Riso.


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A ação decorre em Maycomb nos anos 30, após a depressão, e é pelos olhos de uma criança de seis anos, Jean Louse Finch ou Scout, que a história é narrada. Ela é uma menina que aprendeu a ler sozinha e para ela a escola é um tédio. Ela é diferente; veste-se e brinca como uma “maria-rapaz”. É nas brincadeiras com o irmão, Jem, e com o amigo, Dill, que dá largas à imaginação e vive grandes aventuras, na esperança de encontrarem Boo Radley, o vizinho que ninguém vê e que comentam ser um fantasma. Já o seu pai, Atticus Finch, advogado, homem justo e bom, concorda defender Tom Robinson da acusação de violação de uma jovem branca.
A maneira como Scout vê os adultos vai mudando ao longo do livro, pois vai perdendo a inocência quando começa a compreender o que é o mundo dos adultos, bem como o que é o racismo, a intolerância, o preconceito e a verdadeira injustiça.
Citação:” A única coisa que não respeita a regra da maioria é a consciência de cada um”. 
Pensamento: Acho que assisti a demasiados filmes, porque não tive grandes surpresas neste livro. Gostei do mistério em torno de Boo Radley e das brincadeiras das crianças. Simpatizei, também, com a cozinheira negra (Calpurniana).

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O que pesa em mim?
Serão as esmagadoras toneladas opressoras
e agressivas incertezas sobre o peito?
Sem o ar, o que respiro?
Numa amálgama de preces conjuntas
Com o tempo no altar
Ouso, na tempestade das emoções,
Pedir um sacrifício:
O sossego de livremente
respirar com calma.
Quando não desejo
Viver na turbulência
da alma
Sem o ar, o que respiro?
Embotado ensejo
Com falta de oxigenação
Questiono as singulares
circunstâncias
Em que o calor queimou
A possibilidade de qualquer meditação
Circunspecta providência
Teimosia aleivosia
Desígnio absoluto
Sempre em contradição.
Só que não posso viver sem ar
Nem alimentar a fogueira
Que queima a possibilidade
De obter alguma serenidade.



Imagem do Codex Seraphinianus

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Ao quetudo indica, prevê-se a primeira edição de 898 exemplares (porque não 900 ou1000?) do manuscrito Voynich. Bem, a história não acaba aqui. Olivro em causa intriga toda a comunidade de especialistas e amadores em criptografia porque é: misterioso (não se sabe ao certo de onde veio ealvitram que foi escrito por extraterrestres); ninguém o consegue ler (já setentaram vários métodos). 
O que me causa enorme espanto é que o manuscrito estádisponível na internet mas (pasmem-se) vai custar a módica quantia de sete mileuros, cada um (???). Então, está mais do que assente, este mistério não é para mim. Julgo que escrevo algumas coisas que ninguém, que me conhece, entende, mas isso não faz de mimuma perita em caracteres alienígenas. Ora espreitem:
 
 
 
 
 
 
Para veres mais aqui.
 
O manuscritoVoynich, foi descoberto em 1912 em Itália e recebeu o nome de um comerciante de livrosde segunda-mão polaco, Wilfrid Voynich. De acordo com a datação porcarbono, o manuscrito terá sido criado por volta do século XV. Será uma falsificação feita por um mago daquela época? Terá sido escritoem Itália? O que serão as plantas misteriosas? E os diagramas? 

 

Têm alguma teoria sobre a forma como pode ser decifrado? 

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